Vinte competidores participam da 1 Marathon Ritorno Alle Origini

O 1 Marathon Ritorno Alle Origini de Urussanga, realizado com a superviso da Federao Catarinense de Ciclismo (FCC) foi a novidade durante a Festa. O evento uma corrida longa de Cross Country, chamada tambm de prova de XCM, realizada em estradas de cho batido e num percurso de at 60 a 120 km. Uma caracterstica da prova que os atletas de todas as categorias, de amadores a profissionais, competem juntos, necessitando o uso de fora, velocidade, tcnica e resistncia, realizado em regies montanhosas, explica o Diretor de Esportes de Urussanga, Gustavo de Oliveira.
A cidade pode realizar o evento devido s caractersticas naturais com durezas nas subidas de altitudes de at 400 metros e descidas em que os atletas atingiram at 80 km por hora.
A FCC aprovou a realizao do evento e tivemos 24 inscritos e 20 competidores que participaram de idades entre 21 a 63 anos, relata Oliveira.
Atletas de toda regio e at de outros estados participaram da prova, como Timb, Passo Fundo em Rio Grande do Sul, Brao do Norte e outras cidades. Agradecimentos especiais ao patrocinador oficial Scooter Bike Shop e aos apoiadores que foram o Governo de Urussanga, Departamento Municipal de Esportes e Lazer, Trilheiros da Benedetta, Policia Militar de SC, Loja Menina Sapeca e FCC, alm de todos os voluntrios e praticantes que auxiliaram, finaliza Oliveira.

Confira os vencedores em 1 lugar

Pr – 29km – Masculino
Elite de 19 a 29 anos ou critrio tcnico
1h04min02segs: Fernando Copetti (Urussanga)

Sub 30 de 19 a 29 anos
1h06min07segs: Everton Cunha dos Santos

Master A2 de 35 a 39 anos
1h11min58segs: Jefferson Kalbusch

Master B2 de 45 a 49 anos
1h08min12segs: Osnir Oss-Emer

Veterano de 60 anos ou mais
1h47min19segs: Cezar Lorenzini

Pr – 29km – Feminino
Elite de 19 a 29 anos ou critrio tcnico
1h34min05segs: Nara Fronza

Sport – 25km – Masculino
Sub 30 de 18 a 29 anos
1h17min33segs: Vitor de Brida (Urussanga)

Master A de 30 a 39 anos
1h05min20segs: Frank Tezza Vieira (Urussanga)

Master B: 40 a 49 anos
1h08min59segs: Jucinei de Lorenzi Cancellier (Urussanga)

Grupos de danas e corais foram destaque durante a XIV Ritorno

Com o objetivo de resgatar as origens da cultura italiana atravs da msica e da dana, o pblico presente no domingo, dia 24, na XIV Ritorno Alle Origini pode apreciar atraes culturais de toda regio.
Apesar da chuva, o pblico que estava apreciando a gastronomia tpica, tambm acompanhou as apresentaes dos seis grupos durante a tarde de domingo. Como Sandro Maccari, natural de Urussanga que reside na Bahia, que acompanhou as apresentaes. Para mim este foi o auge da representao da cultura italiana durante a festa. J participei de um grupo de dana folclrica em Urussanga e gosto de admirar cada gesto e movimento nas apresentaes. Foi fantstico, diz Maccari.
Segundo o Responsvel pela Subcomisso de Cultura, Srgio Maccari Junior, as apresentaes aconteceram de forma dinmica e atrativa. Quem estava perto do palco pode acompanhar as belas apresentaes que focaram em mostrar a cultura italiana atravs da dana e do canto. Os grupos usaram trajes tpicos para embelezar ainda mais o evento, afirma Maccari.
Seis grupos participaram do Festival de Corais e Danas durante a Ritorno, sendo o Grupo de Dana Italiana Di Trevi, de Iara, o Coral Ricordi de LItlia, de Praia Grande, Coral de Crianas Escola Demtrio Bettiol, de Cocal do Sul, o Coral talo Brasileiro Nova Veneza, Grupo Coral Serenata DAmore, de Cocal do Sul e a apresentao cultural da Orquestra de Cordas de Florianpolis.

Concurso premia vinhos artesanais

Os apreciadores de vinhos artesanais j podem se preparar para degustar novos e bons vinhos neste inverno. O Concurso Municipal de Vinhos, realizado na manh do ltimo domingo, dia 24, premiou e destacou os melhores produtores da cidade. A Comisso Julgadora, composta por cinco profissionais da rea, elegeu vinhos nas categorias Goethe, tintos e brancos.
O produtor Gilmar Maccari conquistou a primeira colocao na categoria Goethe. Dionei Pignatel levou o segundo lugar e Vilmar Fenili a terceira posio. No tinto de uvas americanas, o vencedor foi Gilmar Trento, seguido de Antnio Cancelier e Valentim Canever. Na categoria tinto de uvas vinferas, Gilmar Maccari levou o primeiro lugar, Raul Svio a segunda colocao e Olvio Jung o terceiro lugar. Nos vinhos brancos, Gilmar Trento foi o premiado, seguido de Deivson Baldin e Raul Svio.
Segundo o gerente da Estao Experimental da Epagri de Urussanga e enlogo, Stevan Arcari, um dos membros da comisso julgadora, o padro de qualidade dos vinhos foi bom nesta edio do concurso anual, que enaltece o produto artesanal local. Foi bem concorrido e difcil selecionar os finalistas, pois o padro de qualidade estava muito bom. Os vinhos que ficaram fora da final foram por detalhes mnimos. importante destacar os vinhos brancos com um alto nvel. Esse aprimoramento de qualidade ano a ano mantm a fora do setor do vinho artesanal que a consolidao da regio como produtora de vinhos de qualidade. Pelo produto artesanal no ser classificado perante a lei para comercializao, este concurso uma forma de exaltar e valorizar o produtor junto a festa, ressalta Arcari.

Linha Pacheco campe da 7 Olimpada Colonial Rural

Muita animao e alegria durante a 7 edio da Olimpada Colonial Rural que aconteceu no dia 23, durante a 14 Ritorno Alle Origini. Seis equipes participaram da competio, sendo elas: Linha Pacheco, com participao de pessoas de Santaninha, Linha Rio Maior e Palmeira do Meio, tambm participaram as comunidades de Rio Amrica Baixo, Rio Maior, Armazn, Rio Salto e So Pedro que se uniu com a comunidade de Morro da Lagoa.
Somente pessoas de Urussanga e de comunidades rurais podiam participar da Olimpada, com no mnimo 13 integrantes cada equipe. Foram sete modalidades, todas voltadas para atividades que os agricultores antigamente realizavam. Homens e mulheres participaram das provas que animaram tarde de sbado durante o Ritorno, comenta a Extensionista Social da Epagri de Urussanga, Maria Cristina C. da Costa.
As provas disputadas foram corrida de plantadeira, debulhao de milho, corrida de carriola, prova de topiador, pelotada de funda, caa ao porco, mangiare tutto e a prova surpresa com a dana do sabugo. Para desempate foi realizado a prova de arremesso de espiga na derla (cesta).
A equipe vencedora foi comunidade de Linha Pacheco, junto com as outras comunidades integradas, que ganharam com 24 pontos. O segundo lugar ficou com a comunidade de So Pedro com 23 pontos e em 3, Rio Salto com 22 pontos.
Archangelo De Noni Neto, de 53 anos, de So Pedro, participa pela quinta vez da Olimpada e incentiva os demais agricultores. Reuni um grupo de So Pedro com Morro da Lagoa e mesmo que tenhamos ido somente para participar, foi bom ter ganho em segundo lugar. Faremos uma festa com o dinheiro e o porco, diz. De Noni participou das provas da Corrida na plantadeira e da Espiga na derla.

O evento um resultado da parceria da Epagri de Urussanga, Secretaria de Agricultura, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Comisso Central Organizadora da 14 Ritorno Alle Origini e Departamento Municipal de Esportes de Urussanga.

Premiao

1 lugar: Linha Pacheco. Com premiao de 500 reais, mais um suno de 100 quilos e um trofu.
2 lugar: So Pedro. Com premiao de 300 reais, mais um suno de 70 quilos e um trofu.
3 lugar: Rio Salto. Com premiao de 200 reais, mais um suno de 40 quilos e um trofu.

A vida no campo delineada pelos pinceis de Jerci Maccari

Os traos que expressam a terra frtil com profundidade e em tons vibrantes so elementos que sutilmente representam a independncia do urussanguense Jerci Maccari em suas obras. A paisagem ao fundo um convite ao apreciador da arte, despertando nele o desejo de entrar em suas pinturas para colaborar na execuo da atividade agrcola desempenhada pelo trabalhador. Com este convite, Maccari conseguiu atrair e encantar diversos visitantes ao expor, pela primeira vez em Urussanga, mais de 30 telas no Centro Cultural do Parque Municipal de 23 a 26 de maio.
A vida no campo a temtica utilizada pelo artista ps-modernista desde a metade da dcada de 80. As obras refletem a memria afetiva do pintor ligada comunidade de Coxia Rica, em sua terra natal Urussanga, e a cidade de Francisco Beltro, no Paran, local onde sua famlia se estabeleceu em 1953. As pinturas resgatam as lembranas e os costumes.
Um artista pinta o que sente e no o que v. A minha referncia a minha famlia. Quando meus pais saram de Urussanga eu os acompanhei com apenas quatro anos. E eles levaram toda a cultura na bagagem e a armazenou no Paran. Por isso a temtica que escolhi apresenta o lado cultural destas duas cidades. So lembranas da minha infncia onde trabalhei nestas atividades em algum momento at quase os meus 13 anos. Meu trabalho um resgate da minha histria e tambm um lado da compensao afetiva pelo fato de eu no conviver mais diariamente com os meus pais, Basilio Vendramino Maccari e Maria Gastaldon, hoje ambos com 90 anos. Tenho vagas lembranas dos nonnos Giuseppe Gastaldon e Giuseppe Maccari, este ltimo lembro bem de seu parreiral. O jeito de plantar e colher aprendido aqui foi aplicado no Paran. Tenho carinho por Urussanga e por isso volto sempre para visitar meus parentes, ir no morro, no Belvedere, e me encher daquele lugar de energia, conta entre risos.
Uma das peculiaridades das obras do artista Jerci Maccari a valorizao dos trabalhadores do campo e a no identificao dos rostos dos personagens. O agricultor um elemento que serve de base e sustentao em nossas vidas social e econmica. uma grande parte da populao que se dedica a cultivar a terra. um pilar que no visto. No caso dos meus quadros, o personagem no se torna um retrato, uma figura especfica. Ele no tem identidade prpria, uma maneira de valorizar todos os trabalhadores do campo. Mas a minha inspirao meus pais, trago-os como personagens sem rostos. Desta forma tambm me sinto cercado da minha famlia, ressalta.
Jerci Maccari, que atualmente reside em Valinhos, em So Paulo, idealiza suas pinturas dentro do estilo ps-modernista, misturando diversos elementos das tcnicas e dos movimentos impressionistas, cubistas, pontilhistas, entre outros. As marcas deixadas pelos pinceis em suas obras so inspiraes do impressionismo utilizado nas pinturas do francs Monet. As telas de Maccari so feitas com pintura a leo e acrlico. Esse estilo ps-modernista latente em minhas obras. Penso na tela e vou atrs do personagem, da pose e do movimento nas propriedades agrcolas de meus pais no Paran. Colho a pose, fotografo, escolho o ngulo da ao do cotidiano para depois criar o esboo, fazer minha composio, passar para a tela para finalmente comear a obra. Em mdia, uma tela demora em torno de 45 horas para ser pintada, j uma de tamanho maior umas 80 horas, pontua.
Desde quando iniciou oficialmente como artista em 1972, com apenas 23 anos, Jerci Maccari j produziu de 500 a 600 telas. Destas, 300 foram elaboradas com a temtica da vida no campo. Neste ano o urussanguense pretende criar 20 novas obras para seu acervo de mais de 40 anos de carreira. Sou um homem completamente realizado. Hoje embora seja cansativa a pintura, ela muito prazerosa, salienta.

TURN
O artista urussanguense, ps-modernista, Jerci Maccari, despediu-se de Urussanga na tera-feira, dia 26, aps expor suas telas na cidade durante quatro dias.
Maccari agora mostra seu talento para os moradores de Capivari de Baixo, no Espao Cultural do Parque Ambiental Tractebel, at o dia 30. Depois o artista segue para Cricima, no hall da Prefeitura, de 1 de junho ao dia 3, Nova Veneza, no Palazzo delle Acque, de 4 a 6 de junho, e encerra sua passagem por Santa Catarina em Florianpolis, na sala de eventos anexo a Pousada Oceanomare, de 7 a 13 de junho.

DO DESEJO DE SER PADRE A COROAO COMO ARTISTA

O primeiro desenho do artista Jerci Maccari foi feito quando ele tinha entre sete e oito anos devido a um fato familiar e com as aulas prticas de artes na escola. Naquele perodo tinha passado a poca do Natal e a minha tia Olinda e sua filha Zelia Maccari foram nos visitar. Zelia mostrou sei presente e era uma caixa de lpis de cor com seis unidades. Ela apresentou seu desenho, o famoso pinheirinho, smbolo natalino. E aquilo me deixou fascinado, ainda tenho gravado na memria. Incomodei minha me at ganhar uma caixa de lpis tambm. Na escola, nas aulas de desenho, eu fazia os desenhos que a me bordava nas fronhas, aqueles riscos com carbono em cima do tecido, comenta. Na poca, uma campanha no Brasil fazia uma caa a vocaes com visitas nas comunidades agrcolas explicando como era a vida de padres e freiras. Fascinado pelas palavras, Maccari decidiu ser padre e ingressou em um seminrio em Ibicar, Santa Catarina, no Vale do Rio do Peixe. Depois, em 1962, o urussanguense progrediu como seminarista e foi estudar em Pirassununga, So Paulo, permanecendo neste seminrio por cinco anos. Tive contato com o mundo moderno em Pirassununga, no auge da jovem guarda, conhecendo a televiso, o cinema e a comecei a fazer meus primeiros trabalhos. E a vida ali foi marcante. Tive contato com a msica, pintura, conhecia artistas de rua. No seminrio havia artistas muito bons que pintavam a leo, aquarela e guache. Comecei a pegar material de um emprestado. E assim fui progredindo e no final de Pirassununga j estava vendendo meus trabalhos para as carolas com apenas 17 anos, comeando a ser dependendo financeiramente de meu pai. Depois morei em Valinhos, l tinha uma casa de formao, e a minha vida social era intensa na comunidade. A arte explodiu em mim. Comecei a pesquisar pintores, tcnicas e mais maduro fiz contato com grupos. Estudava violino tambm. A o padre concluiu que eu no estava apto, pois era muito independente e na verdade eu tinha que ser submisso s ordens superiores e logo disse que eu estava desligado. Minha inteno era ser padre, msico e artista plstico, conta entre risos.
Em Valinhos, Jerci Maccari iniciou um curso oferecido pela prefeitura. O professor logo notou que ele tinha talento para o meio artstico. Ele disse que agora era o momento de parar de pintar e praticar o desenho, rostos, detalhes do corpo humano. Fiz s desenhos por quase um ano. Depois me orientou a comear a pintar a leo, em tela, sob orientao dele, o artista Sebastio Guimares, durante seis meses. Depois fiz cpia de obras impressionistas, pintura moderna, simples, abstrato, entre outros. Peguei o esprito da coisa, estudei, fiz uns 30 projetos, mas a maioria no prestava para ele. Naqueles ele escolheu apenas trs. A cai na real como era difcil trabalhar com as cores, os traos. Ele conseguiu me explicar o conceito de pintura moderna. Depois segui meu caminho ali pelos anos 70, 72, ressalta. Sem rumo, Maccari foi morar em uma repblica em Valinhos e com 20 anos procurou emprego em uma multinacional para se estabilizar financeiramente. Ingressou na faculdade de comunicao em relaes pblicas e, sem tempo, abandonou a arte. Voltou a pintar em 1978, quando encerrou a graduao.
Aps passar por diferentes estilos ao longo dos seus mais de 40 anos de carreira, o artista ps-modernista foi coroado com a divulgao de Suas obras no programa televisivo Domingo do Fausto, em maro deste ano. Uma agncia que cuida de meu marketing entrou em contato com a produo e enviou o material. Fomos agraciados com duas aparies em semanas seguidas. Isso coroou a minha trajetria. Mas quero alcanar o exterior, decolar ainda mais. Irei expor na Itlia ainda este ano, finaliza.

Pessoas circulam de traje tpico pelo Parque

Uma das surpresas desta edio da festa Ritorno Alle Origini foi o surgimento de pessoas vestindo trajes tpicos italianos. Da Bahia, Adrianna Freire acompanhou o esposo natural de Urussanga para participar da festa.
Vesti o traje tpico porque acho que devemos mergulhar na cultura e vestir de um senso de identidade, mas achei que todas as pessoas estariam de trajes tpicos. Infelizmente fiquei decepcionada ao ver que as pessoas da terra no se deram ao trabalho de se vestir. Acho que a organizao da festa deveria promover um concurso de trajes tpicos nos prximos anos como uma forma de incentivar as pessoas a se vestirem, seno este costume ir se perder cada vez mais e mais a cada binio, o que seria uma lstima, ressaltou.
No geral, achei a festa muito bem estruturada em termos de acesso aos turistas sobre as peculiaridades da cultura italiana. Penso que uma festa deste tipo deve visar tambm quelas pessoas que nunca tiveram contato anterior com a cultura italiana como, por exemplo, uma amiga minha que compareceu ao evento e conseguiu compreender os aspectos da cultura tanto na gastronomia quanto nas danas folclricas e canes, acrescentou.
A professora Mariele Garbelotto Raldi, de Pedras Grandes, j participou das edies anteriores da festa, mas vestiu o traje tpico pela primeira vez.
sempre uma grande satisfao participar da Ritorno. Desta vez vesti o traje tpico italiano, valorizando e revivendo ainda mais s nossas origens, da qual me orgulho muito. A festa tem o grande diferencial em destacar e representar a cultura italiana, atravs de msicas, apresentaes, gastronomia e muita diverso, frisou.

Integrantes da CCO avaliam festa

Mais uma edio do evento que ressalta a tradio e os costumes da colonizao italiana encerrou no ltimo final de semana. A Comisso Central Organizadora da 14 Ritorno Alle Origini estima que aproximadamente 42 mil pessoas tenham passado pelo Parque Municipal Ado Cassetari Vieira nos trs dias de festa. A festa recebeu visitantes de todo o estado, e at de outras regies do Brasil. As principais atraes do evento foram a cultura italiana, enfatizada na msica, na gastronomia e nos trajes tpicos, usados por muitas pessoas. A entrada foi toda gratuita, inclusive para os shows nacionais de Papas da Lngua e Rubens Daniel.
O presidente da CCO, Ricardo Nowasck, ficou surpreso com o pblico que compareceu ao evento. Sabamos que seria um sucesso, por todo o trabalho que foi realizado. Mas no imaginvamos que iria tomar essa proporo, avalia.
Para o vice-presidente da comisso, Rangel Quaglioto, o objetivo foi alcanado.
O evento foi um sucesso, como previsto, independente do tempo. Sabemos que houve problemas, mas eles sero citados no relatrio para uma prxima comisso. Atendemos o nosso objetivo que era realizar a maior e melhor edio. Acreditamos que dentro de 30 dias iremos apresenta a prestao de contas e o relatrio a populao. Agradecemos a toda populao urussanguense, ao prefeito Johhny, aos integrantes da comisso, as entidades e a imprensa pelo grande empenho.

BACCO anima pblico e marca 14 Ritorno

Bacco, o deus romano do vinho, ordenou e os sditos cumpriram: a alegria tomou conta da Praa DItlia na noite do ltimo sbado, dia 23, durante a 14 Ritorno Alle Origini. La Sagra di Bacco, um baile festivo com canes italianas, dana e muito vinho foi uma novidade da edio deste ano e a estreia foi de sucesso com a animao da Orquestra Municipal de Urussanga.
O sucesso foi to grande que Urussanga j pode comear a pensar em tornar La Sagra di Bacco numa das principais atraes da Ritorno Alle Origini, comentou o presidente da comisso organizadora, Ricardo Nowausck. La Sagra di Bacco contou com a presena de representantes de festas de toda a regio e turistas de diversos estados.
A baiana Jse Fagundes participou pela primeira vez da festa em Urussanga e disse que ficou encantada com o evento. A minha estadia na festa Ritorno foi de encantamento e admirao pelo envolvimento de toda uma cidade em resgatar os valores culturais e artsticos de seus ancestrais. Um cuidado desde a decorao at o atendimento muito atencioso, dispondo sempre de um sorriso. Desta forma me senti motivada de me trajar tipicamente, no s para entrar no clima da festa mais como uma forma de homenagear a cidade e ao seu povo que foram to hospitaleiros e gentis, frisou.
A urussanguense Glria Tomasi Braz vestiu seu traje tpico no sbado noite. Decidi ir trajada tipicamente porque ouvi o chamado das pessoas responsveis pela festa Ritorno Alle Origini. J tinha a roupa pronta, pois desfilei vrias vezes com ela em outras festas nos anos anteriores. Ento vesti e sai com ela, dando realce a festa. Fui de traje noite e assim pude ser vista como mais uma integrante dos apaixonados pelo evento. Para minha alegria encontrei at gente de longe que tambm fizeram questo de vestir os trajes da poca. Isso que voltar s origens. Acho muito importante, pois a gente percebe como as pessoas gostam de ver e lembrar os estilos da poca, ressaltou.
O pblico que prestigiou a abertura da 14 edio da Ritorno Alle Origini, no dia 22 de maio, acompanhou a chegada do Nonno Giggio, o mascote que lembra um tradicional morador de Urussanga e que era o smbolo das primeiras edies da Festa do Vinho. Para o prefeito, Johnny Felippe, a presena dos urussanguenses e de todos os admiradores da cultura italiana que tornam a festa to especial. Viver a tradio dessa forma uma emoo muito grande para qualquer pessoa que admire as nossas origens. A Ritorno foi um sucesso que mostra o porqu de Urussanga ser uma cidade que est consolidando como anfitri de grandes eventos. Agora j comeamos a pensar na Festa do Vinho, que ser de 10 a 14 de agosto do ano que vem, antecipou o prefeito, Johnny Felippe.

O que plantar na horta orgnica domstica, no outono?

Estamosno outono, por isso vamos sugerir o plantio de algumas hortalias que encontram nesta poca, as melhores condies para se desenvolverem bem. Nas matrias anteriores falamos de rcula, espinafre, beterraba, repolho, couve-flor, couve e brcolis. Hoje vamos falar de algumas dicas para o plantio de cenoura.

Cenoura
A importncia nutricional da cenoura atribuda ao alto teor de vitamina A (vitamina da beleza), essencial para a sade dos olhos, pele, dentes e cabelos, atuando sobre o crescimento e aumentando a resistncia do organismo s doenas. As vitaminas B e C tambm so encontradas nas cenouras, alm de teores considerveis de clcio, fsforo e ferro. O consumo regular combate anemia e falta de vitaminas. O cultivo pode ser feito durante o ano todo. Mas, para cada poca deve-se escolher a cultivar correta. As cultivares de vero semeadas no outono, florescem, em detrimento da qualidade das razes. Para cultivo no outono, recomenda-se cultivares do grupo Nantes (Nantes, Meia comprida de Nantes,Nantes Superior e outras). As sementes, por serem pequenas, exigem bom preparo do solo. No preparo do canteiro, recomenda-se o revolvimento do solo com p de corte ou enxado, espalhando-se o adubo orgnico, sete a dez dias, antes do plantio,nas quantidades de 3 a 4 kg/m2 de composto orgnico ou esterco de gado curtido.Aps odestorroamento com enxada, nivela-se o canteiro com o rastelo, retirando-seos torres. Aps, marca-se os sulcos de semeadura (1 a 2 cm de profundidade), espaados de 30 em 30 cm, utilizando-se um riscador. Semeia-se diretamente em sulcos,0,5 a 1g/m2 de sementes. O uso de cobertura (sombrite ou2cm de p-de-serra ou casca de arroz) aps a semeadura, recomendado para proteger das chuvas torrenciais. O perodo mais crtico de competio com as plantas espontneas na emergncia da cenoura, at os 25 dias subsequentes. Para retardar as plantas espontneas, uma boa opo a cobertura do canteiro com jornal (preto e branco); cobre-se todo o canteiro utilizando-se uma folha de jornal e, sobre esta, aplica-se 2cm de composto orgnico peneirado. Depois, procede-se a abertura dos sulcos, a semeadurae cobertura das sementes e, irrigao. Aps trs semanas da emergncia da cenoura, efetuar o desbaste (eliminao do excesso de plantas). Recomenda-se deixar 10 a 15 plantas por metro linear, ou seja, 7 a 10 cm entre plantas. Aos 25 dias aps a semeadura, faz-se uma adubao em cobertura com 1 kg/m2 de composto orgnico ou 0,5 kg/m2 de esterco de aves, curtido. O solo deve ser mantido mido, sem encharcar, durante todo o ciclo da cultura. Recomenda-se irrigaes dirias leves, especialmente,at os 40 dias aps a semeadura. A cenoura resistente s principais pragas. Para evitar as doenas, recomenda-se fazer canteiros altos, fazer rotao de culturas e evitar ferimentos nas razes, por ocasio dos tratos culturais e colheita. A colheita realizada entre 85 e 110 dias aps a semeadura. No retardar a colheita para evitar que tornem-se muito grossas e fibrosas, sujeitas rachaduras. As cenouras so arrancadas manualmente, aps uma irrigao prvia para evitar danos.

Escola Ernesto Csar Mariot implanta horta orgnica

A escola Ernesto Csar Mariot h 10 anos cultiva uma horta com alimentos que so consumidos na merenda escolar. Com o objetivo de inovar e proporcionar ainda mais qualidade aos produtos, desde o ano passado o local passa por algumas mudanas. Com o auxlio do Engenheiro Agrnomo, Antnio Ferreira da Silva, os alunos e os profissionais da escola transformaram a horta em orgnica, ou seja, o cultivo sem o uso de agrotxicos.
Segundo a diretora do colgio, Maria Eli Cannica, a parceria resultou no projeto chamado de Horta Solidria, em que todos da escola colaboram com o cultivo das hortalias e verduras. Possuir uma horta orgnica em nossa escola ensinar as crianas o consumo de alimentos saudveis de forma sustentvel. O trabalho do Ferreira est sendo de grande valia para que consigamos continuar com o projeto, declara Maria.
A horta que possui quatro canteiros so cultivados variedades em hortalias e verduras, como alface, rcula, cenoura, brcolis e outros, alm de temperos e ervas medicinais. As crianas ficam muito felizes em comer algo em que elas produziram. Para ns, muito importante ver os alunos consumindo produtos cultivados na prpria escola, pois, sabemos que so livres de produtos qumicos, comenta Maria.
Alunos do 1 ao 5 ano cuidam do local em parceria com o Engenheiro. Para o estudante, Artur Bortolin divertido cuidar da horta e colher junto com os colegas, os alimentos que sero consumidos. As verduras e hortalias do mercado tm muito veneno, j a nossa bem saudvel e sabemos que no ir nos prejudicar. Eu e meus colegas adoramos poder ter contato com a terra e ns mesmos plantarmos, afirma.

Aniversrio de Urussanga marcado com missa, corte de bolo e apresentao italiana

Os 137 anos de fundao de Urussanga foram comemorados na noite tera-feira (23) com missa, corte de bolo e a apresentao do grupo italiano de dana Ladin Poi.
Com a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceio lotada, os urussanguenses celebraram a passagem de mais um aniversrio da Benedetta. Ns precisamos ser gratos por esta cidade. Ela fica a cada dia melhor, enalteceu o padre Carlos Weck, que presidiu a celebrao religiosa. Uma encenao lembrou os conflitos que ocorridos entre ndios e colonizadores no incio da histria de Urussanga, com a mensagem de que os descendentes italianos pedem perdo pelos erros cometidos pelos antepassados.
Logo depois, o pblico se dirigiu ao Centro Comunitrio para cantar Parabns e comer o bolo comemorativo. Urussanga s tem a comemorar nesta data, e ns s temos que continuar o trabalho para que esta cidade continue nos enchendo de orgulho, lembrou o prefeito, Johnny Felippe.
A comemorao se encerrou com o grupo italiano Ladin Poi, de Belluno, que est em turn por Santa Catarina.

Poluio sonora ou a falta de educao

Eu moro no centro da cidade, no terceiro andar de um prdio de apartamentos. O edifcio fica numa esquina, onde h um semforo. Trata-se de local bem movimentado, e a necessidade da sinaleira, ao menos nos horrios de pico, indiscutvel. Barulho h bastante. Quem escolhe morar no centro, embaixo de um semforo, deve aceitar o rudo como companheiro. Eu aceito. Inaceitveis, porm, so os infelizes que param no sinal vermelho com o som do carro nas alturas. Eles invadem o meu espao com seu mau gosto, acabam com meu sossego, emporcalham o ambiente todo.
No h hora certa para a poluio musical invadir minha casa. s seis da manh, por exemplo, bem comum algum chegar da balada (mesmo durante a semana) e seguir festando dentro do carro. noite muito pior. De dez em dez minutos, mais ou menos, tenho de parar o que estou fazendo para ouvir a mais nova porcaria da indstria fonogrfica, conhecer a dancinha da moda, absorver e assimilar todo o lixo sonoro que entra nos meus ouvidos sem pedir licena. um verdadeiro abuso.
H tambm os abominveis carros de propaganda. Estes gostam muito de transitar pelo meu prdio logo aps o almoo, quando fao um repouso de quinze minutos. Decibis a milhes, desrespeito total com os clientes. Se o sinal fecha, sequer tomam o cuidado de reduzir um pouco o volume do alto-falante. A vontade que me d, sendo obrigado a ouvir um anncio desta forma, a de boicotar o anunciante.
A poluio sonora um mal das cidades modernas. Em grande parte, inevitvel. Mas a poluio que me atinge e me aborrece poderia no existir se os motoristas tivessem um pouco mais de noo sobre a vida em comunidade. Contudo, muitos demonstram nada compreender sobre a liberdade e seus limites, no sabem como se comportar na rua, poluem a vida ao seu redor, so uns broncos. Durma-se com um barulho desses!

Direo da Fora Nacional ser o prximo desafio de Coronel Marcineiro

Aps um ano na reserva da corporao depois de 35 anos de trabalho, o ex-comandante da Polcia Militar de Santa Catarina, coronel Nazareno Marcineiro, est se preparando para assumir um novo posto: ser o diretor da Fora Nacional Brasileira. O convite foi feito no dia 5 de maio pela secretria Nacional da Segurana Pblica, Regina Miki. Uma conversa com a famlia, que reside em Urussanga, local onde o coronel foi criado desde os 10 anos de idade, e uma visita a Braslia fizeram com que ele aceitasse o desafio.
Estava em casa quando recebi a ligao da secretria. Ela fez o convite e na hora no me posicionei. Avaliei muito e conversei com a minha famlia, pois importante estarmos todos juntos. Fui a Braslia verificar a estrutura, o ambiente de trabalho e a sua dimenso e decidi aceitar pela oportunidade e desafio. Certamente outro catarinense e urussanguense no ter esta chance em curto espao. Pretendo atuar dentro da perspectiva. Estou finalizando um doutorado em engenharia de produo e acredito que ser til para a gesto de organizao social, ressalta.
Marcineiro assume a Fora Nacional no dia 16 de junho e passa a morar em Braslia. Ele comandar 29 operaes que j esto em andamento pelo pas como, por exemplo, aes contra o trfico na trplice fronteira e apoio fiscalizao do Ibama no Norte. Terei a responsabilidade de acompanhar e coordenar estes trabalhos como diminuir os indicadores de criminalidade em Alagoas, atuar na operao Onde Verde de proteo ambiental no Norte do pas e nos conflitos da grande usina de Belo Monte, comenta.
Atualmente o efetivo da Fora Nacional conta com 1,5 mil profissionais. O comando acionado quando um governador ou ministro de Estado solicita ajuda federal com o intuito de reprimir atos no controlados pelas foras de segurana locais. A principal misso da Fora Nacional para o prximo ano sob o comando de Marcineiro ser organizar e controlar a segurana dos Jogos Olmpicos no Rio de Janeiro. Para as Olimpadas, o efetivo dever aumentar para oito mil homens.
O mundo inteiro estar observando o Brasil. A princpio irei fazer um diagnstico de toda situao para este evento, verificar as condies, o efetivo, enfim, fazer todo o acompanhamento. tudo muito novo e sei que irei aprender bastante. Mas a minha ligao com a segurana pblica muito forte. um campo complexo, difcil, mas foi nele que aprendi a atuar profissionalmente. Lido com a complexidade, busco tranquilidade onde no tem e construo coisas onde no existe. A complexidade me motiva. S quero trabalhar com muito afinco para fazer o melhor na rea, pontua.
O ex-comandante da PM de Santa Catarina ter a misso de gerenciar o recrutamento, a capacitao e a aquisio de equipamentos e armamento, bem como a alocao do efetivo no Rio de Janeiro durante os jogos. Enquanto isso, coronel Nazareno Marcineiro prepara a mudana de Florianpolis para Braslia j se inteirando das atividades da Fora Nacional.

CURRCULO

Nazareno Marcineiro nasceu em Cricima em 1959. Com dez anos, seus pais Nivalda Bialeski e Neri Italino Marcineiro decidiram fixar residncia em Urussanga. Nazareno concluiu o curso de Formao de Oficiais em 1982, na Academia de Polcia Militar de Santa Catarina. Durante a carreira, Nazareno atuou como coordenador estadual de Polcia Comunitria de Santa Catarina, foi sub-comandante do 8 Batalho da PM em Joinville, comandante do 6 Batalho da PM de Lages e esteve a frente dos trabalhos do Centro de Ensino da PM de Santa Catarina. Entre 2008 e 2010, Nazareno comandou a 6 regio de Polcia Militar com sede em Cricima e, em seguida, assumiu a PM do Estado de 2011 a 2014. Neste perodo, o coronel contou com o auxlio da Fora Nacional nos episdios de atentados criminosos comandados por uma faco criminosa catarinense.

Escatologia Crist: a alma e o corpo

Meus irmos e minhas irms no Senhor Jesus! Hoje daremos continuidade a nossa reflexo sobre a Escatologia crist a partir do questionamento: o que acontece com o ser humano na morte?
Segundo a f da Igreja, na hora da morte acontece a separao da alma e do corpo. Ocorpo do homem cai na corrupo, se decompe na natureza enquanto sua alma vai ao encontro de Deus, na expectativa de unir-se ao seu corpo glorificado. Deus, que tudo pode e sabe (onipotente e onisciente), dar definitivamente a nossos corpos a vida incorruptvel, unindo-os s nossas almas pela virtude da ressurreio de Jesus (cf. Catecismo da Igreja Catlica n. 997). Jesus Cristo razo da f crist e na sua ressurreio est a razo e o paradigma da ressureio de todo ser humano. Assim como Cristo ressuscitou, um dia todos ns ressuscitaremos (em corpo e alma) ou para a vida eterna ou para a morte eterna.
Esta a Teologia oficial do Magistrio da Igreja Catlica. Esta verdade de f, verdade revelada, foi compreendida no apenas a partir dos textos do Novo Testamento, mas pela reflexo teolgica ao longo dos Conclios nesses 2000 anos de histria de Cristianismo.
Esta reflexo sobre o fim ltimo do ser humano pode ser chamada de Escatologia Tradicional, Escatologia Intermediria, Modelo dupla-fase, Modelo Dualista Tradicional ou Modelo Antropolgico Binrio, isto , so estas expresses que sero encontradas nos livros de Teologia para se referir que na morte acontece uma separao da alma do corpo e que a ressurreio acontecer no ltimo dia.
Assim, em 1979, atravs da Congregao para a Doutrina da F, um organismo na Igreja Catlica que tem a responsabilidade de defender, orientar, esclarecer as dvidas relativas f crist, o Magistrio se manifestou: A Igreja afirma a continuidade e a subsistncia, depois da morte, do elemento espiritual (dotado de conscincia e vontade), ou seja, o eu humano subsiste carente de seu corpo. Esse elemento espiritual chamamos de alma. […] difcil conciliar a teoria da ressurreio na morte com o contexto escriturstico e doutrinrio da Igreja, ou seja, a ressurreio ensina a Igreja acontecer na 2 Vinda do Cristo o Salvador, conforme professamos no Credo e no embolismo (enquanto vivendo a esperana, aguardamos a segunda vinda do Cristo Salvador) aps a Orao do Pai-nosso.
O que acontece com a alma aps a morte? Esta pergunta responderemos na semana que vem. No deixe de acompanhar nossos artigos. Envie suas dvidas para o e-mail: maxssuelmendonca@yahoo.com.br
Na oportunidade, tenho a grande alegria de convidar voc e seus familiares para a minha Ordenao Presbiteral. Ser no dia 20 de junho, num sbado, s 15h, na Igreja Matriz da Parquia Imaculado Corao de Maria em Lauro Muller.
Seja muito bem-vindo e muito bem-vinda! Te acolhemos com muito carinho.
Um abrao fraterno e at semana que vem!

137 anos… Felicitaes a um povo caminhante sob a luz de Deus!

Meus carssimos irmos, minhas carssimas irms em Cristo!
Cheguei a Urussanga no dia 08 de fevereiro deste ano. Neste pouco tempo que aqui estou tenho conseguido perceber algumas caractersticas muito peculiares no povo urussanguense e sobre isso que quero falar, rapidamente, com vocs, leitores e leitoras.
A cultura italiana que predomina, solidificada nos valores da famlia e do trabalho, sem dvidas, um espao pedaggico de humanizao e de espiritualidade crist.
Existe no corao deste povo, sobretudo, dos mais antigos uma experincia bonita de f, de confiana plena em Deus, na intercesso da Virgem Maria e de tantos santos e santas padroeiros. Foi isto que os fez chegar at aqui: saber caminhar sob a luz e a proteo de Deus!
Existe no corao deste povo a marca dos sonhos, de dias melhores, um desejo de felicidade que supera distncias, contratempos… esta foi exatamente a motivao que trouxe tantas famlias para este vale! H no corao dessa gente to acolhedora um desejo no apenas de preservao das origens ou de retorno s origens, mas da preservao dos verdadeiros valores que edificam a sociedade humana: o respeito, a justia, a famlia, o trabalho, a educao, o lazer, a dignidade…
O gosto das uvas e o suave odor dos vinhos uma excelente linguagem para nos dizer o que significa celebrar 137 anos de emancipao! A uva ou o vinho o processo final de algo que levou tempo, de algo que precisou ser plantado, cultivado, podado, cuidado para que se chegasse finalmente ao fruto… Penso que nesta metfora possvel identificar a histria de cada homem e de cada mulher que mora em Urussanga!
Penso que na metfora da uva e do vinho temos o segredo para formar bem os cidados e as cidads de Urussanga, o segredo para corrigirmos o que no est bem na sade, na poltica, na religio, ou ainda, o que no est bem na vida de todos os filhos e filhas de Deus.
A uva, o vinho o resultado final, muito parecido com o que Deus sonhou para cada homem e cada mulher. Nesses 137 anos de histria, possvel perceber e ter a certeza que, ainda, Urussanga no produziu todo o seu vinho, h muito mais por fazer, h muito mais por construir, h muito mais para deixar s novas geraes!
Muito obrigado a todos os muncipes, a todas as instituies civis que fazem de Urussanga uma benedetacitt para se morar, a todos os que aqui voltaram ao p construindo a histria.

Parabns a tutti. Que Deus os abenoe!

Metas alcanadas e muitos planos a concretizar

Urussanga comemora 137 anos de fundao na prxima tera-feira, 26 de maio. Histria que comeou a ser construda em 1878, quando os primeiros imigrantes comearam a povoar as terras frteis da capital do vinho com f e determinao. O esprito empreendedor dos urussanguenses de ontem e de hoje, a perseverana e a coragem so fatores determinantes para o prefeito Johnny Felippe se sentir motivado para governar Urussanga. Ao lado do vice-prefeito Luiz Henrique Martins e de sua equipe, em pouco mais de trs anos de trabalho e s vsperas de mais um aniversrio do municpio, ele garante que a cidade tem muito a comemorar.
O prefeito destaca que Urussanga vive um momento nico e de muitas realizaes. Nos ltimos anos foram realizadas obras em todas as reas. Na economia, observamos que a cada ano o nmero de empresas se instalando cresce. Em 2014 tivemos um saldo positivo de 144 novas empresas em Urussanga, quase o triplo de 2012. Isso se reflete em mais emprego para a nossa populao. De janeiro a maro deste ano, tivemos um aumento de 110 novos postos de trabalho. Para se ter uma ideia, em Cricima, que tem dez vezes mais a nossa populao, o aumento foi de 115 empregos no mesmo perodo, revela.
Alm dos investimentos distribudos em cada rea, as metas tambm esto sendo alcanadas e cumpridas. Tudo o que planejamos quando iniciamos o mandato est se realizando. Podemos citar a bela Praa de Esportes e Lazer do Bairro da Estao. Quando apresentamos o projeto, houve quem no acreditasse, houve quem dissesse que ramos sonhadores. Mas sonhar sempre o primeiro passo. Eu convido a todos os urussanguenses a visitar as obras e ver de perto como possvel realizar os planos com trabalho rduo. Pavimentamos a Avenida Longarone, depois de dcadas de espera. O acesso ao Rio Amrica agora todo pavimentado. Em Santana, estamos dando os primeiros passos, algo que h muito tempo vinha sendo adiado. Estamos renovando a estrutura fsica da sade, com novas unidades bsicas para atender populao. Estamos construindo uma nova escola na Palmeira do Meio e abrimos novas vagas em creches, afirma.

Para o futuro, novos desafios

O prefeito Johnny relata ainda que o maior desafio da atual administrao encontrar um equilbrio entre a necessidade de ajustes nas despesas e o atendimento s demandas dos cidados.
O mundo todo tem esse desafio pela frente. Alm disso, temos as dvidas herdadas que precisam ser pagas. Na metade deste ano devemos chegar marca de R$ 4 milhes em pagamentos de dvidas que vieram de administraes anteriores. Isso inclui o Parque Municipal, dvidas trabalhistas, precatrios e emprstimos que foram feitos, ressalta.
Apesar das dificuldades, Johnny atribui a Urussanga a participao da sociedade no dia a dia como um fator determinante.
O melhor exemplo que temos o esforo das APPs nas escolas. Os alunos, pais, professores e diretores esto sempre unidos e correm atrs da melhoria na estrutura das escolas. No ficam sempre espera do Poder Pblico. Esse fator foi muito importante para que pudssemos reajustar o piso de todos os nossos professores em 13% neste ano. Fomos o nico municpio da regio a valorizar o magistrio dessa forma. resultado de um esforo nosso, enquanto gestores, mas que s possvel porque encontramos apoio da sociedade. Outra vantagem importante o fato de termos dois prefeitos. Luiz Henrique e eu somamos foras para trabalhar por Urussanga. Quase tudo o que feito de bom pela Prefeitura de Urussanga tambm tem as digitais do vice, destaca.

Melhoria nas estradas vicinais

O prefeito e o vice garantem que no falta empenho e nunca faltar da administrao. Nossos servidores trabalham muito alm do tempo normal do expediente da Prefeitura para deixar as estradas em boas condies. Na primeira quinzena de maio tivemos dez dias teis e conseguimos realizar trabalhos em 11 comunidades, mesmo com alguns dias de chuva. Estamos em busca de recursos para melhorar o nosso maquinrio e melhorar a eficcia dos trabalhos, mas isso no pode servir de desculpas para no fazermos o melhor possvel desde j. Sabemos que h muito a melhorar e a fazer, mas, como sempre digo, o importante que estamos fazendo. Alm disso, vrias obras de pavimentao foram realizadas e contribuem significamente para a qualidade de vida dos urussanguenses, finaliza.

Urussanga premiada com trs trabalhos no concurso italiano Angelo Fain Binda

A rede municipal de ensino de Urussanga comemora o resultado da premiao realizada no ltimo sbado, dia 16, em Longarone, na Itlia, referente 6 edio do concurso cultural Angelo Fain Binda, promovido pela Associazione Bellunesi Nel Mondo. Dos 52 trabalhos desenvolvidos no 5, 6 e 7 anos pela professora de italiano Jussara Massuchetti, nas escolas Lydio De Brida, Rosalino De Nez, Rosalino Damiani e Rio Caet, 17 produes foram encaminhadas para participar do concurso.
A comisso julgadora formada pelos integrantes Enza Occhipinti, Giovanni Croce, Arrigo Galli e Sonia Salvador escolheram seis trabalhos de Urussanga. Destes, trs foram premiados e trs textos foram escolhidos como destaque. Os alunos premiados foram Livia Dalsasso (5 ano Lydio De Brida), Matheus Pavanate (5 ano Rosalino De Nez) e Karina Stangherlin (5 ano Lydio De Brida) e os textos destaques foram de Livia Aparecida De Nez (6 ano Lydio De Brida), Adrieli Menegasso (5 ano Rosalino De Nez) e Kailane Mazzucco (5 ano Rosalino De Nez).
O projeto de intercmbio por meio de cartas realizado em parceria com uma das escolas de Longarone, no norte da Itlia. Nelas, os alunos soltam a imaginao com base nos ensinamentos das aulas prticas e tericas ligadas histria do municpio e as pessoas que a construram. Anualmente, a Associao Bellunesi Nel Mondo realiza o Concorso Culturale Angelo Fain Binda como forma de incentivar o resgate cultural e a memria da imigrao bellunesi no mundo todo com a participao de alunos da rede municipal de Cocal do Sul e escolas de Longarone, na Itlia.

Atraes culturais estaro em foco durante a XIV Festa Ritorno Alle Origini

Queremos preservar a cultura italiana atravs da msica e da dana, diz o responsvel pela Subcomisso de Cultura, Srgio Maccari Junior. Com estas palavras o pblico poder esperar atraes de corais e grupos folclricos vindos de toda regio para se apresentarem no domingo, dia 24, durante a XIV Festa do Ritorno Alle Origini.
O domingo foi escolhido para focar nas apresentaes para que o pblico possa prestigiar melhor. O Festival de Corais se encaixa perfeitamente no domingo, pois acreditamos ser o dia em que mais famlias podero prestigiar esta grande demonstrao de preservao da cultura de nossos antepassados, sendo que facilita tambm a vinda das famlias dos prprios componentes dos corais e grupos, explica Maccari.
Sero seis grupos que se apresentaro em sequncia, de forma dinmica para prender a ateno do pblico. Todos podem esperar lindas apresentaes. Os grupos foram escolhidos para encantar todos que prestigiarem, finaliza Maccari.

Jerci Maccari far exposio durante o Ritorno

Pela primeira vez, o artista plstico Jerci Maccari, de 66 anos, estar expondo seus trabalhos em Urussanga. Maccari natural da Benedetta e hoje mora em So Paulo. Ele apresentar 30 telas com foco na agricultura familiar. Os personagens que trago nas telas so meus familiares. As telas mostram a vida no campo e suas atividades do lar, que recordam meu passado, comenta.
Maccari comeou a pintar aos 17 anos, em 1966 e sua primeira exposio aconteceu em 1972, onde comeou sua trajetria. Hoje, ele divide o trabalho como artista plstico e diretor de uma Orquestra Clssica em que tambm toca violino. Fiquei muito feliz pelo convite em expor na cidade. Depois da minha visibilidade no Domingo do Fausto, a comisso da Festa realizou o convite entrando em contato, observa Maccari.

Muito a comemorar

Uma das colunas mais polmicas que publiquei durante minha primeira passagem pelo Jornal Vanguarda, ainda no incio de sua circulao, recebeu o ttulo de Pouco a Comemorar. Assim como esta, foi escrita s vsperas de um aniversrio de Urussanga. O texto era pesado, radical, deselegante. Um colega de redao disse que pesava oitocentos quilos. Pesava mais. Era o resultado da incipincia e do mpeto juvenis, associados ao contedo terico de um recm-egresso da universidade brasileira, doutrinadora, barulhenta e revolucionria.
Naquele artigo eu expressava uma viso negativssima do processo histrico urussanguense, rebaixava nossas virtudes, desprezava todas as conquistas, desenhava um cenrio de terra arrasada. Foi uma opinio azeda que recebeu respostas violentas, uma opinio com a qual no concordo mais. Temos o que comemorar, e no pouco, muito embora ainda tenhamos bastante autocrtica a exercer e, mais que isso, muitos defeitos a corrigir. Eu procuro me criticar e me corrigir diariamente, e justo por isso que no escrevo mais como h dez anos.
Continuo pensando que nossa trajetria foi cheia de equvocos e de tropeos, porm tenho agora mais condies de enxergar os acertos e as qualidades existentes e, principalmente, de medir as palavras. Eu gosto muito do lugar onde nasci. No fosse assim, j teria ido embora h bastante tempo. Muitos foram. Meu modo de gostar sempre foi indignado, enviesado s vezes, mas ainda assim um modo de gostar. O oposto do amor a indiferena, sentimento que nunca tive em relao nossa singular Benedetta.
Gostaria de terminar parabenizando o povo de Urussanga pelo que fez e construiu nestes 137 anos, completados no prximo dia 26, mas tambm quero provocar todos para no cairmos no comodismo do autoelogio, na pequenez do bairrismo, na iluso do autoengano. Eu hoje comemoro o amadurecimento conquistado neste tempo transcorrido desde aquela manifestao neurastnica. Urussanga tambm comemora algo parecido. Mas ambos no podemos esquecer: somos ainda bem jovens, temos muito que aprender e melhorar.

Escolas e comrcio sero conscientizados na Semana do Meio Ambiente

Na prxima semana, a Fundao do Meio Ambiente de Urussanga (FAMU), realizar atividades de conscientizao alusivas Semana do Meio Ambiente em escolas e no comrcio da cidade.
Na prxima segunda-feira, dia 25, acontecer a primeira ao em parceria com o Servio Social do Comrcio (SESC). J na quarta-feira e sexta-feira, dias 27 e 29, a FAMU ir conhecer os projetos das escolas do municpio e incentivar a participao das instituies em futuros projetos ambientais. A escola que tiver melhor desempenho ser premiada como uma forma de incentivar as instituies de ensino a atuarem com a conscientizao ambiental, comenta a Superintende do FAMU, Bruna Costa.
Uma caminhada no dia 1 de junho marcar o incio da Semana do Meio Ambiente. Com o tema Meio Ambiente, responsabilidade de todos, a ao passar pela Praa Anita Garibaldi com atividades de conscientizao no comrcio local.
Na segunda-feira tambm acontecer uma palestra na Associao de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Urussanga em parceria com a Epagri.
Durante toda a semana o personagem Famuzinho visitar as escolas e distribuir plantas nativas s crianas. Na tera-feira, dia 2 de junho, a escola Ernesto Csar Mariot receber uma palestra da FAMU com uma aparesentao diferenciada para melhor entendimento das crianas. Alm disso sero plantadas mudas nativas, afirma Bruna.
Na sexta-feira, dia 5, as atividades encerram com uma sesso de teatro do Cirquinho do Revirado, para as turmas do 5 ao 9 ano do municpio. As atividades durante a semana do Meio Ambiente visam educar as crianas para que elas comecem desde cedo a preservar nossa natureza, finaliza Bruna.