Arte e criação: a oficina de artesanato na vida dos alunos da APAE

Graziele Crescencio, de 26 anos é aluna da Apae. No estande montado na praça com as peças confeccionada pelo alunos, ela acompanha as vendas de perto, mostrando com orgulho, para as pessoas interessadas, os trabalhos que fez com suas próprias mãos. “Gosto de fazer todos os tipos de arte. Pintar, colar, costurar”, conta Graziele.

Nas mãos dos estudantes materiais que poderiam facilmente ir para o lixo como jornais, caixas de leite, filtro de café, madeira, restos de tecido, viram arte. Unindo assim a sustentabilidade a criatividade.  “A maioria dos materiais são originários de reaproveitamento. Aceitamos todo tipo de doação e conseguimos transformar praticamente tudo em arte”, explica Marisete Martins Concer, professora da oficina de artesanato da APAE. Ela conta também que o cuidado com os detalhes que seus alunos possuem impressiona, sendo muito caprichosos. “O artesanato é uma importante forma de terapia. Eles aprendem algo que levam para a vida. Muitos alunos fazem os trabalhos em casa, e podem tirar uma renda disso. Eles se sentem valorizados realizando esse trabalho e mostrando para a comunidade”.

Almofadas, cestas, bolsas, itens de decoração, tapetes e porta agulhas são alguns dos objetos que nascem da criatividade. “Mesmo algumas peças serem parecidas, cada um faz no seu próprio estilo, tornando ela única. Eles criam e usam a imaginação, desenvolvendo a criatividade e a coordenação motora ao mesmo tempo”, conta Marisete.

Os alunos também desenvolvem um senso de colaboração, já que alguns trabalhos necessitam de um processo em conjunto, cada um cuidando de uma parte em especial. Eles também auxiliam uns aos outros suprindo as dificuldades individuas.

Para Everlaine Machado Borges a parte mais divertida dos trabalhos é o momento de pintar. “É bom divulgar para os outros o que a gente é capaz de fazer, mesmo com tanta dificuldade”, comenta a aluna.

Todo o dinheiro arrecadado com a venda das peças não fica para a instituição, mas são revertida para o bem-estar dos alunos, financiando passeios, cosméticos, objetos de higiene ou roupas.

Ronaldo Machado é um dos estudantes que leva seu talento até onde mora, produzindo em sua própria casa várias das peças que aprendeu a criar nas oficinas. “No começo é um pouco difícil aprender, mas logo peguei o jeito”, explica Ronaldo, que consegue criar e finalizar uma peça completa por tarde.

A exposição dos trabalhos artesanais fez parte das atividades da semana de comemoração dos 40 anos da APAE. Na sede da instituição aconteceu também uma exposição fotográfica de resgate histórico mostrando um pouco da evolução e da trajetória da instituição.

As peças confeccionadas pelos alunos continuam sendo vendidas na sede da APAE. A instituição também arrecada matérias para confecção das obras. Mais informações pelo telefone:  3452-1315

 

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