A serviço da população

A construção de uma estrutura imponente e moderna idealizada para a prestação de serviços públicos, no centro de Urussanga, substituiria uma edificação antiga ainda na década de 70. A projeção de um novo local adequado para atendimento aos munícipes foi na gestão do visionário prefeito Lydio De Brida junto com o vice-prefeito Ary Silva.

A estrutura antiga acolheu até o Hospital de Caridade da cidade, a partir de 1919. “As instalações eram precárias e pequenas para a década de 70. Inclusive dividíamos espaço com a Câmara de Vereadores. E ao lado era a garagem da Prefeitura. O prefeito viu que precisava de um novo local. A ideia era construir algo melhor. Não tinha condições. Então, em 1971, dois anos após ter assumido, lançou a pedra fundamental da obra. Os funcionários da Prefeitura e da Câmara participaram deste ato. Eu estava lá”, recorda o ex-servidor público, Luiz Carlos Candido, que era funcionário concursado desde 1967.

O projeto do Paço Municipal foi feito pelo arquiteto Fernando Carneiro. Os serviços foram executados pela equipe do setor de obras da Prefeitura com o apoio de pedreiros contratados. “Zelindo Piuco era o chefe da obra. Ele conhecia os bons serventes para realizar os trabalhos. Enquanto isso a Prefeitura foi comprando os materiais e executando os outros serviços”, conta Candido.

No decorrer da execução da obra, funcionários do setor pessoal e de cadastro trabalhavam em duas salas na parte da frente da casa de Davide Possenti, na Praça da Bandeira. “Os demais funcionários foram alocados na sala abaixo da casa do Toni Fornasa, onde hoje é a Roma Gelato. Cada vez que precisávamos de algo nos outros departamentos tínhamos que ir a pé para buscar documentos ou dar encaminhamento aos casos lá. A Prefeitura só tinha um telefone naquela época”, comenta.

O ex-servidor público também lembra de Antonio De Brida, pai de Lydio, que acompanhou toda as etapas de execução da obra, desde a pedra fundamental até levantar as paredes. “Quando jovem, ele era pedreiro. Ele morava próximo à obra do Paço Municipal. Atravessava a rua bem devagar, passava entre os funcionários e ia lá colocar água na parte do cimento, molhar o rejunte. Ia ajudar e gostava de fazer isso”, frisa.

Um fato marcante recordado por Candido foi uma discordância entre o prefeito Lydio e o arquiteto Carneiro. “O profissional Fernando Carneiro disse ao Lydio que o prédio ficaria um espetáculo. Explicou que faria de concreto aparente os pontos utilizados nas janelas para proteger as salas do sol. Mas o prefeito não concordou e comentou que sua vontade era revestir de reboco essas partes. Aí o arquiteto afirmou que se ele fizesse isso, ele não prestigiaria a inauguração da obra. Lydio achava feio não fazer o reboco. Então prevaleceu a sua vontade. E realmente no dia do ato inaugural o Carneiro não estava presente”, salienta.

A cerimônia de inauguração do Paço Municipal ocorreu em 29 de outubro de 1972. O ato também contou com o lançamento da Bandeira e Brasão de Armas do Município e foi prestigiado por autoridades estaduais, regionais e locais.

No dia seguinte, o prefeito Lydio fez a distribuição das salas. “Em cima ficou a Câmara, onde hoje é o Salão de Atos, o espaço para café e arquivo. Depois, como se mantém hoje, o gabinete do prefeito, e ao lado a secretaria. Embaixo contabilidade, tesouraria, finanças, escriturária e cadastro. Onde hoje é o setor de Tributos tinha a delegacia da Receita Federal, de responsabilidade de Lordy Damiani. E próximo estava a Junta Militar e Alistamento, o Departamento Pessoal, no qual eu era o responsável, e outro espaço onde o Valdemar Freccia fazia o Incra e a carteira de trabalho. Instalaram uma central para ligações e as salas tinham ramal. Melhorou bastante a prestação de serviços. Centralizou e os encaminhamentos fluíam. O prefeito Lydio também começou o prédio da Câmara, onde hoje é o Departamento de Planejamento. Mas a obra só foi concluída na gestão seguinte, do prefeito Altair Giordani”, recorda. Na época, a Prefeitura de Urussanga contava com poucos funcionários, cerca de 30 trabalhadores atuando nos setores administrativo, finanças e obras, sem contar os professores.

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