Nova área do aterro sanitário já recebe resíduos sólidos

Até 2022, Urussanga e alguns municípios da região não precisam ter preocupação com a
destinação correta do lixo e os impactos destes resíduos ao meio ambiente. Isto porque o Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos Urbanos da Região Sul (Cirsures) já começou a utilizar a nova área de ampliação do aterro sanitário, no bairro Rio América.
A nova área, que possui um hectare, recebe desde o dia 15 de agosto as toneladas de resíduos sólidos geradas por 110 mil habitantes dos municípios de Cocal do Sul, Lauro Müller, Morro da Fumaça, Orleans, Siderópolis, Treviso e Urussanga. Agora, a vida útil do local gerenciado pelo Cirsures será até 2022. A ampliação do aterro sanitário tem 70% da obra concluída até o momento, mas apenas 40% do recurso oriundo de convênio com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) foi repassado, sendo que o valor total do projeto é de aproximadamente R$ 1,6 milhão.
As obras ainda contemplam uma nova estrada de acesso a área, espaço coberto para abrigar equipamentos e caminhões e um auditório para recepção e trabalhos de educação
ambiental. “Esta nova área representa segurança e garantia para a população no que se refere ao tratamento adequado para os resíduos sólidos, resultando na melhora da qualidade de vida da população. Se os habitantes não tivessem um local adequado para depositar o lixo, imaginem os impactos gerados ao meio ambiente e a saúde da população. Já estamos pensando além de 2022 e adquirimos 12 hectares adjacentes a esta área”, salienta o gerente do Cirsures e engenheiro ambiental, Thiago Maragno Biava.
O aterro sanitário criado em 2004, com três hectares, está em fase de encerramento, porém deverá ser acompanhado ainda por mais 20 anos. Nestes 12 anos e meio, a área recebeu 175 mil toneladas de resíduos sólidos. A coleta seletiva colhe em média 60 toneladas por mês, mas a intenção do Cirsures é chegar a 150 toneladas. “A Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê locais apenas para rejeitos. Logo idealiza o crescimento de formas de reutilização, reciclagem e geração de energia com o lixo. Hoje no país trabalha-se muito a mudança da matriz energética desta forma. São passos para evoluir rumo ao futuro. Infelizmente o Governo Federal não incentiva essa política e a Justiça já cobra medidas de grandes municípios”, explica.
Nos próximos anos, o Cirsures projeta atender 100% da área urbana dos municípios com o processo de coleta seletiva, busca aumentar os índices de coleta seletiva para 10%, adquirir um novo caminhão, ampliar o processo de educação ambiental e elaborar projetos para captação de recursos federais para construção de novo aterro.

CRISE DIMINUI GERAÇÃO DE LIXO
Atualmente, mais de 1,4 mil toneladas de lixo são depositadas mensalmente no aterro sanitário do Cirsures. O número, inferior ao levantamento do último ano, é reflexo da crise  financeira.
“A produção média do lixo caiu 15 % em relação ao ano passado. Já na coleta seletiva a redução foi de 20%. A crise financeira resultou na diminuição do consumo da população”, explica o gerente do Cirsures.
Esta situação gera dificuldades financeiras ao Cirsures, que já contabiliza uma queda mensal de R$ 30 mil na arrecadação. No dia 13 de setembro, uma reunião do conselho do Cirsures irá aprovar o orçamento para o ano de 2017 e fará uma avaliação  financeira.

Conheça o perfil dos candidatos a prefeito

Gustavo Cancelier e Rodrigo Fontanella se destacam pelas suas experiências em gestão. Candidato Johnny Felippe que vai à reeleição não respondeu à redação.

LUIZ GUSTAVO CANCELIER
O candidato Luiz Gustavo Cancelier, natural de Urussanga, nasceu em 19 de julho de 1970, fruto da união de Saul de Lorenzi Cancelier (Bibe) e Irani Maria Maragno Cancelier. Casado com Thaise Talamini, Gustavo é pai de Maria Luiza, de 9 anos, e Maria Clara, de 4 anos. Ele possui formação como técnico em Cerâmica pelo Colégio Maximiliano Gaidzinski, graduação em Ciências Contábeis pela Unesc e MBA em Gestão Empresarial. Gustavo tem experiência de gestão devido a dois momentos profissionais.
Atuou durante 20 anos em empresas da área de cerâmica, trabalhando com gestão de pessoas e resultados chegando a ser diretor industrial, e fundou empresas ligadas ao setor cerâmico, transporte e descartável plástico, exercendo atualmente o cargo de administrador.
Há 14 anos no meio político, Gustavo lança pela primeira vez sua candidatura a prefeito de Urussanga. “Na qualidade de cidadão, sempre atuei na iniciativa privada, e a algum tempo observei que o poder público interfere muito na vida das pessoas. Ele pode facilitar o desenvolvimento da cidade através de políticas, como também, paralisar e até às vezes, retroceder pela inércia e incapacidade de buscar alternativas que alavanquem os setores produtivos e os demais segmentos do município. Hoje, com toda experiência que tenho, acredito que posso dar a minha contribuição para o desenvolvimento da cidade”, destaca.
O candidato acredita que Urussanga precisa mudar e investir na área econômica para melhorar a saúde e educação. “Toda mudança sempre é salutar e traz evolução. Considero que a nossa cidade está muito parada na área de desenvolvimento econômico, saúde e educação. Estão priorizando muito as obras. As obras são importantes e necessárias, fazem parte de toda e qualquer evolução, mas a velocidade de desenvolvimento que uma obra traz para o município é muito lenta. O que realmente traz desenvolvimento para a cidade é implantar indústrias, uma área industrial para geração de empregos, é fomentar e incentivar nossa agricultura para aumentar a produtividade no setor, é trazer escolas técnicas para dar formação aos jovens e prepará-los para o mercado competitivo de trabalho. E a partir disso, com esse desenvolvimento econômico aplicando nessas áreas, tendo recursos, melhorarmos muito a saúde e, principalmente, a qualidade da educação no município”, explica.
Para Gustavo Cancelier, a cidade precisa de investimento rápido na área industrial, agricultura e formação de jovens. “É necessário atrair empresas para gerar emprego. O investimento também precisa ser imediato na agricultura, pois ela também gera emprego e riqueza. De forma urgente é preciso implantar escolas técnicas e universidades para dar formação aos jovens, tornando-os mais competitivos no município e, por consequência, também resultando em geração de renda. Todos estes fatores irão resolver ou pelo menos melhorar muito a situação da saúde e da qualidade da educação, valorizando os professores e a formação das crianças e jovens”, finaliza.

Saiba mais sobre este candidato:
Signo: Câncer
Religião: Católica
Defeito: Organizado demais e até meio perfeccionista
Virtude: Escutar mais do que falar
Time: Flamengo e Criciúma
Esporte: Futebol
Livro: A Bíblia
Uma comida: Arroz, feijão, bife e salada
O que gosta de fazer nas horas livres: Ficar com a família
Do que mais gosta nas pessoas: Sinceridade
Mal do século: Desigualdade social que existe no mundo
Um lugar especial: Urussanga ao lado da família
Um dia para lembrar: Nascimento da minha filha
Um dia para esquecer: A morte do meu pai
Nostalgia: A infância
Líder político: Nelson Mandela
Uma  gura histórica: Ghandi
Um exemplo de vida: Zilda Arns
Um ídolo: Airton Senna
Frase de inspiração: Quem madruga, Deus ajuda.

RODRIGO FONTANELLA
Rodrigo Fontanella nasceu em Urussanga no dia 22 de maio de 1972. Filho de Galdino Fontanella e Lina Anair Fachin Fontanella, Rodrigo é casado com Luana Volpato Fontanella, tendo os  lhos Arthur, de 16 anos, e Helena, de 3 anos. Com duas formações profissionais, como técnico em Manutenção Mecânica pela SATC e graduação em Ciências Econômicas pela Unisul, Fontanella é diretor comercial da empresa Alumasa, sendo esta sua experiência de gestão na iniciativa privada desde 1998.
Mesmo tendo envolvimento com a política há 16 anos, Rodrigo Fontanella será candidato
pela primeira vez. Ele almeja ser prefeito como forma de retribuição a cidade. “Nasci, cresci e iniciei meus estudos em Urussanga. Aqui tenho amigos, família e construí minha vida. Tenho muito carinho e respeito por nossa cidade e nossa gente, e uma enorme gratidão, pois aqui iniciei minha carreira profissional, graças a Deus com muito sucesso. Acredito na política como a arte de fazer o bem, de mudar para melhor a vida das pessoas. Inicio esta caminhada com os pés no chão. Não busco o poder pelo poder, mas retribuir a esta cidade tudo que ela me proporcionou, com as minhas mãos limpas e muito trabalho”, explica.
Fontanella afirma que, caso for eleito prefeito, irá cuidar com mais rigor do dinheiro dos contribuintes, economizando com os cortes de cargos políticos e investindo melhor na qualidade de vida das pessoas e no aperfeiçoamento dos serviços públicos. “Além disso, quero preparar Urussanga para o futuro. Pensá-la para as próximas gerações, e não somente para as eleições. Atrair novas empresas, gerando mais emprego e renda para a nossa gente, e estar ao lado do pequeno empreendedor, do agricultor… De quem trabalha, produz e faz Urussanga acontecer. As pessoas querem mais atenção na saúde.
Mas para que haja melhora, em todas as áreas, precisamos de recursos financeiros. Atrair novas empresas, fortalecer o empreendedor, o agricultor, o turismo e a economia criativa”, salienta.
O candidato ressalta que, em visitas às comunidades e conversando com as pessoas, existe a necessidade de maior atenção na saúde e pavimentação das estradas. “Queremos mudar o jeito de administrar, aproveitar o máximo a estrutura da prefeitura com diminuição dos cargos comissionados e valorização dos efetivos. A prefeitura não pode ser uma empresa empregadora. Sua responsabilidade é de prestar um bom serviço ao cidadão da nossa cidade”, pontua.
“Sou motivado por desa os e acredito que podemos fazer mais e melhor, investindo nos lugares certos e economizando onde se deve. Vamos de chapa pura, para ter condições de fazer uma administração enxuta e voltada para o cidadão, e não só para os amigos do Poder. Além disso, tenho o apoio do PSD, o segundo maior partido de Santa Catarina, com 10 deputados estaduais, 3 federais e o nosso governador Raimundo Colombo. Temos condições de fazer uma administração exemplar, com responsabilidade na administração dos recursos financeiros e mais respeito por nossos cidadãos”, acrescenta.

Saiba mais sobre este candidato:
Signo: Gêmeos
Religião: Católico
Defeito: Confiar demais nas pessoas.
Virtude: Lealdade e comprometimento com a verdade
Time: Criciúma/Vasco
Esporte: Futebol
Livro: “Sonho Grande” de Jorge Paulo Lemann
Uma comida: Nada melhor que a nossa tradicional galinha com polenta e fortaia, principalmente aquela feita por nossas mães e avós. Mas também não dispenso um bom churrasco. O que gosta de fazer nas horas livres: Aproveitar as coisas simples da vida, estar com minha família e amigos.
Do que mais gosta nas pessoas: Sinceridade
Mal do século: Drogas, Impunidade e Corrupção.
Egoísmo, não se colocar no lugar do outro.
Um lugar especial: Meu lar.
Um dia para lembrar: O nascimento dos meus filhos.
Um dia para esquecer: Aquele 7×1. Acho que isso mexeu muito com a nossa autoestima como brasileiros. Mas conseguimos dar o troco e lavar a alma nessas Olimpíadas. Dar um pouco de alegria a um povo que ainda sofre tanto.
Nostalgia: Os almoços de domingo com toda a família reunida.
Líder político: Abraham Lincoln tem uma história magnífica de superação. Um exemplo de homem que passou por inúmeras derrotas, mas nunca desistiu de seus ideais.
Uma figura histórica: Tiradentes e sua luta pela liberdade
Um exemplo de vida: Madre Tereza de Calcutá
Um ídolo: Jesus Cristo
Um sonho: Um futuro melhor para a humanidade.
Daqui dez anos desejo… que nossos filhos possam viver e amar Urussanga como nós. Que ela seja uma terra de oportunidades para o grande e o pequeno, que respeite o jovem e o idoso, o campo e a cidade.
Frase de inspiração: O meu ideal político é a democracia, para que todo o homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado. (Albert Einstein)

Delegado conclui diligências solicitadas pelo MP

Talise Freitas/A Tribuna

O delegado André Milanese, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Criciúma, concluiu as diligências solicitadas pelo Ministério Público (MP), em relação à morte do professor de Urussanga, Elvis de Oliveira, de 27 anos, e encaminhou novamente o inquérito policial hoje ao Fórum, sem novidades. O professor foi assassinado com um tiro na nuca, na madrugada de 13 de maio, no Bairro Renascer, após ter pedido para morrer a três adolescentes traficantes, que confessaram o crime. A versão apontando que a vítima teve intenção de tirar a própria vida não convenceu amigos e familiares da vítima, que chegaram a fazer uma manifestação pacífica na área central de Urussanga, pedindo por mais diligências.
No final de julho, o promotor Paulo Henrique Lorenzetti da Silva, que respondia pela 1ª Promotoria de Justiça, e o promotor Mauro Canto da Silva, da 8ª Promotoria, Curadoria da Infância e Juventude, que analisaram em conjunto o inquérito concluído no primeiro momento, solicitaram novas diligências, pois, algumas pessoas haviam procurado o MP repassando “novas” informações.
Milanese, ao receber o conteúdo das novas diligências, já havia informado que não tinha “nenhuma grande novidade”. Disse também que “enquanto ainda se discute o envolvimento de mais uma pessoa, outra motivação, os três adolescentes, considerados de alta periculosidade, estão soltos”.
Dentre as novas diligências, conforme Milanese foi requerido à oitiva de pessoas que teriam ouvido comentários envolvendo a esposa da vítima, que poderia levar a crer ter sido ela a mandante do crime. “Das novas diligências foi ratificado que a esposa da vítima
teve um abordo espontâneo em 2015, não tendo tal fato relação com a morte. Foi procedida a oitiva de três pessoas que presenciaram a briga de Elvis com a companheira na noite dos fatos,  cando esclarecido que ele estava fora de controle, que agrediu fisicamente ela e a filha dela, de 13 anos, e que antes de sair de casa de madrugada pilotando sua motocicleta, disse que iria se matar jogando a moto embaixo de um caminhão, mesma frase que a vítima relatou aos três adolescentes que acabaram o assassinando”, detalha a autoridade policial.
“Três adultos que poderiam ter sido mandantes do crime e um quarto adolescente suspeito de ter participado do homicídio, todos moradores do Bairro Renascer, foram reinquiridos, não sendo obtida qualquer prova sobre seus envolvimentos. Foi ouvido um familiar de um dos adolescentes que confessou participação, que reside no interior de Urussanga. Este familiar relatou que após o homicídio, tal adolescente foi se homiziar em sua casa, localizada na Linha Pacheco, mas não se comprovou nenhuma ligação de tal adolescente com a esposa da vítima, que é insistentemente apontada pela família da Elvis como suspeita de ter participação no homicídio”, emendou Milanese.
O delegado informou ainda que foram apresentadas ao MP as relações das chamadas dos celulares da vítima e das pessoas investigadas, que no entendimento da polícia somente reforçam a conclusão já apresentada, mantendo a polícia a mesma conclusão sobre a autoria delitiva.

Embrapa apresenta pesquisa com a uva Goethe

Profissionais da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), visitaram Urussanga na última semana. Na oportunidade, quatro doutores da Embrapa apresentaram a membros da ProGoethe e técnicos da Epagri os resultados de uma pesquisa sobre a vinificação da uva Goethe.
A pesquisa é fruto da coleta e análise de 600 quilos da variedade de uva recolhidas no mês de janeiro deste ano. A intenção da Embrapa é realizar experimentos para verificar o rendimento, aroma e sabor da Goethe. Dos 11 testes feitos pela empresa, os três melhores foram selecionados durante a reunião em Urussanga.
“A Embrapa tem interesse em atuar junto com a ProGoethe. Estes testes serão repetidos
no próximo ano para verificar se a pesquisa está no caminho certo. Os doutores buscam melhorar a qualidade e o rendimento da uva, bem como alternativas para novos produtos. A pesquisa demanda tempo, mas logo teremos mais subsídios e conhecimento total da uva Goethe. O encontro demonstrou uma aceitação da Embrapa perante a uva e a indicação geográfica de procedência”, explica o presidente da ProGoethe, Renato Damian.

JESUS PROIBIDO

Após a partida final do torneio olímpico de futebol, o atacante brasileiro Neymar foi provocado por torcedores. Partiu pra cima deles e teve de ser contido. Depois, ao dar entrevista para a TV, disse cheio de empáfia: “Vocês vão ter que me engolir!” Até aí, o Comitê Olímpico Internacional (COI) não viu nada de ruim no comportamento do boleiro. Foi quando Neymar subiu ao pódio exibindo na cabeça uma faixa com os dizeres “100% Jesus” que cometeu atitude considerada antidesportiva pelo COI.
O Comitê diz ser contra manifestações religiosas durante as Olimpíadas. Mentira! O COI é apenas contra manifestações cristãs. Na abertura dos jogos, houve homenagens ao candomblé, e no decorrer deles todas as atletas muçulmanas puderam usar os trajes impostos por sua religião.
Aliás, a imposição de tais vestimentas é vista pelo COI não como opressão, mas como diversidade cultural. Toda diversidade é bem vista pelo COI. Menos Jesus. Jesus está proibido de participar dos Jogos Olímpicos.
A imprensa, por sua vez, resolveu implicar com os atletas brasileiros, militares e medalhistas, que prestaram continência no pódio. A grande maioria das medalhas conquistadas pelo Brasil veio de atletas militares, mas a imprensa não gosta deles.
A mídia brasileira só gosta do militarismo quando ele tem viés comunista. Nunca implicou, por exemplo, com as continências prestadas pelos bajuladores de Fidel Castro. A grande imprensa brasileira é asquerosa. Tão asquerosa quanto o COI. Os atletas brasileiros, esquecidos tanto pela iniciativa privada quanto pelo poder público, apegam-se à disciplina militar ou a Jesus para seguir em frente. Mas os inteligentinhos e os globalistas do COI não aprovam tais condutas. Eles querem um mundo novo, sem exércitos nacionais e sem cristianismo. Isto ficou claro na cerimônia de abertura, quando um grande punho esquerdo
cerrado foi erguido sobre o palco. O punho cerrado é o símbolo do comunismo internacional. O COI não tem nada contra. O que ele não aceita é Jesus. Os demais credos, religiosos ou políticos, estão liberados.

Urussanguense participa da Jornada Mundial da Juventude na Polônia

Fé e emoção tomaram conta de importantes momentos da vida da urussanguense Graziella Maestrelli, de 19 anos, no último mês. Entre os dias 26 e 31 de julho, a jovem acompanhou a Jornada Mundial da Juventude em Cracóvia, na Polônia.
Graziella integrou o grupo da Diocese de Criciúma e representou a Paróquia Nossa Senhora da Conceição, de Urussanga.
“Participo do Grupo de Oração Jovem Emanuel, da Paróquia, e em 2013 vi alguns jovens se organizando para ir à Jornada Mundial da Juventude, que aconteceu no Rio de Janeiro. Fiquei muito interessada, mas na época tinha menos de 18 anos. Depois que assisti à JMJ pela televisão, a minha vontade de participar só aumentou. E este ano pude realizar este sonho”, conta.
O grupo, capitaneado pelo padre Antônio Junior, da Diocese de Criciúma, foi acolhido pelas irmãs agostinianas durante os dias do evento. “Elas foram super queridas e faziam brincadeiras conosco. Riam muito quando tentávamos falar em polonês”, recorda.
O lema da XXXI Jornada referia-se a Misericórdia de Deus A chegada do Papa Francisco ocorreu no dia 27 de julho. “Ele se pronunciou na mesma janela que João Paulo II usava para conversar com os jovens quando estava na Polônia. Fomos às 14 horas garantir lugar, pois o local não comportaria muitas pessoas. Ficamos muito tempo esperando junto a outros brasileiros, enfrentamos sol, chuva, fome e cansaço. Mas, valeu a pena. Vimos de perto o Papa Francisco. Foi muito emocionante. Acho que não teve um dia da Jornada que não me emocionei. Era lindo ver aquela diversidade de jovens, de diferentes culturas, de outros países, mas com uma coisa só em comum: a fé”, comenta.
No dia 28, durante a Acolhida Oficial do Papa Francisco, no Parque Blonia, Graziella afirma que o silêncio de um milhão de jovens foi surpreendente. “Olhávamos para os lados, víamos os jovens com as bandeiras de seus países, cantando emocionados. Esperando para iniciar os eventos, conversávamos com jovens de outros países, como Iraque, EUA, Canadá e México. Também trocávamos presentinhos. Cada um dava uma lembrancinha que representava seu país ou sua cidade”, pontua.
Via-Sacra, vigília e missa foram outros momentos emocionantes durante a Jornada Mundial da Juventude. “Em cada estação da Via-Sacra era re etida uma obra de misericórdia através de encenações. O Papa nos fez refletir também aonde estava Deus em meio a tantas tragédias. O tema da JMJ nos fez pensar sobre viver a misericórdia em
nossas vidas. Saber que Deus sempre perdoa um coração arrependido e está de braços abertos para acolher cada um. E também ser misericordioso com o próximo, amá-lo, doar-se pelo outro, não ficar pensando apenas em nós mesmos. No final de semana, falaram que eram 2,5 milhões de jovens participando”, salienta.
Graziella conta que a JMJ despertou nela o desejo de fazer a diferença na sociedade. “Não há palavras para descrever o que vivi. Foi uma experiência incrível. Papa Francisco, em um de seus discursos, pediu que fôssemos jovens por inteiro, que não queiram viver a metade, mas para que estejamos prontos a gastar a vida no serviço gratuito aos mais pobres e vulneráveis, como Cristo fez. O Santo Padre também compartilhou que há muitos jovens que não sonham, não vivem mais. Ele nos pediu que fôssemos jovens sonhadores, jovens que façam a diferença, que não nos acomodamos em nossos sofás, mas que sejamos corajosos. É disso que a sociedade precisa. Essas palavras me tocaram muito. Outro pensamento do Papa que me marcou foi quando ele disse que Deus conta conosco por aquilo que nós somos, pela nossa essência, não pelo nosso exterior. Deus se importa conosco. A Jornada Mundial da Juventude terminou no dia 31 de julho. Mas, na verdade, como disse o Papa, ela só está iniciando. Sai de lá com desejo de fazer a diferença na sociedade, de sonhar alto, de me importar mais com os outros. Sai com o desejo de viver a misericórdia de Deus a cada dia. Voltei renovada. Só tenho agradecer a Deus, a paróquia, ao padre Jiovani, a cada pessoa que contribuiu para que eu pudesse viver essa experiência incrível. Já estou contando os dias para a próxima”, finaliza.

Relacionamento: perda da individualidade revela-se como escravidão sentimental

A definição do amor é uma constante busca da sociedade ao longo dos anos. Porém um questionamento é despertado nas pessoas: como definir o que é amar alguém se costumeiramente esquecemos o que é amar a nós mesmos?
No Dia do Psicólogo, celebrado nesta sexta-feira, dia 26, o profissional Alex Cambruzzi (CRP-12/10108) ressalta que não é muito incomum encontrar pessoas que só conheçam o amor pela via experimentada por meio de uma relação com alguém. E quando essa relação acaba (ou precisa acabar) é formada uma avalanche emocional.
Esta escravidão sentimental pode se revelar com o adiamento da decisão do término pelo medo de não saber viver sozinho. Para o profissional, as pessoas costumam confundir solidão com estar sozinho. “Você pode estar acompanhado por várias pessoas e mesmo assim ainda continuar se sentindo solitário, deslocado. Por não terem aprendido
como lidar consigo mesmas, algumas pessoas se submetem a relações tóxicas, onde pouco estão ganhando. É o medo de estar sozinho, confundindo-se com o medo de ser solitário”, explica.
Conforme o psicólogo, naturalmente, quando o indivíduo sai de uma relação sentimental duradoura (seja com amigos ou companheiros) irá oscilar entre momentos de sentir-se bem e outros em que questionará até que ponto está conseguindo seguir a vida nesta nova etapa. Um relacionamento disfuncional pode se apresentar em relações onde valores, individualidades e emoções não estão sendo acolhidos ou respeitados.
“A escravidão sentimental revela-se quando não conseguimos nos perceber fora deste sistema. Quando, mesmo sofrendo, achamos que aquela é a única forma de viver”, pontua o psicólogo. Ainda de acordo com Cambruzzi, já no início uma relação pode dar indícios de disfuncionalidade. Mas, algumas pessoas, por acreditarem que o tempo ajudará com as mudanças, continuam adiando a resolução dos problemas. “Nos primeiros sinais de dificuldades, as pessoas podem contar com o auxílio psicoterapêutico. Infelizmente na nossa cultura cuidamos de tudo antes de darmos a devida atenção a algo que possui imensa influência sobre nossos comportamentos e emoções: nossa mente”, salienta.
A escravidão sentimental revela-se quando a pessoa está tão dependente da outra que já não sabe o que é dela e o que é da outra. Ela perde a individualidade. “Gostar de fazer algumas coisas sozinho, sem o companheiro, não significa não gostar mais dele. Mesmo quando estamos juntos precisamos cuidar de nossas características que nos indicam o quanto somos únicos, o quanto possuímos necessidades e desejos que demonstram nossa individualidade. Há casais em que tudo precisa acontecer em conjunto: só podem sair juntos, se vão caminhar tem que ser juntos, reuniões de amigos somente em conjunto, entre outras situações. A partilha dos momentos de união é saudável, mas em excesso sufoca o casal e coloca o relacionamento em uma perspectiva de que só existe
vida quando ambos estão acompanhados”, comenta.
O psicólogo Alex Cambruzzi (CRP-12/10108) afirma que entre tantas coisas que precisam acontecer em um relacionamento, a que os indivíduos mais esquecem é a individualidade. Alguns gostos e preferências não devem ser atingidos com a presença do companheiro. “Óbvio que toda relação nos impõe abdicar de alguns comportamentos da vida de solteiros. Mas a não aceitação de que temos particularidades é uma violência contra a singularidade do que somos”, destaca.
Desta forma, para uma boa diminuição da escravidão sentimental, o casal precisa passar pela aceitação de que, em alguns momentos, eles não farão atividades juntos. “Por que aceitamos tão facilmente que no trabalho possamos estar separados, mas não em momentos de lazer? Se a preocupação for com traições, isso por si só já revela uma grande insegurança presente na relação e um ponto que precisará ser trabalhado em psicoterapia, tanto individual quanto em casal. Quem estiver incerto quanto a quais sentimentos são seus, jamais conseguirá viver com tranquilidade. Compreender o que é seu e o que é do outro é o primeiro passo para a aceitação no combate a escravidão sentimental. Em relacionamentos saudáveis, ambos estão dispostos a compreender as necessidades do outro e abertos às mudanças necessárias. Do contrário, está se exigindo que alguém seja um escravo sentimental”, frisa.

Apae promove ações na Semana da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla

A Escola Santa Rita de Cássia, APAE de Urussanga, realizou diversas atividades nos últimos dias durante a Semana Nacional da Pessoa com De ciência Intelectual e Múltipla. Com o tema “O futuro se faz com a conscientização das diferenças”, membros da diretoria, funcionários e alunos participaram de ações pela cidade.
Na tarde de segunda-feira, dia 22, funcionários e alunos da Apae de Urussanga promoveram caminhada e panfletagem na Praça Anita Garibaldi abordando a prevenção de de ciências. Ao longo da semana, membros da diretoria e profissionais da entidade participaram de programas de rádio.

Coopercocal lança projeto inovador nas escolas para combater desperdício de energia

Promover a sustentabilidade e o uso consciente de energia elétrica. É com esse propósito que a Coopercocal lançou, na noite de quarta-feira (24), o “Coopercocal nas Escolas. Um projeto inovador e educativo que irá atender 2,3 mil crianças das escolas de abrangência da Cooperativa levando o conceito de eficiência energética e o desenvolvimento sustentável, com o objetivo de combater o desperdício de energia elétrica e gerar a mudança no hábito de consumo. O evento reuniu centenas de pessoas na Sede Recreativa da Coopercocal, entre elas o presidente da Cooperativa Altair Lorival de Melo, o vice-presidente Antonio Costa representando os demais membros da diretoria, os coordenadores do projeto Hesmerenrik Giodani Nunes, Elisete Fritzen e Salete Francisco, além de autoridades, secretários da educação, diretores e professores de escolas de Cocal do Sul, Urussanga e Criciúma.
Durante o lançamento oficial, foi apresentado as etapas, a metodologia e as principais metas do projeto que será aplicado de forma lúdica. Uma equipe de colaboradores, juntamente com o Mascote Benjamim irá percorrer de setembro a outubro as escolas estaduais, municipais, particulares e creches existentes na área de atuação da Coopercocal, levando informação e entretenimento através da palestra “Conscientizando cidadão para o futuro” e teatro de fantoches com o tema “Economia de energia” para alunos com faixa etária de 04 a 11 anos de idade, juntamente com seus professores, familiares e a comunidade. Ao todo 19 escolas serão abrangidas atingindo até 2,3 mil alunos. Os estudantes receberão ainda lanche e kit educativo contendo pasta, revista, adesivos, lápis, caneta, régua, ente outros.
O projeto também engloba um concurso por meio de redação e desenho. O aluno vendedor ganhará um prêmio e dará oportunidade para a escola ser premiada com algo que vai de acordo com a necessidade da instituição, a ser estudado. Segundo o Presidente da Coopercocal, Altair de Melo o desenvolvimento humano está fortemente associado ao uso da energia.
“Esse ano nós procuramos inovar em nossas ações sociais. Estamos buscando conscientizar por meio de uma parceria entre crianças, escola, família e comunidade. Queremos plantar essa sementinha da economia para que de fato faça a diferença e para que não tenhamos o desprazer na estiagem de termos uma das bandeiras em vigor, tendo que mexer no bolso dos consumidores. Queremos economia nas empresas e nas residências. Contamos com o apoio de todos, principalmente das nossas crianças”, declarou.
A Diretora da Escola de Rio América, Márcia Possamai acompanhou o lançamento e ressalta que não tem como não participar de um projeto como este. “Esse é o caminho Presidente e vice da Coopercocal ao lado do Mascote do projeto para as coisas funcionarem, por meio da educação. São as nossas crianças que irão atingir os adultos. Com certeza, todos juntos conseguiremos uma diminuição nas faturas”, observou.
Para a Diretora da Escola de Rio Caeté, Rosalba Zucchinali o projeto é bastante interessante e conscientiza sobre o racionamento e como utilizar a energia de forma correta. “A ideia é incentivar e mostrar às crianças a importância desta economia, para que possam também conscientizar os pais e uma futura geração consciente e responsável. Parabéns à Coopercocal. Nós vamos fazer o possível para que esse projeto seja um sucesso em nossa escola”, relatou.

Escritor de Urussanga lança livros na Bienal Internacional em São Paulo

Após publicar sua primeira obra em 2014, denominada “Nove”, o escritor Mauro Felippe lança neste sábado, dia 27, mais dois livros durante a Bienal Internacional do Livro em São Paulo. No Pavilhão de Exposições Anhembi, no estande H082, o urussanguense irá apresentar as obras “Ócio” e “Espectros”.
Todos os livros do autor são totalmente ilustrados. A obra “Nove”, que possui poemas e citações, também será comercializada durante o evento. A expectativa é que a Bienal Internacional do Livro em São Paulo, que conta com a participação das principais editoras, livrarias e distribuidoras do país, receba 700 mil visitantes neste ano.
“Teria eu sonhado, um certo dia, o qual não me recordo. Mas, sonho que é sonho não se autoaniquila. Na maioria das vezes, o sonhar fica adormecido pelas circunstâncias da vida e outras prioridades do momento. Agora, a longa dormência virou ato; o ato acordou
que um dia teria sonhado. E vieram os rebentos. Tenho ainda muitos outros sonhos. Não vou parar de sonhar”, afirmou o escritor em sua rede social.

Feira do Livro oferece 10 mil opções em obras

A felicidade estampada nos rostos dos irmãos Yan, de 8 anos, e Luiza, de 1 ano e 5 meses, tinha um bom motivo. A mãe Ingrid Zanellato acabara de presenteá-los com mais exemplares adquiridos durante a Feira do Livro nesta semana, em Urussanga. Os novos livros infantis já despertavam a curiosidade dos irmãos logo na saída do evento. “Eu gosto da leitura e passo esse incentivo aos meus  lhos. E eles adoram. A Luiza desde pequena acompanha a leitura feita pelo Yan especialmente para ela. Procuro diversificar os livros com sons e alto relevo. Para nós, de Urussanga, a feira é muito importante, pois é uma oportunidade de encontrar livros que contemplem todos os gostos e tipos. A leitura é essencial para ajudar na formação das crianças e também na área gramatical. Gostaria que esta ação ocorresse mais vezes em nossa cidade”, conta a mãe Ingrid Zanellato.
Ingrid e os filhos prestigiaram a Feira do Livro que segue até a tarde deste sábado, dia 27, no Salão de Eventos do Cras ao lado do Ginásio Centenário do bairro Estação, das 9 às 21 horas nesta sexta-feira e das 9 às 17 horas no sábado. O evento conta com 10 mil livros para exposição e venda, bem como, varal literário e o cinas de arte. A população poderá encontrar livros infantis a partir de 1 real.
Na tarde desta sexta-feira, durante a Feira do Livro, técnicos do IPHAN irão explanar ao público sobre formas de conservar e restaurar espaços que integram o patrimônio histórico cultural da cidade. No sábado, dia de encerramento da feira, acontecerão aulas de zumba, exposição de obras de arte, encontro do Clube do Vinil e aula de Just Dance.
As ações integram a programação da 1ª Quinzena da Pluralidade Cultural, promovida pelo grupo “Amigos do Livro”, sobre coordenação de Maria Alice Julio Batista. Desde o dia 15 de agosto, instituições e artistas uniram-se para desenvolver atividades voltadas para a cultura e leitura. “O foco da Quinzena era justamente tornar visível o invisível e unir pessoas para fortalecer a cultura de Urussanga, despertando o amor à história, arte, leitura, informação, cultura e ao ser humano que a provoca, ensina e
expõe”, salienta Alice.

Grupo de Urussanga participa do campeonato nacional de tiro ao prato

O Clube de Caça e Tiro de Urussanga (CCTU) vem se destacando na modalidade de tiro ao alvo e tiro prático. No início do ano, o Clube retomou a modalidade de tiro ao prato com uma nova equipe de atiradores. Ela está participando do Campeonato Catarinense e do Campeonato da Liga Nacional de Tiro ao Prato (LNTP). A equipe é composta pelos atiradores Aci Zuchinali, Edmilson Martins, Tales Godinho, Claris Damiani, Julio Cechinel, Raul Savio, Janio Savio, Marcelo Satorno, Delton Baggio, Renan Martins e Waldir Campos.
No último final de semana, o Clube de Caça e Tiro de Urussanga (CCTU) participou da 6ª Etapa do Campeonato Catarinense e Liga Nacional de Tiro ao Prato (LNTP), em Concórdia. Na categoria Iniciantes, o primeiro e segundo lugar foram conquistados pela equipe de Urussanga com Edmilson Martins e Julio Cechinel. Já pela Liga Nacional, Aci Zuchinali ficou com o 1º lugar na categoria Paratleta e Julio Cechinel na 4ª colocação na Categoria D. O grupo conta com o apoio de Infinity System (Monitoramento Veicular), Supermercado São Pedro, Alumasa, Tornearia Lavina, Sera n Agromotores, Transportes Gilvanio e Storm Serviços com Mini-Máquinas/Terraplanagem.
As modalidades de tiro ao alvo, prático e ao prato distinguem-se pela forma como são praticadas. O tiro ao alvo é praticado em um stand onde o atirador tenta acertar o mais próximo possível o centro de um alvo estático. O tiro prático (IPSC) é praticado em movimento e com obstáculos. Nestas duas modalidades são utilizadas armas como pistola, revolver, carabina e mini-rifle. Já o tiro ao prato é praticado na pedana com cinco posições, onde uma máquina lança o prato (disco laranja) para frente e o atirador da vez precisa acertá-lo. Nesta modalidade são utilizadas espingardas calibre 12.

Baffone Edição 600

PRIMEIRO DEBATE I
O primeiro debate entre os candidatos a prefeito e vice-prefeito de Urussanga, promovido pela Rádio Marconi, na sexta-feira passada, teve momentos de temperatura elevada. Os participantes não se contentaram em apresentar suas propostas de governo e partiram para as provocações. Começou pelo prefeito Johnny, que largou esta indireta a um adversário: “tem gente que fala em criar empregos, mas abriu empresas pelo país todo e saiu corrido”. Depois, quando o mesmo Johnny reclamou de outro participante que usava caneta e papel durante o debate, recebeu algo como: “Caneta e papel foram feitos para serem usados e quem tem diploma sabe disso”. Foi uma deixa para o prefeito acusar os adversários de discriminação por não ter concluído curso superior. Nos próximos debates a temperatura deve subir ainda mais.

PRIMEIRO DEBATE II
Apesar dos momentos de provocação, o debate mostrou que Urussanga possui três candidatos em boas condições de governar o Município. Johnny Felippe falou com um pouco mais de conhecimento de causa porque já tem a experiência de um mandato, mas Gustavo Cancellier e Rodrigo Fontanella mostraram que a habilidade que possuem na administração de suas empresas pode ser de grande valor na condução da Prefeitura. Entre os vices, também há equilíbrio, mas o BaFFone impressionou-se com Décio Silva, que apesar de ser estreante em campanhas eleitorais falou com segurança e convicção.
CANDIDATURAS IMPUGNADAS
Três candidatos a vereador pelo PT de Urussanga sofreram pedidos de impugnação de suas candidaturas pelo Ministério Público. São eles Régis Quadros, Geraldo Antonio e Franciele Carara. A Coligação União para Todos também pediu a impugnação das candidaturas de Régis e Geraldo. O motivo das impugnações são basicamente os mesmos: desincompatibilização de cargos públicos fora do prazo estabelecido pela legislação eleitoral. Segundo o coordenador da campanha dos vereadores petistas, Luiz Henrique Martins, o partido já está se defendendo e segue otimista. Contudo, em seu lugar, o Baffone não  caria assim tão positivo, embora os três citados, na minha opinião, não mereçam ser impugnados pelas pessoas que são.
CONTAS PÚBLICAS
Na sessão da última terça-feira, o vereador Odivaldo Bonetti (PP) repercutiu nota divulgada pelo Baffone na semana passada, a qual informava que as contas no Município estão sendo fechadas com muita dificuldade. Segundo Bonetti, um ônibus escolar de 50 lugares está sem circular porque o Município não consegue pagar uma taxa e mil reais ao DETER. “O prefeito está com dificuldades de pagar. Tem casos que a prefeitura deve há mais de seis meses. A gente não vê solução e falta gestão do prefeito. Tem que honrar os pagamentos”, completou o vereador de oposição ao fazer uso da Tribuna.
CONTAS DO HOSPITAL
Se na Prefeitura Municipal a situação  nanceira é preocupante, no Hospital Nossa Senhora da Conceição ela é desesperadora. Segundo a diretora daquela unidade de saúde, Irmã Olinda Antônio Costa, a falta de recursos tem atrapalhado o andamento dos trabalhos. Ela informa que nos últimos meses dois médicos ortopedistas abandonaram o hospital por não estarem recebendo salários. O Baffone lamenta que, com tantos recursos conquistados para embelezar a cidade, o que é muito bom, tão pouco tenha sido destinado ao Hospital, o que é uma tragédia para a população, quem nem sequer com a maternidade do SUS pode mais contar.
CONTAS À APAE
Ao fazer uso da Tribuna na sessão legislativa desta semana, o vereador Omero De Bona aproveitou a Semana do Excepcional para reclamar que o Poder Executivo não está atendendo às necessidades da APAE. Segundo o parlamentar, o prefeito continua firmando convênio com a instituição, mas o mesmo está há tempos congelado, sem ser corrigido sequer pelos índices da inflação. “Nós tínhamos uma servente, a prefeitura tirou e não a substituiu”, disse. E completou: “E temos ainda problemas com a dentista, que deixou de atender a APAE. Temos que falar isso, pois a APAE é uma associação feita por pessoas que se doam, e que precisa da ajuda do poder público”, finalizou.
SUGESTÃO PARA A FUTURA CCO
Seria muito interessante se, durante a Festa do Vinho, fossem promovidas pesquisas de opinião entre os participantes. No ano passado, por exemplo, uma pesquisa foi realizada pela UNIBAVE durante a CocalFest, em Cocal do Sul, com custo baixíssimo e ótimos resultados. A ideia poderia ser aproveitada por aqui. Seria uma boa maneira de conhecer a verdadeira opinião do público sobre o formato do evento e elaborar meios de aperfeiçoá-los nas edições futuras. A final, o que vale mesmo é a opinião do povo que aproveita a Festa.

JOGOS OLÍMPICOS
O Ba one confessa que estava preocupado, mas acabou satisfeito com o resultado das Olimpíadas. Apesar de alguns problemas, no final tudo deu certo, e chegamos a experimentar momentos em que o orgulho de ser brasileiro reapareceu. As cerimônias de abertura e de encerramento foram bonitas, as provas foram emocionantes e nenhum contratempo mais grave atrapalhou o evento. Isso, porém, não reverte o superfaturamento das obras e a falta de compromisso com os prazos assumidos. Assim é o Brasil: lindo e esculhambado, festivo e descompromissado, cativante e corrompido.
POLÊMICA DA SEMANA
O Ba one se despede dos leitores, mas, para não perder o costume, deixa de presente uma polêmica. É o pensamento do filósofo e professor Luiz Felipe Pondé: “Logo criarão uma lei que proibirá as mulheres de serem bonitas em nome da autoestima das feias e proibirão os homens bem-sucedidos de terem carrões em defesa da dignidade do
ônibus ou do metrô. Duvida? Basta um mentiroso inventar que isso é necessário para um convívio democrático. Isso se chama a ditadura dos ofendidos”. Não se ofendam, caros leitores, e tenham todos um ótimo final de semana.

BAFFINHOS
 No debate da Rádio Marconi, o candidato petista a vice-prefeito Carlos Alberto Sorato disse que, se preciso, durante a campanha “vai até ao inferno”. Lembrou Dilma quando disse que “numa campanha a gente pode fazer o diabo”.
 Se em Criciúma, os eleitores podem escolher entre Cleiton e Clésio, em Urussanga temos uma dupla otorrina: Nariz e Narizinho.
 Marcelo Spilere (PMDB) desistiu de ser candidato a vereador. O clima entre ele e o partido esquentou quando um candidato de última hora ingressou na nominata de postulantes à Câmara. Em seu lugar entra Meri Mafra.
 Vereador Beto Cabeludo informa que a limpeza do Rio Caeté, no Bairro Estação, será realizada nos próximos dias. Isto é muito positivo, pois conseguiram a liberação da FATMA bem antes do verão, prevenindo assim as cheias.
 Ex-presidente da FAMCRI, a Fundação Ambiental de Criciúma, e mais cinco servidores tiveram seus bens bloqueados pela Justiça.
 Quase 4 mil estabelecimentos comerciais fecharam as portas em Santa Catarina no primeiro semestre de 2016.
 Um novo Conselho Municipal de Turismo foi formado esta semana em Urussanga. É composto por representantes da ACIU, da CDL, das associações culturais, hotéis, restaurantes, agências de viagem, produtores coloniais e artesanais da indústria vinícola e do Poder Público. Será que agora vai?
 Das redes sociais, o conselho de um munícipe a um candidato: “Candidato, ao invés de exigir o voto do eleitor, tente conquistá-lo”. Boa!
 Em breve, comitiva do Cirsures irá a Brasília falar com o Ministro da Saúde para verificar liberação dos recursos da nova área do aterro sanitário. Apenas 40% do recurso da Funasa foi repassado, sendo que a obra está 70% concluída.
 O psicólogo Alex Cambruzzi está comemorando um ano do seu quadro “Saúde Emocional” transmitido pela Rádio Marconi. Para comemorar, será realizada uma retrospectivas com as melhores dicas do profissional neste período. Sucesso e parabéns!
 O Baffone termina de escrever sua coluna sem saber ainda o resultado da votação do impeachment, mas tem a convicção de que o Brasil já está virando a página e não quer mais saber de Dilma Rousse . O pior já passou…

Padre Alessandro canta, encanta, ora e diz que quer voltar a Urussanga

O jeito sertanejo, brincalhão e descontraído de ser motivado pela força da fé e o amor ao sacerdócio encantou mais de 10 mil pessoas que lotaram o Parque Municipal para cantar e orar com o padre Alessandro Campos que fechou com chave de ouro a XVI Festa do Vinho, na tarde de domingo (14), em Urussanga. Receptivo e atencioso, o religioso recebeu no camarim o Jornal Vanguarda para uma entrevista exclusiva onde falou de fama, fé e igreja.
“Tudo tem a ver com aquilo que Deus quer para nós. Deus nos criou para sermos felizes. Então, o sucesso, a fama o poder, o dinheiro, tudo isso não pode estar acima do projeto que Deus quer para nós e que é a felicidade. O homem e a mulher mais ricos não são aqueles que possuem sucesso, poder ou dinheiro, mas aqueles que têm Deus, família, amigos e saúde. Se você tem tudo isso e Jesus Cristo, você tem tudo e muito mais. Como diz a Palavra: tudo posso Naquele que me fortalece”, declarou.
Padre Alessandro se propõe a levar o Evangelho às pessoas de maneira alegre e inovadora. Sobre o sucesso, ele é claro e feliz ao dizer que Deus também deseja que as pessoas sejam realizadas em suas vidas. “Deus quer o sucesso em sua vida. Ele quer a felicidade, o amor e a paz. Se a gente pode usá-lo para o bem, porque não usá-lo. Então hoje eu não uso a igreja, eu sou da igreja. Uso do sucesso não que a igreja me proporcione ou me proporcionou, mas que muitas vezes pessoas de fora nos proporciona para evangelizar e levar Jesus Cristo, e isso é o mais importante”, ressaltou.
O padre mais sertanejo do Brasil abriu o show com o clássico “O que é que eu sou sem Jesus?. Durante a apresentação, a música também se abriu para um forte momento de espiritualidade e re exão pela passagem do dia dos pais engajados com o melhor da canção raiz. O cantor recebeu ainda muitos presentes dos fãs e concedeu muitas bênçãos. “Eu quero voltar a Urussanga em 2017 para a Ritorno Alle Origini e também na próxima Festa do Vinho. A acústica do parque é sensacional, o local e o carinho das pessoas de Urussanga e região nos motiva e nos dá muita força. Deus abençoe a todos e obrigado pela acolhida”, finalizou.

PADRES PRESENTEIAM CANTOR COM LIVRO DA PARÓQUIA
Ainda no Camarim, o cantor religioso sertanejo recebeu os padres da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, Jiovani Manique Barreto e Daniel Zilli Da Rolt juntamente com as Irmãs Olinda, Tereza Ana, Marilena e Ligia. Durante o encontro, Padre Alessandro foi presenteado com o livro comemorativo “Uma história de Fé” e conversaram sobre a paróquia, o hospital e as ações sociais.
Os religiosos do município assistiram ao show no palco onde o Padre Sertanejo fez questão de apresentá-los e destacar a famosa sopa do Papa que foi servida pelo Hospital durante a festa. Ao final da apresentação, Padre Alessandro jantou com os religiosos e degustou a sopa.

DA HISTÓRIA
Criado no interior de São Paulo e fã incondicional da música raiz, o padre Alessandro Campos nasceu em 17 de fevereiro de 1982, em Guaratinguetá (SP), ingressou no seminário aos 13 anos e com apenas 23 ordenou-se padre – um dos mais jovens do Brasil.
O padre quando tinha sete anos, brincava de celebrar a missa com bolacha maisena e groselha. “Já tinha certeza que queria ser padre”, diz Alessandro Campos, mais conhecido como o “padre sertanejo”, apelido em referência ao visual (veste chapéu e bota), aos shows de música sertaneja que faz pelo Brasil e à própria história de vida.
Padre Alessandro pertence à Arquidiocese Militar (Ordinariado Militar do Brasil), organismo responsável em prestar assistência religiosa às Forças Armadas do País. O jovem padre foi ordenado na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende (RJ). Foi transferido para Brasília (DF), onde foi Vigário Paroquial na Catedral Militar – Rainha da Paz. Foi também vigário da Paróquia Militar Santo Expedido e São Miguel Arcanjo, capelão do Colégio Militar, vigário paroquial no “Oratório do Soldado”.
O padre já se apresentou para um público de 800 mil fiéis e, atualmente, viaja pelo Brasil celebrando missas ao som de música sertaneja de apelo religioso.

REDUÇÃO NO CONSUMO É REGISTRADA POR ENTIDADES E VINÍCOLAS

Apesar de ter atraído 100 mil pessoas nos cinco dias, a maioria das entidades e vinícolas registraram redução no consumo de alimentos e bebidas na 16ª Festa do Vinho.
Alguns números preliminares foram repassados ao Jornal Vanguarda. As quatro vinícolas de Urussanga, Trevisol, Mazon, Casa Del Nonno e De Noni, confirmaram uma diminuição entre 40% e 30% no consumo de vinhos em comparação a edição do evento em 2014.
“No consumo em geral senti uma redução de 30% nas vendas. O único dia em que verificamos constante movimento na Praça D’Italia foi no sábado. Infelizmente eu esperava mais em relação à comercialização, porém sei que a festa foi um sucesso de público. Todos os dias milhares de pessoas assistiram aos shows”, comenta o vinicultor Vandionei De Noni.
No mesmo local, a entidade Paraíso da Criança contabilizou redução significativa na venda de alimentos e bebidas. A comercialização do prato de petiscos típicos diminui 40%, sendo vendidas 838 unidades este ano, enquanto em 2014 foram 1.400 unidades. A famosa caipirinha de vinho também não foi tão comercializada quanto na última edição, com uma queda 63% nas vendas.
A entidade Clube dos Treze, que também atua na Praça D’Italia, comemora o aumento da comercialização de refeições. Em 2014, em torno de 2,4 mil pratos de comida típica foram vendidos. Nesta edição, a entidade mudou o serviço para buffet e atendeu 3,1 mil pessoas.
Próximo ao palco dos shows, a Apae de Urussanga preparou 3 toneladas de nhoque para a 16ª Festa do Vinho. Na edição de 2014, apenas 10% da produção não havia sido comercializada. Neste ano, a entidade contabilizou uma sobra de 25%.
Já o espaço Lions Clube garantiu acréscimo de mil unidades de caipirinhas de vinho tinto em comparação a festa de 2014. Entretanto, a entidade também registrou diminuição da comercialização do famoso prato pastin (x-polenta) e das porções de macarrão caseiro. Em 2014, o local vendeu 1.700 pastins e 1.100 massas. Já em 2016 os números reduziram para 1.400 e 950, respectivamente.
“Esta edição não atendeu as expectativas de venda. Deu público e movimento, recebemos muitas pessoas, mas pouco foi o consumo. Muitas pessoas falaram dos preços da entrada e por isso faziam lanches em outros lugares. Acredito que esta festa tenha esse resultado de consumo devido ao valor da entrada e o momento de crise  financeira do país. É algo a se repensar. Os shows foram maravilhosos, mas penso que um pouco de excesso para o momento em que vivemos”, destaca o presidente do Lions Clube, Jair Furlan.

16ª Festa do Vinho atinge expectativa de público

O clima de festa e alegria invadiu as ruas de Urussanga e do Parque Municipal entre os dias 10 e 14 de agosto. O município vivenciou na última semana a 16ª edição da Festa do Vinho. Conforme a Comissão Central Organizadora (CCO) do evento, devido ao bom tempo e à grande variedade de atrações, cerca de 100 mil pessoas passaram pelo Parque Municipal durante os cinco dias.
“Atingimos marcas expressivas de público. Cerca de 10 mil foram na quarta-feira, 15 mil na quinta e 22 mil pessoas assistiram a Ivete na sexta-feira. Já no sábado, contabilizamos em torno de 28 mil pessoas durante todo o dia, e domingo aproximadamente 25 mil. Todos os artistas  caram encantados com a estrutura do Parque
Municipal, o formato de show. A produção da Ivete, que toca no Brasil inteiro, falou que nunca viu um local como este que une natureza e uma estrutura de apresentação que não é arena”, conta o presidente da CCO, Ricardo Nowasck.
Segundo o vice-presidente da comissão, Rangel Quaglioto, a intenção da CCO foi elevar o nome de Urussanga. “Idealizamos e conseguimos mostrar a cidade estadualmente e fazê-la como um dos grandes eventos catarinenses. Este objetivo foi atingido, pois pessoas de outras cidades vieram pelos artistas e consequentemente se encantaram pela estrutura diferenciada, gastronomia e vinhos. O que as cativa para voltarem ao município em outras épocas. Tudo que é novo é mais difícil. Nesta edição  fizemos inovações. Mas precisamos ainda evoluir”, salienta.
Para o presidente da CCO, o sucesso de público desta edição é fruto da organização e trabalho em equipe. “Nos últimos seis meses, mais de 30 pessoas da CCO se dedicaram
a realização deste evento. Por meio desta união obtivemos sucesso. Sempre buscamos o dever de fazer uma festa sem prejuízo para a Prefeitura. Agradecemos todos que prestigiaram mais essa edição e a dedicação de todos os integrantes da CCO”, finaliza.
VISITANTES APROVAM GASTRONOMIA E VINHOS
A jovem Cristiane Arndt, de Ituporanga (SC), prestigiou a festa pela primeira vez junto com o marido e um casal de amigos. O grupo veio a Urussanga a procura do vinho. “Gostamos de conhecer novas cidades e eventos. Como gostamos de vinho, pesquisamos um dia na internet e descobrimos essa festa. Neste período nos preparamos para vir. Chegamos sábado e permanecemos numa pousada na cidade. Curtimos o evento apenas nesta noite. Foi muito bom. As pessoas de Urussanga são receptivas e calorosas. A gastronomia italiana nos encanta e a pizza na Praça D’Italia estava muito boa. Os vinhos nós também provamos e aprovamos. Pretendemos voltar na próxima edição”, afirmou a visitante. Salete Medeiros, de Criciúma, aproveitou o sábado durante o dia junto com marido e  lhos. “A comida estava uma delícia e o dia também estava muito bom para curtir o evento”, ressaltou.

A FESTA DA CIDADE

Em 1984, quando foi realizada a primeira Festa do Vinho, eu começava a ter consciência de mim e do mundo. Isto significa que eu, minha geração e as que vieram depois não conhecem Urussanga sem a Festa. Ela já é uma instituição do município, um importante elo comunitário, motivo de orgulho e identificação entre os munícipes. Começou a ser idealizada logo após as comemorações do Centenário justamente para fortalecer e evidenciar as singularidades dos colonizadores e de seus descendentes.
A XVI Festa do Vinho escreveu mais um capítulo dessa história, e manteve viva a comunidade. A cada dois anos, pessoas vêm de fora e se encantam, saem falando bem e nós ficamos satisfeitos e envaidecidos dessas recompensas. Mostramos ser capazes de organizar grandes eventos, temos um lugar bonito onde receber os visitantes e os recebemos de forma bem acolhedora. Boa parte do sentimento da cidadania urussanguense está envolvida com a estima e a união em torno da Festa do Vinho. Será que falo bobagem?
Acredito na força das comunidades locais e, sobretudo, na força das comunidades consolidadas pelo tempo. Urussanga tem apenas 136 anos, mas já está consolidada. A Festa do Vinho contribuiu para isso. Está para a cidade assim como o Carnaval está para o país. As duas festas são eventos que nos identificam como urussanguenses e brasileiros, noções importantes de pertencimento. Por isso a “Pátria Grande” dos bolivarianos é um golpe. Pelas mesmas razões, meu país não é apenas o Sul. São as tradições, tão amaldiçoadas hoje em dia.
A Festa do Vinho, como a comunidade e as pessoas, foi sofrendo transformações ao longo do tempo. Por exemplo: uma vez eu a aproveitava como um ébrio, atualmente como um glutão. A edição deste ano representou a soma das que a antecederam. Foi o resultado de tentativas, erros e acertos.
Não foi a “Festa das Festas”, não foi a melhor de todas, foi apenas mais uma edição. Bonita, marcante, bem organizada, porém não mais significativa que nenhuma outra. Foi fruto de acordos e entendimentos costurados durante mais de 100 anos pelo povo urussanguense.

A união que faz a festa

O barulho da coqueteleira chacoalhada por Darcionei Baesso, de 49 anos, já anunciava o que estava por vir: mais uma caipirinha de vinho tinto feita pela equipe da entidade Paraíso da Criança iria ser consumida durante a 16ª Festa do Vinho. A nova estrutura do espaço junto com a agilidade dos voluntários faziam com que a preparação de centenas de copos da bebida, petiscos e pizzas levassem poucos minutos para estar nas mãos do
consumidor.
Para melhor atender o público, voluntários do Paraíso da Criança construíram, nos últimos três meses, um novo espaço físico de 190 metros quadrados, integrando serviço
de bar e cozinha. O local ainda contempla estoque, vestuário e banheiros para as equipes de trabalho. A área, com valor estimado em R$ 200 mil, é fruto da doação de alguns materiais para a construção feita por pessoas e empresas, bem como, da dedicação voluntária de seis pedreiros e 15 serventes que atuaram na obra durante três meses.
Baesso foi um dos integrantes desta equipe. “Eu trabalhava oito horas no meu serviço e depois chegava aqui à noite para ser servente na obra. Meu pai estava hospitalizado, minha esposa e outras mulheres faziam nossas refeições e comparecíamos até nos sábados e domingos. Estou no voluntariado há quase 30 anos, sendo 12 anos pelo Paraíso da Criança. Tenho prazer pelo que faço. É dedicação e amor ao próximo. Contribuímos como seres humanos, nos doamos, fazemos amigos e nunca estamos sozinho”, afirmou.
O valor arrecadado durante a 16ª Festa do Vinho auxiliaria no pagamento das despesas com a obra e no próximo projeto da entidade, porém o consumo de bebidas e alimentos não atingiu os números da entidade Paraíso da Criança em comparação a última edição do evento. “Mesmo com doações como a polenta feita pelo grupo ‘Amici della Polenta’ e o
trabalho de voluntários, acreditamos que não iremos angariar como na outra festa. Os números de consumo foram abaixo do esperado. Agora o projeto de criar o Centro de Convivência para Idosos ficará em segundo plano”, disse.
A filantropia esteve por trás de diversos pratos apreciados pelo público. Dos 15 pontos gastronômicos que participaram desta edição da festa no Parque Municipal, 12 foram coordenados por entidades.
A mobilização do voluntariado buscou arrecadar valores para serem revertidos em ações sociais e culturais.
DEDICAÇÃO NOS CINCO DIAS
O cansaço físico não venceu a força de vontade de ajudar da jovem Carina Mazzucco, de 36 anos, durante a 16ª Festa do Vinho. Para conseguir atuar como voluntária na Associação Friulani nos cinco dias do evento, Carina mudou sua rotina e aliou trabalho e voluntariado. “Ano passado trabalhei na festa Ritorno os três dias. Esta foi minha primeira vez numa Festa do Vinho. O cansaço foi maior. Trabalhei manhã e tarde no meu emprego e emendei noites e madrugadas. Mas foi gratificante poder receber e interagir com os visitantes. Pretendo atuar novamente na próxima”, comentou.

ESPERANÇA DE PARTICIPAÇÃO DA NOVA GERAÇÃO
Músicas italianas contemporâneas, hambúrgueres e a motivação de jovens foram elementos que atraíram centenas de pessoas para o espaço da entidade cultural Associação Bellunesi.
Em parceria com o estabelecimento Stone Pub, a associação decidiu oferecer pela primeira vez aos visitantes uma experiência diferente.
De forma singela, a cultura italiana foi apresentada por meio de simples gestos como elaborar um bilhete de compra bilíngue, com palavras em italiano e português, exposição de materiais culturais, falar a senha de entrega em italiano, entre outras ações. Com uma equipe de apenas 13 pessoas, a entidade comercializou centenas de hambúrgueres, sendo o tipo italiano o mais pedido.
A participação de jovens no voluntariado é um modo de dar sequência ao trabalho desenvolvimento pelas entidades até os dias atuais.
“A renovação da diretoria da Bellunesi teve o intuito de chamar os jovens para atuar numa associação cultural. Acreditamos que nós trabalhando na festa incentivaríamos outros jovens a atuar e mostrar que temos vontade de estar no voluntariado. Nosso objetivo principal não foi o financeiro. Porém com o recurso que arrecadamos vamos promover melhorias na sede do Parque e uma atividade cultural no final deste ano”, conta o presidente da Bellunesi de Urussanga, Fernando Fontanella.

Polícia Militar ajuda a garantir a segurança da 16ª Festa do Vinho

A Polícia Militar reforçou o policiamento nas proximidades e dentro do Parque Municipal Ado Cassetari Vieira durante a 16ª edição da Festa do Vinho, entre os dias 10 e 14 de agosto. Para garantir a segurança e tranquilidade do evento, a 2ª Companhia da Guarnição Especial de Içara (Geic) contou com o apoio de policiais do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) e da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam) da Geic, e do canil e cavalaria do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM), de Criciúma. Cerca
de 26 policiais atuaram todas as noites da festa.
Segundo o comandante da 2ª Companhia da Geic, 1º tenente Daniel Comerlatto, a PM não teve registros de furtos, acidentes de trânsito e nem de agressão física. “Foi uma atuação bem tranquila. Agradecemos a colaboração e apoio de todos os policiais militares que trabalharam na festa, e que mais uma vez contribuíram para o sucesso da segurança
do evento em Urussanga”, frisou.

Da Satc para a Alemanha: urussanguense volta a atuar na área

A vida do urussanguense Gustavo Bett Nagel, 27 anos, está a milhares de quilômetros de Santa Catarina. Mas uma pontinha de seu coração ainda mora na Satc. Foi o local que ele fez o técnico em Eletrônica, o curso que serviu para abrir portas e impulsionar um sonho. No mês passado, Gustavo recebeu o certificado que valida seu curso técnico e que permite que ele trabalhe com correntes elétricas. “Precisei ampliar mais a quantidade de horas de estágio, porque eles exigem isso aqui, mas no mês passado chegou o diploma e hoje tenho permissão para trabalhar, o que não é fácil de conquistar”, comemora.
A certificação foi emitida pelo Instituto IHK, responsável pelo controle dos profissionais. O apoio para conseguir o diploma veio da própria empresa em que Gustavo trabalha atualmente, que aluga equipamentos para gravações de filmes e comerciais de TV.
“A empresa gostou do meu trabalho e incentivou. Acredito que viram em mim um diferencial, acredito que um perfil de aluno Satc”, afirma. Morando atualmente em Frankfurt, o urussanguense já tem sua família formada. Casado com Bernadette é pai da pequena Luise, de 1 ano e 8 meses. A mãe e uma irmã moram na Itália e ele visita com frequência. Mas o coração também está em Urussanga, onde mantém familiares e amigos, e também na Satc.
“Saudades… essa é uma palavra que não tem significado em nenhuma outra língua e só nós, brasileiros, sabemos o que é. Saudades dos pastéis da cantina, da grande Albertina e quando nada dava certo ela falava ‘vai dar tudo certo!’ Saudades dos meus professores do técnico e do médio, tenho todos em memória. Saudade da comida que era servida lá no prédio antigo onde é o educacional!”.
Gustavo se formou em 2008 em Eletrônica. Em seguida, foi para o estágio na WEG, em Jaraguá do Sul. A ida para a Alemanha foi por acaso. Como tinha primas que moravam lá, ele optou por tentar a sorte. Chegou em novembro, durante o frio e a neve, e sem saber falar nada em alemão.
Hoje, Gustavo trabalha em reprodução de filmes na aérea da iluminação para a TV, cinema e propaganda, reproduzindo comerciais, como por exemplo da empresa aérea Lufthansa.