Psicologia pelas ondas do Rádio

27 de agosto é o dia do Psicólogo. Profissional que cuida da saúde mental e emocional, e está inserido em diversos segmentos sociais. Em Urussanga também se pode encontrar um dos representantes da Psicologia falando semanalmente no rádio. É o psicólogo Alex Cambruzzi (CRP-12/10108), que há quatro anos é responsável por preparar e apresentar o quadro “Saúde Emocional”, que vai ao ar pela Rádio Marconi.

“Quando apresentei o projeto, a equipe da Rádio Marconi se interessou muito. Minha surpresa foi quanto ao enorme interesse. Confesso que enquanto planejava os detalhes do projeto para apresentar à direção da emissora, não imaginei que ele despertaria tão rápido interesse. Desde o início fiquei impressionado com a acolhida, a oferta em relação ao número de inserções semanais e ao contrato com a vigência de dois anos”, conta.

Atualmente o quadro vai ao ar três vezes por semana. Duas vezes são inserções gravadas e a outra é uma participação ao vivo, nas sextas-feiras, no programa Ponto de Encontro, apresentado por Jair de Ávila. “A participação ao vivo surgiu por sugestão do produtor Gustavo Marques. O objetivo era explorar os temas além das inserções usuais e oportunizar também a participação direta do ouvinte. Os temas costumam ser definidos no final de semana. São assuntos sugeridos pela audiência ou de relevância no debate social atual. Já no início da semana começa-se a divulgar a entrevista e vão sendo recebidos os questionamentos. E na sexta, apresenta-se o conteúdo. Outro destaque pra mim é a forma que o Bicudo conduz a entrevista. Ele está atento ao que o ouvinte quer saber e o percebo sempre sintonizado com a temática que trago para abordar”, pontua.

Quanto a temática, Cambruzzi afirma que existe uma preocupação quanto a tradução do conteúdo para a linguagem coloquial, sem perder a cientificidade. “Minha primeira formação foi na área da Psicologia Educacional. É uma forte característica minha querer compreender a maneira que as pessoas recebem o que está sendo dito. Sendo assim, me importa bastante que aquele conteúdo apresentado seja aplicável na realidade do ouvinte. Eu não estou falando para uma comunidade científica, por isso não devo usar termos restritos a uma categoria. É extremamente valioso ouvir os relatos da audiência quanto a aplicabilidade dos conteúdos em suas vidas. É participar efetivamente na contribuição para o desenvolvimento humano. Me sinto honrado quando sou abordado nas ruas ou no consultório sobre um tema que foi exposto e o ouvinte se apropriou”, comenta.

Nos bastidores da rádio, o clima é de descontração e comprometimento. “Eu sou muito bem tratado na rádio. A validação de minha atuação também acontece pelos profissionais que me cercam. Eles ajudam a adaptar a linguagem, colaboram sinalizando os conteúdos mais significativos para os ouvintes e tenho acesso a todo o aparato tecnológico que a emissora possui. A equipe realmente me fornece todo o suporte de qualidade para a produção do quadro. É interessante que no dia, ao chegar ao local, as pessoas já começam a conversar sobre o tema que irei tratar. A sensação é de que contagia”, salienta.

Em relação a repercussão, o psicólogo comenta que o rádio demonstra não ter barreiras. “Hoje recebo pessoas de diversas cidades que me ouvem no rádio. As pessoas conversam comigo como se me conhecessem há muito tempo. A afinidade é tamanha que algumas vinculam rapidamente. Já recebi ligações de pessoas que choravam por terem sido sensibilizadas quanto a um tema. Eu me surpreendo semanalmente com a responsabilidade, a força social e a transformação que as falas causam nas pessoas. É fato. Não é posição de arrogância. É posição de admitir que isso cumpre uma função social que eu jamais imaginei que fosse acontecer. Porém, eu sou um emissor. A Psicologia não me pertence. Mas a cientificidade dessa área do conhecimento a todos deve pertencer. Ela precisa ser aplicável, precisa ser acessível. E esse é o meu compromisso no rádio”, ressalta.

Nos temas abordados no programa de rádio ocorreram significativas mudanças. “Com o passar dos anos, as pessoas foram solicitando temas mais profundos. Acredito que isso seja uma demonstração de que a audiência gostou do desenvolvimento proporcionado e tem clamado por maior aprofundamento. Antes as dúvidas eram quanto a manejos (por exemplo, na educação dos filhos, com amigos). Hoje existe uma necessidade de entender determinados comportamentos sociais, de saber como se posicionar em situações que envolvam maior complexidade em habilidades sociais. A audiência está ficando mais exigente e isso é muito prazeroso. Amplia o espectro de atuação e permite ao profissional que está conduzindo o quadro falar mais amplamente dos conteúdos. E conteúdo e pesquisa não faltam no campo da Psicologia”, afirma.

“Não sou ignorante a ponto de não saber que uma emissora de comunicação precisa considerar estes índices. Porém, com o tempo, aprendi que fidelização do ouvinte e clarificação do conteúdo científico são o que sustentam o quadro. Posso abordar um tema mais polêmico e naquela semana trazer um número maior de interessados. Porém, trabalho para enxergar os que ficam. São eles que garantiram e continuam garantindo o sucesso do quadro nestes 4 anos. São fiéis a proposta, estão motivados e demonstram a qualificação de nossa audiência”, finaliza.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *