Programa Vizinho Solidário se consolida em dois bairros de Urussanga

A comunidade do Bom Jesus foi a primeira a participar do Programa Vizinho Solidário. Em agosto de 2015, quase 100% das residências receberam placas indicativas do Programa. No início do ano, o bairro Ademir Jácomo Bez Batti foi o segundo local a ser implantado o Programa, onde também já possui uma boa adesão.
O Presidente dos Moradores do bairro Bom Jesus, Pedro Machado, já precisou da colaboração de vizinhos. “Fui viajar por quatro dias e sabia que poderia ir mais tranquilo por ter pessoas olhando minha casa”, afirma. Ele conta que uma residência de uma pessoa que está no exterior já foi alvo de um possível furto. “Quando tentaram furtar na casa da minha vizinha, outra pessoa iluminou com a lanterna e o criminoso fugiu sem levar nada. Além de que a Polícia foi acionada rapidamente”, relata.
Machado foi uma das pessoas em que buscou implantar o Programa. “Hoje eu noto muita diferença. Toda a comunidade passou a se conhecer melhor e com isso colaborar mais uns com os outros”, observa.
Outro caso que aconteceu na comunidade foi da Escola Infantil. “A Escola já ficou com o portão aberto e me ligaram para avisar, pois, poderia ser tentativa de furto. Isso mostra que os vizinhos estão atentos. É um programa que beneficia a todos”, afirma a Diretora da Escola, Ana Elisa Fontanela.
O bairro Ademir Jácomo Bez Batti, onde o Programa segue com as instalações das placas, também já mostra resultados. “Foi criado um grupo no Whatsap para todos os vizinhos se comunicarem. Neste ano, já aconteceu de meus vizinhos me avisarem que havia suspeitos perto da minha casa e eles também acionaram a Polícia para verificar”, explica a Auxiliar Administrativa, Maria de Lurdes Cancellier.
O Tenente Daniel Comerlatto, comenta que o Programa visa à interação entre os vizinhos para que se preocupem com as residências próximas. “O Vizinho Solidário ajuda a inibir possíveis crimes na comunidade que participa. É um programa que não possui custos e só vem para beneficiar ainda mais a favor da segurança de todos”, afirma.

COMO FUNCIONA O PROGRAMA

O Projeto Vizinho Solidário visa fazer com que os vizinhos se comuniquem quando vier a acontecer algum caso suspeito na casa do outro. Segundo o Presidente do Conseg, Rubens da Silva, este projeto é simples e não possui gastos, pois não é necessário usar equipamentos especiais. “Basta o uso do telefone entre as famílias e saber quando o outro vai viajar ou passar um período fora de casa. Um sabendo da rotina do outro ajudará quando algo incomum acontecer e, assim, entrar em contato com o próprio vizinho ou com a Polícia Militar”, explica Silva. A comunidade que tiver interesse em implantar o Programa, pode ligar para o 190 e marcar uma reunião.

Zelma Mariot Hilbert recebe prêmio internacional da Bellunesi

O momento mais marcante, além da inauguração do monumento do carvão, em comemoração aos 50 anos da Associazione Bellunesi Nel Mondo em Urussanga, foi a homenagem concedida à ex-professora Zelma Mariot Hilbert. Zelma foi reconhecida com o prêmio internacional “Bellunesi che hanno onorato la Provincia in Italia e nel mondo”, pelo trabalho realizado na categoria social e cultural. A cerimônia foi realizada na noite de sábado, 21, na Câmara de Vereadores com a presença da comitiva italiana liderada pelo presidente Oscar De Bona, lideranças, associações, autoridades e familiares.
A merecida homenagem foi marcada por grande emoção e apreço. “Minha trajetória profissional sempre foi voltada à educação que, após encerrada, voltou-se para as demandas na área cultural e social. Devemos fazer o bem sem olhar a quem. Esse reconhecimento que as comunidades italiana e brasileira atribuem à minha pessoa, é o coroamento da minha história. Sinto-me extremamente agradecida aos que me rodeiam por terem me proporcionado este momento, afinal sozinhos não somos ninguém. Agradeço o reconhecimento a mim conferido e sinto-me orgulhosa com a honraria recebida”, destacou Zelma.
Para Oscar De Bona este presente também representa a forte ligação e o Gemellaggio de Urussanga com Longarone, que abriu possibilidade para outros pactos de amizade. “A linda mensagem de Zelma enviada por vídeo na Itália no ano passado emocionou a plateia. Os jovens devem continuar este trabalho porque os valores culturais permanecem aqui. Zelma é um exemplo para os jovens. Ela representa coragem e seu extenso currículo a garantiu este prêmio. Urussanga possui três pessoas com este prêmio e deve ter orgulho e satisfação por isso. Finalizo agradecendo pela calorosa acolhida que o Brasil e Urussanga sempre nos oferece”, ressaltou o presidente da Associazione Bellunesi Nel Mondo.
Em Urussanga, o mesmo prêmio internacional concedido à Zelma foi recebido pelos empresários, Hedi Damian e Olvacir Fontana e o ex-prefeito, Ruberval Francisco Pilotto.
Durante a cerimônia, a Associazione Bellunesi Nel Mondo di Urussanga também recebeu o Gagliardetto dos 50 anos da entidade entregue ao presidente da Associação Bellunesi em Urussanga, Fernando Luigi Fontanella. “Agradecemos este presente reforçando o objetivo da entidade, que é preservar, resgatar e difundir a cultura. Nós preocupamos em promover e participar de eventos. A tarefa da nova diretoria, composta por jovens, é manter o legado das pessoas que nos antecederam na Bellunesi, bem como dar continuidade à originalidade de manifestações culturais”, concluiu Fontanella.
No final da cerimônia, a comitiva juntamente com convidados foram recepcionados para um jantar de confraternização no restaurante San Genaro aliado a muita música e à gastronomia brasileira e italiana.

Monumento resgata história do carvão

Uma imponente estrutura, que poderia ter se tornado num atrativo turístico singular na região Sul de Santa Catarina, transformou-se em um grandioso monumento que registra a história de Urussanga. Na noite de sábado, dia 21, as associações locais Bellunesi, Rotary Club e Trevisani apresentaram a uma comitiva italiana e aos cidadãos urussanguenses um novo ponto turístico da cidade, localizado nas dependências do Posto Urussanga, no trevo de acesso secundário a Urussanga.
Denominado “Caçambas do Carvão”, o monumento expõe duas peças que integraram o transporte aéreo do minério da comunidade de Santana ao bairro Estação, entre 1956 e 1977. A estrutura suspensa em cabos de aço foi construída pela empresa Minerasil em 1952 e desmontada no início da década de 80. Cerca de 140 ‘vagonetas’ foram implantadas para percorrer os oito quilômetros de extensão do transporte.
As duas caçambas que compõem o monumento foram encontradas e recuperadas por José Maccari (in memoriam), mais conhecido como Bepe, e preservada pelas associações culturais. O arquiteto Fernando Luigi Fontanella e presidente da Associazione Bellunesi di Urussanga projetou uma cópia fiel da torre utilizada nas décadas passadas para manter a estrutura.
A placa de inauguração foi descerrada pela esposa de José, Erna Maestrelli Maccari, seu filho Sérgio e seu neto Sérgio Junior, junto com o vice-prefeito de Urussanga, Luiz Henrique Martins, o presidente da Associazione Bellunesi Nel Mondo, Oscar De Bona, o presidente da Bellunesi di Urussanga, Fernando Fontanella, e o vereador Omero De Bona, representando os trabalhadores do setor de extração de carvão.
“Resgatar a lembrança desta estrutura que marcou a memória de todos que acompanharam o seu funcionamento remete a lembranças pessoais, como do meu pai, em Rio Carvão, observando as caçambas e sussurrando frases como “L’è bel vardar quel vagonete su e do” e “Una che va e nantra che vien”. Foi emocionante a homenagem ao meu saudoso esposo “Bepe” Maccari, que realizou o resgate e o restauro das caçambas, motivado pelo carinho que possuía pelas mesmas, de quando trabalhava na manutenção desta histórica estrutura, e, em nome dele, faço o agradecimento”, disse Erna.
“Este é um momento especial de união de associações para resgatar uma paisagem que fez parte da história da nossa cidade. É algo que não foi visto pela minha geração, mas merece reconhecimento”, frisou Fontanella.
A frente da comitiva italiana, Oscar De Bona, presidente da Associazione Bellunesi Nel Mondo, rescitou uma poesia sobre amizade e destacou o monumento como uma ação envolvendo amor e amizade. Para o vice-prefeito de Urussanga, Luiz Henrique Martins, a iniciativa é motivo de orgulho para a administração municipal e os urussanguenses. “Este monumento torna-se um símbolo da extração do carvão que tanto contribuiu para o desenvolvimento da região”, finalizou.

Urussanga: uma cidade com potencial turístico

Com mais de 20 mil habitantes, Urussanga possui uma riqueza histórica e cultural por toda sua expansão territorial. Casarões, vinícolas, museus, monumentos, praças e tantos outros pontos turísticos compõem a cidade que foi o berço da imigração italiana na região Sul e que concentra um passado de 138 anos de luta, conquistas e avanços registrados em cada canto e memória da sua gente.
Ao perguntar para as pessoas que residem em Urussanga sobre os principais pontos turísticos ou aquele que elas mais apreciam, as respostas parecem sempre afunilar para a igreja matriz, Praça Anita Garibaldi, alguma vinícola e por ai afora. Uma enquete realizada pelo Jornal Vanguarda mostrou que os urussanguenses conhecem principalmente a área central da cidade, sendo o interior pouco valorizado.
Para quem desconhece, a cidade concentra mais de 40 pontos de visitação, é o município que possui o maior número de casas tombadas pelo patrimônio histórico, além de ser rico em gastronomia e realização de eventos.
A ex-professora de dança folclórica, Neide de Pelegrin, comenta que Urussanga era referência para outras cidades. “As associações tinham forte atuação na cidade. Emprestávamos as vestimentas e decorações. Não sei o que poderia ser feito para resgatarmos isto. Acredito que falta mais amor pela tradição italiana e por Urussanga”, comenta.
Conforme o Presidente da ProGoethe, Renato Damian, a cultura italiana é evidente na cidade e há diversas opções para conhecer, mas o próprio urussanguense tem que saber valorizar e “vender” a cidade para os turistas. “Temos que lembrar que quando um turista nos visita, ele irá consumir em diversos locais, como nos restaurantes, hotéis, comércio e vinícolas, por exemplo. Quando isto acontece, toda a economia é movimentada”, afirma.
Outro ponto abordado por Damian é que o turismo deve ser trabalhado todos os dias. “O turista quer ser encantado com toda história de uma cidade e isto deve ser apresentado a ele. Urussanga está próxima a Serra e ao litoral, temos uma ótima localização, todos passam por aqui”, observa.
A proprietária da Pousada Mazon, Patrícia Mazon, acredita que os urussanguenses devem privilegiar mais a identidade cultural do município. “Durante as Festas do Vinho e Ritorno Alle Origini é preciso destacar a nossa cultura. Além disso, precisamos de uma gestão no turismo, falta união entre os poderes públicos e privados. Falta ainda definirmos melhor as formas de atendimento, com dias e horários e deixar o turista bem informado, pois a maioria viaja nos finais de semana”, destaca.

De volta ao Brasil para investir na terra natal

A crise econômica que afetou o Brasil no início da década de 90, com inflação e desvalorização forte da moeda, não criava expectativas de futuro a centenas de jovens urussanguenses. Na época, a dupla cidadania concedida aos descentes de italianos mostrou um novo horizonte de oportunidades.
Silvia De Agostin era uma das jovens sonhadoras daquele período que foi atraída pela vantagem cambial das moedas europeias. Em busca de novos aprendizados e de uma consolidação financeira, Silvia abandonou a faculdade logo na primeira fase e partiu rumo à Itália em 1992.
“Trabalhei como garçonete. Aprendia muito sobre a cultura, culinária, comércio e o dia a dia dos italianos. É uma experiência inexplicável conhecer e viver em outro país. Durante muito tempo a ideia de voltar ao Brasil não existia. Eu era jovem e cheia de sonhos. Anos mais tarde vi como oportunidade empreender montando uma agência prestadora de serviço. Criei uma empresa de limpeza que atendia prédios e condomínios. Somei uma boa renda mensal e conquistei a casa própria. Trabalhei muito e também me apropriei de muito conhecimento”, conta.
No período de férias, Silvia visitava a família em viagens ao Brasil e também matava a saudade de parentes e amigos que iam ao seu encontro na Itália. No tempo em que esteve no exterior, a urussanguense casou e constituiu família com a chegada de Gaia, hoje com 13 anos.
“Com o tempo minha filha foi crescendo e fomos sentindo falta da família por perto. Vir de férias para o Brasil era sempre uma grande alegria, mas retornar se tornava cada vez mais triste. Quando a Itália também enfrentava um momento econômico delicado e o Brasil estava crescendo economicamente e fortalecendo sua moeda, começamos a criar expectativas de retorno”, relata.
Em determinado momento, Silvia constatou que o conhecimento adquirido na Itália durante 20 anos poderia resultar na abertura de um novo negócio em terras brasileiras. Junto com a irmã Silvana De Agostin, Silvia decidiu apostar em um empreendimento que conservasse a tradição italiana.
Em 2014, as irmãs acreditaram em um projeto que iria resgatar e enaltecer a culinária local e inauguraram a Nonna Mia Caffetteria, especializada em bolos caseiros, localizada em frente à rodoviária. O espaço oferece cerca de 20 opções, sendo que três bolos são elaborados a partir de receitas italianas.
“Depois de 30 anos de trabalho, com a minha aposentadoria e junto com a experiência da Silvia, resolvemos investir em Urussanga por acreditar em nosso projeto. A opção neste ramo foi decidida por termos crescido bem próximas a mãe Elza, que adorava fazer bolos caseiros”, pontua Silvana.
Silvia conta que a intenção é manter a qualidade dos produtos mesmo que eles sejam feitos a partir de simples receitas. “Os nossos produtos são heranças de nossa família, desde as nossas ‘nonnas’, e foram aperfeiçoados com os conhecimentos que adquiri no exterior. A vivência destes vinte anos me permitiu observar a preocupação que o italiano tem com a qualidade do produto, o bom atendimento e a constante higienização de tudo. Umas das riquezas da Itália é sua boa culinária”, recorda.
Para a irmã Silvana, é gratificante contribuir com o crescimento da cidade. “Pensamos e acreditamos que nossa cidade tem muitas oportunidades para investimentos. Urussanga possui uma bela história, de gente empreendedora e cada lugar inspira boas ideias. Apesar do período que o país está passando, estamos colhendo bons frutos. Já temos clientes fieis de toda região devido a nossa localização, próxima a rodovia. Isso nos dá perseverança e satisfação para continuar investindo e contribuindo com o desenvolvimento do município onde vivemos. Nossas expectativas são mais altas e pretendemos alcançá-las. Em breve almejamos ampliar nosso negócio. É uma grande satisfação ajudar nossa cidade, gerar emprego e mostrar um pequeno legado da cultura italiana para a região”, finaliza.

Fatos e fotos consolidam o amor pela história

Jornalista: Eliana Maccari

Os detalhes escondidos por trás de um fato atraem os olhares e a atenção de um raro cidadão urussanguense. A fascinação pelo conhecimento histórico o leva a registrar e captar um momento que hoje parece singelo e despretensioso, mas que no futuro pode se transformar em um grande marco em nossas vidas.
Os cabelos brancos e os inteligentes trocadilhos, características que descrevem o engenheiro agrônomo Sérgio Maestrelli, não revelam exatamente a importância da sua participação no cotidiano de Urussanga. Os fios grisalhos ocultam uma mente ativa, ágil e efervescente, que carrega consigo paisagens, feições, frases, fatos, canções, acontecimentos e ricos detalhes do passado e presente da cidade. As palavras proferidas para a formação de seus trocadilhos transmitem mensagens e resguardam algo que transcende a nossa noção sobre determinado episódio.
Seus olhos azuis brilham e o sorriso no seu rosto é despertado quando se menciona qualquer evento ou pessoa relacionada à história. Sérgio Maestrelli é retentor e detentor de um expressivo acervo compostos por documentos, fotografias e depoimentos que ele mesmo transformou em arquivo para alimentar a sua paixão.
O apreço e amor pela história surgiram a partir de dois fatos marcantes em sua infância: o livro sobre Pompeia e um cruzeiro novo. “Eu vivia na biblioteca do Paraíso da Criança com todos aqueles livros protegidos com capas azuis. A paixão pela cor azul vem de lá. Li toda a coleção dos Grandes Romances do Cristianismo. Cada aluno precisava ler um livro por mês e contar a obra lida para seus colegas. Relatei ‘Últimos Dias de Pompeia’ e o Padre Agenor frisou que nós só estávamos sabendo daquela história porque alguém havia registrado. Ele ressaltou que era muito importante saber o que os antigos fizeram. Neste debate, perguntei ao padre quem havia construído a nossa sala, o Paraíso da Criança. Logo ele nos deu a tarefa de descobrir este fato e pediu que conversássemos com Ida Bez Batti, Olinda Bettiol, Moacir Damiani, Adão Bettiol, para averiguar os fatos. Missão cumprida e apresentada, ganhei do padre um cruzeiro novo e eu comprei um picolé redondo no Bar do Caroço em 1967. Anos depois me arrependi por não ter guardado aquele dinheiro. Assim começou minha ligação com a história”, lembra.
Maestrelli se desligou um pouco de Urussanga ao estudar no Rio Grande do Sul na década de 70. Apesar da distância, ele manteve e sempre cultivou a amizade com Padre Agenor Neves Marques, que chegou a mostrar seus rascunhos das pesquisas sobre o centenário da cidade. A cada descoberta, a curiosidade e o interesse aumentavam.
Do amigo também ganhou uma máquina fotográfica, raridade para a época. O filme de doze poses preto e branco captou edificações como a Casa Paroquial e a vinícola Caruso Mac Donald. Fotos ainda guardadas por Maestrelli e que o ajudaram a desvendar um mistério sobre o nome da empresa que aparecia com a letra “J” na fachada. “Pesquisei até descobrir que o Caruso alterou seu nome italiano de Giuseppe para o brasileiro, tornando-se José. É assim que se faz a história. O registro visual também é uma forma de capturar fatos. A fotografia precisa responder indagações como quem, o que, onde, quando e porque, senão com o passar dos anos ela perderá seu significado no tempo e no espaço. O Museu Municipal contêm inúmeros exemplos deste fato”, explica.
Ao ingressar na Universidade, iniciando a faculdade de Direito e concluir sua formação em engenharia agronômica, Maestrelli afastou-se de sua terra natal e morou em Pelotas até 1981. A escolha da profissão veio ao encontro de suas andanças pelo meio rural, local onde ele afirma ter descoberto que estava a alma viva de uma cidade.
Em 1981, já formado, foi admitido através de concurso público para a Acaresc/Serviço de Extensão Rural, hoje Epagri, e foi atuar como extensionista rural responsável pelo escritório local de Timbó, no Vale do Itajaí. Posteriormente tornou-se supervisor regional da empresa em Blumenau, onde permaneceu até 1997. Nestes mais de 25 anos, Maestrelli trocava cartas e ideias com Padre Agenor e retornava a Urussanga apenas em datas festivas como Páscoa e Natal. Ao chegar à cidade, ele marcava uma visita sagrada ao amigo para se inteirar sobre os acontecimentos locais. Este era o seu primeiro compromisso na sua terra natal.
“Em 1999, após concluir Mestrado na UFSC, eu voltei para Urussanga. Por vontade própria. Sempre quis dar um giro e voltar. Padre Agenor contou que tudo havia mudado desde quando deixei a cidade e disse para me preparar para viver uma pequena via sacra, pois precisaria me adaptar novamente ao município. Logo o padre e a Rosa Miotello me convidava para um novo desafio: fundar uma Academia de Letras para defender a história e a cultura da ‘Benedetta’. A missão era combater a anemia cultural, diziam eles”, recorda.

ARQUIVOS GUARDADOS EM CASA

Sérgio Maestrelli não possui formação como historiador, mas sua paixão e experiência o transformam em tal. Em sua residência, um espaço é destinado ao armazenamento de documentos, livros, revistas, jornais, papeis e fotografias. Ao ser questionado sobre a quantidade de itens, pela primeira vez, ele afirma não ter conhecimento sobre algo. Ele salienta que o armazenamento se prolonga na Academia de Letras, na Epagri, na Associação Veneta, ProGoethe, no Paraíso e principalmente em sua mente. “Uma biblioteca bem utilizada é semelhante ao vulcão Vesúvio em erupção. No bom sentido faz estrago em todas as direções”, conta entre risos.
“Guardo fotos, livros, revistas, jornais, documentos, fitas, cds, dvds, porque eles armazenam um turbilhão de informações sobre organizações, cidadãos, trabalhos, ideias e também das pessoas com quem convivemos e das que nos antecederam. Documentos e imagens possuem o poder mágico e especial de perpetuar e preservar importantes momentos ou fragmentos de nossa história e de nossas vidas. Eles arquivam o DNA de uma cidade, empresa ou vida pessoal. Gosto deles porque eles me conduzem a alguma lugar do passado rico em experiências e sentimentos. Dezenas e dezenas de amigos e colegas da Epagri quando fazem ‘faxina’ nos escritórios da empresa, empacotam tudo e nos remetem. A máxima reinante é que antes da reciclagem era para deixar o Maestrelli fazer uma triagem. Trata-se de uma deferência em nome da amizade”, acrescenta.
De acordo com Maestrelli, o passado baliza o presente de uma comunidade ou pessoa e direciona ações para o futuro. “Ele é facho de luz para nos posicionarmos corretamente e direcionarmos de maneira um pouco mais acertada para o futuro. Para se conhecer o nosso mundo precisamos entender a engrenagem de como se chegou até aqui. Somente a história reúne condições de explicar o porquê que o nosso mundo está desse jeito. A história é uma grande mestra e uma grande conselheira. Por isso é preciso conhecê-la. De cada 100 pessoas talvez no máximo duas se interessem pela história. Para todos o que interessa é o agora e o depois. E com esse pensamento mais raso se apaga a história. É claro que a nossa geração tem o direito de construir a sua história com o seu tempo, porém não tem o direito de destruir irresponsavelmente o que as gerações que nos antecederam construíram. Para se implantar o novo não é necessário destruir o antigo. Existe espaço para todos e é possível caminhar lado a lado. O exemplo mais emblemático da materialização deste pensamento é a Bíblia. Veja o Cristianismo. Construiu o Novo Testamento, mas não destruiu o Velho. Ambos convivem lado a lado: O Velho e o Novo Testamento. Uma grande lição para nós”, salienta.

PESQUISAS SE TRANSFORMARAM EM IMPORTANTES PUBLICAÇÕES

A história deve ser compartilhada, propagada, difundida. E para isto acontecer um registro público é fundamental. Para Maestrelli, uma lástima seria se o Padre Luigi Marzano não tivesse escrito o livro “Colonos italianos e missionários”. “Urussanga certamente estaria sem sua certidão de nascimento. Relatos contam que quando Marzano estava escrevendo sob a luz de uma lamparina, um colono questionou o motivo dele escrever tanto, pois ali quase ninguém sabia ler. E ele respondeu que aquilo não era para eles. Ele estava escrevendo para posteridade”, conta.
Foi pensando neste princípio que Sérgio Maestrelli começou a idealizar e eternizar suas pesquisas históricas. As primeiras publicações ocorreram em 1988 e 1992 em Timbó, registrando em livros fatos e imagens do meio rural com a missão proposta pela Epagri de resgatar a autoestima das comunidades rurais. Ele colaborou com exposições como os 50 anos da Rádio Marconi, em 2001, e os 100 anos da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em 2002.
De 1999 a 2006, ele pesquisou também a história da antiga Estação de Enologia, atual Estação Experimental da Epagri de Urussanga, a Estação do Vinho Goethe. A coluna vertebral deste trabalho contou com o imprescindível depoimento e participação de três ex-funcionários da Enologia: Hédi Damian, Achiles de Pellegrin e Antônio Mathias.
A contribuição de Maestrelli foi essencial para a conquista da Indicação Geográfica de Procedência para a região Vales da Uva Goethe. Entre 2005 e 2011, ele buscou documentos e aprofundou uma pesquisa para comprovar a importância histórica e cultural do vinho. Estudo que se transformou no livro “Do parreiral a taça”.
Outro trabalho que exigiu anos de dedicação foi à pesquisa sobre a vida do tenor Aldo Baldin em Urussanga, um ilustre esquecido, atendendo a um pedido do Padre Agenor. De 1999 a 2007, Maestrelli coletou informações com pessoas que conviveram com o tenor e que já faleceram. “Estamos com 80% das pesquisas e escrita no rascunho concluídas para o livro intitulado ‘Aldo Baldin, tempo e vida’. É uma história riquíssima de um ser humano que se tornou expoente da música lírica. Se não tivéssemos feito as entrevistas anos atrás, ricas histórias estariam perdidas para sempre”, explica. Apenas deste estudo, Maestrelli possui mais de 300 fotos antigas e feitas por ele, além de 300 páginas escritas.
As próximas publicações serão da história de sua família com polenta, machina e lavoro e as “Memórias de Dona Minerva” a cerca da vida e trajetória da cidadã urussanguense Minervina Bez Batti Simões, uma mulher de vanguarda em nossa comunidade.
“A pesquisa histórica é silenciosa, confronta dados e constitui uma viagem fascinante através do tempo. Ela nos proporciona uma enorme sensação de paz, bem estar, de tempo bem aproveitado, pois num passe de mágica se consegue viver o nosso tempo e também produz sensações que nos permitem viver tempos que não vivemos. A história de Urussanga é riquíssima, infelizmente muito maltratada e alguns de nossos governantes não detêm rastro cultural. São desprovidos de viés cultural. Nomes competentes para cuidar da cultura, nós temos, mas tudo esbarra na estrutura que é pífia. Cultura é função do Governo, aliás vai além. É função do Estado. Talvez se nossa cidade valorizasse mais a cultura e tivesse um arquivo municipal bem mais estruturado poderia envolver e cativar a nova geração. Mas os investimentos são raros. Cultura não dá voto e o político de um modo geral sabe disso e desse detalhe se aproveita. O passado sempre me fascinou mais, bem mais, muito mais, do que o presente e o futuro com o seu admirável mundo novo”, finaliza.

Em busca do progresso econômico

Aglutinar a força viva e produtiva do município em prol do desenvolvimento da economia local foi o que motivou a criação da Associação Comercial e Industrial de Urussanga (ACIU), no início da década de 70. Na época, a ideia de instituir a entidade foi do empresário Hedi Damian após observar o exemplo de atuação em Criciúma.
“Como membro do Rotary Club comecei a ver a participação desta entidade em Criciúma na Associação Comercial e Industrial da cidade, que estava em franco desenvolvimento. Pensei que também pudesse ser interessante para Urussanga. Lembrei que quando precisávamos fazer um abaixo assinado, uma reivindicação, coleta de assinaturas, faltava uma associação de peso. Falei com o saudoso Ernesto Góes e Vilson Barata, ligamos para a Cerâmica Eliane e a Mineração Geral do Brasil para me dar uma mão e me ajudar a fundar a entidade. Os empresários de Criciúma disponibilizaram para mim o regimento da associação para o trabalho de fundação. Me dediquei de corpo e alma na época para fazer isso acontecer. Era uma maneira de organização das empresas, que seria de suma importância para o desenvolvimento de Urussanga”, recorda.
Na década de 70, o perfil da indústria em Urussanga consistia na atuação de empresas voltadas para a extração de carvão, cerâmica, vitivinicultura, madeireiras, serrarias, atafonas, entre outras. “Neste período tínhamos a Ceusa, Eliane, Minerasil, CCU, indústrias de madeiras das famílias Giordani, Peraro, Bettiol, Búrigo, Fontana, Zanatta, diversas atafonas, a Vinícola Mazon, entre outros empreendimentos”, conta Damian.
O início das atividades da Associação Comercial e Industrial de Urussanga (ACIU) ocorreu em 8 de outubro de 1973, conforme o acervo da entidade, com o intuito de unir e organizar as ações dos setores comerciais, industriais e profissionais liberais de Urussanga. Neste período surgiu o conselho deliberativo para formação da ACIU com dez efetivos e dez suplentes atuando sob a presidência de Hedi Damian e o vice-presidente Bruno Renato Mariot. A entidade foi fundada em 5 de fevereiro de 1976, quando o presidente era Lirio Bosa. A atual sede foi inaugurada 20 de agosto de 1988 pelo presidente Rony Zaniboni.
Em reuniões naquela época, os empresários discutiram o progresso da cidade. Hedi Damian conta que assuntos como a implantação de mais indústrias de pequeno porte e a geração de emprego e renda eram abordados nas ocasiões, bem como a troca de ideias e experiências em seus negócios.
“Urussanga tinha potencial. A possibilidade de colocar uma boa área industrial era um assunto levantado. Era uma realidade que já víamos na época para atrair ou estimular nossas e outras empresas. Uma área bem organizada com fácil escoamento do produto era fundamental para o desenvolvimento, pois a nosso favor ainda tinha a estrada de ferro e o porto de Imbituba. E depois de 40 anos deste debate ainda não temos um parque industrial e isso é inadmissível”, lamenta.
A criação da ACIU estimulou e incentivou a implantação e abertura de novos negócios na cidade. Hedi Damian, que era proprietário da Olivio Mariot Companhia Ltda voltada para comercialização de materiais de construção, é um dos exemplos. Ele analisou outro segmento que pudesse crescer no município e decidiu instalar uma vitivinícola. “Eu cresci sentindo o cheiro da uva e do vinho ao ajudar nas vinícolas. Observei naquela época que este era um setor em desenvolvimento. Então em 1975 investi no segmento e fundei a Vitivinícola Urussanga, que permanece em funcionamento nos dias atuais”, comenta.
Após um período de afastamento da entidade, Damian voltou a participar da ACIU nos anos 2000. Para ele, que participa ativamente por meio do conselho, a associação ainda não atingiu um dos princípios da força empresarial: a coletividade. “Quando uma pessoa se propõe a implantar uma indústria ela busca sucesso e retorno financeiro e também a satisfação de realizar algo na comunidade. Esse sempre foi o meu espírito. Se eu vencer e os outros também, consequentemente o município vencerá. O poder empresarial deve estar unido para o bem da cidade. Percebo que individualmente o empresário se estruturou melhor hoje. Mas a associação ainda não atingiu o objetivo dela de pensar coletivamente e expandir mais a indústria em Urussanga. O coletivo torna-se mais forte. Hoje associação possui poucos associados e oferece vantagens que o empresariado não assimilou. Nossa cidade possui diversificação da indústria e está bem desenvolvida com alta qualidade nos produtos e empresas exportando. Por isso o poder público tem que enxergar e ouvir as forças vivas que impulsionam o município. É preciso caminhar juntos para o desenvolvimento da cidade”, finaliza.

ÁREA INDUSTRIAL: FORTALECIMENTO DA ECONOMIA

Ao longo dos anos, a Associação Comercial e Industrial de Urussanga (ACIU) direcionou suas forças em defesa dos empresários e também para a diversificação do setor. Indústrias plásticas, cerâmicas, alumínio, móveis, metal mecânico, entre outras áreas, formam o perfil atual do corpo empresarial na cidade.
O presidente da ACIU, Adroaldo De Brida, ressalta que a produção das empresas precisa de outras prestações de serviços para o suporte de manutenção. “Temos muito a oferecer para o município. Crescemos, procuramos maior produção e geramos empregos diretos e indiretos”, explica.
Mas o sonho de crescimento econômico do empresariado em Urussanga está relacionado à área industrial, que ainda não saiu do papel. Segundo De Brida, a instalação de novas empresas resultaria no movimento da economia e fortalecimento do mercado. “Muitas empresas, independente dos seus portes, já se instalaram em cidades vizinhas a nossa devido à ausência da área industrial. Pequena, média ou grande empresas irão gerar recursos para o município, bem como emprego”, salienta.
Conforme De Brida, o setor econômico e industrial da cidade tem sofrido variações no decorrer dos anos. Um dos principais problemas nas indústrias era a falta de mão de obra. Hoje as demissões em massa são um agravante. “Muitas de nossas empresas buscavam trabalhadores de outras cidades para suprir sua necessidade. A realidade hoje é outra. O momento econômico do país afetou diretamente a indústria, que consequentemente precisou reorganizar seu quadro de funcionários, levando a várias demissões”, pontua.
A ACIU oferece várias soluções empresariais como cartões corporativos que beneficiam os colaboradores e movimentam o comércio local. Consultas de crédito ao SCPC Boa Vista, XML Empresarial, registro de marcas e patentes, certificado de origem aos exportadores e posto de atendimento da Junta Comercial, que otimiza o tempo dos empresários para não se deslocarem a outras cidades para buscar o serviço.

A importância da Uva Goethe na história de Urussanga

A uva Goethe teve dois momentos em Urussanga. A fruta que leva o nome do Vales da Uva Goethe para todo Brasil, está presente na vida dos urussanguenses desde a década de 20, quando trazida por Giuseppe Caruso Mac Donald (in memoriam) de São Paulo. A uva Goethe, composta por 12% de uva americana e 88% européia, adaptou-se às terras da Benedetta e é adequada na produção de vinhos finos.
“A combinação faz com que a uva seja vinífera para a produção de vinhos, porém, resistente as pragas devido à porcentagem americana, onde estas uvas são conhecidas por serem robustas”, explica a proprietária da Vinícola Mazon, Giselda Mazon.
Segundo Giselda, a importância desta uva era tão grande na época, que uma Estação de Enologia foi criada durante o Governo Getúlio Vargas para estudar mais sobre a fruta. “Somente em Urussanga e no Rio Grande do Sul foram implantadas as estações de enologia. Foi um privilégio para nós”, observa.
Em grandes caixas de madeira, as garrafas com o “vinho branco”, como costumavam chamar, eram levadas de trem para todo país. O litoral era um dos pontos mais fortes de comercialização, com clima quente, o vinho Goethe harmoniza com os pratos de frutos do mar. “Na década de 30 a 40, foi o auge na vinicultura de Urussanga. A comercialização foi intensa, éramos reconhecidos por todo o Brasil”, declara Giselda.
Porém, após a década de 40, a mineração passou a ser o interesse dos homens do campo. Com salários altos e expectativa de aposentaria em poucos anos de trabalho, a vitivinicultura ficou aos cuidados de familiares. “Os produtores de uva passaram a se tornar mineiros, pois eles não recebiam apoio para melhorar a qualidade de vida no campo. Com as vantagens da mineração, a vitivinicultura acabou perdendo força”, relata Giselda.
Com isto e outros problemas burocráticos, as famosas vinícolas Cadorin e Caruso Mac Donald foram fechadas posteriormente. Por cerca de quatro décadas, a vinicultura ficou esquecida. Mas na década de 80, houve interesse da Associação de Crédito e Assistência Rural de Santa Catarina (Acaresc), que hoje é a atual Epagri, em retomar as atividades com a uva Goethe, pois sabiam da história com a uva. “A partir do apoio da Acaresc, novas vinícolas começaram a abrir, onde a vinícola Mazon, da minha família, começou a funcionar nesta época. A uva Goethe é emblemática e se não houvesse este resgate, hoje ela não teria este grande valor para nossa cidade”, lembra Giselda.
Em novembro de 2013, Urussanga comemorou a Indicação de Procedência Vales da Uva Goethe. Onze vinhos produzidos pela uva Goethe, receberam um selo de qualidade que garante ser de Procedência, processo este que foi avaliado por um Conselho Regulador com nove técnicos. Esta foi à maior conquista na qual eternizou o vinho Goethe em Urussanga.

NO VINHO, O AMOR PELA TRADIÇÃO

Desde criança, Dionei Pignatel, natural de Azambuja, possui contato com a produção de vinho artesanal. Com seu avô Fortunato Pignatel, ele aprendeu a fabricar a bebida. “Acredito que continuar com o trabalho do meu avô é manter a tradição viva dentro das garrafas com vinho artesanal, por isto desde novo sempre ajudei para ter mais conhecimento no futuro”, declara Dionei.
Em 1978, a família se mudou para Urussanga, na comunidade de Rio América Baixo, com a intenção de continuar a produção de vinho. “Meu pai comprou um terreno já pensando em plantar parreirais. Depois de algum tempo, ele plantou quatro hectares, com uva Goethe e bordô”, relata Dionei.
Atualmente, Dionei produz cerca de dois mil litros de vinho Goethe e quatro mil litros de vinho de uva bordô. A comercialização acontece em feiras e pequenos mercados. O produtor tem o sonho de aumentar a produção, porém com os altos investimentos, prefere continuar com a fabricação artesanal.
“Hoje eu não preciso de muitos equipamentos e nem de funcionários, pois é um trabalho em família. Seria interessante aumentar a produção, mas consigo uma boa renda com a venda dos vinhos”, explica Dionei.
Dionei recebe a ajuda dos irmãos Dalísio e Diego e do seu pai, mas é ele quem continua na produção. “Eu gosto de produzir vinho, tanto que já ganhei alguns prêmios na festa Ritorno Alle Origni pela qualidade do produto. Meus irmãos apesar de não estarem sempre por aqui, também colaboram com o trabalho. Meu pai apesar de ser mais idoso, também ajuda quando pode. Trabalhar em família é manter a tradição italiana, o que é um orgulho para mim”, comenta Dionei.

Qualidade de vida é a aposta de quem decide viver em Urussanga

A felicidade de compartilhar momentos com tranquilidade e segurança rege a vida do casal Tais Possamai, de 33 anos e Marcelo Zanella, de 32 anos, há mais de dois anos. Foi neste período que a urussanguense e seu esposo decidiram trocar a metrópole Curitiba para apostar em um novo modo de viver na próspera Urussanga.
A ideia de retornar a cidade natal nunca saiu dos pensamentos e sonhos de Tais, desde quando foi morar em Porto Alegre no ano de 2002 para fazer cursos intensivos voltados ao vestibular. “Eu nunca quis sair de casa, pois a ligação com a minha família era muito forte. Mas eu fui atrás do sonho de me formar em Medicina. Em Porto Alegre eu chegava a riscar os dias do calendário pensando no final de semana, que era quando eu retornava a Urussanga. Em 2004 ingressei no curso em Tubarão e acabei fixando residência na cidade. Visitar minha família era muito mais fácil desta vez. Sempre pensava em voltar para minha terra natal”, lembra.
Em 2010, Tais voltou a residir em Urussanga e atuar como médica no município. Mas logo a jovem foi chamada para fazer residência, um curso de especialização, em Curitiba. No ano seguinte, a urussanguense começou a estudar no estado vizinho. A rotina intensa era dividida com seu namorado e iniciava às 5 horas da manhã para enfrentar o trânsito caótico. A violência e a insegurança também assombravam o casal. “Curitiba é uma cidade que não para. Muitas vezes eu permanecia no plantão até a 1 hora da madrugada e saia com muito medo devido os casos de violência. Se você tiver um filho poderá perder até 2 horas para deixá-lo na creche por causa do trânsito”, conta Tais.
Os planos de ter filhos e a busca por qualidade de vida fizeram com que o casal levantasse alternativas de lugares para morar. De todas as possibilidades, os destinos mais seguros para as questões profissionais seriam Curitiba e Urussanga. “Algo me dizia que ia dar certo em Urussanga. Desejava montar nossa casa e ter nossos filhos aqui pela simplicidade do lugar e as facilidades de uma cidade boa de viver, além de ter nossas famílias por perto. Porém eu pensava muito no meu companheiro. O campo de atuação na minha área era seguro para mim aqui, mas para os sonhos dele era uma dúvida constante. Ele estava bem estabilizado no seu emprego em Curitiba e não existia em Urussanga uma academia nos moldes que ele gostaria de implantar”, comenta.
A difícil decisão se concretizou em 2013. Em outubro, Tais e Marcelo oficializaram a união e dois meses depois começaram a vida a dois em Urussanga. “A vontade maior era de estarmos junto em algum lugar e perto das nossas famílias. Quando nos mudamos nosso ritmo e estilo de vida se transformaram completamente. Um dia nos deparamos perplexos admirando o Parque Municipal, o canto dos pássaros e o silêncio nas ruas”, frisa Marcelo.

O PLANO DE ENVELHECER EM URUSSANGA

Um estudo feito pela Organização das Nações Unidas em 2012 apresentou as cidades mais prósperas do mundo e retratou os efeitos dos espaços urbanos sobre a qualidade de vida das pessoas. Tranquilidade, segurança e qualidade de vida são fatores que atraem e cativam novos habitantes em Urussanga. Tais e Marcelo integram a estimativa de aumento da população publicado pelo IBGE em 2015. O município contabiliza mais de 21 mil habitantes, 800 a mais que o número divulgado pelo Censo 2010.
Para retribuir a acolhida, Tais e Marcelo implantaram negócios próprios na cidade em 2014 e contribuem para a saúde e bem estar da população. Marcelo Zanella, que é educador físico e personal trainer, afirma que a ideia do casal é envelhecer em Urussanga.
“Este é o nosso plano. Ainda estou construindo raízes aqui e novas amizades. Estou muito feliz com o modo como fui acolhido. Meus alunos apostaram em mim e no meu projeto. É gratificante propiciar a eles mudanças no seu estilo de vida e colaborar na melhora da saúde. Sinto-me realizado como profissional e pretendo ampliar o negócio e investir ainda mais na cidade. Espero que meu espaço prospere e que no futuro fique para nossos filhos. Desejo permanecer e criar nossos filhos nesta cidade pacata e encantadora”, pontua.
A médica Tais Possamai, que atua na saúde pública municipal e também no particular, garante que fez a escolha certa. “Estar perto da família e prestar serviço a população é muito gratificante. Fiz a escolha certa e sou muito grata a isso, principalmente a receptividade com meu esposo. Não é fácil vir, arriscar e conseguir se inserir no mercado de trabalho. Eu torci tanto para que desse certo para ele, que ele estivesse feliz e satisfeito, porque eu sabia o que me esperava. Quero cuidar dos nossos filhos aqui como fui criada: com tranquilidade, bom acesso a saúde, educação e ao lazer”, finaliza.

Una Notte Italiana

A programação festiva encerra no sábado, 28, com a badalada “Una notte italiana”, promovida pelo produtor Jair De Ávila (Bicudo), que reunirá gastronomia e música típica para fechar com chave de ouro as comemorações. O evento será realizado no Centro Comunitário da Igreja Matriz de Urussanga, a partir das 20 horas. “A expectativa é que mais de 500 pessoas participem do evento. O evento que é particular, tem como objetivo enaltecer a cultura italiana neste mês de aniversário”, destaca Bicudo.
“Una notte italiana” será animada pelo cantor João Cechinel, o grupo Roba Di Ciode e grupo Fandango. No cardápio, o público irá poder se deliciar com opções como massas, polenta, fortaia, carnes, sobremesas, entre outros. Para obter mais informações, é só entrar em contato pelo telefone 9982-2344. Ingressos podem ser obtidos no www.minhaentrada.com.br ou nos pontos de vendas, em Urussanga na La Bella Boutique, por 55 reais por pessoa. Os ingressos serão vendidos somente até hoje (25).

140 anos da imigração italiana no Sul de SC são celebrados com atividades

Na região Sul de Santa Catarina, há 139 anos, 90 famílias da Itália com mais ou menos 291 pessoas chegavam para desbravar as terras brasileiras. Na localidade de Azambuja, em Pedras Grandes, os imigrantes italianos fundaram a primeira colônia da região. Eles enfrentaram situações difíceis entre mata fechada, índios e animais selvagens para lutar pela sobrevivência.
A bravura destes primeiros imigrantes está sendo lembrada pelo Comitato Veneto de Santa Catarina (COMVESC), órgão que representa a região Veneto/IT no Estado. Desde o dia 28 de abril deste ano, a entidade iniciou as celebrações dos 140 anos da imigração italiana.
Atividades em diversas cidades serão realizadas até abril de 2017 para marcar a data. Dentro deste projeto, Urussanga está inserida com ações na programação. Nesta quarta-feira, às 9h30min, no salão de atos da Prefeitura Municipal, serão premiados os alunos da rede pública vencedores do Concurso Literário “140 anos de Imigração Italiana no Sul de SC”, que é uma promoção do Comvesc.
Urussanga receberá a 1ª Passeggiata Ciclistica della Colonizzazione, de 16 a 19 de junho deste ano. No calendário, a Festa do Vinho, em agosto, e a Sagra Della Polenta, em setembro, também integram a programação. Dentro do projeto 140 anos de imigração italiana no sul de Santa Catarina, o Comvesc participará do 1º Meeting Italia x Brasile, de 1º a 6 de novembro, em Veneza, com o foco em diversas áreas de atuação. Urussanga encerra sua participação no dia 18 de dezembro com a 2ª Passeggiata Ciclistica Per i Vale Del Vino – Caminhos do Goethe.
A atividade mais expressiva acontecerá no dia 27 de abril de 2017 com a realização de uma sessão solene na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. “Planejamos um projeto extenso que pudesse contemplar as várias cidades que foram fundadas, colonizadas ou desenvolvidas através dos italianos. Organizamos um calendário de atividades aproveitando as festividades já realizadas pelas secretarias de cultura e também as festas religiosas”, explica a presidente do Comvesc, Fabíola Cechinel.

SELO COMEMORATIVO

Para marcar os 140 anos da imigração italiana, o Comvesc criou um selo comemorativo, que visa fazer reverência ao trabalho dos imigrantes. O selo mostra em destaque a data de fundação da Colônia e a data de comemoração. Ao fundo, as cores da bandeira da Itália e a de Santa Catarina se unem. O mapa da Itália e do Estado de Santa Catarina também são apresentados.
“O primeiro círculo mostra às águas revoltas do mar e simboliza os 36 dias da viagem marítima onde a mescla de esperança (verde) com a vontade de fazer fortuna (amarelo ouro) era senso comum daqueles embarcados. O próximo ciclo verde sólido demonstra a esperança forte e a realidade encontrada na muralha de selva (verde) quando aqui chegaram. O círculo interno, amarelo ouro, mostra que as dificuldades foram vencidas e a região, graças ao trabalho incansável do imigrante, cuja maior riqueza (amarelo) foi deixar uma herança de trabalho e desenvolvimento. Os círculos também demonstram que os que vieram agora fazem retornar seus filhos à Itália, em busca de conhecimento e cidadania”, salienta.
Fabíola ressalta que os membros do Comvesc aprenderam a conhecer, respeitar e divulgar os 140 anos de história através de iniciativas e ações. “É nosso dever enquanto Comvesc, composto pelas associações venetas de toda Santa Catarina, bem como dever também das associações das demais regiões da ‘Nostrabell´Italia’ trabalhar para que as próximas gerações saibam falar sobre estes 140 anos e sobre os outros tantos que ainda virão e que contribuirão ainda mais para o desenvolvimento de toda Santa Catarina”, finaliza.

Inaugurações e eventos festivos marcam 138 anos de Urussanga

Para comemorar os 138 anos de fundação de Urussanga, o Governo Municipal realizará amanhã, 26 de maio, o tradicional corte do bolo para marcar o aniversário e os 140 anos de Imigração Italiana no Sul de Santa Catarina, na Praça Anita Garibaldi. O evento acontecerá após a celebração de Corpus Christi que terá início às 15h. Após, a Missa, acontecerá um teatro realizado pelo Departamento de Cultura, com o tema “A chegada dos imigrantes italianos”, que iniciará nas escadarias da Igreja Matriz até a Praça.
“Após o teatro, iremos comemorar os 138 anos de fundação de Urussanga e aos 140 anos de imigração Italiana no Sul de Santa Catarina com o corte do bolo e os parabéns. Convidamos a todos para participarem deste momento”, comenta a Diretora de Cultura, Raquel Rodrigues Termehr.

CIRCUITO ENOGASTRONÔMICO

No dia do aniversário, 26, o público irá contar ainda com uma inovação promovida pelo Núcleo de Turismo. As vinícolas, restaurantes, cafeterias e bares de Urussanga estarão unidos para promover o 1° Circuito Enogastronômico “Aniversário da Benedetta”.
Durante todo o dia, novidades nos cardápios e refeições harmonizadas com vinhos serão as atrações para reunir as famílias e visitantes. Para Thaise Nichele, proprietária da chocolateira Flor de Cacau, o circuito é uma das ações que ajudam a consolidar a herança da colonização italiana.
“Buscamos solidificar Urussanga como um destino enogastronômico e turístico da região Sul, estamos trabalhando para que no futuro esta seja a marca da cidade”, explica.
Neste dia, a gelateria Roma irá lançar a taça de sorvetes “Benedetta”, composta de gelato (sorvete) de uva, com chantili, uvas e calda de uva. O restaurante Piatto D’oro vai produzir a tradicional “porchetta al vino” durante o horário do almoço. O prato é composto de carne de porco assada marinada no vinho Goethe. A Vigna Mazon servirá almoço tradicional italiano.
Para o jantar, o restaurante Marias e Rosa irá servir a deliciosa estação das massas e a Flor de Cacau as clássicas minestra e sopa de capelleti, tendo como sobremesa chocolate ao vinho. Além disso, o estabelecimento Morro da Lagoa Aqua Park atenderão mediante reservas antecipadas de grupos.
A ação promovida pelo Núcleo de Turismo busca fortalecer a cidade como destino turístico e enogastronômico. O grupo tem o apoio da ProGoethe e da Associação Comercial de Urussanga que pretende realizar periodicamente o evento.

INAUGURAÇÕES DE OBRAS

Inaugurações e reinaugurações de obras também fazem parte da programação de aniversário e tiveram início nas últimas semanas. No sábado (21), a comunidade de Santana recebeu a nova sede da Unidade Básica de Saúde Ângelo Barbosa (UBS), uma das maiores do município, com o objetivo de objetivo de humanizar e proporcionar melhor atendimento às pessoas.
O Espaço Cidadão também foi uma iniciativa importante para a cidade. Localizado no Terminal Rodoviário Dionísio Pilotto, o ambiente concentra os serviços da Junta Militar, Carteira de Identidade, Procon e Sine, entregue durante cerimônia realizada na segunda-feira 23. Com todos os serviços organizados e integrados em um único local, a facilidade irá refletir diretamente na satisfação do cidadão. “Essa é uma estrutura importante, a porta de entrada para Urussanga para muitas pessoas. Por isso a cidade se beneficia de ter um espaço assim, bem organizado para receber visitantes e atender a própria população”, considerou o vice-prefeito, Luiz Henrique Martins.
O Governo já entregou também a Praça de Esportes e o Centro de Especialidades Odontológicas. Inaugurou as Unidades Básicas do bairro Estação, Rio América e Santana. Além das pavimentações na Rua João Veríssimo Dias, da Rodovia Giovani Baldessar e da revitalização da Avenida Marcos Costa.

PAVIMENTAÇÃO DE RUAS

As ruas Deise Aparecida Mazzuco e Roberto de Oliveira foram entregues à comunidade no bairro Lunardi ontem (24). O investimento de lajotas foi de cerca de 138 mil reais em 205 metros.
No Loteamento Carol será inaugurada a pavimentação da Rua Domingos Bez Batti, às 19 horas de hoje (25). Esta pavimentação foi de 205 metros com investimento de mais de 155 mil reais.
Já no sábado (28), às 10 horas, será inaugurada a pavimentação da Avenida Longarone, no bairro De Villa. O proprietário da Chapam Motopeças, Jaimar Edson Meneghel, é uma das pessoas da comunidade que esperava há 20 anos pela pavimentação de um quilômetro desta Avenida. “Foram duas décadas de luta. Os caminhoneiros reclamavam da estrada, que era difícil o acesso. Agora a empresa está mais conhecida e temos muito a comemorar”, relata.
Foram investidos mais de 900 mil reais na pavimentação da Avenida Longarone em um repasse do Governo do Estado em parceria com a Prefeitura. Além da pavimentação, a obra contemplou ciclovia e passeio público. Na últimas semanas, já foram inauguradas as pavimentações das ruas João Veríssimo Dias, a Rodovia Giovani Baldessar/Aldo Baldin e a revitalização da Avenida Marcos Costa. Ao todo foram investidos mais de 5 milhões de reais em todas as obras de pavimentação inauguradas neste mês de maio.

Cultive uma horta orgânica e colha qualidade de vida Parte III – O que plantar no outono e como plantar?

O que é consorciação de culturas? é o aproveitamento do mesmo terreno, por duas ou mais culturas diferentes, na mesma época. O consórcio pode ser feito nas linhas e entrelinhas, utilizando-se espécies de ciclo e desenvolvimento diferentes. O repolho ou couve-flor ou brócolis, espécies de desenvolvimento mais lento e de ciclos maiores, podem serem consorciadas com beterraba (desenvolvimento intermediário e ciclo menor) e alface (desenvolvimento rápido e ciclo curtíssimo).Brássicas (repolho ou couve-flor ou brócolis): Nesta época, tanto as cultivares como os híbridos, apresentam bom desenvolvimento. O plantio das mudas deve ser feito quando apresentarem 4 a 7 folhas definitivas. O espaçamento é de 1,0m entre fileiras por 0,6m entre covas. Após o transplante das mudas, a irrigação deve ser diária, caso não chova o suficiente. Para a borboleta que põe os ovos nas folhas, originando as lagartas,recomenda-se como repelente, o preparado de sálvia: derramar 1 litro de água fervente sobre 2 colheres de (sopa) de folhas secas de sálvia; tampar e deixar em infusão durante 10 minutos e, em seguida agitar bem, filtrar e pulverizar as plantas. O chá de boldo, após a irrigação ou chuva, também é eficiente para repelir as borboletas. A catação manual dos ovos e lagartas nas folhas, diariamente, em hortas pequenas, é eficiente. Para o manejo de pulgões (“piolhos”) e de vaquinhas (patriota), recomenda-se o preparado à base de cebola: cortar 1 kg de cebola e, misturar em 10 litros de água, deixando curtindo durante 10 dias. Utilizar como repelente 1 L da mistura em 3 L de água para pulverizar as plantas. O repolho deve ser colhido quando a cabeça estiver bem compacta e fechada, enquanto que a couve-flor quando atingir o seu máximo desenvolvimento, mas antes de iniciar a formação de “pêlos” e a emissão dos botões florais e o brócolis, com os botóes florais bem fechados e antes de aparecer as pétalas amarelas das flores.Beterraba: Esta hortaliça se adapta bem ao transplante, sistema mais utilizado no Brasil. As mudas devem ser transplantadas com 5 a 6 folhas, no espaçamento de 30 a 40 cm entre linhas por 10 a 15 cm entre plantas, nas entrelinhas das brássicas.Por ocasião das capinas, 15 a 20 dias após o transplante e 20 dias após a 1ª., recomenda-se 1 a 2 kg/m2 de composto orgânico ou esterco de gado curtido ou ainda 0,5 a 1 kg/m2 de esterco de aves, curtido, por aplicação Deve-se realizar irrigações leves e freqüentes, sempre pela manhã, para evitar que as plantas permaneçam molhadas durante a noite. Praticamente, nenhuma doença é problema. A vaquinha (patriota), principal praga que pode causar danos, no início do cultivo, pode ser controlada com o preparado de cebola. A beterraba atinge o seu ponto de maturação com aproximadamente 70 dias após o transplante. Alface: Todas as cultivares apresentam bom desempenho no outono e inverno. O transplante das mudas (4 a 6 folhas) deve ser no espaçamento de 25 a 30 cm entre plantas e entre fileiras, na mesma linha do repolho ou couve-flor ou brócolis. Nos dias quentes, caso não chova, deve-se irrigar pela manhã e no final da tarde. As adubações de cobertura,na mesma quantidade recomendada para a beterraba, deve ser feita com 10 e 20 dias após o transplante, quando se aproveita para fazer também o afofamento do canteiro (escarificação). A colheita deve ser nas primeiras horas da manhã ou nas horas mais frescas, quando atingir o máximo de desenvolvimento, sem sinais de florescimento (pendoamento), normalmente a partir dos 30-45 dias após o transplante.

Para mais informações, acessar o blog: www.cultivehortaorganica.blogspot.com

Nós e a cidade

O que faz Urussanga ser a cidade que é? O que faz de mim ser quem sou? O que eu e a cidade temos em comum? Até que ponto sou quem sou por Urussanga ser o que é e até que ponto Urussanga é o que é por ter habitantes como eu? São perguntas que sempre me faço. Pode ser coisa de louco, mas tem de haver uma relação direta entre o que uma cidade é e como são seus habitantes, assim como seus habitantes não seriam quem são caso tivessem nascido e crescido em outro lugar. Eu e Urussanga precisamos nos entender e nos conciliar a cada dia. O leitor também precisa.
Em 1878 chegaram aqui os primeiros imigrantes italianos. O conhecimento do caráter e da personalidade deles deve ser determinante para a compreensão dos rumos que a cidade tomou. Falta-nos, porém, uma sociologia que tenha investigado sinceramente o perfil dos antepassados, assim como nos falta uma psicologia sincera que vasculhe o nosso perfil atual. Sobram descrições edulcoradas dos colonizadores e exaltações entusiasmadas das qualidades de hoje. Talvez falte ainda um pouco mais de autocrítica e de autoconhecimento.
Quando aponto as falhas da cidade, estou indicando os meus próprios problemas. Urussanga é uma cidade fechada. Também sou. Urussanga precisa exercitar o desapego. Eu, idem. Urussanga nunca abre mão da vida pacata. Tampouco abro eu. Urussanga não tolera barulho. Eu tolero ainda menos. Urussanga tem fixação por polenta com galinha. Por mim, só comeria isso. Urussanga dorme muito cedo. Também durmo, cada vez mais. Os defeitos de Urussanga são os meus defeitos. Provavelmente também sejam os seus, caro leitor. O mesmo vale para as virtudes.
Mas nossa cidade está completando 138 anos e merece os parabéns. Com todos os defeitos que temos, nós, urussanguenses, merecemos os parabéns. Somos fruto da empreitada incerta de europeus pobres que se mataram de trabalhar, e os traumas desta aventura não podiam mesmo ser evitados. Mas estamos aqui, temos nossa casa e pessoas com quem contar. Somos provincianos, mas com charme. Falamos palavrão, mas em italiano. Esbravejamos, mas não saímos daqui. Brigamos, mas não conseguimos viver uns sem os outros.

Legislativo busca qualidade de vida ao município

Em parceria com o Poder Executivo, o trabalho dos vereadores culmina na representação e no trabalho com foco nos interesses da população e legislação. Em Urussanga, os nove vereadores que compõem a Câmara Municipal têm buscado fortemente pelo desenvolvimento da cidade. Um exemplo claro é a busca de recursos por meio de emendas parlamentares que ultrapassa a ordem de R$ 10 milhões nos últimos três anos. Os recursos foram destinados para as áreas de pavimentação, aquisições de maquinários, compra de veículos, repasses ao Hospital N.S. Da Conceição de Urussanga e outros. “Nós, vereadores, estamos sempre em busca de resolver os problemas da população. Sabemos que os frutos plantados ‘ontem’, estão sendo colhidos hoje”, ressalta a Presidente do Legislativo, Vanir Zuleima Mazzucco Cacciatori (PMDB).
O Vereador Odivaldo Bonetti, do Partido Progressista, destaca que as principais obras conquistadas pelo seu partido foram para pavimentações e repasses ao Hospital de Urussanga. “Estamos sempre em busca de qualidade de vida para os urussanguenses. Vamos continuar na mesma linha que os outros anos, sempre lutando por mais recursos”, diz.
O Partido Social Democrático, representado pelo vereador Rozemar Sebastião, teve como as principais conquistas o valor de mais de um milhão de reais para investimentos na estrutura de imagiologia do Hospital Nossa Senhora da Conceição de Urussanga, além de equipamentos para a agricultura e ruas pavimentadas.
A Câmara de Vereadores conta com seis funcionários efetivos e é legislada pelos vereadores: Daniela Piacentini Visintim, Izolete Duarte Vieira Gastaldon, João Batista Bom, Jucemar Sangaletti, Marcos Roberto Silveira, Odivaldo Bonetti, Omero de Bona, Rozemar Sebastião e a Presidente Vanir Zuleima M. Cacciatori, tendo como bancadas os partidos PMDB, PP, PSD e PT.
A Presidente explica que no momento o foco da Câmara está em finalizar o processo de reformulação da Lei Orgânica do município e do Regimento Interno da Câmara. “Este trabalho envolve muito empenho dos vereadores e servidores. Além de demandar bastante tempo e atenção. É necessário produzir textos que sejam acessíveis, objetivos e que busquem desburocratizar o andamento dos trabalhos. Estamos melhorando continuamente o acesso à informação dos cidadãos. Isto acontece de forma transparente, por meio de publicações diárias no site da Câmara”, observa Vanir.
Outro investimento realizado pelo Legislativo é na capacitação dos vereadores e servidores. “Acreditamos que o aprendizado seja a chave para se fazer uma boa administração”, frisa a Presidente. Outros projetos estão em andamento, que passam por estudos.
A redação do Jornal Vanguarda não conseguiu contato com o Vereador representante do Partido dos Trabalhadores (PT) de Urussanga para compor todas as bancadas no relato de suas realizações nos últimos três anos.

OS ANOS PASSAM PARA A HISTÓRIA SE CONSOLIDAR

A paisagem dos dias atuais já não é mais a mesma que formava uma imensidão verde de 138 anos atrás. As terras continuam férteis, mas a missão de desbravá-las está muito menos árdua que em 1878. Os cidadãos que possuem a memória da convivência com seus antepassados e os contemplados com a dupla cidadania conseguem sentir o fardo do trabalho, da coragem e bravura dos imigrantes italianos que colonizaram as terras urussanguenses.
Valentes, lutaram pela sobrevivência contra a fome e os índios. Eles superaram medos e incertezas em um novo país. Construíram seus lares com a dor da saudade da pátria amada e sonhando com a riqueza e fartura. Eles buscaram uma vida digna fundamentada no trabalho, amor e na fé para criarem seus filhos.
No empreendedorismo, os imigrantes italianos encontraram o caminho para transformar uma terra inóspita num pedacinho da Itália em solo brasileiro. Ergueram singelas edificações feitas de madeira para uma vida modesta e alguns fizeram imponentes casas com traços e lembranças da terra natal. Implantaram negócios que se tornaram fundamentais para o desenvolvimento da cidade e região.
Foi desta forma heróica e marcante que eles começaram a construir a nossa história e edificar a adorada Urussanga. Hoje, a tranquilidade ainda habita entre os cidadãos. É possível ouvir o canto dos pássaros na praça central mesmo quando ela está efervescente, mantendo a tradição de ser palco de fatos importantes e da economia comercial. As indústrias impulsionam o crescimento de forma sustentável. Os habitantes buscam qualidade de vida.
Traços mais fortes da imigração italiana são encontrados em localidades mais distantes da área central. No meio rural está a alma viva dos antepassados. A vida se adapta ao tempo da natureza. As mãos calejadas cultivam o próprio alimento. Os jogos tradicionais garantem diversão e as conversas acontecem no dialeto das regiões italianas. As receitas culinárias antigas enchem a mesa e os costumes mantidos nos remetem a Itália.
De tudo, algo valioso alimenta nossa memória e nos direciona rumo ao futuro: a história. É ela a peça chave para desvendar e projetar nossa amada “Benedetta”. Nossas atitudes não devem desrespeitar nossa identidade cultural. Hoje é preciso recordar, sentir e nos espelhar na bravura de nossos antepassados, para que os obstáculos tornem-se oportunidades de alcançar a prosperidade.

Gestores discutem sobre segurança digital

Gestores da tecnologia da informação estiveram reunidos na tarde de ontem, dia 18 de maio, na Acic para o workshop Segurança Digital. O evento promovido pela Sysdata Tecnologia, com apoio do Núcleo de profissionais de gestores TI da região da Amrec e da Acic, contou com a presença de vários profissionais da área de região Sul.
Hoje será a vez de Florianópolis receber o evento que vai ocorrer no Cambirela Hotel. As palestras são gratuitas e contam com a presença de palestrantes de grandes empresas como HP, CM Comandos e Fortinet.
Foram apresentados soluções e serviços que auxiliam o trabalho seguro e eficaz das informações da empresas.
“A segurança é uma constante na área de tecnologia, o custo para reparar os danos causados por uma invasão de hackers é maior do que o investimento em prevenção”, destaca o diretor executivo da Sysdata Tecnologia, Sérgio Vendramini.
Para o gestor TI da Plasson do Brasil, Darlon Ferreira Bortolini, o workshop trouxe a realidade global que nem sempre acontece por aqui, mas é bom ter conhecimento. “ Achei bem interessante as palestras, principalmente o gerenciamento do controle de acesso da rede wirless. Precisamos estar conscientes do risco que está na rede e o evento nos possibilitou a ter uma visão mais ampla sobre a segurança digital”, acrescenta.
Já Gustavo De Lucca gestor TI da Satc, que já faz uso das soluções de tecnologia da segurança o workshop foi bem interessante por trazer dados relevantes e inovadores e nesta área de tecnologia se tem carência de eventos como este. Este é o segundo workshop, realizado pela Sysdata Tecnologia, que neste ano completa 25 anos no mercado e que busca sempre reinventar o mundo de tecnologia.

Danieli, Isabelle e Lauanda as soberanas da 16ª Festa do Vinho

Com o Ginásio Centenário lotado pelas torcidas das 12 candidatas a Rainha da XVI Festa do Vinho, o público de diversas comunidades acompanhou com grande expectativa todos os detalhes e o resultado dos cinco jurados que tiveram a árdua tarefa de escolher a nova realeza do município. Vestidas com trajes e as cores que valorizam a uva Goethe e o estilo italiano, elas foram avaliadas pela beleza, simpatia, desenvoltura, conhecimento, entre outros quesitos.
Uma noite de grande emoção que elegeu Isabelle de Costa, de apenas 16 anos, representante da ProGoethe, como a Rainha da Festa do Vinho. Lauanda de Oliveira Goulart e Danieli Romagna foram escolhidas para ocupar os postos de primeira e segunda princesas, respectivamente.
A partir de agora, elas terão a missão de representar Urussanga e a Festa do Vinho pelos próximos dois anos em todos os eventos municipais, regionais e estaduais.
“A ficha ainda não caiu, não estou acreditando. Era um sonho que eu sempre tive. Desde que me inscrevi já estava preparada tanto para estar entre as escolhidas quanto para não estar. Agora acredito que vai ser uma experiência maravilhosa”, afirmou Isabelle.
A 1ª princesa Lauanda também expressou sua felicidade. “O sonho se torna realidade e com ele a missão de eternizar o que Urussanga tem de melhor. É uma honra fazer parte desta corte e com muito orgulho iremos representar nossa amada cidade’, comentou.
A 2ª princesa Danieli ressaltou o compromisso de representar o município. “Fazer parte da realiza é um grande compromisso, pois não estamos somente representando o evento, nós somos responsáveis agora por evidenciar um legado de 138 anos de história de Urussanga, de pessoas acolhedoras, com muita fé e batalhadoras”, pontuou.
Como prêmio, a rainha foi presenteada com uma viagem com acompanhante para Porto Seguro pela DS Travel. A corte ganhou ainda um curso intensivo de italiano pela ISUL Idiomas, além de mimos da Caza Mix e pingentes de ouro para cada uma das candidatas entregues durante a cerimônia. Após o desfile, a organização exibiu um vídeo em que a cantora Ivete Sangalo desejou sucesso às escolhidas para formar a corte da Festa do Vinho.

Saiba mais sobre a realeza

RAINHA:
Nome: Isabelle de Costa
Bairro: São Pedro
Patrocínio: Associação ProGoethe

PRIMEIRA PRINCESA
Nome: Lauanda de Oliveira Goulart
Bairro: Bela Vista
Patrocínio: Supermercados Silvana, Daiane Salão de Beleza, Consultório Médico Dra. Andreia M. S. Souza, Vitalis Farmácia de Manipulação

SEGUNDA PRINCESA
Nome: Danieli Romagna
Bairro: Baixada Fluminense
Patrocínio: Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Associação Empresarial de Urussanga (ACIU)

Dedicação em prol do desenvolvimento da agricultura

O mundo da agricultura é motivo de admiração, estudos e trabalho, tornando-se parte fundamental da vida de Emilio Della Bruna, de 56 anos, desde a sua adolescência. Natural de Pedras Grandes, Emilio permaneceu na cidade natal até a conclusão do ensino fundamental em Azambuja.
Com 15 anos, deixou a casa dos pais para ingressar no curso profissionalizante de Técnico em Agropecuária no Colégio Agrícola de Araquari, na região norte de Santa Catarina, pertencente à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Em três anos, ele concluía o curso e também outra especialização em gado leiteiro no Centro de Treinamento para Pecuarista e Castro no Paraná. “O meu mundo naquela época era a agricultura. O setor era valorizado. Por uma questão cultural eu vi essa possibilidade de estudar esta área”, comenta.
As oportunidades incentivaram Emilio a buscar o ingresso em uma graduação na UFSC. Logo em 1978, ele integrava a turma de Engenharia Agronômica pela instituição de ensino e quatro anos e meio depois se transformava em engenheiro agrônomo, conquistando o primeiro lugar entre todos os formandos de sua turma. Mas a sede pelo conhecimento fez com que ele fosse ainda mais além buscando uma carreira profissional de sucesso.
Em 1983, Emilio Della Bruna iniciou o mestrado em Microbiologia Agrícola na Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais. “Eu sempre me preparei para atuar na área de pesquisa. Dediquei-me a genética durante o Mestrado. Especializei-me em microbiologia e bioquímica do solo, genética microbiana e melhoramento de plantas para trabalhar com produção vegetal e produtos e processo biotecnológicos”, conta. Sua tese voltada para estudos sobre o eucalipto encerrou com êxito a conclusão dos estudos em 1985.
Pela conquista do primeiro lugar no curso de Agronomia, a EMPASC, atual Epagri, disponibilizou para Emilio uma bolsa de estudos na sequência pelo notável desempenho no Mestrado o contratou para o cargo de pesquisador científico para atuação na Estação Experimental de Itajaí.
No local, por dois anos, Emilio atuou em linhas de pesquisa direcionadas a mandioca e micorrizas (fungos e raízes), bem como coordenou vários grupos de trabalho. Neste período ele também concluiu cursos de especialização em biotecnologia, na Universidade de São Paulo, e em cultura de tecidos de batata, batata doce e mandioca, no Centro Internacional Dela Papa, no Peru.

AVANÇOS NA AGRICULTURA CATARINENSE

Convidado pelo Governo do Estado, Emilio retornou ao Sul de Santa Catarina em 1987 com a missão de reerguer a Estação Experimental de Urussanga e a Pesquisa Agrícola da região. Ao iniciar os trabalhos na região, reuniu técnicos e lideranças locais para criar o Plano de Desenvolvimento Agrícola Regional. Além de coordenar a equipe de pesquisadores da Estação Experimental, Emilio dedicou-se ao desenvolvimento da fruticultura, uma das prioridades do Plano de Desenvolvimento Regional em Urussanga. “Faltava conhecimento nesta área. Minha família produzia frutíferas e eu percebi esta necessidade”, salienta.
Logo no início, com a colaboração de outras organizações nacionais, iniciou um intenso trabalho na área de criação de novas cultivares de pessegueiro, ameixeira e nectarineira e também no desenvolvimento de tecnologias de produção para essas culturas e para a videira.
Quando começou a trabalhar no local, Emilio tornou-se Chefe da Estação Experimental de Urussanga, permanecendo neste cargo até março de 1990. A frente da instituição, o engenheiro agrônomo promoveu importantes ações como a reforma de toda a estrutura física, recuperação das terras usadas para experimentação, criação de laboratório, casa de vegetação, horto floresta, construiu reservatórios de água para irrigação, reativou a cantina experimental e construiu amplos espaços para apoiar a pesquisa e o bem estar dos funcionários. “O mais importante daquela gestão não foi a ampliação da estrutura física, mas sim, as tecnologias geradas pela equipe de pesquisa para a agricultura catarinense, gerando aumento de produção e renda as famílias rurais”, comenta.
Após deixar o cargo da chefia, Emilio deu continuidade aos seus projetos profissionais e pessoais nos anos seguintes. No ramo privado investiu na produção de fruta, na agroindústria e na produção de mudas. Paralelo a isto, na Epagri em Urussanga, ele atuou no melhoramento genético de ameixeira para baixa exigência em frio e resistência a Escaldadura e a Xanthomonas e em outras linhas de pesquisa como o melhoramento genético do pessegueiro e maracujazeiro doce, bem como ministrou dezenas de treinamentos, em toda Santa Catarina, na área de fruticultura. Também participou de inúmeras viagens técnicas nacionais e internacionais.
De 1995 a 1998, Emilio Della Bruna assumiu a Gerência Regional Sul da Epagri, um importante cargo que comandava a pesquisa agrícola de Imbituba a Passo de Torres e a extensão rural em todos os municípios da AMESC e da AMREC. “Neste período reestruturamos a extensão rural, devolvendo dignidade ao trabalho da equipe. Implantamos um novo modelo de gestão para o serviço publico agrícola do Sul que depois foi implantado em todo o Estado de Santa Catarina. Valorizamos as equipes técnica, implantamos metas por resultados, implantamos o programa 5S, criamos equipes de especialistas para as diversas áreas do conhecimento e treinamos essas equipes para que pudessem maximizar os efeitos de sua atuação no meio rural, enfim, nós éramos modelo. Naquela época desenvolvemos estudos para barragens como a do Rio São Bento, em Siderópolis. Também foi executado serviços de macrodrenagem em todo o Sul Catarinense, expandindo a área agrícola em milhares de hectares e melhorando o serviço de irrigação em outro tanto”, recorda.
Ainda, além da Epagri, atuou intensivamente no desenvolvimento agrícola de Urussanga e região. Em 1988, fundou a Comissão Agropecuária Municipal, hoje Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural, criando diversos programas de incentivo ao produtor rural que ainda hoje estão em atividade. Na área da fruticultura, fundou a Associação Sul Catarinense de Fruticultura (Sulrutas) que visa desenvolver a cadeia produtiva de forma sustentável, atuando desde a criação de novas cultivares até o mercado consumidor.
“Foi constatado que a produção de frutas era maior do que o consumo. Por isso buscamos novos mercados, apoiamos as pesquisas para melhorar a qualidade, treinamos os fruticultores e organizamos a cadeia produtiva”, frisa.
Emilio Della Bruna também criou três novas variedades de pêssegos, uma de nectarina e uma de ameixa e registrou quatro clones de uva em 15 anos de trabalho. Ele também possui um livro publicado em parceria com o engenheiro agrônomo Antônio Ferreira da Silva denominado “Cultive uma horta e um pomar orgânico: sementes e mudar para preservar a biodiversidade”. Também foi professor na Universidade Federal de Viçosa, orientou 25 acadêmicos de graduação e tem mais de 20 trabalhos técnicos e científicos publicados em revistas nacionais e internacionais.
Atualmente Emilio continua sendo pesquisador científico da Epagri de Urussanga, revisor técnico da Revista Brasileira de Fruticultura e da Agropecuária Catarinense. Ele é membro do Conselho Fiscal do Sicoob/Credisulca e do Conselho de Administração da Cidasc e continua sendo produtor rural atuando na área de fruticultura, reflorestamento e avicultura.
“Para o futuro busca-se produzir mais, melhorar a qualidade da produção e reduzir o uso de agroquímicos. E encontrar variedades com alta produção, trabalho que demora décadas. A agricultura vai mudar muito daqui para frente, temos que buscar alta produtividade e reduzir os danos ao meio ambiente. Precisamos produzir alimentos saudáveis e melhorar a vida das pessoas”, pontua.

de gestão para o serviço publico agrícola do Sul que depois foi implantado em todo o Estado de Santa Catarina. Valorizamos as equipes técnica, implantamos metas por resultados, implantamos o programa 5S, criamos equipes de especialistas para as diversas áreas do conhecimento e treinamos essas equipes para que pudessem maximizar os efeitos de sua atuação no meio rural, enfim, nós éramos modelo. Naquela época desenvolvemos estudos para barragens como a do Rio São Bento, em Siderópolis. Também foi executado serviços de macrodrenagem em todo o Sul Catarinense, expandindo a área agrícola em milhares de hectares e melhorando o serviço de irrigação em outro tanto”, recorda.
Ainda, além da Epagri, atuou intensivamente no desenvolvimento agrícola de Urussanga e região. Em 1988, fundou a Comissão Agropecuária Municipal, hoje Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural, criando diversos programas de incentivo ao produtor rural que ainda hoje estão em atividade. Na área da fruticultura, fundou a Associação Sul Catarinense de Fruticultura (Sulrutas) que visa desenvolver a cadeia produtiva de forma sustentável, atuando desde a criação de novas cultivares até o mercado consumidor.
“Foi constatado que a produção de frutas era maior do que o consumo. Por isso buscamos novos mercados, apoiamos as pesquisas para melhorar a qualidade, treinamos os fruticultores e organizamos a cadeia produtiva”, frisa.
Emilio Della Bruna também criou três novas variedades de pêssegos, uma de nectarina e uma de ameixa e registrou quatro clones de uva em 15 anos de trabalho. Ele também possui um livro publicado em parceria com o engenheiro agrônomo Antônio Ferreira da Silva denominado “Cultive uma horta e um pomar orgânico: sementes e mudar para preservar a biodiversidade”. Também foi professor na Universidade Federal de Viçosa, orientou 25 acadêmicos de graduação e tem mais de 20 trabalhos técnicos e científicos publicados em revistas nacionais e internacionais.
Atualmente Emilio continua sendo pesquisador científico da Epagri de Urussanga, revisor técnico da Revista Brasileira de Fruticultura e da Agropecuária Catarinense. Ele é membro do Conselho Fiscal do Sicoob/Credisulca e do Conselho de Administração da Cidasc e continua sendo produtor rural atuando na área de fruticultura, reflorestamento e avicultura.
“Para o futuro busca-se produzir mais, melhorar a qualidade da produção e reduzir o uso de agroquímicos. E encontrar variedades com alta produção, trabalho que demora décadas. A agricultura vai mudar muito daqui para frente, temos que buscar alta produtividade e reduzir os danos ao meio ambiente. Precisamos produzir alimentos saudáveis e melhorar a vida das pessoas”, pontua.

ATUAÇÃO NA POLÍTICA E RECONHECIMENTOS

Emilio Della Bruna afirma que sempre gostou da vida pública. Teve atuação forte na política estudantil, participou e coordenou Grêmio Estudantil, Cooperativa de Estudante, Diretório Acadêmico, Centro Acadêmico, Diretório Central, União Catarinense de Estudante e União Nacional de Estudantes Associação de Pós-graduação.
De 1992 a 1993, ele esteve à frente da Secretaria Municipal de Agricultura, Indústria e Comércio de Urussanga. “Um dos projetos marcantes foi o de incentivo ao turismo e a instalação do Balcão Sebrae em Urussanga, o qual estudou as potencialidades da região que culminou com a criação do projeto PRESTO que foi fundamental para alavancar o setor. Era um privilégio ter isso naquela época”, lembra. Entre 1997 e 1999, Emilio foi presidente do PMDB de Urussanga. Hoje é vice-presidente do PSD do município.
Em 2001, a fundação do Cirsures contou com a participação de Emilio. Em 2003, ele recebeu o prêmio “Melhores Práticas em Gestão Local” entregue em Brasília durante evento promovido pela Caixa Econômica Federal. “O Cirsures foi reconhecido entre os 10 melhores exemplos de gestão de aproveitamento máximo dos escassos recursos públicos no Brasil e também representou o país num evento da ONU, no qual foi premiado entre as 100 melhores práticas mundiais em gestão pública”, conta.
Emilio colaborou na organização das edições da Festa do Vinho, ocupando funções desde presidente a assessor técnico. Entre 2001 e 2004, Emilio atuou como vice-prefeito de Urussanga e neste período fez uma especialização em Gerente de Cidades, em Porto Alegre, na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), e concluiu com a tese “Aumento da arrecadação municipal – O caso de Urussanga”.
Emilio Della Bruna recebeu reconhecimentos e títulos desde a década de 80: honra ao mérito pelo CREA-SC em 1983, honra ao mérito pela UFSC em 1983, honra ao mérito pela Câmara de Vereadores de Urussanga em 1990 e o Prêmio Qualidade Total entregue pela Nacional Pesquisas.
Emilio é casado com Edna Maria Coelho Della Bruna e pai de três filhos: engenheiro Emilio Della Bruna Junior, médica Nicole Coelho Della Bruna e estudante Luis Fernando Della Bruna.

Circuito enogastrônomico é realizado no feriado em Urussanga

Na próxima quinta-feira, dia 26, durante as comemorações do aniversário de Urussanga, acontece a primeira edição do Circuito Enogastronômico em Urussanga. O evento, promovido pelo Núcleo de Turismo, busca fortalecer a cidade como destino turismo e enogastronômico.
O evento contará com a participação de vinícolas, restaurantes, cafeterias e bares da cidade que irão trazer em seu cardápio uma refeição harmonizada com vinho. Neste dia, a gelateria Roma vai lançar a taça de sorvetes Benedetta. O restaurante Piatto D’oro irá produzir a tradicional ‘porchetta al vino’ no almoço. Para o jantar, o restaurante Marias e Rosa vai servir a deliciosa estação de massas e a Flor de Cacau irá oferecer minestra, sopa de capelleti e de sobremesa chocolate ao vinho. Outros estabelecimentos como Vigna Mazon e Morro da Lagoa Acqua Park atenderão mediante reservas antecipadas de grupos.
Para Thaise Nichele, proprietária da chocolateira Flor de Cacau, o núcleo nasceu com o objetivo de promover o turismo na cidade e o circuito é uma das ações que ajudam a consolidar a herança da colonização italiana. “Buscamos solidificar Urussanga como um destino enogastronômico e turístico da região sul. Estamos trabalhando para que no futuro esta seja a marca da cidade”, explica.
O Núcleo conta o apoio da ProGoethe e da ACIU, que pretende ter periodicidade no circuito enogastronômico. O evento ocorre paralelamente com o aniversário da cidade.