Programa Terra Boa beneficia produtores rurais de Urussanga

Para aumentar a produtividade das lavouras catarinenses e incentivar os investimentos na melhoria de pastagens e na criação de abelhas, o Programa Terra Boa, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Agricultura já foi lançado permitindo que os agricultores adquiram calcário, sementes de milho, kits forrageira e kits apicultura.

Nesta edição do programa, os interessados devem procurar as cooperativas agropecuárias para viabilizar a liberação dos insumos até novembro. Em 2018 foram investidos mais de R$ 53 milhões no Programa Terra Boa com a meta de beneficiar, pelo menos, 70 mil produtores catarinenses.

A distribuição de calcário é feita em duas modalidades: via cooperativa ou direto das minas. Desta última forma, o produtor fica responsável pelo transporte. Segundo o extensionista rural e engenheiro agrônomo da Epagri de Urussanga, Henrique Viana e Silva, até o momento os agricultores da cidade adquiriram 125 toneladas de calcário de forma gratuita, sendo que o limite é de 30 toneladas por produtor rural.

Em 2017, os números chegaram a 750 toneladas no total, resultando em um subsídio (desconto) de calcário de R$ 35 mil. “Esta distribuição do calcário é uma maneira de incentivar os agricultores a corrigirem o solo e melhorarem a produtividade, além de reduz em metade para os urussanguenses o custo de aplicação deste produto”, explica.

As sementes de milho que podem ser adquiridas pelo agricultor incluem sementes de médio até altíssimo valor genético. Em 2017, mais de 100 agricultores conseguiram 455 sacas de milho com desconto, um subsídio de R$ 37 mil, e prazo estendido de pagamento. Para este ano, o sistema prevê para Urussanga o repasse de 340 sacas, mas ainda sem previsão de distribuição, provavelmente no mês de julho. “O desconto varia de 40 a 100 reais. Além disso, o agricultor ainda tem prazo de um ano para pagar. Ou seja, a semana que ele pegar esse ano só irá pagar ano que vem”

Já o kit forrageira é formado por mais de 80 produtos fornecidos a partir de um projeto técnico elaborado pela Epagri. “Ano passado Urussanga teve 12 cotas e este ano veio a mesma quantia. O escritório local da Epagri é quem determina que tipo de investimento o agricultor vai fazer. Cada produtor poderá ter até 3 cotas. O valor é aplicado em produtos como cerca, semente, água, entre outros tipos de investimentos. Ele irá pagar em 3 parcelas iguais e sem juros. Isto é importante porque possibilita ao agricultor querer investir no campo a prazo”, comenta.

O kit apicultura é composto por seis comeias, com ninho e duas melgueiras, entre outros complementos para o trabalho. O kit custa cerca de R$ 2,4 mil e o produtor terá dois anos de prazo para o pagamento. Urussanga recebeu uma cota de 2 kits. Santa Catarina tem a maior produtividade por colmeia do Brasil. A produção é duas vezes mais por caixa de abelha do que a média do país.

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