O CANDIDATO RICO

João Amoedo, candidato a presidente pelo Partido Novo, declarou ao TSE patrimônio de R$ 425 milhões. Segundo as pesquisas, conta com 2% das intenções de voto. Não tem a mínima chance de alcançar o segundo turno. Amoedo é um autêntico liberal, homem que enriqueceu longe da política e defende pouca interferência do Estado na vida das pessoas. É o tipo de sujeito que o brasileiro adora desprezar. Voto nele no primeiro turno.

Meu candidato é “de direita”, embora a “direita true”, purista e carola, o acuse de esquerdismo. O Partido Novo é a direita sem chiliques militaristas, sem moralismo afetado, sem apelo ao autoritarismo. Projeta um país de indivíduos com estímulos para empreender, recompensados por seus esforços. Não ponho a mão do fogo por ninguém, não vou me filiar ao Novo, mas é o partido com as ideias mais elegantes.

Os canais de TV não têm convidado Amoedo a participar dos debates. Uma pena! Seria a grande chance de os brasileiros ouvirem argumentos – bem colocados – com os quais não estão acostumados: a favor das privatizações, a respeito do menor protagonismo dos políticos, sobre a meritocracia. O nível dos debates tem sido medonho, e se depender da boa vontade das emissoras, assim será até o final. Inevitavelmente trágico final.

Enquanto João Amoedo, rico por seus próprios esforços na iniciativa privada, tem 2% nas pesquisas, Lula, milionário a custa de muita falcatrua no setor público, condenado e preso tem 39%. Já dizia Roberto Campos, defensor inteligente e implacável do liberalismo: “O Brasil não corre o menor risco de dar certo”. Tchau!

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