Na Alemanha, espumante de Urussanga é comparado ao champagne francês

Um encontro no palácio da cidade alemã Weimar, patrimônio da humanidade, transformou-se em matéria nos jornais regionais do leste da Alemanha e evidenciou uma garrafa de espumante produzida na região Vales da Uva Goethe, no Sul de Santa
Catarina, detentora da única Indicação Geográfica de Procedência do setor vitivinicultor no Estado.
No dia 25 de janeiro, durante reunião da sociedade literária Goethe (Goethe Gesellschaft), associação que se dedica a obra e ao autor alemão Johann Wolfgang von Goethe, os membros degustaram o espumante produzido pela vinícola Casa Del Nonno, de Urussanga, com a emblemática variedade de uva que leva o sobrenome do
escritor.
Segundo o alemão Sylk Schneider, os membros da sociedade literária ficaram impressionados com a história e cultura em prol da uva e do vinho Goethe no Sul do Brasil. “Mostrei imagens da região Vales da Uva Goethe e todos ficaram admirados. Na Alemanha, o vinho Goethe é novidade.
Nenhum membro da sociedade conhecia este produto até ontem. O espumante foi um sucesso. Os sábios disseram que ele tem qualidade que nem o champagne francês”, conta Schneider, que é autor do livro “A viagem de Goethe ao Brasil”.
As garrafas de espumantes Goethe foram entregues por Felipe Alves, na época acadêmico da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) que estudou sobre a internacionalização dos vinhos da região Vales da Uva Goethe.
Em comentário no jornal Thüringische Landeszeitung (TLZ), a jornalista alemã Christiane Weber escreveu: “Goethe está nos lábios de todos”.
Site da sociedade literária Goethe: http://www.goethe-gesellschaft.de/

Trevisanos e Consultor Veneto avaliam viagem à Itália

Uma bagagem repleta de mais conhecimento, desafios, reencontros, novas amizades e tratativas para o desenvolvimento de Urussanga e região. Foi assim que retornaram no dia 9 de agosto, após 15 dias na Itália, os membros da Associazione Trevisani Nel Mondo di Urussanga, Sérgio Luiz Maccari Junior e Fernando Copetti, e o consultor Veneto, Antônio Carrer Fachin Filho. O roteiro da viagem incluiu encontro com o Poder Público da cidade de Valdobbiadene, sede da zona de produção da Denominação de Origem Controlada e Garantida (DOCG) Prosecco, e visita à Escola Enológica da cidade de Conegliano. A ideia é oficializar um acordo envolvendo Prosecco e Goethe. Segundo Maccari, as tratativas iniciaram ainda em 2014.
“As conversas começaram com o Comitato Veneto di Santa Catarina (Comvesc), na figura da presidente Fabíola Cechinel, e seguiram nestes últimos anos. Nesta viagem fomos recebidos pelo vice-prefeito de Valdobbiadene, Pierantonio Geronazzo, e entregamos a carta de intenção encaminhada pela Prefeitura Municipal de Urussanga. O documento foi bem recebido e protocolado, sendo que nele consta um convite para participação dos italianos na nossa Vindima, em janeiro de 2018. O ato foi acompanhado por membros da Associazione Trevisani Nel Mondo (ATM) da cidade e integrantes de outras ATM’s italianas e do mundo. A partir de agora iniciam as tratativas do Poder Público, da Associação ProGoethe e da Trevisani Nel Mondo para recebê-los”, explica. De acordo com Maccari se o pacto de amizade entre Urussanga e Valdobbiadene se concretizar, ele poderá trazer muitos benefícios para a região. “Esse acordo abrirá portas e trará oportunidades. Será um intercâmbio técnico e também cultural com troca de informações, visita de profissionais do setor, aspectos sobre a produção de vinho, entre outras ações. Tudo isso poderá acarretar no desenvolvimento do segmento, incentivando estudantes, novos empreendedores e aplicando novas tecnologias nas vinícolas já existentes. Ciência e tecnologia poderão elevar ainda mais o nosso Goethe”, salienta.
A visita à Escola Enológica, fundada em 1876 na cidade de Conegliano, resultou em uma aproximação visando capacitação técnica e profissional. “Fomos muito bem recebidos neste local que contempla a parte teórica, técnica e prática da produção do Prosecco. Eles oferecem cursos para adolescentes, bem como técnicos e também de ensino superior. A diretora nos recebeu e já havia captado informações sobre a uva Goethe. Ela se colocou à disposição para futuras conversas buscando intercâmbio e estágios. Neste dia também nos encontramos com o prefeito de Conegliano que manifestou interesse no acordo”, frisa Maccari.
Dados informam que somente a cidade de Valdobbiadene, repleta de morros e parreirais, possui mais de 200 vinícolas, sendo a sua extensão territorial de 60 quilômetros quadrados e população de 10 mil habitantes. “Essa viagem teve uma receptividade maravilhosa em todos os lugares que passamos, inclusive pelos tantos amigos em Longarone com um jantar feito pelo Amici di Urussanga. Queremos fazer um agradecimento especial a todos que nos acolheram nesses dias: Don Canuto Toso, fundador da Associazione Trevisani nel Mondo (ATM), Guido Campagnolo, presidente internacional da ATM, Sara Barro, presidente da ATM da província de Treviso, Marco Chiarelli, redator da revista ATM, Wally Zorzi, ATM Mogliano-Veneto, Mario Algeo, presidente ATM de Conegliano, Luciano Murer, presidente da ATM de Valdobbiadene, Fabio Cries, prefeito de Conegliano, Pierantonio Geronazzo, vice-prefeito de Valdobbiadene, e a todos os amigos de Longarone”, destaca.

PROPOSTAS PARA A REGIÃO SÃO REGISTRADAS EM DOCUMENTO
O roteiro da viagem na Itália teve início com dois importantes eventos em Vicenza: Meeting dei Giovani Veneti All’Estero e Consulta Veneta. Os representantes desses encontros Sérgio Luiz Maccari Junior e Antônio Carrer Fachin Filho, respectivamente, discutiram relevantes questões envolvendo Urussanga e região.
O movimento Ostrega, implantado em Urussanga com o intuito de resgatar o dialeto, foi apresentado na Consulta Veneta visando conquista de recursos para desenvolvimento de um projeto por dois anos. “O projeto foi bem aceito e temos esperança que o Ostrega seja contemplado. Já conseguimos importantes projetos para a nossa região anteriormente envolvendo universidades como intercâmbio com a Satc e aplicação do curso de gastronomia da Unesc em Nova Veneza”, cometa Fachin.
O Ostrega e a aproximação técnica entre cidades italianas e brasileiras também foram tema levantados dentro do encontro com jovens denominado Meeting dei Giovani Veneti All’Estero. Conforme Maccari, o movimento do dialeto foi uma ideia bem aceita e incorporada nas atividades do grupo com a finalidade de resgatar o vocabulário em diversas partes do mundo.
“Tanto o Ostrega quanto o modelo de aproximação técnica entre as cidades foram registradas no documento, que possui apenas oito propostas e será entregue ao presidente da região Veneto. No grupo jovem, a ideia do Ostrega é resgatar as palavras e deixá-las a disposição para saber o significado e incentivar o uso tanto no Veneto quanto no exterior”, explica Maccari.

URUSSANGUENSES PARTICIPAM DE ENCONTRO INTERNACIONAL 
No dia 30 de julho, os membros da Associazione Trevisani Nel Mondo di Urussanga, Sérgio Luiz Maccari Junior e Fernando Copetti, e o consultor Veneto, Antônio Carrer Fachin Filho participaram a “Giornata dei Veneti nel Mondo”, que contou com a presença do secretário do Papa Francisco, do governador da região do Veneto e representantes de diversas Associazione Trevisani nel Mondo. O encontro reuniu mais de 5 mil pessoas.
Durante o desfile, Maccari, Copetti e Fachin carregaram a bandeira do Brasil, de Santa
Catarina e de Urussanga. Eles também acompanharam a entrega do reconhecimento “Eccellenze Venete” à filha de Hedi Damian. Uma reunião com o governador do Veneto tratou da votação da independência da região, que poderá não ser mais submissa a Roma. Ele solicitou apoio dos venetos no exterior.
“Ficamos muito comovidos neste encontro de associações Trevisani Nel Mondo desde a missa campal até o almoço de confraternização. Uma celebração feita para imigrantes com leituras em várias línguas. O presidente da ATM mundial citou Urussanga e como ficou sensibilizado com o nosso relato de jovens ao participarem desse evento. Me senti como um deles”, finaliza Copetti.

Caminhada reúne amantes da fotografia

Os trilhos e as estradas do distrito de Estação Cocal, em Morro da Fumaça, foram os cenários escolhidos pelo Foto Clube de Urussanga para promover a terceira edição da “Camminata Fotografica” no último sábado, dia 19. A ação foi organizada em parceria com o Movimento pela Paz e reuniu mais de 40 fotógrafos amadores e profissionais.
O grupo percorreu cinco quilômetros e registrou momentos, pessoas e paisagens nas comunidades de Vila Rica e Linha Pagnan. Um piquenique foi realizado em frente a um capitel de Santo Antônio e contou com a participação do morador Otávio Soratto, de 99
anos, que relatou histórias e lembranças.
Para o argentino e fotógrafo profissional, Juan Russo clubes de fotografias são um espaço de troca de conhecimentos entre os amantes desta arte. “Urussanga tem a única associação do sul catarinense. A fotografia se popularizou com o acesso às tecnologias. No entanto, temos muito que aprender uns com os outros e este movimento nos ajuda a treinar o exercício do olhar e a aprimorar técnicas e o entendimento da mecânica da fotografia”, afirmou.

6ª Sagra della Polenta acontece na próxima semana

O grupo Amici della Polenta promove no próximo sábado, dia 2 de setembro, a sexta edição da Sagra della Polenta, em Urussanga. O evento ocorre no Centro Comunitário da Igreja Matriz a partir das 20h30min. No cardápio, comida típica italiana com polenta, galinha, fortaia e saladas. Além do famoso tombo da polenta, outra atração será a apresentação do grupo Roba da Ciodi, de Nova Veneza. Ingressos para o evento podem ser adquiridos de forma antecipada pelo telefone: (48) 99683-8488.

Urussanga recebe Feira do Livro

Até o dia 19 de agosto, Urussanga recebe no Salão de Eventos do CRAS, no Bairro da Estação, a Feira do Livro. O evento faz parte da 2ª Quinzena Pluralidade Cultural que será realizada de 15 a 30 de agosto no município e que conta com uma vasta programação que inclui a realização da Feira do Livro, exposição de obras de arte e fotografia, esporte, música, rodas de conversa, piquenique no parque, encontro de Cosplay, entre outras atividades.
O evento conta com a parceria da Prefeitura Municipal de Urussanga, diretorias de Cultura e Turismo, Assistência Social e Educação. “Nossa intenção é de tornar visível, o invisível. Muitas pessoas têm inúmeras formas de expressar a Cultura, sejam de qual área for, mas precisam de incentivo, de um começo. A Quinzena reconhece e expõe dando acesso a todos, em suas mais diversas performances para chegar ao público”, enaltece a idealizadora e coordenadora do projeto, Alice Batista.
A Feira do Livro está aberta até sexta-feira das 8 às 21 horas e no sábado, das 9 às 18 horas. “Além disso, vários eventos simultâneos são realizamos, na sexta-feira, a partir das 14 horas, por exemplo, teremos uma oficina com jornalistas, escritores e compositores”, explica Alice. As informações sobre a programação e objetivos da Quinzena Pluralidade Cultural podem ser obtidas por meio da página do Facebook: www.facebook.com/quinzena.urussanga

Iniciativa eleva e propaga a cultura

Atividades e exposições irão enaltecer as diferentes formas de expressão cultural em Urussanga a partir do dia 15 de agosto. Nesta data, inicia a realização da segunda edição da “Quinzena da Pluralidade Cultural”. A ação, coordenada pelo grupo Amigos do Livro em parceria com a Biblioteca Pública Municipal, segue até o dia 30 de agosto.
Neste período serão promovidos eventos e ações em diversos locais da cidade. As primeiras atividades serão mostras de obras de arte e fotografias expostas em lojas e instituições públicas. Já o dia 19, sábado, a sede do time Minerasil Futebol Clube, na localidade de Santana, estará aberta a visitação durante o jogo contra a equipe Continental a partir das 16 horas.
No domingo, dia 20, a ação ocorre no Parque Municipal a partir das 14 horas com piqueniques para as famílias e a realização do projeto Sonore, que trará música alternativa através de DJ’s catarinenses. A segunda-feira, dia 21, será destinada ao tema patrimônio cultural. Às 19 horas, na Câmara de Vereadores de Urussanga, acontecerá uma roda de conversa com a urussanguense e chefe do escritório técnico do IPHAN, Gabriela Cancillier.
A segunda edição da “Quinzena da Pluralidade Cultural” terá seu ápice no dia 26 de agosto com o movimento “Vem Pra Praça”. Das 9 às 12 horas, a ação contemplará passeio de ônibus antigo da empresa São José com o grupo Foto Clube Urussanga, troca de livros com Leo Clube, intervenções poéticas e urbanas, customização de jeans com Thaiz Mondardo, maquiagem com a equipe O Boticário, brincadeiras culturais com as crianças feitas pela escola de idiomas ISUL, paladar cultural com produtos da cidade. A tarde ocorrerá campeonato de xadrez no Pub do Hotel Urussanga com inscrições antecipadas e jogo das equipes Urussanga Futebol Clube e Atlético Peraro com visitação a sede do clube.
As atividades encerram no final do mês com encontro de cosplay no dia 27, no Ginásio
Centenário no bairro Estação, com oficinas de gibis e exposições, e no dia 29 com a palestra “Inteligência Emocional”, na Sociedade Recreativa Urussanga.
“Nossa felicidade é imensa, pois conseguiremos atingir metas com a Quinzena da Pluralidade Cultural como, por exemplo, realizar essa ação e desenvolve-la envolvendo pessoas que trabalham com a cultura de alguma forma, apresentar novos artistas, técnicos culturais e escritores urussanguenses, sendo que as atividades são totalmente
acessíveis e facilitam a participação da população e de visitantes. Nosso lema é tornar visível o invisível”, frisa a idealizadora e coordenadora de projetos do grupo Amigos do Livro e coordenadora da Biblioteca Pública Municipal, Maria Alice Julio Batista.

FEIRA DO LIVRO INICIA NA TERÇA-FEIRA
A Feira do Livro terá sua segunda edição em Urussanga. O evento, com acesso livre, começa na terça-feira, dia 15, no Salão de Eventos do CRAS, no bairro Estação, das 8 às 21 horas, e segue até o dia 19 de agosto. No espaço ocorrerá a exposição e venda de 10 mil livros e gibis de todos os gêneros e variação de preços. Paralelo a isso acontecem exposições de obras de arte e literárias, rodas de bate papo com temas como escrita, acessibilidade, oficinas artísticas com desenhistas, ilustradores e chargistas, debates, palestras, encontros com escritores, apresentações de danças infantis, entre outras atividades.

Jovem participa de evento na Itália e busca aproximação com cidade sede do Prosecco

O presidente da Associazione Trevisani di Urussanga, Sérgio Luiz Maccari Junior, de 28 anos, participa, entre os dias 27 e 29 de julho, do “Meeting dei Giovani Veneti All’Estero”, em Vicenza, na Itália. Esta é a segunda vez que o jovem integra o evento, sendo que a primeira foi no ano de 2014, com indicação do Comitato Veneto di Santa Catarina (Comvesc).
Maccari será um dos quatro representantes do Brasil. O evento terá também participantes da Argentina, Austrália, África do Sul, Venezuela, do Uruguai, Canadá e países da Europa. Paralelo a esta ação ocorre a Consulta Veneta, que terá como representante Antônio Carrer Fachin Filho.
“Quem participa são pessoas indicadas pelos Comitatos Venetos registrados na Regione. Os eventos ocorrem juntos, mas as discussões são separadas. Os focos são diferentes. Vamos levar algumas proposições daqui. O consultor Fachin irá propor que a Regione financie projetos de manutenção do dialeto Veneto como, por exemplo, o Ostrega, de Urussanga. Na parte jovem a proposição é sempre voltada para oportunidades de instrução, curso técnico, universitários, e empregos também. Cada representante leva as suas demandas e tudo isso gera um documento que é encaminhado ao Governo da Região do Veneto apresentando os anseios dos Venetos no mundo. Desde 2014 o Governo do Veneto alega dificuldades financeiras para subsidiar programas. E na verdade não foram percebidos avanços realmente neste sentido”, salienta Maccari.
A expectativa do jovem é que o Governo da Região do Veneto possibilite oportunidades aos descendentes. “Esperamos a melhora na situação econômica da Itália, para que a Regione passe a ver nos Venetos no exterior, principalmente os jovens, e disponibilize preparação para essas pessoas em algumas atividades onde o Veneto é referência como, por exemplo, turismo, gastronomia e enologia”, frisa.
No dia 30 de julho, Maccari e Fachin irão acompanhar a “Giornata dei Veneti nel Mondo”, que contará com a presença do presidente da Região do Veneto e representantes de diversas Associazione Trevisani nel Mondo. “Nesta Giornata eles irão aproveitar o dia do conselho com trevisanos de todo o mundo para se encontrar e abranger as demais associações provinciais do Veneto”, explica Maccari.

ACORDO PODE UNIR PROGOETHE E PROSECCO
Após este evento, Maccari e Fachin irão cumprir agenda em locais das províncias de Treviso e Belluno. Nesta programação estão inseridos encontros com os prefeitos de algumas cidades para tratar de assuntos de interesse dos Venetos de Santa Catarina e alguns específicos de projetos para Urussanga. Entre ações está a entrega de uma carta de intenção da Prefeitura de Urussanga ao prefeito de Valdobbiadene, cidade sede do Prosecco, região da Itália especializada em espumantes, e também a visita a Escola Enológica na cidade de Conegliano.
“Em 2014 foram iniciaram tratativas visando um pacto com Urussanga. Desta forma a cidade sede do Prosecco pode firmar um acordo com o município sede dos Vales da Uva Goethe. A Indicação de Procedência do Prosecco é Conegliano-Valdobbiadene. E vamos apresentar à ideia a Scuola Enologica para ver se ela também tem interesse em parcerias. Existem boas expectativas que podem ser confirmadas no retorno da viagem e beneficiar Urussanga e toda a região”, finaliza Maccari.

Urussanga realiza 2ª Quinzena da Pluralidade

Urussanga se prepara para receber de 15 a 30 de agosto, a 2ª Quinzena da Pluralidade Cultural. O evento é realizado e desenvolvido por pessoas que trabalham com a cultura sejam eles novos artistas, técnicos culturais, escritores urussanguenses que estarão envolvidos durante os dias de realização do evento. A programação inclui a realização da Feira do Livro, exposição de obras de arte e fotografia, esporte, música, rodas de conversa, piquenique no parque, encontro de Cosplay, entre outras atividades.
“Nossa intenção é de tornar visível, o invisível. Muitas pessoas têm inúmeras formas de expressar a Cultura, sejam de qual área for, mas precisam de incentivo, de um começo. A Quinzena reconhece e expõe dando acesso a todos, em suas mais diversas
performances para chegar ao público”, enaltece a idealizadora e coordenadora do projeto, Alice Batista.
Os eventos e exposições que serão promovidos serão totalmente acessíveis, para facilitar a participação da população e dos visitantes. “Acreditamos que a formação de bons cidadãos está totalmente ligada ao acesso correto das informações e à Cultura in loco, por isso participarão, voluntariamente nessa quinzena, profissionais já conhecidos e reconhecidos, de Santa Catarina e outros estados”, garante Alice.
As informações sobre a programação e objetivos da Quinzena da Pluralidade podem ser obtidas por meio da página do Facebook: www.facebook.com/quinzena.urussanga ou pelo email: quinzenacultural.urussanga@gmail.com

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:
• 15 a 30 de agosto – Exposições de obras de arte e fotografias;
• 16 a 19 de agosto – Feira do Livro no Salão de Eventos do CRAS, no Bairro da Estação, das 8h às 21h;
• Dia 19 de agosto – Jogo entre Minerasil Futebol Clube x Continental;
• Dia 20 de agosto – Sonore no Parque;
• Dia 21 de agosto – Roda de conversa sobre “Patrimônio Cultural, uma nova abordagem, um exercício do olhar”;
• Dia 26 de agosto – Evento “Vem pra praça”;
• Dia 27 de agosto – Encontro De Cosplay;
• Dia 29 de agosto – Palestra Inteligência Emocional – Um Mergulho No Cérebro e nos Corações.

“Algo dentro de mim dizia para ajudar este povo”

Jornalista: Eliana Maccari

Foi com o sorriso no rosto e de coração aberto que o italiano Marcello Mazzucco visitou a sede do Jornal Vanguarda durante sua passagem pelo Brasil entre os meses de maio e junho deste ano. Ele permaneceu em Urussanga durante alguns dias para acompanhar e participar das celebrações dos 25 anos do Gemellaggio entre Longarone (IT) e Urussanga. Em diversos atos seu nome e sua atuação foram enaltecidos por autoridades, pois Marcello Mazzucco foi um dos precursores deste pacto de amizade entre as cidades.
Marcello recorda com afeto de lembranças da década de 80, quando ocorreram os primeiros contatos entre longaroneses e urussanguenses em busca de suas origens e de informações sobre os seus antepassados. “Em 1988 fomos recebidos em Urussanga, na localidade de Rio Maior. Quando desci do microônibus, ninguém conhecia ninguém. Fui o primeiro a descer e logo perguntei onde poderíamos dormir. Aí os moradores me perguntaram: você fala como a gente? Eu disse: sim, sou Mazzucco. Então eles começaram a me convidar para dormir em suas casas. Foram dias de muitas conversas em noites e madrugadas adentro. Conheci também o jovem Gilson Fontanella. Os dias que seguiram foram para conhecer a cidade toda de Urussanga e fomos, inclusive, até na mina em Santana”, conta.
Mas duas passagens marcaram e tocaram Marcello Mazzucco de uma forma diferente. “Foi feita uma grande e bonita missa. E no sermão, quando o padre Agenor pregava, eu tive arrepios. Eu não me esqueço o que ele disse: vocês italianos, que tem muitas possibilidades, não se esqueçam desses jovens, pois vocês têm que fazer algo por eles. No dia anterior, em 23 de novembro de 1988, encontrei Hedi Damian na praça de
Urussanga. Fomos apresentados e ele me convidou para ir até a vinícola. Conversamos e trocamos muitas ideias. E ele também me disse que tínhamos que fazer algo pelas pessoas, pela nossa gente, nosso povo daqui e de lá. Eu continuei conhecendo a cidade e visitei o cemitério, mais particularmente os túmulos daqueles com os sobrenomes de Longarone. Ao passar pelo cemitério e sair dele, eu comecei a ter uns sentimentos. Era como se fosse uma entidade superior que me fazia sentir arrepios realmente. Lembro que essa entidade, algo dentro de mim dizia para ajudar este povo a encontrar suas origens e ficar junto dessa gente. Conversando com Hedi fizemos esse acordo de irmandade e foi o que se seguiu pelos quatro anos seguintes até chegar o dia do Gemellaggio, primeiro em Longarone no ano de 1991 e depois em Urussanga no ano de 1992”, destaca.
Marcello afirma que se sente orgulhoso de tudo o que foi feito. Para ele, valorizar o homem do campo é importante para a manutenção do dialeto. “Sinto-me orgulhoso de ter participado dessa iniciativa que aproximou as pessoas. Pude fotografar Urussanga diversas vezes e ver o progresso do município. As pessoas são sempre cordiais e contentes. Seria importante valorizar o homem do campo, pois eles são os verdadeiros portadores do dialeto, da nossa língua que não é o italiano. Porque o italiano é a língua Fiorentina, de Florença. Somos Venetos, Belluneses e carregamos uma língua diferente. Para nós, cidadãos de Longarone, esse pacto de amizade é algo diferente. Mas percebemos que são poucos os que participam realmente da manifestação. Com o passar do tempo, depois desses 25 anos, observamos que as comitivas quando voltam para casa ficam extremamente entusiasmados uns com os outros. E todos querem realmente ver e sentir o Gemellaggio para entender”, salienta.

O FUTURO DESTA AMIZADE
Para o italiano Marcello Mazzucco, um dos precursores do pacto de amizade entre Longarone (IT) e Urussanga, o futuro do Gemellaggio depende de todos. “Depende dos jovens, de nós, de vocês. Devemos incentivar e financiar aqueles que querem manter o Gemellaggio. É importante o envolvimento das associações de todos os tipos, da esportiva a cultural, e de todos os tipos de escolas para poder conhecer e entender. Iremos chegar em um ponto em que realmente ocorrerá um choque e cruzamento de gerações. Para o sucesso deste pacto de amizade precisamos de paciência e constância”, frisa.
Mazzucco acredita que o intercâmbio entre estudantes é o caminho correto. “Eles precisam saber como foi a história deles. E também precisam vir os pais para cá para que eles possam entender ainda mais. Isso enriquece o Gemellaggio. Nestes 25 anos fizemos muitas iniciativas. Levamos pessoas para aprender o italiano, enviamos professores para ensinar a língua aqui e também a nossa história. Recebemos estudantes lá por anos. Eu gostaria realmente que desse certo. E fazer com que associações, pessoas de Urussanga e arredores entendam a importância disso, desse sentimento de irmandade. Eu sempre fico muito contente e meu sentimento reconhece e sempre serei grato por esse carinho”, finaliza.

Pedras Grandes promove X Festa do Vinho Goethe

Um produto de cor e aroma inigualável, com terroir próprio, cultivado somente na região Vales da Uva Goethe por influência dos imigrantes italianos que desbravaram a Colônia Azambuja em 1877, berço da colonização italiana do sul de Santa Catariana. É enaltecendo este produto e a cultura italiana que o município de Pedras Grandes se prepara para comemorar a X Festa do Vinho Goethe, entre os dias 7 e 9 de julho de 2017, ano que celebra os 140 anos da imigração italiana na região.
O evento com entrada gratuita, que ocorre a cada dois anos, é uma promoção da Associação Cultural Goethe em parceria com a Prefeitura de Pedras Grandes e visa a promoção da cultural local, preservação do cultivo da uva Goethe e da produção do vinho, bem como a economia com geração de renda, emprego e desenvolvimento sustentável aos 4 mil moradores do município.
Os visitantes que irão participar do evento desfrutarão dos vinhos, da gastronomia, da história, manifestações culturais e de atrações musicais. A expectativa da organização da X Festa do Vinho Goethe é receber 40 mil visitantes nos três dias de evento. Na noite de sexta-feira, dia 7, apresentam-se a Banda Remember e em seguida a Bandalheia.
Já no sábado, dia 8, a partir das 19h30min, o grupo “Amici della Polenta” realiza o tombo da polenta. O cantor urussanguense João Cechinel trará os melhores clássicos italianos.
“Ao firmar a uva Goethe como marca municipal, uma vez que ela não é encontrada em nenhum outro lugar do mundo, a não ser em Azambuja e região, a festa tem a função social de preservar os valores da cultura e história locais, expressos principalmente no trabalho, nos costumes e hábitos, nas construções centenárias e artes, na culinária típica e tradicional, na religiosidade e música, nos jogos e na animação. Por meio da Festa do Vinho Goethe pretende-se criar na região do Sul de Santa Catarina um pólo de valorização das potencialidades locais, reunindo produtores e empresários, que poderão divulgar e vender seus produtos”, explica o presidente da CCO da X Festa do Vinho Goethe e vice-prefeito de Pedras Grandes, Josimar Bergman.

Parte da história do vinho é encontrada em ruínas

As paredes de edificações centenárias ainda guardam e representam a rica história da vinicultura de Urussanga. Entretanto os telhados alertam: não se sabe por quanto tempo estes patrimônios culturais lutarão sozinhos para se proteger. A triste realidade das antigas vinícolas da cidade foi exposta a centenas de fotógrafos amadores e profissionais que participaram de um circuito fotográfico promovido pelo Foto Clube de Urussanga na manhã do último sábado.
A primeira vinícola desativada a ser visitada foi a de Victorio e Darvino Bez Batti, localizada na Praça Anita Garibaldi, que produziu os famosos vinhos Samos e Santé. Com o vinho Goethe, eles conquistaram medalha de ouro numa exposição internacional em Nova Iorque em 1939. Os fotógrafos registraram imagens da fachada da edificação, que é protegida estadualmente pela Fundação Catarinense de Cultura. Na área externa, o grupo reconheceu vestígios das tinas que foram demolidas em 2004.
O segundo local visitado pelos fotógrafos foi a antiga vinícola de José Caruso Mac Donald, que impressionou a todos pela grandiosidade da estrutura fundada em 1913 pelo
empresário José e os  lhos João, Aldo, Laerte, Roberto e Valéria. O espaço chegou a ter capacidade de produzir e estocar dois milhões de litros por safra e as atividades foram encerradas em 1990.
A parte destinada a elaboração do vinho teve a estrutura do telhado totalmente comprometida pela ação dos cupins, deixando centenas de imensas tinas feitas de concreto expostas ao sol e as fortes chuvas. O telhado foi removido por motivos de segurança, conforme informações repassadas por Odilon Barbosa, administrador da empresa instalada numa parte da edificação que elabora os produtos URU, bebidas feitas a partir de destilados. “A filha de José, Valeria casou com Bernardino Campos. Ele adquiriu algumas cotas da sociedade e com a morte de Valeria tornou-se herdeiro da cotas e passou a ter 52% da empresa. Ele casou novamente com Maria Estela, que atualmente é a sócia majoritária do local e divide a sociedade com Roberto Caruso, filho de José, e Norberto Caruso, neto de José”, conta.
A última vinícola a ser visitada foi a Cadorin, reconhecida pela Fundação Catarinense de Cultura como patrimônio estadual e que encerrou as atividades no ano 2000. Apesar de ter partes de telhados desmoronadas, o local ainda preserva praticamente todos os equipamentos destinados à fabricação de vinho e as importantes conquistas, como medalhas e destaques em feiras nacionais.
A vice-presidente da ProGoethe, Giselda Trento Mazon, participou da abertura da caminhada no Fretta Home Center de Urussanga e emocionou-se ao relembrar dos tempos áureos da produção vitivinícola da Terra do Bom Vinho. Ela lamentou o fato de que as estruturas físicas das antigas vinícolas estejam sofrendo com a ação do tempo sem um projeto de preservação. Giselda elogiou a iniciativa do resgate histórico através da fotografia por se tratar também de um registro cultural que evidencia o potencial turístico de Urussanga.
Na avaliação do gerente do Fretta Home Center de Urussanga, Antônio De Lorenzi Cancelier, a reunião de pessoas de toda região é uma forte manifestação de apoio a cultura local. “Creio que estamos construindo um ambiente cultural favorável para o nosso município, congregando diferentes valores, mas com uma mesma finalidade: deixar uma mensagem de positiva para todos”, assinalou Cancelier.
A ideia, segundo o presidente do Foto Clube, Luiz Antônio Neves Marques, é realizar uma exposição com os registros feitos durante a caminhada.

ESPERANÇA E LUTA PELA RESTAURAÇÃO
Os detalhes e a história da vinícola Cadorin continuam em seus respectivos lugares desde quando Orlando Cadorin faleceu aos 85 anos, em 2012. Um ano antes, um projeto de restauração do espaço o encheu de esperança e felicidade. Na época, feito com o apoio da Diretoria de Cultura e Turismo, o projeto solicitava recursos ao Governo de Santa Catarina através do Funcultural.
Em 2011, para restaurar os mais de 750 metros quadrados do conjunto de edificações era
necessário 400 mil reais. A ideia era transformar o local no Museu do Vinho com espaços multifuncionais para eventos culturais. Infelizmente, o projeto não foi contemplado. Entre os sonhos de Orlando estava acolher turistas com suas ricas e fascinantes histórias. Mas o sonho de Orlando ainda é lembrado pela sua família.
Neta de Orlando, a arquiteta Luciana Maccari Cadorin elaborou mais dois projetos depois de 2011 buscando captar recursos de fins culturais para realizar a restauração parcial das edificações. Em 2013, um projeto de 100 mil reais solicitava apenas o restauro dos telhados. Eles também não foram contemplados. “Não vou desistir. Vou continuar enviando projetos para tentar captar algum recurso e ajudar na preservação do imóvel”, salienta.
Um dos filhos de Orlando, Oderi Cadorin, explica que continua zelando pelo local, porém
os problemas estruturais pioram a cada ano. “Não temos condições financeiras de fazer uma restauração. Cuidamos no que está ao nosso alcance e também sonhamos com muitas ideias bacanas para dar vida ao local”, conta.
Entre as ideias da família estão espaços para um museu, mercado público, loja de produtos coloniais, vinhos ou artesanatos. “O governo deveria oferecer aos proprietários um empréstimo a longo prazo para preservar o patrimônio histórico”, frisa.
A vinícola Cadorin é reconhecida pela Fundação Catarinense de Cultura como patrimônio estadual. O local ainda abriga peças antigas de ferro feitas por Lourenço Cadorin, tinas, garrafões de vinhos e equipamentos destinados à produção da bebida.

Cultura e tradição estarão presentes na 5ª Sagra Della Polenta

A gastronomia italiana será evidenciada durante mais uma edição da tradicional Sagra Della Polenta. O evento, promovido pelo grupo Amici Della Polenta, terá sua quinta edição realizada neste domingo, dia 11, a partir do meio dia, no Centro de Eventos da Igreja Matriz.
Segundo o presidente do grupo, Valdecir Miotello, o objetivo da ação é resgatar a cultura italiana por intermédio da gastronomia, da música e do diálogo. A expectativa é que mais de 500 pessoas prestigiem o evento. Além do preparo de uma polenta de mais de 200 quilos, o almoço contará com galinha, fortaia e saladas. Atrações culturais como Sandro e seu teclado e grupo de cantores de Siderópolis completam a programação.
“Criamos o evento com o intuito de resgatar a cultura italiana por intermédio de uma boa polenta. O prato feito em Urussanga possui tradição de ser saboroso e diferenciado. Buscamos também atrair mais turistas e visitantes para a cidade. Temos relatos de pessoas que estão vindo de São Paulo especialmente para apreciar a polenta. A agência de turismo irá recepcionar eles. O grupo Amici della Polenta já ultrapassou fronteiras e desejar estar sempre de mãos dadas com a cultura divulgando nosso município o Brasil”, ressalta Miotello.
Interessados ainda podem adquirir os últimos ingressos até sábado, na Livraria Miotellos, até as 16 horas.

Longarone (IT) se prepara para receber comitiva de Urussanga e renovar Pacto de Amizade

A cidade de Longarone, na Itália, já definiu sua programação para celebrar os 25 anos de Gemellaggio com Urussanga, bem como, renovar o pacto de amizade. No início do mês de outubro deste ano, uma comitiva de Urussanga será recebida pela comunidade de Longarone para comemorar o momento por meio de atos e ações culturais.
Os urussanguenses chegarão a Longarone na noite do dia 4 de outubro. No dia 5, a comitiva irá visitar a cidade de Auronzo di Cadore, conhecer o Lago di Misurina e também a cidade de Cortina, localizada na parte alpina da região. À noite, no Centro Cultural de Longarone, acontecerá a cerimônia de premiação do concurso “Fain Binda”, um intercâmbio que conta com a participação de alunos dos dois países.
A manhã do dia 6 de outubro será repleta de atos oficiais relacionados aos 25 anos do Gemellaggio. A comitiva será recebida pelo prefeito de Longarone, Roberto Padrin. Neste momento, as cidades irão renovar o pacto de amizade. Em seguida, flores serão depositadas no monumento ao emigrante e na praça Urussanga. Missa e visita guiada à barragem de Vajont encerram a programação deste dia.
Almoços e jantares serão oferecidos cordialmente pela comunidade e o Poder Público de
Longarone à comitiva de Urussanga. No dia 7 de outubro, os urussanguenses se despedem de Longarone e continuam o roteiro de viagem percorrendo outras cidades italianas.
O vice-prefeito de Urussanga, Luiz Henrique Martins, confirmou sua participação nos atos oficiais na Itália.

Mauro Felippe lança novos livros na Bienal de SP

O urussanguense Mauro Felippe lançou no último sábado, dia 27, na 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, duas novas obras: Ócio e Espectros, ambos os livros com poesias e provocações. O advogado Sul-Catarinense é o primeiro autor independente a contar com estande próprio no evento, feito que tem chamado a atenção nos corredores do Pavilhão do Anhembi.
Acompanhado de familiares, amigos e convidados, Felippe não conteve a emoção ao dedicar suas obras ao pai e à irmã recém-falecidos, dois grandes incentivadores de sua paixão pela literatura. Assim como em Nove: Poesias, Reflexões e Crônicas, lançado em 2014, Ócio e Espectros estão carregados de “pensamentos harmonizados com sentimentos”, como descreve o jornalista e escritor Fernando Jorge, responsável pelo prefácio de uma das obras.
“Mauro Felippe é um poeta filósofo, como foram Augusto dos Anjos e Raul de Leoni em nossa literatura. Em sua poesia os espelhos vivem, estremecem, palpitam, latejam como as artérias, expressam sentimentos sutis, transmitem mensagens das profundezas da alma”, afirmou.
Durante o lançamento, Felippe, ao lado de Rael Dionísio, responsável pelas ilustrações digitais surrealistas que compõem as obras, con rmou a participação na Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, entre agosto e setembro de 2017. Ele analisa ainda convites para outros eventos nacionais e até internacionais, como a Feira do Livro de Lisboa, em Portugal.
Vale lembrar que desde a sua primeira obra, Felippe destina parte dos recursos obtidos com as vendas para a Casa Guido, entidade que presta auxílio a crianças com câncer no Sul Catarinense.
Em Urussanga, Ócio e Espectros estarão à venda na Livraria Bem-Me-Quer, e em Criciúma, na Livraria Fátima.

Escritor de Urussanga lança livros na Bienal Internacional em São Paulo

Após publicar sua primeira obra em 2014, denominada “Nove”, o escritor Mauro Felippe lança neste sábado, dia 27, mais dois livros durante a Bienal Internacional do Livro em São Paulo. No Pavilhão de Exposições Anhembi, no estande H082, o urussanguense irá apresentar as obras “Ócio” e “Espectros”.
Todos os livros do autor são totalmente ilustrados. A obra “Nove”, que possui poemas e citações, também será comercializada durante o evento. A expectativa é que a Bienal Internacional do Livro em São Paulo, que conta com a participação das principais editoras, livrarias e distribuidoras do país, receba 700 mil visitantes neste ano.
“Teria eu sonhado, um certo dia, o qual não me recordo. Mas, sonho que é sonho não se autoaniquila. Na maioria das vezes, o sonhar fica adormecido pelas circunstâncias da vida e outras prioridades do momento. Agora, a longa dormência virou ato; o ato acordou
que um dia teria sonhado. E vieram os rebentos. Tenho ainda muitos outros sonhos. Não vou parar de sonhar”, afirmou o escritor em sua rede social.

Feira do Livro oferece 10 mil opções em obras

A felicidade estampada nos rostos dos irmãos Yan, de 8 anos, e Luiza, de 1 ano e 5 meses, tinha um bom motivo. A mãe Ingrid Zanellato acabara de presenteá-los com mais exemplares adquiridos durante a Feira do Livro nesta semana, em Urussanga. Os novos livros infantis já despertavam a curiosidade dos irmãos logo na saída do evento. “Eu gosto da leitura e passo esse incentivo aos meus  lhos. E eles adoram. A Luiza desde pequena acompanha a leitura feita pelo Yan especialmente para ela. Procuro diversificar os livros com sons e alto relevo. Para nós, de Urussanga, a feira é muito importante, pois é uma oportunidade de encontrar livros que contemplem todos os gostos e tipos. A leitura é essencial para ajudar na formação das crianças e também na área gramatical. Gostaria que esta ação ocorresse mais vezes em nossa cidade”, conta a mãe Ingrid Zanellato.
Ingrid e os filhos prestigiaram a Feira do Livro que segue até a tarde deste sábado, dia 27, no Salão de Eventos do Cras ao lado do Ginásio Centenário do bairro Estação, das 9 às 21 horas nesta sexta-feira e das 9 às 17 horas no sábado. O evento conta com 10 mil livros para exposição e venda, bem como, varal literário e o cinas de arte. A população poderá encontrar livros infantis a partir de 1 real.
Na tarde desta sexta-feira, durante a Feira do Livro, técnicos do IPHAN irão explanar ao público sobre formas de conservar e restaurar espaços que integram o patrimônio histórico cultural da cidade. No sábado, dia de encerramento da feira, acontecerão aulas de zumba, exposição de obras de arte, encontro do Clube do Vinil e aula de Just Dance.
As ações integram a programação da 1ª Quinzena da Pluralidade Cultural, promovida pelo grupo “Amigos do Livro”, sobre coordenação de Maria Alice Julio Batista. Desde o dia 15 de agosto, instituições e artistas uniram-se para desenvolver atividades voltadas para a cultura e leitura. “O foco da Quinzena era justamente tornar visível o invisível e unir pessoas para fortalecer a cultura de Urussanga, despertando o amor à história, arte, leitura, informação, cultura e ao ser humano que a provoca, ensina e
expõe”, salienta Alice.

“Amici” leva polenta ao Rio Grande do Sul

O grupo “Amici della Polenta” viveu uma experiência diferente no último final de semana. A equipe elaborou a primeira polenta gigante fora de Santa Catarina. A ação aconteceu no distrito de Otávio Rocha, em Flores da Cunha (RS). O grupo recebeu o convite de uma equipe que faz o ‘menarosto’, que consiste numa técnica de preparo de carnes brancas em fogo de chão sem entrar em contato com as chamas.
No estado vizinho, o grupo de Urussanga elaborou 100 quilos de polenta para mais de 100 pessoas. “As pessoas ficaram impressionadas com o preparo da polenta gigante, a beleza de ver ela caindo. O grupo de gaiteiros do Rio Perso também encantou a todos com os cantos em italiano. Para nós foi uma experiência incrível. Pela primeira vez preparamos o nosso prato típico em outro estado e levamos a cultura italiana. Esta troca foi gratificante e poderá render bons frutos, como uma visita deste grupo do Rio Grande do Sul para elaborar o ‘menarosto’ em Urussanga”, explica o presidente do grupo
Amici della Polenta, Valdecir Miotello.
A passagem do “Amici della Polenta” contou com a participação de mais de 40 pessoas, entre integrantes, esposas e amigos de Urussanga, Cocal do Sul, Criciúma e Nova Veneza. Eles também visitaram vinícolas da região.

Irmãs lançam livro da família Tomasi

A trajetória da família Tomasi foi registrada através de relatos e imagens no livro “Os frutos da terra desconhecida”. A obra foi lançada no último domingo, dia 7, na localidade de Rio Caeté, onde a família se estabeleceu.
Após a missa na Igreja de Santo Antônio celebrada pelo padre Daniel Sprícigo, as irmãs autoras do livro Glória Maria Tomasi e Irmã Agenora receberam familiares e amigos no salão de festas para uma tarde de autógrafos e repleta de emoção.
A obra relata a saga da família da Itália a Urussanga, que iniciou com o imigrante italiano Pietro Tomasi. Um bravo registro alicerçado na fé e no trabalho.

Emoção e boa música marcam noite de lançamento de CD

A guitarra estonteante, o ritmo preciso e forte da bateria, o baixo leve e a voz rouca. O jeito Bandalheia que há 30 anos conquista fãs mostrou ao público na quarta-feira, dia 3, no Teatro Elias Angeloni, em Criciúma, seu novo trabalho, intitulado “Além do Normal”.
Durante duas horas, a banda apresentou músicas inéditas e também os melhores sucessos. O guitarrista Eduardo Trombim impressionou o público ao tocar cinco instrumentos.
Ao longo do show, os pés dos fãs acompanhavam a batida das novas canções, uma forma de demonstrar que elas estavam devidamente aprovadas.
“Além do normal”, “O Coração Bate”, “Brisa”, “Eu Vou Gostar” e “Mania” foram algumas das músicas que embalaram a noite.
Mas quando as antigas músicas das décadas de 80, 90 e anos 2000 tocaram, o público
fez questão de mostrar o carinho pelo grupo.
“Apenas indo”, “Garrafão”, “Lápis e papel”, “Na minha porta” e “Cidadão Silva” foram algumas das canções.
De forma descontraída e divertida, o vocalista Gera Fornasa arrancou risos da plateia ao lembrar os 30 anos de carreira da banda. “Hoje chegamos a este momento. Estamos muito felizes com a presença e apoio de todos vocês. O que vale é esta energia. Muito obrigado”, agradeceu. A noite repleta de boas energias encerrou com sessão de autógrafos e venda dos CD’s e DVD da Bandalheia.

Família Ceron promove primeiro encontro

A comunidade de Rio Carvão acolheu, no último sábado, dia 23, descendentes de João Ceron e Regina Gobato Ceron para o primeiro encontro da família. A missa foi ministrada pelo padre Nivaldo Ceron, na Paróquia Nossa Senhora da Saúde. No início da cerimônia religiosa, a história da família foi contada pelos descendentes. Após a missa, os descendentes se encontraram no centro de eventos da igreja para celebrar o momento em confraternização.
O espaço foi decorado com objetos antigos da família e as 12 árvores genealógicas identificadas com as cores de cada ramo, que diferenciavam os descendentes de cada filho do casal de imigrantes italianos no evento através de camisetas coloridas.
A única filha ainda viva do casal, Rosalina Ceron Quaioto, de 85 anos, participou da confraternização. João Ceron era um dos filhos do imigrante italiano Adamo Ceron, pioneiro no cultivo de uvas em Urussanga.

HISTÓRIA DA FAMÍLIA
João Ceron era filho de Adamo Ceron e Theresa Pascoalotto Ceron. Ele nasceu em 8 de agosto de 1886, provavelmente no navio que os trazia da Itália para o Brasil. Em busca de uma nova vida, Adamo estabeleceu-se em Rio Carvão. João casou-se com Regina Gobato, filha de Giuseppe Gobato e Anna Benfatto Gobato, em 20 de novembro de 1909.
Na antiga casa, ao lado da capela da comunidade, João construiu sua vida e família. Do amor do casal surgiram os frutos desta união: Maria, Ignês, Júlio, Irene, Fioravante, Clementina, Matilde, Angelo, Ida, Iva, Anita e Rosalina. Três filhas, Clementina, Anita e Matilde casaram e foram morar na Serra Catarinense. Os demais continuaram em Urussanga.
Hoje a família de João Ceron é composta por 12 filhos, 54 netos, 115 bisnetos, 96 trinetos e 18 tataranetos.