Os 10 mandamentos para produzir hortaliças saudáveis, mais nutritivas e, em paz com a natureza

Nas edições anteriores comentamos sobre as cinco primeiras recomendaçôes para implantar e conduzir uma horta orgânica: 1. Escolha do local, análise, correção do solo e preparo dos canteiros; 2.Escolha das espécies, variedades,  sementes e mudas de acordo com a época de cultivo;  3.Adubação orgânica do solo; 4. Sistemas de semeadura e plantio; 5.Manutenção e ampliação da biodiversidade. 6.Cobertura do solo e manejo de plantas espontâneas (“mato”); 7. Rotação, sucessão e consorciação de culturas; 8. Irrigação.

9.Principais tratos culturais

Adubação de cobertura: Em solos com menos de 2% de matéria orgânica é muito importante esta prática, especialmente nas hortaliças-folhosas. No entanto, deve-se evitar o uso exagerado de adubos nitrogenados, especialmente esterco de aves, pois podem salinizar, desagregar e compactar o solo, reduzir a resistência das plantas e até queimá-las. Recomenda-se, preferencialmente, o composto orgânico que pode ser feito na propriedade; deve ser utilizado na adubação de cobertura em pequenas quantidades por aplicação e bem incorporado ao solo (no máximo 0,5 kg/m2). Desbaste ou raleamento: consiste na eliminação do excesso de plantas semeadas diretamente no canteiro, nas covas e nos recipientes, deixando as mais vigorosas. Capinas e escarificações: as plantas espontâneas competem com os cultivos por luz, água e nutrientes, especialmente nos primeiros 30 dias. Após o período crítico, as plantas espontâneas nas entrelinhas são consideradas “amigas”, pois ajudam a manter a umidade no solo e evitam a erosão do solo..  Mesmo que não haja “mato”, recomenda-se o uso de enxada ou sacho nas linhas de cultivo para escarificar o solo (revolvimento superficial), no início do desenvolvimento vegetativo. Tutoramento ou estaqueamento é feito com bambu para algumas hortaliças como ervilha torta, tomate,  feijão-de-vagem, pepino, pimentão, berinjela e chuchu, para evitar o  crescimento das plantas e frutos em contato com a terra, facilitar a aeração e a insolação e evitar a quebra de ramos. No tomateiro, recomenda-se o  tutoramento vertical onde as plantas são conduzidas perpendicularmente ao solo, melhorando a distribuição solar e a aeração. Amarrio e Desbrota:  o amarrio consiste em amarrar as plantas nas estacas e arames, sem estrangular, pois estão em crescimento, com o objetivo de melhorar o apoio e evitar danos causados por ventos, especialmente nos cultivos de tomate e pimentão. A desbrota consiste na eliminação dos brotos que saem das axilas das folhas ou da haste de algumas espécies como o tomate. Amontoa: consiste em chegar terra junto às plantas, para melhorar sua fixação ao solo e, no caso da batata, serve ainda para evitar que os tubérculos se desenvolvam fora da terra, favorecendo o seu esverdeamento. Uma boa amontoa (cerca de 20cm de altura) com o solo sem torrões, reduz também os danos de insetos (larva-alfinete, a forma jovem da vaquinha) que perfuram e depreciam os tubérculos de batata e raízes de batata-doce. A amontoa bem feita impede que os ovos que a vaquinha (patriota) põe nas plantas caiam diretamente próximos aos tubérculos, dando origem às larvas-alfinete que perfuram os mesmos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *