eSocial: Legislação trabalhista exige informações eletrônicas

A Legislação Trabalhista passou por modificações e, no decorrer deste ano, as empresas brasileiras já estão se regularizando. Desde julho é obrigatório a adesão ao eSocial (Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas), um projeto do Governo Federal para coleta de informações sobre 4 milhões de empregadores e 44 milhões de trabalhadores.

É por meio do sistema que as empresas compartilham com o Governo, de forma unificada, as informações relativas aos trabalhadores como, por exemplo, vínculos, contribuições previdenciárias, folha de pagamento, comunicações de acidente de trabalho, aviso prévio, escriturações fiscais, FGTS, férias e horas extras. Os dados são geridos pela CAIXA, INSS, Ministério da Previdência Social, Ministério do Trabalho e Emprego e Receita Federal do Brasil. Deste modo, a prestação das informações ao eSocial substitui o preenchimento e a entrega de formulários e declarações separados a cada ente.

Neste primeiro momento passam a se integrar ao sistema as empresas com faturamento anual de até R$ 78 milhões, ou seja, mais de 13 mil empresas e cerca de 15 milhões de trabalhadores. Micro e pequenas empresas, aquelas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, e Microempreendedores Individuais (MEI) que possuam empregados, um público de aproximadamente 155 mil empregadores, devem ingressar no sistema a partir de novembro.

A estimativa do Governo Federal é de que a implantação do eSocial possa aumentar a arrecadação em R$ 20 bilhões por ano só por eliminação de erros, que levam as empresas a pagarem menos do que o devido. Para Altemir Linhares de Melo, assessor especial da Receita Federal para o eSocial, o uso do sistema vai permitir mais controle sobre pagamento de tributos e aumento da arrecadação.

OBJETIVOS DO ESOCIAL:
– Aumentar a arrecadação de tributos;
– Simplificar o cumprimento das obrigações trabalhistas, previdenciárias e fundiárias;
– Facilitar a fiscalização por parte dos diversos órgãos públicos (Ministério do Trabalho, Instituto Nacional do Seguro Social, Receita Federal do Brasil, e Caixa Econômica Federal), do cumprimento das obrigações principais e acessórias por parte das empresas e equiparados;
– Maior qualidade e controle das informações;
– Diminuir a sonegação;
– Eliminar informações em duplicidade, triplicidade etc.
– Garantir os direitos trabalhistas e previdenciários aos trabalhadores.

SISTEMA DEMANDA DADOS DE SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR

Uma das exigências do eSocial é o envio de dados de segurança e saúde do trabalhador. Esta seria a última etapa a ser executada pelas empresas, mas merece atenção especial. Para atender a demanda, a empresa GA TOP Gestão em Segurança & Saúde Ocupacional, que atua há 15 anos no mercado, ampliou o atendimento e a prestação de serviço com mais funcionários, horário diferenciado e novo programa.

A intenção é garantir a agilidade para regularização das empresas. “Nossa equipe está mobilizada para assegurar êxito nos procedimentos desta fase. O trabalho já está acontecendo”, garante a técnica em segurança do trabalho, Cristiani Nesi Lopes.

A etapa ligada à segurança e saúde do trabalhador tem como prazo o mês de janeiro de 2019. Por este motivo, empresas já devem procurar a empresa especializada em setembro para dar encaminhamentos nos documentos. As informações que serão repassadas em um único documento digital deixarão a empresa de acordo com a legislação e os padrões determinados nas áreas trabalhistas, previdenciárias, fundiárias e tributárias.

“Depois de janeiro, caso serviço que não estiver cadastrado e regularizado, o governo aplicará multas. Os valores podem chegar até a R$ 150 mil, dependendo do porte da empresa. É importante não deixar para fazer os laudos no final do prazo para evitar congestionamento do sistema. Por exemplo, se não registrar um empregado a multa varia de 3 ou 6 mil cada caso. Se esquecer de mencionar um dado no registro é 600 reais por empregado”, esclarece.

Contratar empresas especializadas nesta área garantem a elaboração de laudos e programas de segurança do trabalho, bem como exames periódicos e treinamentos. “Os benefícios são diversos. Estar regularizado e ter os laudos são garantias para a empresa. Ela estará dentro das normas vigentes. A GA TOP conta com uma equipe formada por profissionais que atuam direcionados para as necessidades da saúde e segurança do trabalhador. Nós incentivamos a prevenção para aprimorar a saúde e o bem-estar de trabalhadores e elevar a produtividade da empresa”, finaliza.

A obrigatoriedade de contratar empresa deste segmento existe há anos, mas a partir de julho deste ano, os dados da empresa contratada deverão ser informados nos cadastros do eSocial. Na ocorrência de acidente com o empregado, parte da informação à Previdência através do eSocial deverá ser realizada pela empresa responsável pela parte de medicina do trabalho. As informações sobre acidentes de trabalho-CAT e afastamentos devem ser realizadas no próprio dia do afastamento.

EXPERIÊNCIA NO MERCADO É DIFERENCIAL DA GA TOP

A empresa GA TOP Gestão em Segurança & Saúde Ocupacional foi pioneira na área de Segurança e Medicina do Trabalho em Urussanga no ano de 2003. A experiência de 15 anos no mercado faz da empresa referência e transmite aos clientes con¬fiabilidade na prestação de serviços. A filial de atendimento em Urussanga é direcionada a empresas de diversos ramos como, por exemplo, construção civil, indústrias, hospitais, alimentício, madeireiras, plásticos, transportes, metalúrgicas, estruturas metálicas, entre outras.

Contribuintes podem destinar parte do Imposto de Renda para ajudar crianças e adolescentes

Os brasileiros que ganharam pouco mais de R$ 28 mil em 2017 têm até 30 de abril para entregar declaração do Imposto de Renda. Os catarinenses obrigados a declarar o IR podem destinar parte do valor pago para projetos voltados a crianças e adolescentes dos municípios, pelo FIA (Fundo Municipal para Infância e Adolescência). Os recursos são utilizados, exclusivamente, para o custeio de programas, ações e serviços dirigidos ao atendimento dos direitos de crianças e adolescentes. Dessa forma, o contribuinte do IR não efetua desembolso algum. Ele exerce um direito que a legislação lhe garante. Em Santa Catarina, 121 municípios arrecadaram R$ 3.952.014,53 para o FIA ano passado.

Em Urussanga, o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente em conjunto com o curso de contábeis da Unibave realizará palestra voltada a contadores e contribuintes, sobre o assunto. O evento acontecerá no dia 12 de março, no Complexo de Assistência Social, às 19:30.

Como destinar o IR para o FIA

Para doar ao FIA municipal o contribuinte tem que optar pela declaração do tipo completa, a declaração simplificada não é possível fazer a destinação ao Fundo.
No caso de Pessoa Física, o percentual pode ser de até 6% do IR devido. Já no caso da Pessoa Jurídica, fica em 1%. No sistema de declaração já aparecerá o valor máximo a ser deduzido, mas a pessoa pode doar quanto quiser.
Depois disso é preciso imprimir a DARF e efetuar o pagamento.
O contribuinte Pessoa Física que tenha imposto a restituir receberá uma restituição maior.

Núcleo da ACIU promove curso de aperfeiçoamento sobre cervejas

O Núcleo Gastronômico da Associação Empresarial de Urussanga (ACIU) realizou na noite de segunda-feira, dia 26, um curso de aperfeiçoamento sobre cervejas artesanais. A capacitação ocorreu nas dependências da cervejaria Birra Del Nonno, no bairro Pirago. O treinamento foi ministrado por Jeorge Amaral, um dos sócios-proprietários da cervejaria. Participaram do curso profissionais do setor de alimentação como garçons, baristas, atendentes, caixas, gerentes, entre outros. Na oportunidade foram abordados assuntos como conceitos básicos sobre produção de cerveja, estilos Ale e Lagers, escolas cervejeiras, finalizando com harmonizações e degustação.

“O segmento das empresas participantes do Núcleo são da área de gastronomia e por este motivo decidimos focar em treinamentos. A cervejaria Birra Del Nonno é uma associada e por isso idealizamos dar este curso de aperfeiçoamento a estes profissionais e oportunizar mais conhecimento. A intenção é fazer novos cursos em outras áreas. O próximo será sobre vinho e, futuramente, de acordo com a necessidade dos nucleados novos treinamentos serão oferecidos”, explica a secretária executiva da ACIU, Gerusa Fontanella.

Governo de SC autoriza início do asfalto na SC-440

O secretário de Infraestrutura de Santa Catarina, Luiz Fernando Cardoso liberou o começo das obras de pavimentação da SC-440, Rodovia dos Mineiros, que liga Urussanga a Lauro Müller. A entrega da ordem de serviço aconteceu ontem, na Câmara de Vereadores de Urussanga, e contou também com a presença dos deputados estaduais Cleiton Salvaro, José Milton Scheffer e Manoel Motta, do secretário da ADR Criciúma, João Fabris, prefeito de Urussanga, Gustavo Cancellier e vice Décio Silva, prefeitos e vices da região, vereadores e comunidade.
A autorização se refere à pavimentação asfáltica do primeiro trecho da SC-440, de quase dois quilômetros, que contemplará a localidade de Rio Carvão Baixo. O investimento é de R$ 2,9 milhões e os serviços serão executados pela Setep Construções.
“Esta é uma obra emblemática. Quando assumi a Secretaria encontrei este projeto desatualizado e na gaveta de pendências. Eu atualizei e fui em busca desta concretização em respeito à Urussanga e ao Sul de SC. A bancada de deputados da região abraçou a causa e o prefeito e a comunidade unida lutaram com perseverança. O Governo de SC pretende trazer os avanços necessários para a nossa região”, salientou Cardoso.
O deputado Cleiton Salvaro afirmou que a bancada continuará lutando pela conclusão da obra. “Se as lideranças políticas de 30 anos atrás tivessem envolvidas neste projeto, com determinação e coragem, mesmo fatiando a obra, ela já estaria pronta. Porém nunca é tarde para começar. E esta pavimentação beneficiará toda a comunidade Urussanga. Nós, deputados estaduais da bancada do Sul, vamos continuar lutando pela conclusão dessa obra e também por outras para esta cidade, pois tenho um carinho especial e sou desta terra. Este ato mostra a força política do Sul que vem trabalhando”, frisou.
Para o prefeito de Urussanga, este momento é de agradecimento. “Desde 1963 esta rodovia vem sendo pleiteada. Uma obra que encurtará o caminho entre a BR 101 e a Serra do Rio do Rastro, além de facilitar o escoamento. Sabemos da injustiça social que ocorreu nestas comunidades pela riqueza que a região gerou à SC. Por isso é preciso agradecer imensamente ao chefe de gabinete Totinho, ao ex-prefeito Johnny, aos deputados e demais autoridades envolvidas, em especial ao secretário Vampiro que cumpriu com a sua palavra. Aproveito para parabenizar e agradecer a mobilização e união dos moradores. O trabalho de vocês deu resultado”, finalizou.

Na Alemanha, espumante de Urussanga é comparado ao champagne francês

Um encontro no palácio da cidade alemã Weimar, patrimônio da humanidade, transformou-se em matéria nos jornais regionais do leste da Alemanha e evidenciou uma garrafa de espumante produzida na região Vales da Uva Goethe, no Sul de Santa
Catarina, detentora da única Indicação Geográfica de Procedência do setor vitivinicultor no Estado.
No dia 25 de janeiro, durante reunião da sociedade literária Goethe (Goethe Gesellschaft), associação que se dedica a obra e ao autor alemão Johann Wolfgang von Goethe, os membros degustaram o espumante produzido pela vinícola Casa Del Nonno, de Urussanga, com a emblemática variedade de uva que leva o sobrenome do
escritor.
Segundo o alemão Sylk Schneider, os membros da sociedade literária ficaram impressionados com a história e cultura em prol da uva e do vinho Goethe no Sul do Brasil. “Mostrei imagens da região Vales da Uva Goethe e todos ficaram admirados. Na Alemanha, o vinho Goethe é novidade.
Nenhum membro da sociedade conhecia este produto até ontem. O espumante foi um sucesso. Os sábios disseram que ele tem qualidade que nem o champagne francês”, conta Schneider, que é autor do livro “A viagem de Goethe ao Brasil”.
As garrafas de espumantes Goethe foram entregues por Felipe Alves, na época acadêmico da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) que estudou sobre a internacionalização dos vinhos da região Vales da Uva Goethe.
Em comentário no jornal Thüringische Landeszeitung (TLZ), a jornalista alemã Christiane Weber escreveu: “Goethe está nos lábios de todos”.
Site da sociedade literária Goethe: http://www.goethe-gesellschaft.de/

Cirsures visita Usina de Asfalto

O presidente do Cirsures e prefeito de Morro da Fumaça, Agenor Coral, juntamente com o prefeito de Cocal do Sul, Ademir Magagnin e técnicos do consórcio visitaram a usina de asfalto do município de Meleiro, na última semana.
Na oportunidade, a equipe do Cirsures foi acompanhada pelo prefeito municipal, Eder Mattos. Ele demostrou os números operacionais do equipamento aos prefeitos, visto que eles possuem o interesse de adquirir o equipamento através da gestão consorciada.
Após visita ao gabinete, a equipe se descolocou para o pátio de operação a fim de verificar o funcionamento da usina de asfalto, demais equipamentos e estrutura necessária para o desenvolvimento das atividades de fabricação de asfalto e pavimentação de ruas.
Segundo o presidente do Cirsures, Agenor Coral o interesse dos prefeitos que integram o Cirsures é comprar uma usina, equipamentos e colocá-los em operação até o mês de maio deste ano.

Ateky Internet realiza primeiro workshop técnico em São Ludgero

No último sábado, dia 19, a empresa Ateky Internet promoveu o primeiro Workshop Técnico, em São Ludgero. O evento contou com aproximadamente 50 colaboradores de diversos municípios de atuação da empresa. O objetivo do workshop foi definir parâmetros, sanar dúvidas e explicar melhor a área técnica a todos os colaboradores da Ateky.
O setor de projetos da Ateky explicou a fundo toda estrutura de uma rede de fibra óptica como, por exemplo, o que é fibra óptica, tipos de ligações de rede e o processo técnico até o cliente final. Já o setor de Centro de Gerência de Redes (CGR), tirou dúvidas sobre rede interna e externa, área de cobertura, telefonia, entre outros.
Além do curso intensivo, ocorreram atividades dinâmicas de integração e troca de conhecimentos que a Ateky pratica com seus colaboradores. Como por exemplo, a participação de uma sessão de fotos de todos os setores, uma dinâmica de grupo, onde cada colaborador apresentava seu colega de trabalho, demonstrando assim conhecer um ao outro. No encerramento foi servido um coquetel aos presentes.
O Workshop da Ateky abordou temas como Fibra Óptica (FTTH), CDN, tipos de rede de computadores, área de cobertura via rádio e telefonia digital.

Coopercocal busca novas alternativas para geração de energia renovável

Na última semana, o presidente da Coopercocal, Altair Lorival de Melo (Belha) juntamente com o associado Mauro Ceron visitaram a Prefeitura de Bom Jardim da Serra. Eles foram recepcionados pelo prefeito Serginho Rodrigues de Oliveira e o secretário de Planejamento Oneide Nunes Zaneta.
O encontro iniciou com tratativas referentes à possibilidade de realização de estudos a fim de verificar pontos de queda d’água para a viabilidade de instalação de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) no município de Bom Jardim. Esta seria uma alternativa de garantir a sobrevivência das cooperativas com a geração própria.
As PCHs são consideradas fontes alternativas de geração de energia, sendo um modelo de fonte renovável com menor impacto ambiental, compromisso com a sustentabilidade e menor custo de geração. “Este é um projeto que leva muito tempo para ser desenvolvido e o primeiro passo é realizar esses estudos para verificar a viabilidade territorial que comporte esta instalação. Precisamos pensar no futuro”, destaca o presidente.

Primeiro trecho do asfalto na SC-440 é autorizado pelo Governador em exercício

As comunidades de Rio Carvão, Santana e Santaninha comemoram uma grande conquista na última semana. Na noite de sexta-feira, dia 11, o governador em exercício, Eduardo Pinho Moreira, e o secretário da Infraestrutura, Luiz Fernando Cardoso autorizaram o lançamento de edital de licitação para o primeiro trecho de pavimentação da SC-440, que liga Urussanga a Lauro Müller passando pelas localidades. Moradores das comunidades beneficiadas prestigiaram o ato.
Segundo consta no edital, a primeira etapa da pavimentação asfáltica será de 1,9 quilômetros e liga o bairro Nova Itália à Rodovia dos Mineiros, que inicia no bairro Rio Carvão. De acordo com o Governo de Santa Catarina, o valor estimado da obra é de R$ 3,4 milhões e o prazo de execução de 12 meses. “Estamos dando o primeiro passo para essa importante obra. Queremos que essa região se desenvolva e o asfalto é a alavanca do desenvolvimento”, destacou o governador em exercício.
Já o secretário de Infraestrutura garantiu que após publicação no Diário Oficial no início desta semana, a licitação será agendada para que a obra comece o mais breve possível. “Agradecemos a conquista desses dois quilômetros. De dois em dois chegaremos até a conclusão dessa rodovia e sei que teremos o apoio do Governo. Foram mais de 65 anos de espera e hoje estamos realizando este sonho que irá beneficiar não só Urussanga como toda a região. Temos que comemorar esse apoio do Governo do Estado e agradecer o empenho de lideranças e principalmente da comunidade que abraçou a causa”, enalteceu o prefeito de Urussanga, Luis Gustavo Cancellier.

A LUTA CONTINUA
A alegria e esperança das comunidades que clamavam pela pavimentação asfáltica há
décadas foram demonstradas por meio da participação de dezenas de moradores no ato que contou com a presença do Governador em exercício.
Um exemplo disso foi Marvina Zanelatto Muttini, de 92 anos, uma das moradoras de Rio Carvão. Ela fez questão de comparecer e acompanhar atentamente o ato. Marvina representa os centenas de moradores das localidades de Rio Carvão, Santana e Santaninha que não perderam a fé e que irão continuar lutando pelos próximos quilômetros de asfalto.
Para o presidente da Associação Comunitária do Rio Carvão (Acric), Sidnei Casagrande esta conquista dos dois quilômetros é resultado do empenho de toda a comunidade.
“Começamos este movimento em janeiro com o apoio da Rádio Marconi, depois fomos recebidos e também apoiados pela Câmara de Vereadores e Jornal Vanguarda, conseguimos espaço na Alesc, e penso que todo esse empenho das comunidades tomou força e colaborou para essa conquista. Esses dois quilômetros para quem muito
espera é pouco, mas já que nunca ganhamos nada com a história da mineração significa muito. Isso nos motiva, nos dá ânimo. Estamos no caminho certo e vamos continuar essa luta. Até Santana serão mais 7 quilômetros e depois faltaria mais 3,5 quilômetros para chegar à divisa com a cidade de Lauro Müller”, frisa.
O próximo passo, de acordo com o presidente da Acric, será a participação na audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), no dia 4 de setembro, em Santana. “Vamos pedir apoio aos deputados por meio de emendas ou pelo Fundam. Não podemos deixar no esquecimento”, finaliza.

Vereadores aprovam projeto relacionado à área industrial

O projeto de Lei do Executivo que regulamenta o Plano Diretor e insere a área industrial localizada no bairro São Pedro foi aprovado por unanimidade pelos edis na sessão de terça-feira, dia 8, na Câmara de Vereadores de Urussanga. O documento encaminhado pela Prefeitura Municipal consiste na adequação do terreno, retirando do zoneamento rural para zona industrial e, desta forma, permitindo a futura instalação de novas empresas naquela região.
Segundo o presidente do Legislativo, Marcos Roberto Silveira a aprovação desse projeto é de suma importância. “Ela possibilitará ao Executivo iniciar as tratativas para tirar de vez do papel a área industrial. Possibilitando e facilitando a instalação de novas empresas em Urussanga, gerando assim emprego e renda a nossa população. A Câmara de Vereadores será sempre parceira do Executivo nos bons projetos para a cidade”, salienta.
Para o vice-prefeito de Urussanga, Décio Silva, que está à frente dos trabalhos, esta é uma conquista de todos. “Essa aprovação é muito importante para o desenvolvimento da nossa cidade. Os vereadores estão fazendo um excelente trabalho ao encaminharem de forma correta decisões relevantes do município. Fico contente de ver um Legislativo atuante e com entendimento. Agradeço a todos os vereadores que compreenderam a necessidade que o país vive na questão de geração de empregos, aos técnicos da Prefeitura, à ACIU e ao COMUR pelo acompanhamento, apoio, empenho e dedicação. Essa conquista se deve ao trabalho de muitas pessoas juntamente com o Governo Municipal, pois no decorrer desses sete meses analisamos, estudamos e fizemos um trabalho amparado pela lei ”, ressalta.
Depois de a proposta ser consentida pelo COMUR, pela população em audiência pública na comunidade e aprovada pela Câmara de Vereadores, os próximos encaminhamentos agora serão feitos pela Prefeitura Municipal. O primeiro passo será a elaboração do projeto estrutural.
“Agora dependemos de fatores internos. Desde março a Prefeitura já reservou o valor de elaboração do projeto estimado em torno de R$ 80 mil, que contempla licenças ambientais, rede elétrica, entre outros itens. Quando ele estiver licitado, concluído e aprovado, vamos angariar recursos estaduais e federais. Nossa ideia é obter até o final do ano os projetos prontos e aprovados. O valor total para execução da obra só será estimado após a conclusão dos projetos. As expectativas para os próximos meses são boas e vamos trabalhar para que tudo seja concluído o mais rápido possível. As etapas que virão serão árduas, mas juntamente com o prefeito Gustavo nós estaremos empenhados neste intuito. Tudo acontecerá com a união de todos”, finaliza.

Área Industrial: projeto é aprovado em audiência Pública

A comunidade de Águas Mornas, no Bairro São Pedro conheceu de perto o projeto de Lei do Executivo que pretende regulamentar o Plano Diretor para inserir a área industrial. Os detalhes foram apresentados durante audiência pública, na noite da última segunda-feira, 31 de julho, no salão de festas da Capela Nossa Senhora da Saúde. O objetivo é adequar o terreno hoje de zoneamento rural para zona industrial e, assim, permitir a instalação de novas empresas na localidade.
O vice-prefeito de Urussanga, Décio Silva, que está a frente dos trabalhos, abriu a audiência juntamente com o prefeito Gustavo Cancellier. Durante o encontro, os detalhes foram apresentados pelo arquiteto da Prefeitura, Névton Bortolotto. Na oportunidade, a comunidade pode esclarecer todas as dúvidas relacionadas e aprovar a proposta.
“Sabemos que não há outra saída para o crescimento do nosso município senão o investimento da área industrial. Isso se tornou fundamental não só para criar novas empresas, como também para manter empresas que aqui estão. Por isso a importância de mostrar à comunidade o que será feito no local da área industrial”, declarou o prefeito Gustavo Cancellier.
Para o vice-prefeito, Décio Silva a apresentação foi importante para mostrar para a comunidade o projeto da Administração para a criação da Área Industrial. “Temos aqui um espaço preparado com infraestrutura para receber as empresas. Seguimos confiantes em nosso propósito de adequar este terreno para atrair novas empresas e, desta forma, promover mais desenvolvimento e oportunidades para o município e a população”, ressaltou Décio Silva.
A audiência também foi acompanhada pela diretoria da Associação Empresarial de Urussanga, ACIU. “As demonstrações e explicações proferidas foram bem colocadas, deixando os participantes da comunidade à vontade nos quesitos de quais empresas podem ser instalar no local e que hoje já existem indústrias no entorno da comunidade, sendo assim nada assustador. Como nada foi levantado ao contrário, caminhamos ainda mais convictos de que a área industrial sairá do papel. Uma oportunidade para a economia local e empregos para a cidade”, avaliou o presidente da ACIU, Adroaldo De Brida.

ÚLTIMO PASSO
Depois de aprovado pelo COMUR e em audiência na comunidade de Águas Mornas, o projeto de Lei agora segue para a provação dos vereadores. Na terça-feira, 1º de agosto, o prefeito Gustavo juntamente com o vice, Décio protocolaram o documento na Câmara de Vereadores. Ele seguirá para avaliação das comissões de justiça, finanças e obras e deverá ser aprovado num prazo de 40 dias. “Acho louvável a iniciativa da administração em iniciar as tratativas para de uma vez por todas tirar a área industrial do papel. A audiência teve papel fundamental para mostrar à comunidade as intenções e a importância para Urussanga de ter sua área industrial à altura de nossas cidades vizinhas para atrair empresas, gerar emprego e desenvolver o município”, afirma o presidente do Legislativo, Marcos Roberto Silveira.

Jovem participa de evento na Itália e busca aproximação com cidade sede do Prosecco

O presidente da Associazione Trevisani di Urussanga, Sérgio Luiz Maccari Junior, de 28 anos, participa, entre os dias 27 e 29 de julho, do “Meeting dei Giovani Veneti All’Estero”, em Vicenza, na Itália. Esta é a segunda vez que o jovem integra o evento, sendo que a primeira foi no ano de 2014, com indicação do Comitato Veneto di Santa Catarina (Comvesc).
Maccari será um dos quatro representantes do Brasil. O evento terá também participantes da Argentina, Austrália, África do Sul, Venezuela, do Uruguai, Canadá e países da Europa. Paralelo a esta ação ocorre a Consulta Veneta, que terá como representante Antônio Carrer Fachin Filho.
“Quem participa são pessoas indicadas pelos Comitatos Venetos registrados na Regione. Os eventos ocorrem juntos, mas as discussões são separadas. Os focos são diferentes. Vamos levar algumas proposições daqui. O consultor Fachin irá propor que a Regione financie projetos de manutenção do dialeto Veneto como, por exemplo, o Ostrega, de Urussanga. Na parte jovem a proposição é sempre voltada para oportunidades de instrução, curso técnico, universitários, e empregos também. Cada representante leva as suas demandas e tudo isso gera um documento que é encaminhado ao Governo da Região do Veneto apresentando os anseios dos Venetos no mundo. Desde 2014 o Governo do Veneto alega dificuldades financeiras para subsidiar programas. E na verdade não foram percebidos avanços realmente neste sentido”, salienta Maccari.
A expectativa do jovem é que o Governo da Região do Veneto possibilite oportunidades aos descendentes. “Esperamos a melhora na situação econômica da Itália, para que a Regione passe a ver nos Venetos no exterior, principalmente os jovens, e disponibilize preparação para essas pessoas em algumas atividades onde o Veneto é referência como, por exemplo, turismo, gastronomia e enologia”, frisa.
No dia 30 de julho, Maccari e Fachin irão acompanhar a “Giornata dei Veneti nel Mondo”, que contará com a presença do presidente da Região do Veneto e representantes de diversas Associazione Trevisani nel Mondo. “Nesta Giornata eles irão aproveitar o dia do conselho com trevisanos de todo o mundo para se encontrar e abranger as demais associações provinciais do Veneto”, explica Maccari.

ACORDO PODE UNIR PROGOETHE E PROSECCO
Após este evento, Maccari e Fachin irão cumprir agenda em locais das províncias de Treviso e Belluno. Nesta programação estão inseridos encontros com os prefeitos de algumas cidades para tratar de assuntos de interesse dos Venetos de Santa Catarina e alguns específicos de projetos para Urussanga. Entre ações está a entrega de uma carta de intenção da Prefeitura de Urussanga ao prefeito de Valdobbiadene, cidade sede do Prosecco, região da Itália especializada em espumantes, e também a visita a Escola Enológica na cidade de Conegliano.
“Em 2014 foram iniciaram tratativas visando um pacto com Urussanga. Desta forma a cidade sede do Prosecco pode firmar um acordo com o município sede dos Vales da Uva Goethe. A Indicação de Procedência do Prosecco é Conegliano-Valdobbiadene. E vamos apresentar à ideia a Scuola Enologica para ver se ela também tem interesse em parcerias. Existem boas expectativas que podem ser confirmadas no retorno da viagem e beneficiar Urussanga e toda a região”, finaliza Maccari.

Memórias do comércio de Urussanga

As atividades do comércio de Urussanga iniciaram no século XIX. Uma publicação na capa do Jornal Desterro em dezembro de 1896 informava a inauguração da casa comercial de Giovanni Damian e da indústria de implementos agrícolas de Ferdinando Bettiol.
Com a chegada dos imigrantes italianos e a necessidade de desenvolver o autossustento, uma das primeiras ações foi plantar milho. Posteriormente, famílias construíram atafonas em diversas localidades como a Savi Mondo em Rancho dos Bugres, Damian e Trento em Rio Carvão, e Bettiol na área central.
De acordo com as recordações de Hedi Damian, Urussanga viveu dos frutos da agricultura até 1920, sendo pontos fortes a suinocultura, produção de cereais e uvas para fabricação de vinhos. A cidade possuía também fábricas de banhas de Giovanni Pellegrin, na área central, e a de Flavio Donadel, em Rio Caeté, bem como já tinha luz elétrica gerenciada por Angelo Nichele e Antonio Ferraro.
A inauguração de um ramal da estrada de ferro em Urussanga em junho de 1925, no bairro Estação, fez a economia do município ser impulsionada. No final da década de 20 e início de 30 a cidade possuía quatro casas comerciais fortes na área central da cidade, que vendiam secos e molhados, e pertenciam a Antonio De Brida, Silvio Bez Batti, Rosalino Damiani e Angelo Nichele.
A Praça Anita Garibaldi abrigava duas bombas manuais de gasolina, pertencentes a Rosalino Damiani e Silvio Bez Batti, que eram tocadas por manivelas para tirar gasolina dos tanques. A casa comercial BNichele tinha suas vendas aquecidas com a comercialização de perfumes franceses, sedas importadas, porcelanas, entre outros itens.
A extração de carvão tomava força entre os anos de 50 e 60 enquanto a agricultura começou a entrar em declínio. Na área de gêneros alimentícios também entrava no comércio o Armazém Ghisi, em 1950. O ex-proprietário Lucio Olivier Ghisi, de 92 anos, lembra que naquela época era comum ter armazéns em outras localidades
do município. “Meu pai já tinha comércio assim em Azambuja. Ele me mandou estudar em Urussanga e anos depois montei meu próprio negócio nessa cidade”, conta.
Lucio recorda que o comércio de Urussanga começou a crescer nos anos 70 junto com a expansão da indústria. “As linhas de ônibus fazia as pessoas virem de outras cidades. A mineração também movimentava o comércio. Começou a abrir lojas de calçados, roupas, escritórios. Hoje nosso comércio tem tudo. E eu dou preferência para a minha cidade. Toda vida compro aqui. Estamos bem servidos”, finaliza.

Família Serafin mantém tradição no ramo alimentício do comércio

A audácia foi a aptidão que fez a família Serafin modificar seus projetos e projeções de vida ao longo dos anos. O primeiro passo foi dado pelo patriarca Luiz Serafin ao vender
sua propriedade com 75 hectares na localidade de Rio Carvalho e migrar para o centro de Urussanga em 1958.
“Meu pai teve muita coragem e uma visão empreendedora. Trocou a propriedade com engenho de farinha de mandioca e fábrica de cachaça por um terreno na Praça Anita Garibaldi. Logo ele abriu um bar. Na época, por causa da mineração, os negócios davam dinheiro. Eu e minhas irmãs ajudávamos no local. Eu, com 9 anos, vendia café, salgados e limpava as mesas”, recorda o comerciante e empresário Ivo Serafin, de 68 anos.
Depois de alguns anos, Serafin optou por mudar o ramo do negócio e junto com um amigo abriram a “Fiambreria São Pedro”, onde hoje está localizado o edifício Sunshine. No próprio espaço, os empreendedores montaram um açougue. Além de trabalharem como atendentes, os filhos também eram abatedores de gado.
“Quando adolescente eu ia matar bois. E não tinha geladeira. Nós tínhamos que vender naquele dia. Fornecíamos carne para o Paraíso e também Hospital. Às vezes não tínhamos mais boi. Então comprávamos para cumprir o compromisso. Os agricultores vinham comprar com a gente a carne fresca”, lembra.
Na década de 70, a família Serafin decidiu gerenciar um armazém. Naquela época, as famílias tinham mais filhos e consumiam mais alimentos. O local fornecia produtos a granel. “Íamos de jeep no Giassi fazer compras nos sábados. Ele tinha um atacado. Comprávamos sacos de 50 quilos e toda quantidade escolhida pelo cliente era empacotada. Até a margarina e as sardinhas, por exemplo, eram fracionadas. As famílias eram grandes e o rancho também. Os mineiros comiam, comprava e pagavam
muito bem”, explica Ivo.
A possibilidade de construção de um novo edifício ao lado do armazém, onde hoje é a Loja Fretta, fez a família expandir seus negócios. Logo o empreendimento abrigou em seu térreo o Mercado São Pedro, nome de referência à localidade de origem da família e ao santo. A modificação foi uma novidade para os moradores de Urussanga na época. A opção oferecia aos clientes a escolha de produtos sem o auxílio de atendentes.
“Vi que o Angeloni estourou nos anos 70 sem ter balcão de vendas, sem o cliente pedir o produto. A forma de atendimento estava mudando uma questão cultural naquela época. Grandes empreendedores como Angeloni e Giassi me inspiraram a crescer. O Toninho, dono da Corcril, um dia me aconselhou a ir para Criciúma montar a estrutura do mercado na cidade vizinha, pois eu estava muito avançado para Urussanga. Lembro que fui de fusca até Curitiba para fazer o cadastro do mercado na Nestlé. Conseguimos mais variedade e cheguei a ter mais de mil itens para comercialização por mês”, conta.

CONTINUIDADE DOS NEGÓCIOS É FEITA PELOS FILHOS
Na década de 80, desde os 10 anos de idade, Gisiana e Ivan Serafin, filhos de Ivo, participavam de pequenas ações realizadas dentro do Mercado São Pedro. Gisiana empacotava as mercadorias, atendia os clientes e também, como toda criança, achava uma boa brincadeira nos corredores do estabelecimento.
Assim como Ivan, que também atendia no balcão da lanchonete e recebia os pedidos de mercadorias. Ambos foram estudar na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e permaneceram longe dos negócios da família durante seis anos. “Nossas férias eram no mercado. Eu queria vir embora, mas o pai me pedia para ficar e garantir os estudos que ele não teve. Nos finais de semana em Urussanga era natural frequentar o mercado e ajudar nossos pais”, conta Ivan.
Vislumbrando o futuro dos negócios, Ivo Serafin decidiu expandir o mercado e começou a construir um novo edifício em 1989. A obra se estendeu por mais de dez anos. “A década de 90 foi muito difícil. Tivemos quatro trocas de moedas, inflação altíssima, crises econômica, o Plano Real. O dinheiro não valia nada, era desvalorizado”, recorda o comerciante.
Em 2000, com o retorno dos filhos, a família inaugurou a segunda filial do Supermercado São Pedro, no bairro Brasília. O empreendimento trouxe novas perspectivas e entusiasmo.
Em 2006, a família abriu a terceira filial na cidade de Cocal do Sul. Em Urussanga, uma nova mudança veio em 2014, com a inauguração de uma ampla filial no bairro Estação e o fechamento da filial na área central.
Atualmente as lojas de Urussanga geram 130 empregos diretos e contam com mais de 20 mil itens por mês. O próximo projeto está sendo idealizado para a cidade de Orleans. “Nossa proposta é variedade, atendimento e preço acessível. Além disso, pensamos sempre no crescimento de Urussanga e região e nos benefícios para a cidade e toda a população”, explica Gisiana.
Ivo orgulha-se da dedicação e do trabalho dos filhos. “Eu e a minha esposa Dirce estamos muito contentes com o caminho que eles resolveram seguir. É um trabalho que serve o povo e nós valorizamos muito isso em nossos filhos. Eles são a atenção merecida aos clientes”, destaca Ivo.

GALERIA TRAZ NOVAS PERSPECTIVAS A ECONOMIA
implantação da Galeria Ivo Serafin, na Praça Anita Garibaldi, foi um marcante acontecimento para o comércio de Urussanga. A ideia de projetar uma galeria veio ainda na década de 70, quando o prefeito da época Altair Giordani abriu a rua Pedro Damiani.
“Eu via essas galerias nas cidades grandes. E comprei esse terreno em 1974. Quando o prefeito abriu a rua, tive a ideia de ligar uma rua com a outra. Valentin Tavares colocava as nossas ideias no papel e desenho para mim”, explica Ivo.
Ivo Serafin foi um dos fundadores da Câmara de Dirigentes Lojistas de Urussanga em 1977. A construção da Galeria ocorreu entre os anos de 1978 e 1982. A inauguração foi prestigiada por autoridades e moradores de Urussanga. Posteriormente os espaços foram ocupados por estabelecimentos comerciais e a iniciativa impulsionou a economia local.
“A Lojas Cotel, por exemplo, já atuava no prédio antigo e logo que abrimos a galeria garantiu seu espaço e está ainda ativa. Eu precisava de movimento para valorizar a galeria. Então fui em Criciúma negociar a vinda do mercado Sesi. Era o mesmo ramo que o meu, mas eu precisava buscar esse concorrente mais forte. Eles vendiam barato, mas não tinham variedade como o Mercado São Pedro tinha. Também busquei a instalação da lotérica, que era comandado por Agemiro Bendo. E ela gerou um grande fluxo. O Aires Frozi também montou a sua ótica, que está até hoje. A galeria foi importante para o comércio de Urussanga.
A criação da CDL também trouxe uma segurança para os comerciantes a fim de analisar o crédito. Nós tínhamos vontade de crescer e fortalecer o comércio da nossa cidade. Penso que a CDL conseguiu atingir seu objetivo, pois trouxe muita evolução”,
finaliza.

Há cinco décadas, uma mulher a frente do seu negócio

Ela nunca pensou em desistir em anos de crise e nem almejou transformar seu estabelecimento comercial em uma butique. Com maestria, fez o bom atendimento e a diversidade de produtos resultarem na satisfação dos clientes. É assim que a comerciante Irineia Felippe, de 71 anos, chega ao ano de 2017 comemorando 50 anos da loja Cinderela Calçados.
Sua experiência na área de vendas iniciou quando tinha apenas 15 anos, auxiliando sua tia em um estabelecimento em Criciúma. Posteriormente, já casada com Murilo Felippe, auxiliou o marido em uma sociedade com os irmãos, na relojoaria Nancy. A trajetória como comerciante começou no ano de 1967, quando resolveu comprar a loja de seu pai, localizada próximo ao chafariz da Praça Anita Garibaldi. Neste espaço permaneceu por cinco anos.
“Meu pai era caminhoneiro. Ele resolveu comprar esse estabelecimento para as filhas trabalharem. Depois de um tempo ele recebeu uma boa proposta e foi embora para Curitiba. Eu já tinha o tino para o comércio e ajudava meu pai. Então quis ficar. Arregacei as mangas e fui fazer as modificações que eu desejava. Eu tinha 21 anos e já era casada. Entrei em contato com as principais marcas de calçados para me visitarem em Urussanga. Eu queria colocar peças diferentes na loja”, recorda.
Depois de um período, Irineia deu continuidade ao seu negócio em um novo local, próximo a residência da família Bettiol. No novo espaço ela aumentou a diversidade de produtos, conquistou mais clientes e aplicou ideias diferentes. O trabalho dobrou junto com a vontade de crescer.
“Eu abria a loja às 7h30min e saia depois do horário de fechamento. Meu marido me ajudava muito. Quando eu ia viajar, de ônibus convencional para São Paulo, os clientes
já sabiam o dia da minha chegada. Então no mesmo dia que retornava já colocava tudo nas prateleiras com os preços. Ia até meia noite enquanto meu marido cuidava dos meus filhos no andar de cima, onde morávamos. Quantas vezes amamentei meus filhos dentro da loja. Vivemos épocas boas e ruins e passamos por muitos sacrifícios. Mas sempre tive otimismo porque muitas mãos me ajudaram. Superávamos as crises sempre com esperança. Nunca pensei em desistir. A saída era esperar um pouco e economizar”, lembra.
Um dos dias de movimento que mais surpreendia Irineia era os de liquidação nas décadas de 70 e 80. “Uma fila se formava do outro lado da rua e a equipe de funcionários tinha que chamar os clientes por etapas. Quantas vezes eu ficava até onze horas da noite passando fichas de crediário na mão, a limpo. Meu filho Johnny notou a quantidade de serviço e um dia, sem eu pedir, quando ele era adolescente, veio até a loja perguntar se eu queria ajuda. E a partir desse momento passei a contar com o apoio dele como também dos meus outros filhos. Ele trouxe novas ideias e eu com o meu perfeccionismo. Ele chegou a montar dentro da loja o espaço Cantinho do Homem. No dia que inaugurou vieram os jogadores do Criciúma para dar autógrafos”, conta.
Irineia integrou uma das diretorias da CDL como vice-presidente na década de 80 e participou ativamente da conquista da nova sala da entidade classista. “Quando a CDL
veio para Urussanga foi uma festa. Chegava a proteção para o crédito. Foi maravilhoso. Os comerciantes passaram a se sentir seguros. A criação da CDL fez muita diferença para o comércio. Ela proporcionou a evolução. Até hoje é uma proteção, uma segurança”, explica.
Neste período de crescimento, Irineia começou a idealizar a expansão do seu negócio e a compra de uma nova sala. Em 1995, ela inaugurou o novo e atual espaço da Cinderela Calçados. Sete anos depois, Irineia oferece aos consumidores uma opção com calçados e artigos com preços mais acessíveis ao abrir a loja Pontas Calçados.

PRIORIDADE: A SATISFAÇÃO DOS CLIENTES
Os pés de número 35 da comerciante Irineia Felippe são os mesmos que provam as amostras trazidas pelos representantes das maiores fábricas de calçados do Brasil. “Eu conheço muito bem os meus clientes. Por isso provo até hoje os calçados para verificar se eles realmente são confortáveis e de acordo com o estilo que nós desejamos”, salienta.
Irineia conta que atualmente trabalha com linhas para todas as seções e de todos os preços. “A loja tem que ter todos os itens para vender e atender o cliente. Sempre quis ter uma loja tradicional, não uma butique, que pudesse vender de tudo. Hoje trabalho com o dobro de fábricas de quando iniciei nos anos 60 e 70”, frisa. Para a comerciante,
o sucesso dos 50 anos de funcionamento da Cinderela Calçados se deve ao fato de priorizar a satisfação dos clientes. “Em primeiro lugar vem a satisfação dos clientes. Eles devem ser bem atendidos, usufruir do conforto da loja, das opções de calçados. O meu prazer é ver a felicidade de quem foi bem atendido no meu estabelecimento e saiu satisfeito com a compra. Não é só o ter, mas ver o ser. O produto tem que ficar bem nos pés porque quando chamar a atenção, a pessoa logo vai perguntar: onde você comprou? Na Cinderela”, destaca.
Apesar de não estar inteiramente à frente dos negócios, Irineia continua frequentando a loja e motivando a equipe de funcionários e os fieis clientes. “Precisamos cultivar o amor ao próximo, a educação, o tratamento, agradecimento. Eu sou muito grata pelos meus clientes. Eles valem ouro assim como a minha família e toda a equipe. São muitas mãos que me ajudam até hoje a manter esse sucesso”, finaliza.

Casal mantém comércio há 55 anos

Luta e trabalho árduo  consolidam a história da família Possamai. A linha automotiva sempre foi a paixão de Valdir Possamai. Nos anos 50, ele já atuava em Urussanga com
uma oficina de chapeação e pintura. A estrutura era feita de madeira. Ao longo dos anos, Possamai começou a construir o sonho de ampliar seus negócios. Em 1962, Valdir inaugurou a loja Acessórios Urussanga, especializada em peças automotivas.
A esposa Claudete Oliveira Possamai, mais conhecida como Detinha, sempre esteve ao lado do marido desde a abertura do estabelecimento. Ela dividia seu tempo entre as atividades domésticas, a criação dos filhos Rodrigo, Edson e Marcia, e a atuação no comércio.
“Naquela época era raro ter uma mulher trabalhando nesse segmento. Foi um desafio”, frisa Claudete. A procura por tintas fez com que a família decidir novamente empreender e no ano 2000 abriu a loja Casa das Cores, que atualmente também possui uma filial na cidade vizinha de Orleans.
“Percebemos e apostamos nesta necessidade, já que havia poucas opções disponíveis para pintar as casas do município. Hoje o comércio é de toda a nossa família. Nossos filhos Rodrigo e Edson são responsáveis pela continuidade desta história”, explica Valdir.
Acessórios Urussanga é associada à Câmara de Dirigentes Lojistas de Urussanga desde a fundação da entidade, fazendo parte do crescimento do comércio do município.

Ex-presidentes da CDL ajudaram a fortalecer a entidade classista

Para criar o Clube de Diretores Lojistas (CDL) de Urussanga foi preciso coragem, determinação e força de vontade de um grupo de comerciantes que buscava implantar e administrar o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Paralelo a isso, eles idealizavam criar uma entidade representativa do comércio para um melhor acesso aos Poderes Público.
Conforme consta em ata, o Clube de Diretores Lojistas de Urussanga foi constituído no dia 1º de agosto de 1977. A reunião contou a participação de 25 comerciantes na Câmara de Vereadores da cidade. As razões da fundação foram justificadas, bem como a leitura dos estatutos sociais para conhecimentos dos deveres e das obrigações.
A primeira assembleia do Clube de Diretores Lojistas de Urussanga ocorreu no dia 2 de agosto de 1977, na sede da Associação Comercial e Industrial de Urussanga (ACIU), para votação dos termos do regimento interno do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).
Nas décadas seguintes, as diretorias e seus presidentes tiveram a missão de trazer mais associados, fortalecer a entidade classista e promover ações em benefício dos consumidores. A atual presidente é Scheila Bosa.

CONFIRA A GALERIA DE EX-PRESIDENTES
Lirio Bosa – Presidente de 1977 a 1979 / 1979 a 1980
Pedro De Brida – Presidente de 1980 a 1981
Antonio Carlos Zanelatto – Presidente de 1981 a 1984, 1986 a 1990, 1993 a 1994
Rogério De Bona – Presidente de 1984 a 1986
Aires Valentin Frozi – Presidente de 1991 a 1992 / 2001 a 2010
Ademar Zanatta – Presidente de 1995 a 1997
Lurdes Dal Bó Lapolli – Presidente de 1997 a 1999
Marcel Pavan – Presidente de 2000 a 2001
Amarildo De Brida – Presidente de 2011 a 2014
Scheila Bosa – Presidente de 2015 a 2016

A fiel escudeira da CDL de Urussanga

A alegria e o entusiasmo contagiantes e a criatividade de Marinete Martins, gestora executiva da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Urussanga, são elementos que movem a entidade classista desde o ano 2000.
“Fui convidada por alguns comerciantes a participar de um processo seletivo e a função era organizar cursos oferecidos pelo SEBRAE e ser atendente na CDL. Fui aprovada pelo presidente Marcel Pavan e pela maioria da diretoria daquela época e em seguida ingressei com muita dedicação”, recorda.
Marinete auxiliou as diretorias nas principais conquistas como, por exemplo, agilizar o repasse de informações dos consumidores aos lojistas associados, instalação da Junta
de Conciliação no Fórum da Comarca de Urussanga, oferta de cursos de negociação para créditos, criação do Manual do Associado, entre outras.
“Quando ingressei, a informação chegava de forma muito lenta. Uma consulta para passar ao associado se o consumidor estava ou não no Serviço de Proteção ao Crédito
(SPC) demorava até uns 15 minutos. A diretoria daquela época firmou uma parceria com a CDL de Criciúma, que era o polo, e eles nos repassavam as informações de modo um pouco mais rápido, em torno de cinco minutos. Essa mesma diretoria, com muito esforço, conseguiu instalar a Junta de Conciliação dentro do Fórum e a maioria das dívidas era negociada rapidamente por meio deste departamento. Criei o Manual do Associado, documento que detalha e ensina o crediarista a consultar, registrar e ter
os devidos cuidados para não gerar ações judiciais”, conta.
Segundo Marinete, o primeiro caso de sucesso da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Urussanga foi oferecer cursos de negociação para créditos aos clubes de mães da cidade. “Entrei em contato com a responsável na época, a Margarete Massucheti Manduca, e nós duas fomos a todos os clubes de mães do município apresentar a novidade. As mães demonstravam interesse. Elas confeccionavam os artesanatos e após o curso muitas aprenderam a negociar. O retorno para a CDL foi tão expressivo que conseguimos reformar toda a sala e comprar novos equipamentos”, lembra.
Ao mostrar sua força de vontade e dedicação, Marinete assumiu o cargo de gestora executiva da CDL de Urussanga. Ela visitou todo o comércio buscando entender as necessidades dos lojistas e levando as sugestões e críticas para as reuniões da diretoria, que começaram a ser mensais. Entre as iniciativas com o apoio de Marinete ela destaca a criação da Identidade Lojista e implantação de um banco de dados para empregos. “A Identidade Lojista consiste em benefícios por meio de convênios. Entrei em contato com vários profissionais da área da saúde, laboratórios e clínicas para dar um desconto especial aos associados, colaboradores e dependentes. E até hoje é vantajoso devido aos excelentes descontos. Também foram realizados cursos para jovens interessados em ingressar no mercado de trabalho, principalmente como vendedores, e os currículos dos que participavam eram encaminhados aos lojistas. Hoje temos um banco de dados voltados especialmente para empregos e são os lojistas que nos solicitam os currículos”, frisa.
O combate à inadimplência também é uma das linhas de atuação da gestora executiva. “A CDL passou por uma significativa modernização. As respostas de consultas hoje são em fração de segundos. Temos a parceria com cartórios que estão realizando um ótimo trabalho, pois é uma ferramenta a mais no combate a inadimplência”, explica.
Marinete é um exemplo de profissional que atua com amor e motivação dentro da CDL de Urussanga, aspectos que fortalecem a entidade classista. “As diretorias sempre me incentivaram a participar de cursos e treinamentos para ter conhecimento e suprir as necessidades dos nossos associados. Todos os serviços lançados pela FDL busco me inteirar rapidamente para oferecer aos filiados, além de participar de movimentos a favor dos lojistas. A CDL de Urussanga vem sendo destaque no ranking de Santa Catarina e isso me orgulha, pois é fruto do meu empenho e amor pela profissão. Agradeço a Deus todos os dias pelo meu emprego. Quando se faz com amor, determinação, criatividade e humildade, a vitória é certa”, finaliza.

Atual gestão busca união para enfrentar crise

A jovem Scheila Bosa, atual presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Urussanga, possui o espírito empreendedor de sua família. O envolvimento com o comércio ocorreu de forma natural.
“Meu avô Lirio Bosa foi quem fundou a CDL da cidade ao ver a necessidade de criar esta entidade representativa. E meus pais também seguiram os passos dele como comerciantes. Eles sempre me incentivaram a estar dentro deste meio para poder evoluir e ter experiências. Eu cresci dentro da loja e desde a minha adolescência estava envolvida em tarefas. Isso me ajudou a entender a administração do comércio”, conta.
Paralelo ao gerenciamento das Lojas Bosa, de Urussanga e Cocal do Sul, Scheila começou a fazer parte da diretoria da CDL em 2005. Desde 2015, a jovem está a frente da entidade classista e já contabiliza importantes conquistas como a repaginação, reforma e ampliação da sede e a recente promoção de Natal em 2016 com o sorteio de um carro zero quilômetro.
“A ampliação da sala foi comprada pelo presidente anterior, Amarildo De Brida. Conseguimos reformar os banheiros, trocar equipamentos e compramos ar condicionado”, explica.
Atualmente, a CDL de Urussanga possui 130 lojas associadas que geram aproximadamente dois mil empregos diretos. Nos últimos anos, a entidade vem sendo destaque no Programa de Excelência das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina ficando entre as cinco melhores do Estado por realizar as melhores consultas
do SPC, captar associados, manter em dia todas as documentações, realizar o “Recicla CDL” e oferecer novos serviços aos associados.
No período de gestão coordenado por Scheila, a entidade realizou cursos de vitrine, atendimento e treinamentos sobre o SPC. Para entender melhor do movimento lojista, a presidente participa das convenções nacionais.
Desde 2015, Scheila está empenhada em regularizar o alvará de funcionamento com o intuito de igualar os valores aos aplicados na AMREC. “Estamos em busca da aprovação de leis em relação a feiras itinerantes, que possam vir a prejudicar o comércio local. Dentro do nosso município estamos tentando igualar os valores dos impostos com os municípios da AMREC, pois Urussanga cobra um valor um pouco mais alto comparando as outras cidades nos impostos”, destaca.

MULHERES À FRENTE DA ENTIDADE
A repaginação da diretoria da CDL de Urussanga trouxe uma nova formação, sendo dos oito cargos sete assumidos por mulheres. “Mulheres comerciantes se mostraram disponíveis e empenhadas em melhorias, criatividade e participação. Por essa questão, o número de mulheres cresceu de uma forma natural”, salienta Scheila.
A atual presidente afirma que o propósito para o comércio de Urussanga é alavancar o movimento lojista, lutando pela classe. “Nossa missão é defender, orientar, desenvolver e representar os interesses de todos os associados da CDL, para que ocorra o fortalecimento político, econômico e social do segmento empresarial dentro do comercial”, frisa.
Entre os objetivos desta gestão está a união dos associados e promoção de ações a fim de enfrentar a crise e buscar evolução. “Para alcançar este ideal é necessário a união da classe. E esta é a principal dificuldade, bem como manter a motivação. Estamos passando por um momento difícil devido a crise econômica do nosso país. Infelizmente, em Urussanga, 14 lojas fecharam nos últimos anos. Nossa luta é igualar os impostos, fazendo com que o comércio ganhe mais força e motivação. Em conversa com o prefeito, o mesmo falou que concorda com a mudança, e apoia o movimento”, finaliza a presidente.

DIRETORIA CDL DE URUSSANGA 2017-2018
Presidente: Scheila Zomer Bosa
Vice-Presidente: Marcia Menegalli De Rochi
Diretor Financeiro: Aires Valentin Frozi
Diretora Secretária: Angela Vieira Bosa
Diretora de SPC: Josiani Maciel Citadin
Conselho Fiscal: Daniela Dandolini
Conselho Fiscal: Marilucia Vendramini
Conselho Fiscal: Cristiana Sartor Guollo

Conquistas que marcaram o fortalecimento do comércio

Nota

A continuidade dos trabalhos da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Urussanga foi feita no período de 2000 a 2001 pelo presidente Marcel Pavan. A ação de destaque desta gestão foi a implantação do Natal do Milênio. Pela primeira vez, a promoção do período natalino contemplou um consumidor com um carro popular zero quilômetro.
Na gestão seguinte, entre os anos de 2001 e 2002, Aires Valentin Frozi seguiu os passos do presidente anterior e à frente da CDL também sorteou um carro popular e prêmios em dinheiro. Neste período, os associados da CDL decidiram pela extensão do horário do comércio no segundo sábado de cada mês, abrindo as lojas também a tarde. Ações diferentes com distribuição de brindes no Dia dos Pais e no Dia das Crianças foram implantadas.
Foi nesta época também que a CDL firmou uma parceria com o Sebrae e promoveu cursos gratuitos do “Brasil Empreendedor” em diversos bairros da cidade. Assuntos de interesse do município eram defendidos pela entidade classista como, por exemplo, questões relacionadas às estradas, ao lixo, turismo, à cultura, às taxas de esgoto e iluminação pública, entre outras.
Entre as importantes conquistas da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Urussanga que beneficiaram a população da cidade está a implantação da Circunscrição Regional de Trânsito (CIRETRAN) em maio de 2008. O município passou a contar com um local para emissão e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e demandas de veículos e multas.
“Nosso objetivo era lutar para que o consumidor permanecesse em Urussanga. E eu e a diretoria tínhamos em mente que toda cidade que é comarca teria que ter benefícios para os munícipes. Então encabeçamos esta solicitação do Ciretran. Naquele período do movimento conseguimos coletar mais de 5 mil assinaturas. E com o apoio de autoridades foi possível a vinda para a nossa cidade”, explica Aires.
As diretorias entre 2002 e 2016 também alcançaram o ingresso de mais associados, proporcionaram capacitações aos lojistas, agilidade nas consultas do Serviço de Proteção ao Consumidor (SPC), criaram banco de empregos, ampliaram a sede e conseguiram a evolução da entidade classista.
“Nos anos 2000, conseguimos ultrapassar o número de 100 associados. Com isso, promovemos palestras de motivação, treinamento sobre o SPC, cursos sobre cobrança e crédito, formação gerencial, garçom, gerente de loja, relações humanas, matemática financeira, vendas, técnicas de atendimento, vitrines, entre outros. A CDL investiu também em cursos profissionalizantes para os funcionários em busca de conhecimento para melhor atender o associado. Também foi criada a Identidade Lojista oferecendo ao associado descontos por meio de convênios em serviços de diversas áreas”, salienta a secretária executiva da CDL de Urussanga, Marinete Martins.
Para o ex-presidente Aires, os anos 2000 foram determinantes e fizeram a CDL sair do anonimato. “A CDL teve um significativo crescimento com essas ações. Ela saiu do anonimato para se moldar e modernizar. Batalhamos por ações feitas com o intuito do consumidor permanecer e comprar no município, fortalecendo assim o comércio. Esse período foi de crescimento, atualização e uma oferta de mais produtos. Muito disso se deve as conquistas da CDL. Os anos 2000 foram de revolução em todos os sentidos”, argumenta.

DA CRIAÇÃO À EXPANSÃO DO NATAL ENCANTADO
Após diferentes denominações para as ações feitas no período natalino, a Câmara de Dirigentes Lojistas(CDL) de Urussanga  decidiu criar em 2003 o evento “Natal Encantado”. Ele tornou-se oficial do município de Urussanga através da Lei N° 1.948 de 12 de março de 2003.
A ideia deste evento era oferecer atrativos com o intuito de chamar os consumidores para o comércio da cidade e proporcionar momentos de entretenimento. Ao longo dos anos, o projeto foi sendo expandido e a causa recebendo também o apoio do Poder Público.
Entre as ações mais relevantes estão as apresentações artísticas e culturais, a criação da Casa do Papai Noel e a chegada do personagem na Praça Anita Garibaldi. Um dos locais mais marcantes foi no casarão da família Nichele, em 2009.
Nos últimos anos, comerciantes se unem na área central para enfeitar suas árvores em clima de confraternização. Desfiles também remetem ao encanto e a magia do Natal. Paralelo a estes momentos festivos, a CDL de Urussanga realiza campanhas de prêmios para aquecer as vendas.