Prática milenar: Tradição garante qualidade e segurança alimentar

A manhã de Arcídio Cittadin, de 80 anos, é de dedicação a sua horta e a toda a propriedade agrícola na comunidade de Rio Salto. O segredo de bons cultivares no caso deste senhor vai muito além de seguir o tempo do plantio e da colheita e acompanhar as condições climáticas.

Cittadin carrega consigo amor pela terra, paixão pela natureza, tenacidade e respeito pela tradição. Somente este senhor detém no município de Urussanga 27 espécies de sementes crioulas. A prática vem desde o tempo do seu avô e foi mantida pelo seu pai. “Eles foram sempre plantando com aquelas sementes. Isso tem mais de 100 anos”, comenta.

Arcídio seguiu os passos do pai e ao longo dos anos foi compartilhando as suas sementes e buscando a troca com vizinhos e conhecidos para a obtenção de novas. Hoje ele possui milho cravo, milho pipoca, milho ‘stacheta’, quatro tipos de feijão-vagem, açafrão, inhame, funcho (erva-doce), abóbora, pepino, entre outros. “Levo o milho cravo para a atafona. Rende uma farinha muito boa. De longe você vê que a cor de uma polenta é diferente da minha”, conta entre risos.

Para Cittadin, a diferença destes alimentos cultivados desta forma está no sabor e na qualidade. “Se você compra milho normal, por exemplo, vem com agrotóxico ou é transgênico. Eu sei que o meu tem sabor muito diferente desses outros. Não é difícil de manter essa tradição e todos deveriam fazer isso. É só colher o alimento quando está maduro, deixar secar as sementes por alguns dias, guardar em potes de vidro e depois fazer o plantio nos meses certos. Aí quando planta até 5 vezes num mesmo lugar depois é preciso trocar o local e a semente. Gosto muito disso e faço com todo carinho. Capricho e cuido mesmo para não perder a semente. Nunca perdi. Já passei esse ensinamento aos meus quatro filhos e eles também estão seguindo o mesmo caminho”, frisa.

De acordo com a Epagri de Urussanga, a preservação, o cuidado e a troca de sementes crioulas é uma prática milenar que existe desde o início da agricultura e garante a continuidade das espécies.

“Com carinho e sabedoria incríveis, as sementes são conservadas e passadas de geração em geração. As famílias de agricultores possuem em suas propriedades uma diversidade de sementes crioulas. Sementes que herdaram de seus avós, pais, tios, vizinhos ou em visitas e eventos. É uma tradição que garante a continuidade das espécies, pois as sementes são patrimônio da humanidade. São os agricultores que cultivam e fazem a seleção, ano após ano, possibilitando qualidade e adaptação às condições climáticas e aos sistemas de produção da região em que são produzidas. As sementes, quando adquiridas são em pequena quantidade. Por isso a necessidade de semear para multiplicar, trabalho este que os agricultores são especialistas”, salienta a extensionista da Epagri de Urussanga, Maria Cristina Cancellier da Costa.

ENCONTRO INCENTIVA TROCAS DE SEMENTES CRIOULAS – novo titulo

A Epagri de Urussanga realizou mais um encontro municipal para trocas de sementes crioulas (tradicionais) no dia 12 de junho. Esta é a segunda vez que a instituição promove o incentivo a esta prática. O objetivo da ação é a troca de sementes entre os participantes, uma prática milenar que garante a continuidade das espécies e também a segurança alimentar das famílias.

No Centro Comunitário da Igreja Matriz, mais de 70 tipos de sementes foram fornecidos pelas famílias de agricultores do município. Devidamente embaladas e identificadas para a realização da troca, as sementes crioulas foram selecionadas por cada participante que pode levar para casa uma grande diversidade de espécies.

“No primeiro encontro minha mãe Zulma levou um pouco de semente de alface americana para casa. Eu e meu esposo semeamos, colhemos muito alface e também muita semente. E hoje trouxemos uma quantidade bem maior da recebida para ser partilhada”, contou a agricultora Jucelma Feltrin Zanelatto, de Rio Caeté Baixo, durante o encontro.

Segundo a extensionita da Epagri de Urussanga, Maria Cristina Cancellier da Costa todas as sementes são raras e únicas. “Cada agricultor fez a seleção daquela variedade, do seu jeito, de acordo com o seu solo, clima, e ela contém as características que o agricultor achou mais interessante, por exemplo, a cor do grão, o formato da folha de alface, entre outros itens”, pontua.

O encontro municipal para trocas de sementes crioulas (tradicionais) é realizado pelo escritório municipal da Epagri de Urusanga em parceria com a Prefeitura Municipal, Gerência da Epagri Regional, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Urussanga e Cocal do Sul, Pastoral da Saúde de Urussanga, Associação de Mulheres Agricultoras de Urussanga, Uneagro e Diretoria Municipal de Agricultura.

Texto de Eliana Maccari

OUTROS PRODUTOS ALTERNATIVOS PARA O MANEJO DAS PRINCIPAIS PRAGAS E DOENÇAS NA HORTA ORGÂNICA – PARTE IV FINAL

Semana Nacional do Meio Ambiente começou em 1 de junho e foi até 5 de junho, quando se celebrou o Dia Mundial do Meio Ambiente. Uma das propostas desta data é chamar a atenção de todos os governos mundiais sobre a necessidade de implantar medidas emergenciais para prevenir a degradação do meio ambiente. O não uso de agrotóxicos, é a principal medida para proteger o meio ambiente e a saúde das pessoas. Para celebrarmos bem esta semana, na edição anterior, publicamos algumas dicas utilizando a manipueira, líquido de aspecto leitoso e de cor amarelo- clara que escorre das raízes da mandioca, por ocasião da sua prensagem para obtenção de fécula ou farinha de mandioca. Hoje, estamos colocando à disposição dos interessados em produzir alimentos saudáveis, sem contaminação, outras dicas para o manejo de pragas e doenças.

Outros produtos alternativos (Parte IV – Final)

Cinzas de madeira (não tratada) – manejo de pulgões e lagarta-rosca e dos fungos míldio e sapeco; nutrição: Além de ser um ótimo adubo rico em potássio, o polvilhamento de cinza sobre as culturas controla os pulgões dos cítrus (laranja, limão e outras) das hortaliças e de outras espécies. Polvilhada sobre o solo ou incorporada a ele, controla a lagarta-rosca por um período de 10 dias, dependendo do clima. No manejo da doença do sapeco da folha, que ocorre em cebolinha verde, e em sementeiras de cebola na fase de produção de mudas, recomenda-se aplicar sobre as plantas, antes que o sereno (orvalho) evapore, 50g/m2 de cinza de madeira.

Urina de vaca em lactação – manejo de pragas, doenças e nutrição: Indicada para legumes em geral e para o abacaxi, pois contém catecol, substância que aumenta a resistência das plantas ao ataque de pragas e doenças. No abacaxi, a urina é eficiente no controle de fusariose. No geral, durante os 3 primeiros dias após aplicação, age como repelente contra insetos, principalmente a mosca-branca. Serve também como fonte de macro e micronutrientes. Coleta e preparo: Coletar a urina e colocá-la em recipiente plástico fechado durante 3 dias, que é o tempo necessário para que a uréia se transforme em amônia. Pode ser guardada por 1 ano em vasilha fechada. A coleta da urina é simples e deve ser feita na hora de tirar o leite, pois ao ter as pernas amarradas para a ordenha é normal o animal urinar. Dosagem e aplicação: Para cada 100L de água usar 1L de urina de vaca em lactação. Pulverizar sobre a planta a cada 15 dias.

Recomendações: Toda pulverização com solução de urina deve ser aplicada nas horas frescas do dia. Evitar o uso em hortaliças folhosas e em hortaliças-frutos próximo à colheita devido ao forte odor. A urina de cabra também pode ser utilizada, mas como possui maior concentração de nitrogênio, deve ser colocado meio litro de urina para cada 100L de água. Dar preferência à urina de vacas em lactação porque tem mais substâncias (fenóis e hormônios) que as outras. O cheiro forte após a aplicação permanece durante 3 dias, agindo nesse período como repelente de insetos.

OS 10 MANDAMENTOS PARA PRODUZIR HORTALIÇAS SAUDÁVEIS, MAIS NUTRITIVAS E, EM PAZ COM A NATUREZA

Nas quatro edições anteriores comentamos sobre as quatro primeiras recomendaçôes para implantar e conduzir uma horta orgânica: 1. Escolha do local, análise e correção do solo, confecção e preparo dos canteiros; 2.Escolha das espécies, variedades, sementes e mudas de acordo com o tamanho do terreno e a época de cultivo; 3.Adubação orgânica do solo; 4. Sistemas de semeadura e plantio.

5. Manutenção e ampliação da biodiversidade

A terra funciona como uma máquina, onde cada espécie (simples micróbio ao ser humano) desempenha a sua parte para manter o planeta funcionando, normalmente. As principais causas da perda de biodiversidade são: Destruição das florestas onde estão 2/3 das espécies; Mudanças climáticas; As atividades de agricultura e pecuária através da exploração excessiva de espécies de plantas e animais, monoculturas, contaminação do solo, água e atmosfera por poluentes (agrotóxicos e adubos químicos); A industrialização tem causado a poluição do ar, do solo e da água; O crescimento das cidades, produzindo cada vez mais lixo e demandando mais esgotos; A construção de barragens fazem com que grandes extensões de terra deixem de existir, comprometendo também a vida de plantas e animais.

Mas porque é tão importante preservar e ampliar a biodiversidade? A restituição da biodiversidade vegetal permite o restabelecimento de inúmeras interações entre o solo, as plantas e os animais, resultando em efeitos benéficos para o meio ambiente. Entre estes efeitos pode-se citar: maior variedade na dieta alimentar e mais produtos para o mercado; uso eficaz e conservação do solo e da água, manejo da matéria orgânica e implantação de quebra ventos; otimização na utilização de recursos locais e controle biológico natural. Mas como preservar e ainda ampliar a biodiversidade? Educação ambiental; Praticar agricultura orgânica: adubação orgânica, nunca utilizar agrotóxicos e adubos químicos, considerar as plantas espontâneas (“mato”) como plantas “amigas”, fazer rotação e consorciação de culturas, plantio direto e outras práticas; Produzir alimentos no sistema de produção agro florestal, conciliando agricultura, pecuária e floresta; Proteger e fazer o plantio de árvores. Entre os motivos parapreservar e ampliar a  iodiversidade, são citados: Motivos éticos, pois o ser humano tem o dever moral de proteger outras formas de vida, já que é espécie dominante no planeta; Motivos econômicos pois a diminuição de espécies pode prejudicar atividades já existentes e ainda comprometer a produção de medicamentos; Motivos funcionais da natureza, tendo em vista que a redução da biodiversidade leva a perdas ambientais. Isto acontece porque as espécies estão interligadas por mecanismos  naturais com importantes funções, tais como: a regulação do clima, purificação do ar, proteção dos solos e das bacias hidrográficas contra a erosão, controle de pragas e doenças, além de outras.

OS 10 MANDAMENTOS PARA PRODUZIR HORTALIÇAS SAUDÁVEIS, MAIS NUTRITIVAS E, EM PAZ COM A NATUREZA

Nas três edições anteriores comentamos sobre as três primeiras recomendações para implantar e conduzir uma horta orgânica: 1. Escolha do local, análise e correção do solo, confecção e preparo dos canteiros; 2.Escolha das espécies, variedades, sementes e mudas de acordo com o tamanho do terreno e a época de cultivo; 3.Adubação orgânica do solo. Nesta edição, trataremos da quarta recomendação importante para o sucesso da horta.

4 – Sistema de semeadura e plantio

Semeadura direta: consiste na semeadura uniforme das sementes em sulcos, no canteiro, na profundidade de 1 a 2cm, utilizando-se marcadores ou sacho, cobrindo-as com a própria terra; pode ser feita também em covas ou em sulcos, sem preparo de canteiros. Como regra geral, as sementes devem ficar enterradas numa profundidade de cinco vezes o seu tamanho.

Plantio direto: consiste no plantio de tubérculos, raízes, rizomas, bulbilhos, ramas, filhotes e estolhos em sulcos, em covas, ou em camalhões, na profundidade de 5 a 10 cm, utilizando-se enxada ou sacho, no espaçamento indicado para cada espécie; pode ser feito também em sulcos, ou em covas, diretamente no canteiro.

Transplante de mudas: consiste na mudança das plantas que cresceram na sementeira ou em recipientes, para o local definitivo em sulcos ou em covas, enterrando-as até à profundidade em que estavam na sementeira ou em recipiente, no espaçamento indicado para a espécie. Deve ser feito, preferencialmente, em dias nublados ou à tardinha para garantir melhor pegamento, principalmente no verão. Quando as mudas são produzidas em copinhos ou em bandejas, o pegamento é de 100%, pois a maioria das raízes estão intactas no torrão formado nesses recipientes. Para retirá-las da bandeja basta umedecer um pouco e bater de leve no fundo.

Plantio direto e cultivo mínimo: o sistema de plantio direto e cultivo mínimo são práticas importantíssimas no cultivo orgânico de hortaliças, tendo em vista que a maioria dos nossos solos estão sujeitos a processos de erosão causado por chuvas intensas, aliado a baixos teores de matéria orgânica. Outra vantagem dessas práticas é o fato do solo estar sempre preparado para semeadura/plantio, mesmo em períodos chuvosos que não permite o revolvimento do mesmo devido a umidade excessiva. Para o plantio direto ou cultivo mínimo, bastar fazer uma roçada utilizando uma foice ou roçadeira manual para áreas maiores e abrir as covas ou sulcos. O plantio direto é um método que não revolve o solo. A camada de cobertura vegetal(adubos verdes ou “mato”) é mantida e se faz apenas a abertura de um pequeno sulco ou cova onde é colocada a semente ou a muda. O cultivo mínimo é a mínima manipulação do solo necessária para a semeadura ou plantio de mudas.

OS AGROTÓXICOS: RISCOS, CUIDADOS E DIREITOS DOS CIDADÃOS

Segundo a Constituição Federal – Art. 225: Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à população o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Todos temos direito a uma alimentação saudável e adequada, independentemente de raça, gênero ou nacionalidade. É importante que se priorize a ideia de que a alimentação saudável e adequada é um direito de todos. O uso de agrotóxicos, como vem sendo feito no Brasil, pode ser classificado como uma das mais graves e persistentes violações ao direito à alimentação saudável, pois impede o acesso da população a um alimento limpo e saudável, além de serem extremamente prejudicial ao meio ambiente. Os venenos foram criados sob o argumento de acabar com a fome no mundo, mas ainda existem 1 bilhão de pessoas desnutridas no mundo, 11 mil crianças morrem de fome a cada dia, um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresentam atraso no crescimento físico e intelectual, 40% das mulheres destes países são anêmicas e encontram-se abaixo do peso e uma pessoa a cada sete, padece de fome no mundo.
É importante lembrar que os agrotóxicos pulverizados sobre as culturas agrícolas e o solo têm capacidade de penetrar nas folhas e polpas, e que os procedimentos de lavagem e retirada de cascas e folhas externas favorecem a redução dos resíduos de agrotóxicos, limpando a superfície dos alimentos, mas sendo incapazes de eliminar aqueles contidos nas partes internas. Um dos procedimentos amplamente divulgados, a higienização dos alimentos com solução de hipoclorito de sódio tem o objetivo de diminuir os riscos microbiológicos, mas não de eliminar agrotóxicos.
Outro alerta importante para diminuir risco de ingestão de agrotóxicos nos alimentos é a opção pelo consumo de alimentos da época ou produzidos com técnicas de manejo integrado de pragas (recebem uma carga menor de produtos químicos) e, especialmente aqueles provenientes da agricultura orgânica ou agroecológica. O uso sem controle dos agrotóxicos pode comprometer de forma grave e irreversível a saúde em decorrência da presença de resíduos de agrotóxicos acima de limites estabelecidos
e, o que é pior, a utilização de produtos proibidos. O Programa de Análise de Resíduo de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), vinculado à Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), relata o resultado de 3.293 amostras de 13 alimentos monitorados;
todos os alimentos apresentaram resíduos de agrotóxicos.
Dentre os alimentos, destacaram-se o pimentão, cenoura, morango, pepino, alface e o abacaxi com 90, 67, 59, 44, 43 e 41% de amostras com resíduos de agrotóxicos, respectivamente. O aspecto positivo do PARA é que o rastreamento dos alimentos produzidos em todo o país está cada vez maior, o que significa dizer que o cerco aos produtores que utilizam agrotóxicos está se fechando. Fica a pergunta: porque correr o risco de produzir alimentos contaminados, quando temos a alternativa da agricultura orgânica que produz alimentos sadios, de melhor qualidade, com custo menor e produtividade semelhante e, o melhor, sem poluir o meio ambiente?

No Dia do Feirante, produtores relatam rotina e diferenciais dos produtos

Jornalista: Eliana Maccari

A dedicação e a rotina durante a semana são as mesmas: cultivar alimentos da terra com qualidade e transformá-los em produtos coloniais. É desta forma que vivem os produtores da agricultura familiar que atuam na Feira de Livre de Urussanga todas as sextas-feiras, das 6 às 16 horas, no pátio atrás do Terminal Rodoviário. Com o sorriso no rosto, eles comemoram hoje o Dia do Feirante.
É com satisfação e alegria que o casal Iraci, de 54 anos, e José Celso de Bona Sartor, de 64 anos, trabalha como feirante há 30 anos no centro de Urussanga. A atuação começou ainda de forma tímida na Praça Anita Garibaldi comercializando os produtos em pequenos espaços erguidos semanalmente pelos próprios produtores.
Na época, oito feirantes permaneciam no local. A produção caseira ainda se mantém a mesma. De segunda a quarta-feira, o casal dedica suas horas ao cultivo das verduras e a elaboração dos biscoitos e doces.
“Buscamos plantar e colher em nossa propriedade. Cultivamos até cana-de-açúcar para fazer melado e açúcar mascavo, itens que são usados em nossos produtos. Até a geleia fazemos conforme as frutas da época geradas nas nossas terras. Aprendi tudo que sei fazer com a minha mãe e minha sogra também”, conta Iraci.
A quinta-feira é o dia destinado à fabricação de pães, bolos, sonhos, cajuzinhos, paçoca, puxa puxa, entre outros itens. Contudo a sexta-feira começa bem cedo para os feirantes. A madrugada é indispensável para os últimos detalhes. José e Iraci acordam às 2h30min para preparar a polenta, embalar as verduras e os produtos. Em seguida, eles colocam as mercadorias no veículo, saem da localidade de Santaninha e percorrem 14 quilômetros de estrada de chão até chegar ao centro da cidade antes da abertura da Feira Livre, que ocorre às 6 horas. Os momentos de mais movimento acontecem nas primeiras horas da manhã.
Para o casal, a troca de local da Feira Livre nos últimos quatro anos reduziu o movimento, a quantidade de feirantes e a comercialização dos produtos. “As pessoas nos procuram pouco aqui depois que saímos da Praça. Se este local fosse mais no centro acredito que teria mais movimento. A estrutura com lona esquenta muito no verão. Começamos com 12 em 2013 e agora trabalhamos em 9”, argumenta o feirante José Celso.
Apesar deste fator, Iraci não desanima e se diz muito feliz em trabalhar como feirante. “Eu gosto de fazer os nossos produtos com amor e sabor, vender eles e atender as pessoas. Temos clientes fiéis de 30 anos e o meu maior incentivo agora é para a nossa filha Joaninha. Ela está com 19 anos e nos ajuda todos os dias. Ela tem interesse em dar continuidade ao nosso trabalho”, comenta a mãe orgulhosa.

PRODUTOS SEM AGROTÓXICOS E FRESCOS SÃO DIFERENCIAIS
O consumidor que visita a Feira Livre de Urussanga pode encontrar desde peixes congelados, pães, bolos, doces, artesanato, derivados de suíno, massas caseiras, salgados e até frutas e verduras. O feirante Daniel Carvalho, mais conhecido como Português, reside em Urussanga há cinco anos e atua há dois anos na feira vendendo frutas e verduras.
De acordo com Carvalho, cerca de 70% do que ele comercializa é oriundo de produção própria. Mas a satisfação de vender os produtos que são cultivados por ele é ainda maior. “Trabalhar na roça é o que eu gosto e poder vender o que eu cultivo é um grande prazer”, salienta.
Os hábitos de consumo vêm mudando nos últimos anos. Os mais velhos mantêm a tradição e representam a maioria das pessoas que frequentam a Feira Livre. Porém a busca por uma qualidade de vida melhor pode aproximar jovens e adultos de locais que cultivam produtos sem agrotóxicos e frescos. “Não colocamos agrotóxicos e até cuidamos do tipo de esterco que colocamos na terra. As verduras são fresquinhas e cultivadas com carinho”, afirma Iraci De Bona Sartor.
Além do casal José Celso e Iraci e de Daniel, a Feira Livre de Urussanga conta com as bancas de Delcio e Noeli Ferrarez com doces, conservas, vinagre, amendoim, feijão e verduras, da Beth e da Graci com ovos da colônia, pães e massa caseira, Rita Rodrigues e Terezinha com produtos derivados da carne suína, Braz Gerônimo e Bonetti com filé e outras espécies de peixes e as bancas de Antônia Luiza Bada da Silva e Viviane Mendes com peças de artesanato.

27 DE AGOSTO: DIA DA LIMPEZA URBANA

“Lixo” não existe! Tudo se transforma Todo o “lixo” produzido pode virar alguma coisa útil, sem exceção!

A frase acima pode soar absurda. Mas é isso mesmo que pensa o economista Sabetai Calderoni, da Universidade de São Paulo, maior especialista brasileiro em lixo e conselheiro da ONU no assunto. Sabetai, autor do livro “Os Bilhões Perdidos no Lixo”, afirma que, embora nem tudo o que se joga fora possa ser aproveitado como comida, todo o “lixo” pode ser aproveitado de alguma forma. Um dos maiores potenciais desperdiçados é o não aproveitamento do “lixo” orgânico, que geralmente vem de restos de alimentos. Esse “lixo” poderia se transformar em algo útil se passasse por um processo chamado compostagem; o “lixo” é submetido à ação de bactérias em alta temperatura e se transforma em dois subprodutos – um adubo natural de ótima qualidade e o gás metano, que é usado na geração de energia termoelétrica. O “lixo” orgânico pode ser aproveitado em nossa casa e até em apartamento, através da construção de uma composteira. Para maiores informações sobre como construir uma composteira no apartamento, sugerimos ver o vídeo no link: https://vimeo.com/42740420
O “lixo” inorgânico (vidro, plásticos e metais) através da reciclagem gera lucros, atividade já praticada em quantidades cada vez maiores. O outro motivo para incentivar essa indústria são os empregos que ela poderia gerar. O Brasil produz 280 000 toneladas de “lixo” por dia. Descontando as 39.000 toneladas de alimento viável que poderiam ser facilmente extraídas desse “lixo” e disponibilizadas às populações carentes, ainda seria possível gerar 120.000 empregos só no processamento do resto, nos cálculos de Sabetai. Por isso, afirma: “Lixo” não existe, o que existe é ignorância, falta de vontade e ineficiência. O país lucraria também ao poupar o dinheiro que é gasto para dar fim ao “lixo”. “Lixo é o único produto da economia com preço negativo”, diz Sabetai. Em outras palavras, o processamento de lixo é o único negócio no qual a aquisição da matéria-prima é remunerada – paga-se muito para livrar-se dela. As prefeituras brasileiras costumam gastar entre 5% e 12% de seus orçamentos com “lixo”. Sem falar que o melhor aproveitamento do “lixo” valorizaria dois bens que não têm preço: a saúde da população e a natureza. Segundo a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, 76% do “lixo” brasileiro acaba em lixões a céu aberto. Esses lixões são uma ameaça à saúde pública porque permitem a proliferação de vetores de doenças. Além disso, a decomposição do “lixo” nesses locais não só gera o metano que polui o ar como também o chorume, um líquido preto e fedido que envenena as águas superficiais e subterrâneas.

“Ambiente limpo não é o que mais se limpa e sim o que menos se suja”
(Chico Xavier)

Secretaria de Agricultura mostra balanço das ações

A serviço do homem do campo. Foi desta maneira que a Secretaria de Agricultura do município de Urussanga realizou seus trabalhos desde o início deste ano. Sob a coordenação do diretor Marco Zanellatto, os primeiros seis meses foram direcionados a ações voltadas em benefícios ao agricultor.
Mais de 400 famílias foram atendidas. O maquinário com plantadeira, grade, silagem, arado, trator e retroescavadeira prestou quase mil horas de serviço. Destas, mais de 600 foram destinadas à produção de silagem.
Recentemente, a estrutura de máquinas foi reforçada com a vinda de um trator e uma ensiladeira. A projeção é de mais investimentos neste sentido. “Conseguimos o trator por meio de emenda parlamentar do deputado federal Esperidião Amin, que possui boa relação com o prefeito Gustavo e pretende encaminhar mais verbas e implementos para a agricultura de Urussanga. Já a ensiladeira foi com emenda parlamentar do deputado estadual José Milton Scheffer. E agora com emenda da deputada federal Geovania de Sá estamos conseguindo para a Secretaria de Agricultura de Urussanga um espalhador de esterco líquido de 6 mil litros e uma grade aradora de 14 discos por 26 polegadas que irá impulsionar ainda mais o preparo do solo. Vamos continuar encaminhando projetos nesta área”, adianta o diretor de Agricultura de Urussanga, Marco Zanellatto.
A abertura de açudes para incentivar a piscicultura foi outra iniciativa da Secretaria Municipal de Agricultura. “O projeto de piscicultura atinge a produção de mais proteína por metro quadrado de hectare. Torna-se mais uma atividade geradora de renda para os nossos agricultores. Hoje temos uma empresa em Urussanga que beneficia o peixe”, conta.
Em incentivo ao subsídio de aveia, a Prefeitura de Urussanga por meio da Secretaria Municipal de Agricultura custeou 35% de 500 sacas de semente de aveia que foram entregues a agricultores da cidade. A realização da 1ª Feira da Agricultura Familiar durante a festa Ritorno Alle Origini também foi uma das ações neste primeiro semestre. “Estamos em conversa com associações e cooperativas levantando os anseios e problemas e vamos em busca de projetos”, finaliza.

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE PRODUÇÃO ORGÂNICA DE HORTALIÇAS – PARTE XIII

Como é feito o manejo do solo nos sistemas orgânicos de produção de hortaliças? De forma geral, práticas tradicionais de conservação do solo, como o plantio em curva de nível, a formação de faixas de retenção e cordões, são utilizadas também na agricultura orgânica. No entanto, a agricultura orgânica vê o solo como o centro de todo o processo produtivo, valorizando-o como recurso-chave. Por isso, o manejo orgânico prioriza práticas que proporcionem a manutenção e a melhoria da qualidade do solo, por meio do revolvimento mínimo e do aumento dos teores de matéria orgânica e da atividade biológica. Desse modo, o manejo orgânico recomenda a manutenção de cobertura vegetal sobre o solo, a adubação verde, o cultivo mínimo, o plantio direto, entre outras práticas conservacionistas.
Além disso, o manejo do solo no sistema orgânico prioriza as fontes orgânicas de nutrientes e não utiliza fertilizantes químicos de alta solubilidade. Para finalizar, é uma forma de manejar o solo “pensando em longo prazo”, ou seja, objetivando a construção da qualidade do solo com o tempo.
Quais as principais diferenças entre o manejo do solo na produção orgânica de hortaliças e na convencional? No caso específico da produção de hortaliças, o manejo do solo costuma ser bastante intensivo no sistema convencional. Muitas vezes são utilizadas quantidades excessivas de fertilizantes, o que pode causar desequilíbrios químicos no solo e nutricionais na cultura. Além disso, as glebas são, em geral, utilizadas continuamente, ciclo após ciclo, e, em alguns casos, com revolvimento excessivo da camada arável. O sistema orgânico de produção de hortaliças, por sua vez, prioriza a adição e a manutenção da matéria orgânica, a cobertura do solo e o revolvimento mínimo.
O que é matéria orgânica do solo? De maneira bem simples e direta, pode-se dizer que a matéria orgânica é a parte do solo que já foi ou ainda é viva. A matéria orgânica é a parte do solo que já foi ou ainda é viva. A matéria orgânica é constituída de resíduos de origem vegetal ou animal como: a) Estercos; b) Restos de cultura que ficam no campo; c) Palhadas; d) Folhas, cascas e galhos de árvores; e) Raízes das plantas e f ) Animais que vivem no solo, como cupins, formigas, besouros, fungos, bactérias e outros microrganismos. Esses componentes da matéria orgânica podem estar vivos (como os pequenos animais) ou já em decomposição (como os resíduos de plantas incorporados ao solo ou em cobertura).
Como tudo que foi um dia vivo é constituído de carbono orgânico, muitas vezes encontra-se o termo “carbono orgânico” como sinônimo de matéria orgânica. Na realidade, o carbono é o principal constituinte da matéria orgânica, mas a ele estão ligados vários outros elementos importantes, como o nitrogênio. É a matéria orgânica que dá a cor escura aos solos e que garante que ele se mantenha “vivo”. Em solo muito claro, aparentemente sem vida, “fraco”, é bem provável que o teor de matéria orgânica seja muito baixo.

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE PRODUÇÃO ORGÂNICA DE HORTALIÇAS – PARTE XII

O que é manejo do solo? Manejo do solo é o conjunto de todas as práticas aplicadas à determinado solo visando a produção agrícola. Inclui operações de cultivo, práticas culturais, práticas de correção e fertilização, entre outras. É a forma de cultivar e tratar o solo. O solo é a “pele” do Planeta Terra, pois é o resultado da ação do clima, do relevo e dos organismos sobre as rochas expostas na superfície do planeta. Essas rochas vão sofrendo transformações com o tempo (muito tempo!) e o solo vai sendo formado aos poucos. Para se ter uma ideia, são necessários cerca de 400 anos para que 1 cm de solo seja formado. O processo de formação do solo ocorre de baixo para cima, ou seja, à medida que o material de origem vai sendo desintegrado e transformado, vão sendo depositadas camadas, que também vão se transformando com o tempo e dando origem a novas camadas. Já os solos localizados na parte mais baixa dos vales, nas margens dos rios e lagos , podem ser formados pela deposição de materiais, muitas vezes já transformados, que vêm das partes mais altas.Na atividade agrícola, trabalha-se com uma pequena porção do solo, a mais superficial, chamada de camada arável. O solo faz parte do meio ambiente e está ligado a todos os seus outros componentes, como a água, as plantas, os animais e o homem. Dessa forma, tudo que acontece com o solo tem algum reflexo, positivo ou negativo, no ambiente do qual ele faz parte.
Como é feito o manejo do solo nos sistemas orgânicos de produção de hortaliças? De forma geral, práticas tradicionais de conservação do solo, como o plantio em curva de nível, a formação de faixas de retenção e cordões, são utilizadas também na agricultura orgânica. No entanto, a agricultura orgânica vê o solo como o centro de todo o processo produtivo, valorizando-o como recurso-chave. Por isso, o manejo orgânico prioriza práticas que proporcionem a manutenção e a melhoria da qualidade do solo, por meio do revolvimento mínimo e do aumento dos teores de matéria orgânica e da atividade biológica. Desse modo, o manejo orgânico recomenda a manutenção de cobertura vegetal sobre o solo, a adubação verde, o cultivo mínimo, o plantio direto, entre outras práticas conservacionistas.
Além disso, o manejo do solo no sistema orgânico prioriza as fontes orgânicas de nutrientes e não utiliza fertilizantes químicos de alta solubilidade. Para finalizar, é uma forma de manejar o solo “pensando em longo prazo”, ou seja, objetivando a construção da qualidade do solo com o tempo.
Fonte: Livro da Embrapa Hortaliças – Brasília, DF. Interessados em adquirir o livro “PRODUÇÃO ORGÂNICA DE HORTALIÇAS – Coleção 500 Perguntas – 500 Respostas” devem entrar em contato através do email: vendas@sct.embrapa.br

12 DE JULHO: DIA DO ENGENHEIRO FLORESTAL

No dia 12 de julho comemora-se o Dia do Engenheiro Florestal, um profissional responsável por analisar os ecossistemas florestais e planejar estratégias para que seja feito seu uso de maneira sustentável. Essa data foi escolhida porque em 12 de julho de 1073 faleceu São João Gualberto, que foi escolhido pelo Papa Pio XII, em 1952, como o Protetor dos Engenheiros Florestais. O papel desse profissional é extremamente importante, uma vez que o país possui uma grande área florestal e necessita, portanto, de profissionais capazes de controlar a exploração desenfreada de seus recursos. Para ser um bom profissional, é fundamental ter ética e comprometimento com a preservação da natureza.
Além do respeito aos recursos naturais, o engenheiro florestal necessita ter conhecimento acerca das ciências biológicas, exatas e humanas. As matérias fundamentais para sua formação são amplas e, em geral, envolvem política e legislação florestal, solos e nutrição de plantas, cartografia e geoprocessamento,ecossistemas florestais, gestão de recursos naturais renováveis, proteção florestal, entre várias outras.
CAMPO DE ATUAÇÃO: O engenheiro florestal tem um vasto e importante campo de atuação. Ele estuda e faz projetos para a preservação dos recursos renováveis e para a conservação de ecossistemas. Além de elaborar relatórios de impacto ambiental das atividades humanas em áreas de florestas, pode planejar e executar obras e serviços técnicos em engenharia rural em construções para fins florestais. Ele também estuda e faz projetos de aproveitamento racional de florestas e de reflorestamento, fazendo inventário florestal para manejo e melhoramento de florestas naturais e plantadas, pesquisando até a produção de sementes e de mudas para melhorar as características das plantas. Na indústria de móveis, de papel e celulose, por exemplo, elabora os projetos de plantio e reflorestamento das espécies mais adequadas. Também poderá atuar em atividades ligadas à ecologia e defesa sanitária, administração e desenvolvimento de estudos para preservar e conservar os parques e reservas naturais e, é claro, atividades de ensino e pesquisa ligadas à sua área de formação.

Cooperativismo de crédito: uma mão ao produtor para expansão de negócios

Jornalista: Eliana Maccari

Extensos pomares de diversos tipos de frutas compõem o cenário que emoldura a estrutura do empreendimento Urussanga Hortifruti, na localidade de Rio Caeté. É no espaço que centenas de toneladas de frutas são comercializadas e enviadas para todos os cantos do Brasil. O produtor Arnaldo Masiero, de 47 anos, é o responsável pelo negócio. A ligação e o apreço pela fruticultura iniciaram na infância, quando ele ainda residia em Pedras Grandes.
“Meu pai havia plantado em sua propriedade meio hectare de uva e 500 pés de pêssego. Eu o ajudava e depois, há 24 anos, quando vim morar em Urussanga, segui este caminho e fiz a mesma plantação até em quantidade. Eu pensava que eu era novo e poderia ter o meu negócio. Desejava crescer e porque não conseguir isso no campo, plantando?”, recorda.
A habilidade na área de vendas e o conhecimento sobre o setor fizeram com que o produtor fosse ampliando seus cultivos ao longo dos anos. O crescimento de novos plantios e da produção estimulou Masiero a melhorar a estrutura do negócio visando à
qualidade dos produtos.
Ao contabilizar a venda de aproximadamente 200 toneladas de frutas no ano de 2011, o produtor decidiu buscar a expansão com o apoio do cooperativismo de crédito. A alternativa escolhida foi a agência do Sicoob Credisulca, em Urussanga. Foi a partir de um investimento que ele fundou a empresa Urussanga Hortifruti e construiu um packing
house com 1.600 metros quadrados. No local, após a colheita, as frutas são recebidas e processadas antes da distribuição para o mercado.
No beneficiamento, os produtos são classificados em uma máquina e armazenados no espaço com capacidade de estocagem em câmara fria, que proporciona melhor conservação das frutas. Embalados, posteriormente são encaminhados à área de expedição para o transporte e distribuição até os clientes. Estes processos propiciam eficiência operacional e garantem a manutenção da qualidade dos produtos até o consumidor brasileiro.
“Esse investimento me trouxe facilidades no beneficiamento e melhorou a classificação
dos produtos, uma das exigências do mercado e também de atacadistas. Decidi investir na cooperativa de crédito pela movimentação financeira, participação nos lucros, bem como as facilidades para adquirir recursos para investimento. Além disso, a equipe profissional é atenciosa e prestativa”, salienta.
E a aposta no cooperativismo como uma forma de pensar na economia foi além das expectativas. Ela preparou o produtor para as demandas de mercado. Atualmente o empreendimento de Masiero cresce a cada ano entre 30 e 40%. Em 2016 chegou a contabilizar a comercialização entre 2 e 3 mil toneladas de frutas, um crescimento 10 vezes a mais se comparado ao período antes da implantação do packing house.
Os 35 hectares repletos de pomares logo irão agregar mais 10 hectares de novos pomares que estão iniciando a colheita. A empresa Urussanga Hortifruti produz e comercializa frutas como uva, maracujá, ameixa, pêssego, nectarina, entre outras.
A venda é feita para os estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo. “O investimento que fiz dentro do cooperativismo de crédito alavancou bastante o meu negócio. Sei vender e conheço bem esse mercado no Brasil. É uma habilidade que possuo e também é bom para valorizar os nossos produtos. Gosto muito de trabalhar com fruticultura. A gente tem que gostar do que faz”, destaca.

PROJETO GERA EMPREGO E RENDA
O projeto da Urussanga Hortifruti vai além da obtenção de lucros. Ele traz oportunidade de emprego e renda a produtores da região e trabalhadores da cidade. Arnaldo Masiero incentiva mais de dez produtores a direcionarem e comercializarem suas frutas, movimentando a economia local.
O negócio também gera empregos diretos e indiretos. Em sociedade, Masiero gerencia mais 150 hectares de pomares. No pico das safras, quase 100 funcionários trabalham na colheita das frutas. A projeção para os próximos anos é manter o crescimento anual entre 30 e 40%.

O QUE PLANTAR NA HORTA EM OUTUBRO? Pode ser o aipim, consorciado com outras hortaliças na entrelinhas!

O que é consorciação de culturas? É o aproveitamento do mesmo terreno, por duas ou mais culturas diferentes, na mesma época. Além de aproveitar bem o terreno, evita-se a erosão do solo e a disseminação de plantas espontâneas (“mato”) e, o mais importante, aumenta-se a biodiversidade, favorecendo-se um melhor equilíbrio da natureza e menor ataque de pragas. O consórcio pode ser feito nas entrelinhas e em faixas. Uma das opções é empregar espécies com estatura, desenvolvimento e modo de condução diferentes, como o aipim e a moranga, pepino, melancia ou abóbora(desenvolvimento rasteiro)
Aipim: O aipim, também chamado de mandioca e outros, é uma excelente fonte de carboidratos, com elevado valor energético e boa fonte de vitaminas do complexo B, além de sais minerais, especialmente o potássio. O aipim ou mandioca mansa, difere da mandioca brava, pela presença e concentração de ácido cianídrico nesta última que pode ser venenoso, causando náuseas, vômitos, sonolência e até mesmo a morte. O aipim é consumido, especialmente in natura e, também já descascado e congelado (o tempo de cozimento, praticamente reduz a metade, economizando gás). O aipim, em relação às outras culturas, possui como vantagem, a facilidade de propagação (ramas), tolerância à seca, bom rendimento em solos de baixa fertilidade e ainda resistência às pragas e doenças. A planta prefere solos arenosos e bem drenados. Existem inúmeras variedades de aipim. Em função do crescimento inicial lento, recomenda-se a consorciação do aipim com outras culturas. As manivas ou toletes (pedaços de ramas maduras) devem ter de 5 a 7 gemas com 2,5 cm de diâmetro e cerca de 12 a 15 cm de comprimento e, estar livre de pragas e doenças. Para solos bem drenados recomenda-se o plantio em sulcos de 10 cm de profundidade, colocando-se as mudas horizontalmente no sulco e depois cobrindo totalmente com terra. Para a região Sul do Brasil, recomenda-se o plantio no final de setembro até o final de outubro, após às chuvas. O espaçamento recomendado é de 1,5 à 2 m entre  leiras por 1 m entre plantas. O mandarová, uma lagarta muito voraz, é a principal praga que pode ser combatida, especialmente em plantio pequenos, através de visitas periódicas, catando-as e destruindo-as. A colheita deve ser efetuada na estação seca (outono e inverno), época em que as raízes apresentam melhor qualidade.
O arranquio manual das raízes deve ser feito após as chuvas e imediatamente recolhidas, pois a conservação em condições naturais é muito curta. Para evitar que as raízes percam qualidade, recomenda-se a colheita, no máximo até agosto, descascando e congelando as mesmas.

O que plantar na horta orgânica, em setembro? Pode ser o milho-verde e feijão-de-vagem, consorciados!

O que é consorciação de culturas? é o aproveitamento do mesmo terreno, por duas ou mais culturas diferentes, na mesma época. O consórcio pode ser feito na mesma linha, com um cultivo servindo como tutor para o outro cultivo.
Milho-verde: O milho (colhido antes de amadurecer), consumido verde, cozido ou assado na espiga, é um alimento muito nutritivo, rico em vitaminas, especialmente do complexo B e muito importante para o bom funcionamento do sistema nervoso. Preferencialmente, deve-se utilizar solos leves e profundos, com bom teor de matéria orgânica e boa drenagem. Existem no mercado inúmeros híbridos de milho recomendados para produção de milho-verde. O plantio direto ou o cultivo mínimo (o preparo do solo apenas do sulco de plantio) é o mais indicado. O plantio pode ser manual, no espaçamento de 1,5 à 2 m entre as linhas e 40 à 50 cm entre as plantas, colocando-se 2 a 3 sementes, na profundidade de 5 cm. Após a germinação, deve-se controlar o “mato” na linha de plantio, através de capinas. A irrigação, especialmente no florescimento e durante o enchimento dos grãos, é muito importante. O milho-verde deve ser colhido na fase chamada de grão leitoso e pastoso, cerca de 90 dias após a semeadura. Quando mantidas em temperatura ambiente, as espigas conservadas com palha tem melhor proteção (3 a 5 dias).
Feijão-de-vagem: O uso mais comum da vagem inteira ou picada, após ligeiro cozimento, é a salada temperada com óleo, sal e vinagre. As vagens, além de serem fontes de vitaminas A, B e C, ainda são ricas em fósforo, potássio e fibras.A temperatura média ideal para o crescimento e polinização desta hortaliça é de 18 a 25ºC. Em temperaturas abaixo de 15ºC as vagens ficam em forma de gancho. As variedades indicadas são: Tipo macarrão (vagem cilíndrica) – Estrela, Favorito, Campeão, Preferido e Predileto; Tipo manteiga (vagem chata) – Maravilha e Teresópolis. Obs.: Todas as cultivares citadas são
de crescimento indeterminado e, por isso, exigem o tutoramento que pode ser feito utilizando-se a cultura do milho, semeada no início de setembro. O cultivo do feijão-de-vagem é realizado por semeadura direta em covas (2 a 3 sementes), ao lado de cada planta de milho, no final de setembro. Após a colheita da espiga do milho-verde, amarram-se (duas a duas) as plantas de milho na ponta, formando um “V” invertido e, assim servindo como tutor do feijão-de-vagem. A irrigação deve ser feita pela manhã, sempre que necessário, para evitar que as folhas fiquem molhadas à noite. Efetuar a capina, sempre que necessário, na linha de plantio. Para o controle do oídio, um fungo que cobre as folhas de um mofo branco, recomenda-se a pulverização semanal com leite cru de vaca (10 a 15%). A cultura do feijão-de-vagem atinge seu ponto de colheita com 70 a 80 dias após a semeadura,cerca de 15 dias após o florescimento, prolongando-se por 30 dias ou mais.

A importância das plantas repelentes e/ou atrativas na agricultura orgânica

As plantas com sabor e cheiro forte são chamadas atrativas ou repelentes, pois possuem substâncias que afastam ou inibem a ação de insetos pragas. O cultivo dessas plantas junto com as culturas pode proteger contra o ataque de insetos e aumentar a biodiversidade, princípio básico para o suscesso do cultivo orgânico. Os cultivos de alho e cebola, também auxiliam no manejo de insetos pela ação repelente. Como qualquer estratégia de manejo agroecológico, o uso de tais plantas não deve ser feito isoladamente, e sim, em conjunto com outras técnicas de controle (ex.:consorciação, sucessão e rotação de culturas), sempre buscando a promoção do equilibrio ecológico em toda a propriedade agrícola. Quanto mais espécies tiver na propriedade, tanto maior é a biodiversidade e, com isso, criando condições favoráveis para aumentar o
número de inimigos naturais das pragas.
Quais as plantas atrativas e repelentes mais comuns e para que servem? As plantas atrativas e repelentes mais comuns são:
. Cravo-de-defunto (Tagetes minuta) e/ou cravorana silvestre (Tagetes sp.) – Repelente de insetos e nematóides, principalmente no florescimento. Atua tanto por ação direta contra as pragas quanto por “disfarce”das culturas por seu forte odor.
. Cinamomo (Melia azedorach L.) – Ação inseticida. Os frutos devem ser moídos e seu pó pode ser usado na conservação de grãos armazenados.
. Saboneteira (Sapindus saponaria L.) – Ação inseticida. Para se ter uma ideia de seu poder de ação, apenas seis frutos bastam para preservar 60 kg de grãos armazenados.
. Quássia ou pau-amargo (Quassia amara) – Ação inseticida, especialmente contra moscas e mosquitos, pelo alto teor de substâncias amargas na casca e na madeira.
. Mucuna (Mucuna spp.) e crotalária (Crotalaria spp.) – Ação nematicida. A mucuna, consorciada com milho verde, além de evitar o ataque de nematóides, proporciona uma renda ao produtor, protege o solo das chuvas intensas no verão, desfavorece as plantas espontâneas (“mato”) e ainda, fertiliza o solo.
. Coentro (Coriandrum sativum) – Ação repelente. Tem-se observado redução signi cativa de frutos de tomate perfurados por insetos, quando seu plantio é consorciado com o coentro.
. Arruda (Ruta graveolens) – Ação repelente. Evita a lagarta em hortaliças folhosas, como o repolho, couve-flor, couve e brócolis.
. Manjericão (Oncimum basilicum) – Por causa do forte odor e compostos que exala, é um repelente de insetos.
. Gergelim (Sesamum indicum) – Cordões de contorno com gergelim oferecem excelente proteção contra saúvas e outras formigas cortadeiras.
. Purungo ou cabaça (Lagenaria vulgaris) – Atrativo para o besourinho ou vaquinha-verde-amarela (Diabrotica speciosa). Pode ser plantado como cerca viva ou pode-se utilizar seus frutos cortados e espalhados na lavoura.
. Tajujá (Cayaponia tayuya) – Atrativa para as vaquinhas (patriota).
Geralmente, plantas aromáticas, medicinais e condimentares são menos atacadas por pragas, constituindo, dessa forma, uma boa opção para compor canteiros na horta, próximo às culturas. Outros exemplos dessas plantas são artemísia, alecrim, menta, tomilho, losna, sálvia, manjerona, capim cidreira, girassol, funcho, hortelã, etc.

Reunião apresenta novas oportunidades para a diversificação do fumo

O cultivo do fumo esteve em pauta durante reunião técnica realizada em Urussanga na segunda-feira, dia 29. A equipe de profissionais da UNEAGRO e os agricultores beneficiários do Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco se encontraram para avaliar e conhecer novas oportunidades para a diversificação das unidades familiares de produção de fumo.
A coordenação de inovação e sustentabilidade da Secretaria de Agricultura Familiar/DATER do Governo Federal, engenheira agrônoma Christianne Belinzoni, passou informações aos agricultores de Içara, Ciciúma, Treze de Maio, Orleans e Urussanga. Durante todo o dia, os produtores rurais trocaram experiências, sanaram dúvidas e conheceram um pouco mais sobre as políticas públicas do Governo Federal para este segmento, bem como tomaram conhecimento da produção de
tabaco nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.
A coordenadora da equipe que atua na região, engenheira agrônoma Silvia Verona Zanol, apresentou de que forma ocorrerá a continuidade do trabalho no próximo ano. Ela destacou o aporte que os profissionais podem realizar nas propriedades. No período da tarde, os participantes realizaram uma visita a família de Maria Elizabete Mazucco, na comunidade de Rio América Baixo, que recebe assistência técnica da engenheira agrônoma Débora Rodrigues Schuch, técnica do Programa de Diversificação.
A propriedade familiar deixou de produzir fumo há seis anos e hoje diversifica com a produção de leite a base de pasto, produção de ovos, frutas, hortaliças e panificados. “O dia foi de trocas de experiências, de contatos, de relações entre agricultores, entre famílias e de conhecimentos. Todos os dias temos a oportunidade de aprender um pouco mais, de conhecer outras pessoas, outros lugares e tudo isso aconteceu em Urussanga. Que venham novas oportunidades”, frisa a engenheira agrônoma Débora Rodrigues Schuch.

Embrapa apresenta pesquisa com a uva Goethe

Profissionais da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), visitaram Urussanga na última semana. Na oportunidade, quatro doutores da Embrapa apresentaram a membros da ProGoethe e técnicos da Epagri os resultados de uma pesquisa sobre a vinificação da uva Goethe.
A pesquisa é fruto da coleta e análise de 600 quilos da variedade de uva recolhidas no mês de janeiro deste ano. A intenção da Embrapa é realizar experimentos para verificar o rendimento, aroma e sabor da Goethe. Dos 11 testes feitos pela empresa, os três melhores foram selecionados durante a reunião em Urussanga.
“A Embrapa tem interesse em atuar junto com a ProGoethe. Estes testes serão repetidos
no próximo ano para verificar se a pesquisa está no caminho certo. Os doutores buscam melhorar a qualidade e o rendimento da uva, bem como alternativas para novos produtos. A pesquisa demanda tempo, mas logo teremos mais subsídios e conhecimento total da uva Goethe. O encontro demonstrou uma aceitação da Embrapa perante a uva e a indicação geográfica de procedência”, explica o presidente da ProGoethe, Renato Damian.

O que plantar na horta orgânica, em agosto?

Pode ser o pimentão e alface, consorciados!
O que é consorciação de culturas? é o aproveitamento do mesmo terreno, por duas ou mais culturas diferentes, na mesma época. Além de aproveitar bem o terreno, evita-se a erosão do solo e a disseminação de plantas espontâneas (“mato”) e, o mais importante, aumenta-se a biodiversidade, favorecendo-se um melhor equilíbrio da natureza e menor ataque de pragas. O consórcio pode ser feito na linha, nas entrelinhas e em faixas. Para sucesso dessa prática, uma das opções é empregar espécies com ciclo, estatura e desenvolvimento diferentes como o pimentão e a alface.
Pimentão: O pimentão pode ser servido cru, fatiado como aperitivo, na salada, cozidos no vapor, tostados, recheados ou cozidos. O pimentão é pobre em calorias e uma excelente fonte de vitamina A e C. Embora seja uma hortaliça-fruto típica de clima tropical, produz melhor com temperaturas amenas. Recomenda-se que as mudas sejam adquiridas de produtores especializados, já prontas para o transplante (10 a 15 cm de altura). O pimentão prefere solos bem arejados, profundos, com boa drenagem e rico em matéria orgânica. O espaçamento é de 1m entre linhas por 60 cm entre plantas. A muda deve ficar na mesma profundidade que estava na bandeja de isopor. Após o transplante, o pimentão deve ser irrigado, sempre que necessário, pela manhã, para evitar que as folhas fiquem molhadas durante a noite. Quando as plantas atingem cerca de 30 cm de altura faz-se o tutoramento, utilizando-se estacas de bambu ou taquara, com 1,0 m de comprimento, fincadas lateralmente em cada planta. Em seguida, faz-se o amarrio, cuidando para não estrangular as plantas. Geralmente, não há problemas com pragas e doenças. O início da colheita ocorre em torno de 70 dias após o transplante, podendo se estender por mais dois à três meses.
Alface: A alface, hortaliça-folhosa de maior aceitação pelos consumidores, é boa fonte de vitaminas e sais minerais, destacando-se a vitamina A. Por ser de crescimento rápido é uma das espécies que mais se adapta para o consórcio com outras hortaliças. Todas as cultivares, em geral, apresentam no inverno, bom desempenho. As principais cultivares plantadas possuem folhas do tipo lisas, crespas e americana (folhas crocantes).As hortaliças folhosas respondem bem à adubação orgânica que melhora a qualidade e a conservação do produto. O transplante das mudas (4 a 6 folhas) deve ser em canteiros, previamente preparados e adubados, na profundidade que estavam na bandeja de isopor. No cultivo consorciado, recomenda-se o plantio das mudas de alface na linha e entre as linhas do pimentão, espaçadas de 30 cm entre plantas e  leiras. A grande exigência da alface (93% do peso é água), aliado a baixa capacidade das raízes de extrair água do solo, torna pequenos períodos de estiagem em seca, por isso, a irrigação diária é muito importante. Durante o desenvolvimento das plantas, são necessárias uma a duas capinas, quando se aproveita para fazer também o afofamento do canteiro (escari cação). No cultivo de alface, não há maiores problemas com pragas e doenças. A colheita deve sernas primeiras horas da manhã ou nas horas mais frescas, quando atingir o máximo de desenvolvimento, sem sinais de florescimento, normalmente a partir dos 30-45 dias após o transplante.

O que plantar na horta orgânica, em agosto?

Pode ser o tomate, tipo cereja!
O tomate (Lycopersicon esculentum), pertencente à família botânica das solanáceas, possui alto valor nutricional, sendo boa fonte de vitaminas e rico em sais minerais (cálcio e fósforo). É uma boa fonte dos antioxidantes, vitaminas C e E,  avonoides e também de potássio, que regula a pressão sanguínea. Por ser uma das hortaliças mais consumidas no mundo, na forma de salada (innatura) e, muito sensível ao ataque de pragas e doenças, é vital o cultivo orgânico de tomate (sem o uso de agrotóxicos e adubos químicos).
O clima fresco e seco e a alta luminosidade favorecem a cultura. Na região Sul, pode ser plantado a partir do mês de agosto até fevereiro, evitando-se regiões que ocorrem geadas. As cultivares devem ser rústicas e com maior resistência às pragas e doenças.
Os tomates tipo cereja e tipo italiano são os mais recomendados pois, além de serem mais resistentes às doenças e pragas e mais saborosos, quando comparados aos híbridos longa vida. Normalmente, não são encontradas sementes e nem mudas do tomate tipo cereja, nas agropecuárias, por isso, é importante selecionar bons frutos bem desenvolvidos e maduros, retirando-se a polpa junto com as sementes e depositando num recipiente em temperatura ambiente por 2 dias;após este período de fermentação da polpa, com o auxílio de uma peneira, lavam-se as sementes em água corrente e, em seguida, secadas por alguns dias sobre toalhas de papel ou folha de jornal, mexendo-se de vez em quando para não embolar e armazenando num recipiente fechado, na geladeira. A semeadura em bandejas de isopor (128 células) é a mais indicada para a produção de mudas.. O copinho de papel e também o copo plástico descartável (refrigerantes), perfurados no fundo, podem ser utilizados, produzindo mudas mais vigorosas.
Para solos de média fertilidade, recomenda-se, 2 a 3 kg de composto orgânico ou esterco de animais, bem curtido, por metro de sulco. O plantio das mudas é feito, normalmente 25 a 30 dias após a semeadura.
O espaçamento é de 1,2 a 1,5m entre fileiras por 0,5m entre plantas. Para quem mora em apartamento, desde que tenha sol (4 a 5 horas), é possível cultivar o tomate cereja em vasos grandes, contendo bons substratos e adubados periodicamente. A irrigação, quando necessária, sempre deve ser feita pela manhã para evitar que as plantas  quem molhadas no período da noite, desfavorecendo às doenças foliares.A capina é realizada em faixas, mantendo-se limpa a área junto às  leiras de tomate.Na adubação de cobertura, recomenda-se 1 kg de composto orgânico ou cama de aviário curtida, por planta, que devem ser aplicadas por ocasião da primeira capina e amontoa (chegamento de terra) e repetida aos 20 e 40 dias após. O tutoramento das plantas em cercas, galhos, bambu e até outros cultivos, é recomendado para facilitar as práticas culturais e a colheita. A fixação das plantas à cercas, galhos ou bambu, pode-se ser feita com rá a, tomando-se o cuidado para evitar o ferimento e o estrangulamento do caule (laçada na forma de oito deitado, deixando-se uma folga). A colheita inicia quando os frutos estão amarelados ou rosados. O tomate cereja possui ciclo de colheita entre 80 e 90 dias após a semeadura.

Vinhos de qualidade e drinques elaborados com Goethe serão destaque durante evento

O produto que atribui a Urussanga o título de Capital Catarinense do Bom Vinho está prestes a comemorar a nova safra da bebida durante dias de grande movimentação no Parque Municipal Ado Cassetari Vieira. Entre a próxima quarta-feira, dia 10, e domingo, dia 14, acontece a 16ª edição da Festa do Vinho.
Neste ano, o vinho Goethe será evidenciado e deverá chamar a atenção dos visitantes. Logo na entrada do parque, um estande móvel da Associação dos Produtores da Uva e do Vinho Goethe (ProGoethe) apresentará os produtos com Indicação Geográfica de Procedência ao público.
“Amostras de vinho Goethe serão distribuídas aos visitantes na abertura dos portões e durante algumas horas. A ideia é fazer com que o turista tenha a experiência de conhecer e apreciar este produto único no mundo”, explica o integrante da subcomissão de vinho da CCO da festa, Deivson Baldin.
O estande estará localizado ao lado da casa de recepção, que se transformará no Museu
do Vinho com histórias e exposição de peças antigas. A distribuição da bebida será feita pelas embaixatrizes da festa.
Próximo a este local, um painel irá explicar aos turistas o significado da Indicação Geográfica de Procedência Vales da Uva Goethe. Além disso, flâmulas fixadas neste trajeto prometem despertar a curiosidade do público. “Queremos interagir com os visitantes e atraí-los para a Praça D’Italia, onde eles poderão obter respostas gustativas e gratas surpresas”, comenta.

LANÇAMENTOS DE SAFRAS E PRODUTOS

Os produtores de vinho de Urussanga se preparam para oferecer variedade e qualidade aos visitantes. Os apreciadores mais rebuscados e os consumidores comuns irão aproveitar os dias das festividades para conhecer novos sabores e degustar os já conhecidos.
Na Praça D’Italia, em um ambiente devidamente preparado, cinco vinícolas irão expor em seus espaços toda a variedade de vinhos tintos, brancos, frisantes e espumantes.
A peculiaridade dos produtos feitos com a uva Goethe, que possuem o selo de Indicação Geográfica de Procedência devido à particularidade do território, é a grande aposta.
A vinícola Trevisol irá lançar seu primeiro espumante. Denominado Astro Brut, o produto possui menos de 15% de açúcar em sua composição e combina com aperitivos. Os produtores afirmam que a temperatura influencia nas vendas. “O vinho é mais procurado no frio e o espumante em temperaturas mais elevadas. Acreditamos em um aumento de 10% com relação aos outros eventos. Nossa estimativa é de vender 10 mil garrafas no total”, comenta Thais Trevisol.
A vitivinícola Urussanga – Casa Del Nonno irá apresentar safras diferenciadas. Os tintos cabernet e merlot da linha Nobile de 2014 e os diversos brancos de 2016 estarão à disposição dos consumidores. “Esperamos que na terra do vinho Goethe os visitantes tenham interesse de experimentar este produto singular. Nossa estimativa é baseada na última edição da festa”, salienta o gerente Matheus Damiani.
As vinícolas Mazon, De Noni e Quarezemin também estarão comercializando e apresentando as suas safras.

NOVIDADES EM DRINQUES

A tradicional caipirinha de vinho tinto continuará sendo feita pelas entidades Lions Clube e Paraíso da Criança (Praça D’Italia). A novidade deste ano será a CapiGoethe, unindo as culturas brasileira e italiana. A nova caipirinha feita de vinho Goethe, que é da linha de vinhos brancos, será comercializada pela entidade Rotary Clube.
A bebida energética Wish Energy Drink é uma das patrocinadoras da 16ª edição da Festa do Vinho e aposta na junção do produto com o vinho Goethe para trazer ainda mais alegria, energia e cores ao evento. A proposta apresentará duas opções de drinques ao público. O Brut Wish será resultado da mistura de espumante Goethe e da bebida energética de cor azul. Já o drinque Goethe Wish será composto de energético de cor azul e vinho Goethe demi-sec. “A cor dos drinques e copos personalizados prometem chamar a atenção. É uma forma de consumir uma bebida diferente sem deixar de experimentar o famoso Goethe. Esperamos que esta parceria com a Wish, com sede em Blumenau, saia da festa e percorra as festas do litoral com este novo drinque”, frisa Baldin.

CONCURSO DE VINHOS ARTESANAIS

Aguardado pelos produtores artesanais, o Concurso Municipal de Vinhos acontecerá na manhã de sábado, dia 13. Uma banca composta por profissionais e especialistas da área irá analisar os vinhos tintos e brancos e avaliar as características de cada bebida artesanal. Os produtores que conquistarem mais pontos em suas categorias receberão premiações.