Reciclagem: Cirsures aposta em educação ambiental

A realidade do destino final dado ao lixo está sendo apresentada a alunos e professores de diversos municípios da região que estão visitando o aterro sanitário do Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos Urbanos da Região Sul (Cirsures), no bairro Rio Carvão, em Urussanga. As atividades são intensificadas na Semana do Meio Ambiente.

Desde junho do ano passado, um programa de educação ambiental implantado pelo Cirsures já recebeu mais de 1,2 mil alunos no local no decorrer dos meses. No auditório, o educador ambiental do Cirsures, Rozemar De Nez apresenta por meio de material audiovisual as principais atividades desenvolvidas no aterro sanitário e repassa as orientações sobre a coleta seletiva, bem como ressalta a participação da Cooperamérica na cadeia produtiva dos resíduos sólidos urbanos.

Depois desta introdução ao tema, De Nez conduz alunos e professores para uma visita guiada nas instalações do aterro sanitário e no galpão de triagem. É neste momento que o grupo confere de perto como é feito o tratamento dos resíduos sólidos urbanos.

“Para o Cirsures, o Dia do Meio Ambiente é todo dia, pois trabalhamos intensamente no tratamento adequado dos resíduos sólidos urbanos, na coleta seletiva, educação ambiental e inclusão social. Temos muitos desafios pela frente. Os trabalhos não param. O objetivo é alcançar uma meta de 150 toneladas por mês de resíduos por meio da coleta seletiva. Isso representa 10% do que é disposto no aterro sanitário mensalmente”, explica o gerente do Cirsures e engenheiro ambiental, Thiago Maragno Biava.

A coleta seletiva realizada pelo Cirsures passou por uma evolução desde a sua implantação, em 2008. A quantidade, em toneladas, de resíduos reciclados recolhidos entre 2013 e 2017 aumenta à medida que mais municípios foram inseridos na rota e contemplados pelo serviço. Atualmente a coleta seletiva é feita nas cidades de Cocal do Sul, Lauro Müller, Morro da Fumaça, Orleans, Siderópolis, Treviso e Urussanga. Em 2017, os números chegaram a 783,26 toneladas.

“Sempre que possível ou necessário são feitas alterações nas rotas da coleta seletiva para torná-la mais eficiente. A ideia é percorrer pouco, atender muito e recolher o máximo possível. Isso se chama processo de eficientização da coleta seletiva. Para ampliação de mais rotas, o Cirsures pretende comprar mais caminhão para coleta seletiva”, comenta.

Trabalho que vai de encontro com uma realidade no Estado: Santa Catarina não possui mais lixões. “Isso ocorreu devido a um trabalho realizado pelo Ministério Público desde 2001. O próximo passo a ser dado é a utilização direta do lixo para a geração de energia ou de um produto secundário. Isso é o ideal atualmente. O Cirsures já está se movimentando nesse sentido. Tecnicamente isso se mostrou viável, faltando apenas a aprovação do conselho de prefeitos para executar a PPP”, pontua.

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