RUMO AO HEXA – PARTE III

Para mim, 23 de junho de 1986 ainda é presente. Ou, por outra, foi ontem. Foi quando completei sete anos e a Seleção saiu da Copa, miseravelmente eliminada pela França. O tema óbvio da minha festinha: futebol. Frustação e tristeza. Quatro anos depois, em 24 de junho de 1990 (outra data intransigente), vi o Brasil ser humilhado por Maradona numa tarde gelada de domingo. Após a partida meu pai apanhou uma bergamota do pé e chupou-a desolado, cuspindo no chão as sementes. Aprendi cedo a sofrer com o escrete.

Os frios e racionalistas não aceitam, não compreendem a paixão pelo futebol. Julgam ignorantes, por exemplo, urussanguenses torcedores do Flamengo, ou do Vasco. Mas há no jogo uma identificação transcendente às questões territoriais, geográficas. Ele pode unir pessoas de qualquer parte. Pode também dividir, ao ponto do assassinato, mas ainda assim o propósito do esporte continua sendo sublimar a guerra. Indiferente, porém, a trágica condição humana nos acompanha por toda parte. Não é culpa da bola.

Um amigo desdenhou o gol de Neymar, após deixar sentado um zagueiro austríaco. Para ele o beque gringo deveria ser proibido de jogar. De fato, trata-se de um perna-de-pau nato e hereditário. Caiu sentado, e cair sentado é a coisa mais desmoralizante da vida. Seja como for, não desprezemos nosso time. Ele é bom e atua com virilidade, gosto, tara pela bola. Resta saber se a sorte, proprietária do destino, estará conosco.

A Copa do Mundo já começou. Não terei tempo para salvar o planeta, lutar por um mundo melhor, problematizar o salário dos craques ou o pouco interesse do público pelo futebol feminino. Quero é assistir aos jogos, tanto as peladas vexaminosas quanto os clássicos dramáticos e filosóficos. Quero acrescentar às minhas memórias mais momentos trágicos ou gloriosos, de decepção ou triunfo, sempre torcendo angustiado pela Seleção. Só depois refletirei sobre qual dos presidenciáveis tem menos aptidão para afundar de vez o país. Boa Copa aos que se permitem apreciá-la. Tchau!

Indicadores e estatísticas de Urussanga chamam a atenção da classe empresarial

Uma reunião na sede da Associação Empresarial de Urussanga (ACIU) na última semana, com a participação da diretoria, mostrou um levantamento feito pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) com indicadores e estatísticas da cidade de Urussanga.

Os dados foram levantados pelo economista Leonardo Alonso, do Departamento de Economia e Estatística da Facisc. As áreas apresentadas foram demografia, economia, educação e inovação, indicadores sociais, e infraestrutura e habitação. Os primeiros dados que surpreenderam os empresários foi a queda no número de empregos na cidade.

Em 2013, no ápice, Urussanga forneceu 7.341 empregos. Gráficos mostram queda nos anos seguintes e registram o número de 6.239 em 2016. Desta forma, percebe-se que a cidade reduziu 1,1 mil vagas. “Sabemos que ocorreu uma evasão de empresas no município nos últimos anos e consequentemente resultou na queda de empregos. Para melhorar a questão de emprego tem que ter a economia do país aquecida. E não está ainda. Os gráficos também mostram que a maioria das empresas é formada apenas entre 1 e 4 funcionários e depois entre 5 e 9. Já no salário nominal em 2016, o valor de Urussanga supera a média da região Extremo Sul e chega próximo ao de Santa Catarina”, comenta o presidente da ACIU, Adroaldo De Brida.

Outro ponto negativo apresentado foi o saldo de movimentação do emprego formal em 2017 por setores. Apenas a Construção Civil aparece com número positivo. Na educação, dados alertam para uma preocupação da ACIU relacionada à mão de obra qualificada.

Um gráfico mostra o percentual de pessoas de 25 anos ou mais com ensino superior. No ano 2000, Urussanga tinha apenas 4,88% de pessoas neste quesito. Já em 2010, o número quase dobrou, chegando a 9,67%, uma média acima da que foi colocada na região Extremo Sul que corresponde a área de Passo de Torres a Orleans. “Isso nos traz um pouco de preocupação no sentido de que os jovens não estejam ficando na cidade por não haver demanda de emprego para eles”, salienta.

Já nos indicadores sociais, o Índice de Desenvolvimento Municipal Sustentável em 2016 aponta que Urussanga supera a região Extremo Sul e também Santa Catarina em diversas áreas como sociocultural, econômica, ambiental e político-institucional. O IDMS é considerado pela Federação Catarinense dos Municípios uma ferramenta de apoio à gestão capaz de evidenciar as prioridades municipais e regionais e situar as municipalidades em relação a um cenário futuro desejável.

“Este números apurados pela Facisc chamaram a atenção da ACIU, principalmente em relação às quedas e situações negativas. Estamos verificando quais providencias iremos tomar e o que fazer para buscar a mudança deste cenário, bem como elencando as leis de incentivo às empresas feitas pelas Prefeituras da região. Enviamos ao Executivo este levantamento para analisar os números e depois pretendemos marcar uma reunião a fim de debater este assunto, quais medidas para solucionar os problemas e melhoras alguns números, visto que se percebe que a cidade possui bons resultados no IDH e IDMS, renda per capita, entre outros itens”, finaliza.

NÚMEROS DE URUSSANGA

*Demografia
População: 1991 – 29.882 habitantes / 2000 – 18.727 / 2017 – 21.117 (estimativa IBGE)
*Economia
Número de empresas no município: 2009 – 519 / 2014 – 623 / 2015 – 616
*Educação e Inovação
Taxa de analfabetismo (%) Pessoas com 15 anos ou mais: 7,93 em 1991 / 5,18 em 2000 / 3,24 em 2010
*Indicadores Sociais
Esperança de vida ao nascer: 73 anos em 1991 / 76,49 em 2000 / 77,54 em 2010
*Infraestrutura e Habitação
Percentual da população com água encanada: 99,24 em 1991 / 95,14 em 2000 / 91,52 em 2010

Agora é lei: Nova Veneza é a Capital Nacional da Gastronomia Típica Italiana

Acaba de ser sancionada a lei 13.678/18, de 13 de junho de 2018, que define Nova Veneza como Capital Nacional da Gastronomia Típica Italiana. A autoria é da deputada federal Geovania de Sá (PSDB/SC).

A proposta foi protocolada ainda no primeiro semestre de atuação de Geovania na Câmara. Ela justifica que a cidade é o reduto da cultura italiana no país. “A gastronomia é deliciosamente perfeita, com restaurantes que juntos chegam a servir 10 mil pratos por dia aos seus visitantes”, elenca a deputada

Ela ainda lembra que o título, além de muito merecido, chega em um momento importante. “O município completa 127 anos de colonização nesta semana e este é um grande presente para os neovenezianos que preservam as tradições italianas na região”, comemora a deputada.

Já o prefeito Rogério Frigo salienta o aspecto econômico e ressalta que a conquista vai trazer ainda mais recursos para a cidade, que passará a se destacar ainda mais no aspecto turístico do estado e do país. “E estaremos preparados para receber a todos”, completa o prefeito.

Nova Veneza tem cerca de 15 mil habitantes e é a comida típica dos colonos italianos que alavanca o turismo local, atraindo milhares de pessoas semanalmente. Os restaurantes e cafés coloniais servem o que há de melhor nesta cultura gastronômica conservada, através de gerações, pelos descendentes que chegaram na região no século XIX.

Deputada Ada De Luca propõe projeto de instalação de indicadores luminosos nas casas noturnas do Estado

A deputada Ada De Luca está propondo um projeto que determina a instalação de indicadores luminosos nas casas noturnas e de espetáculos. O objetivo é assegurar aos frequentadores a rápida identificação da rota até as saídas de emergência sem formar tumulto em casos de incêndio, como o ocorrido na Boate Kiss, em Santa Maria no Rio Grande do Sul, no ano de 2013, que culminou com a morte de 242 pessoas.  Atualmente esses indicadores luminosos são instalados na parte superior das casas noturnas. O Projeto de Lei 0156.9/2018 prevê que a partir de sua aprovação os indicadores sejam instalados no piso formando uma rota de fuga que direcione os frequentadores até as saídas de emergência.  Para a deputada essas instalações são primordiais, pois mantém o usuário na rota de emergência com maior noção de direção e disciplina.

Empresa responsável pelo programa “Lar Legal” garante entrega de escrituras em Urussanga

O Diretor Geral da X.PNG Incorporadora, Anselmo Pizzolo e a Advogada Alini Marcon participaram de Sessão na Câmara de Vereadores de Urussanga, na última terça-feira (12). A presença foi em atendimento ao requerimento de autoria do Vereador Gilson Casagrande (PP). Os representantes da empresa falaram sobre a regularização fundiária no município e os motivos do atraso na entrega das escrituras do Programa “Lar Legal”.

O programa tem o objetivo de legalizar áreas urbanas ocupadas em desconformidade com a legislação e cujos moradores não possuam reconhecimento formal de sua posse através de títulos públicos de propriedade.

O “Lar Legal” é uma iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Assistência Social Trabalho e Educação, com o apoio do Ministério Público de Santa Catarina, Assembleia Legislativa e Tribunal de Justiça do Estado.

De acordo com Pizzolo o projeto teve início em Urussanga em 2012 com a solução de várias pendências burocráticas em relação aos terrenos beneficiados. Em 2015 começou efetivamente o trabalho de campo que sofreu alguns atrasos devido à dificuldade dos interessados em reunir toda a documentação necessária.

“Muitos não acreditavam no projeto e outros demoraram em conseguir os documentos solicitados e isso acabou atrapalhando o andamento do programa”, explicou Pizzolo.

O Vereador Gilson Casagrande solicitou aos representantes da X.PNG para que realize uma reunião a cada semestre nos bairros beneficiados com o programa para manter a população informada sobre o andamento dos processos.

A advogada Alini Marcon esclareceu que foram concluídos os trabalhos de campo nos bairros Dois Rios (61 famílias), Pirago (17), Matrícula Benedet (14), Loteamento Dal Toé (19), Matrícula Magagnin (13), Loteamento Escarpato (40), Brasília (8) e Rio América (27).

“A entrega das escrituras depende agora da manifestação de um dos três juízes que respondem por toda a demanda no Estado. Atualmente são aproximadamente 45 mil processos à espera de decisão em Santa Catarina e todos que aderiram ao programa irão receber as escrituras”, registrou Alini.

Anselmo Pizzollo afirmou ainda que o programa “Lar Legal”, pioneiro em Santa Catarina, está sendo desenvolvido também em outros Estados, pois traz dignidade às famílias ao valorizar os imóveis garantido um documento oficial de propriedade.

O valor das escrituras para pessoas de baixa renda é de R$ 900,00 divididos em 20 parcelas de R$ 45,00 para as áreas urbanas de interesse social.

Em ato, Governo de SC lança Plano de Bacia do Rio Urussanga

Nota

Um dos momentos mais aguardados para a efetiva gestão dos recursos hídricos pelo Comitê da Bacia do Rio Urussanga foi concretizado na tarde desta quinta-feira, dia 14, com o lançamento do Plano da Bacia Hidrográfica. O estudo é um instrumento de planejamento para a gestão que busca mostrar os principais usos dos recursos hídricos e a disponibilidade afim de apontar, por meio de um balanço hídrico, as condições atuais e futuras de atendimento aos diversos usos da água. O intuito é estabelecer metas e indicadores para garantir o uso sustentável deste recursonatural nos dez municípios com território na bacia hidrográfica.

A solenidade, realizada na Sociedade Recreativa Urussanga, foi prestigiada pelo secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS), Adenilso Biasus, representando o Governo de Santa Catarina, secretário da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Criciúma, João Fabris, prefeitos e vereadores do municípios inseridos na bacia hidrográfica, representantes de entidades membros do Comitê da Bacia do Rio Urussanga e comunidade.

“Para fazer de forma eficiente precisamos de estudo e transformá-lo posteriormente em políticas públicas. Nós vivemos no melhor Estado da Federação e é o que mostram os indicadores. A água é um bem público e devemos fazer o uso racional. Por isso o Governo de Santa Catarina investe em tecnologia e inovação. É de fundamental importância este estudo que representa o desenvolvimento econômico sustentável do nosso Estado e engloba também a questão ambiental e social. A correta gestão pública dos recursos hídricos reflete em todos os demais setores da economia catarinense e tem aplicação direta na vida das pessoas”, afirmou o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS), Adenilso Biasus.

Para a presidente do Comitê da Bacia do Rio Urussanga, Carla Possamai Della o Plano representa desenvolvimento. “Nós temos a esperança de que este Plano, de qualidade e com base em dados, traga o desenvolvimento com planejamento”, frisou.

ETAPAS DO PLANO

O Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Urussanga será elaborado pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL) com apoio financeiro e institucional da Fundação de Amparo a Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc) e da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Sustentável (SDS). O investimento do Governo de Santa Catarina é de R$ 1,2 milhão.

O coordenador da execução do Plano, Celso de Albuquerque Junior, da Unisul apresentou os objetivos do projeto e as etapas. “Vamos fazer um levantamento da disponibilidade e demanda para posteriormente elaborar o balanço com alternativas e ações. Um plano de recursos hídricos bem elaborado torna-se uma ferramenta de muito poder para a região da bacia, pois ele mostra a situação atual e aponta o que deve ser feito para garantir qualidade e quantidade de água para todos os setores de usuários, bem como auxilia os municípios e o governo estadual a determinar as ações mais urgentes, de médio e longo prazo para garantir água para todos. Precisamos contar com a participação da comunidade nas etapas de construção desse grande projeto”, salientou.

As etapas do Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Urussanga consistem no envolvimento da sociedade no Plano, caracterização e diagnóstico da Bacia, cenários futuros das demandas hídricas, compatibilização de demandas e disponibilidades, e plano de ações.

A BACIA HIDROGRÁFICA

A Bacia Hidrográfica do Rio Urussanga abrange uma área de 679,16 km² e está situada na região hidrográfica – RH 10, no Extremo Sul Catarinense. Dez municípios estão inseridos nesta bacia, totalizando mais de 118 mil habitantes de Urussanga, Cocal do Sul, Pedras Grandes, Treze de Maio, Morro da Fumaça, Criciúma, Sangão, Içara, Jaguaruna e Balneário Rincão. Somente os municípios de Cocal do Sul e Morro da Fumaça estão com área total na bacia. Cabe ao Comitê da Bacia do Rio Urussanga

Produtos alternativos para o manejo das principais pragas e doenças na horta orgânica

A Semana Nacional do Meio Ambiente começou em 1 de junho e foi até 5 de junho, quando se celebrou o Dia Mundial do Meio Ambiente. Uma das propostas desta data é chamar a atenção de todos os governos mundiais sobre a necessidade de implantar medidas emergenciais para prevenir a degradação do meio ambiente. O não uso de agrotóxicos, é a principal medida para proteger o meio ambiente e a saúde das pessoas. Para celebrarmos bem esta semana, na edição anterior, publicamos algumas dicas utilizando farinha de trigo, iscas tóxicas com ácido bórico e iscas com plantas, sementes de gergelim e raízes de mandioca-brava ralada. Hoje, estamos colocando à disposição dos interessados em produzir alimentos saudáveis, sem contaminação, outras dicas para o manejo de pragas e doenças.

Outros produtos alternativos (Parte III)

.Manipueira – nutrição; inseticida, acaricida, nematicida, fungicida, herbicida; manejo de fungos, pragas de solo e formigas: É um líquido de aspecto leitoso e de cor amarelo-clara que escorre das raízes da mandioca, por ocasião da sua prensagem para obtenção de fécula ou farinha de mandioca. Portanto, é um subproduto ou um resíduo da industrialização da mandioca que fisicamente se apresenta na forma de suspensão aquosa e, quimicamente, como uma miscelânea de compostos que possuem macro e micronutrientes vegetais. Embora atualmente seja cedida gratuitamente, pois é um produto descartável, muito em breve poderá ser aproveitada como inseticida, acaricida, nematicida, fungicida, herbicida e até como adubo. Dosagem: Como inseticida e acaricida, o tratamento deve constar de, no mínimo, de três ou quatro pulverizações aplicadas em intervalos semanais, puras ou diluídas, conforme a cultura, acrescentando-se 1% de farinha de trigo para maior aderência. Para tratamento de árvores frutíferas (cítrus, abacateiro e outras) e arbustos (maracujá), usar a diluição 1:1 (manipueira:água); para plantas herbáceas de maior porte (pimentão, berinjela, etc.), diluições de 1:2 e 1:3 e para as espécies de menor porte, usar a diluição 1:4. Como fungicida (para oídios e ferrugens) e bactericida, devem ser observadas as mesmas recomendações prescritas para seu uso como inseticida. No controle de nematoides, utilizar manipueira (1:1) aplicando no solo, na linha de cultivo, com auxílio de regador, 2 a 4L da diluição por metro de sulco. A aplicação deve ser antes do plantio, devendo o solo ficar em repouso por 8 dias ou mais e, posteriormente, ser revolvido levemente a parte que compõe e margeia a linha de cultivo, antes de proceder à semeadura ou ao plantio.

Observação: recomenda-se sempre fazer um teste preliminar com algumas plantas com o objetivo de ajustar a diluição à sensibilidade da planta a ser tratada e da praga a ser controlada No manejo de formigas, utilizar 2L de manipueira no formigueiro para cada olheiro, repetindo a operação a cada 5 dias. Em tratamento de canteiro, regá-lo usando 4L de manipueira e uma parte de água, acrescentando 1% de açúcar ou farinha de trigo. Aplicar em intervalos de 14 dias, pulverizando ou irrigando.

Conhecer para preservar: Barão do Rio Branco conserva a história e a memória de Urussanga

Desde 2013 a escola Barão do Rio Branco realiza o Projeto de Educação Patrimonial na disciplina de Sociologia, ministrada pela professora Juliana Geraldi Yamaguti. “Um dos objetivos da ação é conhecer para valorizar, conservar e preservar o patrimônio histórico e cultural local”, informa a professora.

Na primeira ação do projeto aproximadamente 100 alunos de 1º Ano do Ensino Médio, realizaram uma saída de campo a fim de observar, ouvir e registrar parte da história e da memória de Urussanga. A visita guiada foi realizada no Centro Histórico de Urussanga em parceria com a Diretoria de Cultura, vinculada à Secretaria de Educação do Município de Urussanga. Henry Goulart, condutor local, apresentou aos estudantes a formação da área central e o surgimento dos primeiros casarões de interesse histórico e cultural em Urussanga.

Os estudantes puderam visitar a Biblioteca Pública Municipal, sob coordenação de Maria Alice Julio Batista que relatou os diversos usos da edificação ao longo do século XX e início do presente século, sendo inclusive sede da Primeira Prefeitura Municipal, inaugurada em 1902.

“A participação no projeto possibilita valorizar ainda mais a escola, e assim conhecer sobre a história do município, sua formação e sua cultura”, conta o estudante Kleberson Uliano.

A residência construída em 1943, em estilo arquitetônico Eclético, localizada na Praça Anita Garibaldi, propriedade do Sr. Valdecir Miotello, também recebeu a visita dos estudantes. Sr. Miotello explicou aos alunos sobre a importância de conservar, restaurar e preservar as edificações consideradas patrimônio cultural urussanguense.

Além das visitas, uma parceria firmada entre o Unibave e a escola, proporcionou a realização de uma palestra, ministrada pela diretora do Museu ao Ar Livre Princesa Isabel, Valdirene Böger Dorigon, sobre Patrimônio Cultural, desenvolvendo o interesse e conhcimento dos alunos.

Dois estudantes, representantes de cada turma do 1ª dp ensino médio, participaram da Oficina de Conservação de Acervo Escolar, ministrado pelo museólogo e professor do Unibave, Idemar Ghizzo para a conservação de uma carteira escolar pertencente à escola datada entre 1930 e 1940. O resultado do trabalho foi apresentado na Unibave na Comunidade, no dia 09 de junho, na Praça Anita Garibaldi em Urussanga.

“O Projeto Educação Patrimonial oportuniza os estudantes adquirir conhecimento sobre a história e memória do município de Urussanga, bem como da própria escola Barão do Rio Branco”, comentou a gestora Simone das Graças Nogueira Feltrin.

A ação oferecida pelo museu é uma das atividades desenvolvidas por uma força tarefa dos núcleos NEPE (Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação; NUPAC (Núcleo de Pesquisa e Extensão em Administração e Ciências Contábeis); e, PACA (Núcleo de Pesquisa e Extensão Aplicadas às Ciências Agroveterinárias) que vêm atuando em conjunto com a Escola Barão, com o intuito de agregar novos conhecimentos à comunidade escolar.

 

Unibave na Comunidade reúne diversas pessoas na praça de Urussanga

A cidade de Urussanga recebeu na manhã do último sábado, 09, o programa Unibave na Comunidade, o evento foi realizado das 08h às 12h, na Praça Anita Garibaldi. Foram diversas atividades destinadas à população que envolveram os cursos de graduação, núcleos de pesquisa e as mantidas da Fundação Educacional Barriga Verde – Febave.

Foram desenvolvidas atividades como apresentações culturais, oficinas de artes plásticas, exposições, ações de cidadania, saúde, qualidade de vida, além de muita informação à população. A intenção foi levar para a comunidade de Urussanga uma série de serviços gratuitos com o intuito de contribuir para o bem-estar das pessoas que passavam pelo local.

O programa Unibave na Comunidade viabiliza condições para que os acadêmicos possam socializar o conhecimento adquirido na academia junto às necessidades da comunidade. A ação foi desenvolvida pelo Centro Universitário Barriga Verde – Unibave e contou o apoio da Prefeitura Municipal de Urussanga.

Além da realização de atividades recreativas, também foram apresentados os projetos de extensão realizados na Escola Barão do Rio Branco e na Escola Caetano Bez Batti de Urussanga. Os projetos estiveram sob a coordenação dos núcleos de pesquisa e extensão do Unibave juntamente com a direção e professores das respectivas escolas durante os meses de abril, maio e junho.

No evento, foram socializados os resultados com a comunidade. A Escola Barão do Rio Branco, que contou com a participação dos núcleos NEPE, PACA e NUPAC do Unibave, apresentou a uma carteira escolar que foi restaurada pelos estudantes com o auxílio e instruções do museólogo e professor do Unibave, Idemar Ghizzo, e da diretora do Museu ao Ar Livre Princesa Isabel, Valdirene Böger Dorigon. A escola também apresentou o projeto “Plantio de Mudas, Horta Vertical e Composteira”, qual foi desenvolvido junto aos alunos do ensino fundamental.

A Escola Caetano Bez Batti realizou a exposição do resultado do projeto “Educação ambiental e o problema do lixo eletrônico”, qual buscou conscientizar os alunos sobre o descarte incorreto do lixo eletrônico e, ao mesmo tempo, prover uma alternativa para o seu reaproveitamento envolvendo arte e educação.

Festiqueijo: DS Travel realiza excursão de 3 dias para o evento

Na sua 29º edição, o Festiqueijo é um dos mais famosos festivais gastronômicos da serra gaúcha, celebrando as riquezas produzidas pelas empresas locais. A excursão realizada pela DS Travel, que durará 3 dias, mostrará o melhor da região.

O grupo saíra de Urussanga no dia 6 de julho, às 8 da manhã, da Rodoviária de Urussanga, fazendo sua primeira parada no mirante para almoço e fotos. A chegada no hotel está prevista para as 15h do mesmo dia. A volta está marcada para dia 8 de julho, no domingo, após o almoço

Além da acomodação em um hotel 4 estrelas e a entrada para FestiQueijo, o passeio inclui visita à região com um guia local, visita ao Parque Temático Epopeia Italiana, passeio de Maria Fumaça “Um retorno ao passado” e almoço típico italiano no Caminhos de Pedra. A excursão inclui também visita e degustação na Casa da Ovelha, Cantina Strapazzon e Vinícola Miolo

Segundo Samanta Scussel, organizadora da excursão, o Festiqueijo nada mais é que um festival enogastronomico – relação do vinho com a comida. E o cliente que adquirir o pacote terá a garantia de boa comida e os melhores vinhos produzidos na serra gaúcha. “Não tem quem vá nessa festa que não volta encantado. Já é a quarta vez que vou e faço questão de levar o pessoal porque é muito bom. Fora que a festa tem todo o contexto histórico: nós vamos conhecer um pouco de história de cada vinícola, um pouco do processo de fabricação de cada vinho, visitaremos o parque temático da epopeia italiana. É história, diversão, comida boa e bebida boa garantidas”, conta Samanta.

Na Festiqueijo serão mais de quarenta tipos de queijos, pratos da culinária típica italiana e os melhores vinhos e espumantes da região para serem degustados. O evento conta com diversas atrações artísticas, que se apresentam no palco principal do salão. Também é possível conhecer os lançamentos das empresas expositoras e participar da Feira de Compras do FestiQueijo.

Para mais informações e consulta de preços com Samanta Scussel no whatsapp (48) 98439-0765.

Caixa renegocia dívidas até dia 30 de junho

A ação Quita Fácil, da Caixa Econômica Federal, está sendo prorrogada até 30 de junho. Ela negocia descontos de até 90% no valor da dívida para pagamentos à vista de contratos como financiamentos de veículos, crédito direto, cartões de crédito, capital de giro, consignação, e diversas outras operações de crédito comercial para pessoas físicas e jurídicas.

Urussanga e Cocal do Sul são municípios onde é possível renegociar as dívidas. O superintendente Ricardo Bier Troglio, da Superintendência Regional Sul de SC da Caixa, afirma que a grande maioria das negociações pode oferecer reduções de 80% e 90% do valor à vista, mas o percentual e a negociação podem variar de acordo com as características de cada contrato. Estão contemplados pela ação contratos com atraso superior a um ano.

Os interessados no desconto poderão acessar as condições desta ação visitando o site www.negociardividas.caixa.gov.br ou na agência Caixa mais próxima, para conferir se o seu contrato está enquadrado na campanha. Também é oferecida a possibilidade de renegociação com taxa reduzida e prazo estendido, caso um contrato não esteja enquadrado nas condições para quitação à vista.

Cocal do Sul irá pavimentar 1,5 quilômetros no interior em 2018 com o auxílio da Usina de Asfalto

Com a instalação da Usina de Asfalto adquirida recentemente em uma parceria entre os sete municípios que compõem o Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos Urbanos da Região Sul (Cirsures), Cocal do Sul já projeta a execução de melhorias em infraestrutura para o segundo semestre de 2018. Nesta quarta-feira, 13, o prefeito de Cocal do Sul, Ademir Magagnin anunciou os projetos de pavimentação que serão executados nesta primeira etapa da utilização da usina.

Ao todo serão aproximadamente 1,5 quilômetro de asfalto com recursos próprios que compreenderão o projeto de pavimentação no interior. As Linhas Tigre, Ferreira Pontes e Vicentina receberão o primeiro trecho de melhoria.

“Nós já iniciamos a pavimentação da Linha Tigre. Os primeiros 300 metros estão asfaltados. Agora estamos executando o trecho de 500 metros com recursos próprios. Finalizamos a terraplenagem, correção de solo e estamos fazendo a drenagem porosa e, posteriormente, a preparação da base. Trabalho que deverá ser concluído em 45 dias para receber o asfalto da nossa usina”, ressalta. Magagnin.

A usina adquirida recebeu investimento de aproximadamente R$ 2 milhões. Valor que será rateado entre as prefeituras inseridas. Com a nova aquisição, os municípios produzirão o seu próprio asfalto com uma economia prevista de 40% na redução do custo do asfalto. O equipamento tem capacidade para produzir de 35 a 40 toneladas por hora e cada cidade poderá adquirir uma média se seis toneladas de asfalto por ano.

“A usina irá nos dar um suporte importante na execução das pavimentações, principalmente na questão economia. Nosso projeto de melhoria em infraestrutura irá atender as vias rurais do município tendo em vista que já concluímos a pavimentação das ruas no perímetro urbano”, finaliza o prefeito.

LIBRELATO EXPANDE EM MAIS DE 80% SUAS VENDAS NESTE ANO

A Librelato reuniu nesta quarta-feira em sua matriz, localizada em Içara, SC, toda a imprensa da região catarinense. O evento contou com a presença das principais mídias, incluindo jornais, revistas, emissoras de rádio e TV, que foram recebidos pelo CEO da empresa, José Carlos Sprícigo, além de toda a diretoria e gerência. Na oportunidade, os executivos prestaram uma homenagem aos profissionais pelo dia da imprensa, comemorado em 01 de junho, e apresentaram um balanço dos resultados da Librelato nos primeiros cinco meses do ano, com perspectivas até o final de 2018.

Os jornalistas puderam conhecer de perto toda a linha de produção da Librelato e entender a preocupação da empresa com a inovação e tecnologia presente no desenvolvimento dos implementos. Além disso, conheceram em primeira mão a loja de peças de reposição, Libreparts, que será lançada no final do mês, um ambiente projetado para oferecer ao cliente uma experiência de compra incomparável. A loja traz a assinatura da Librelato e integra em um só lugar peças, serviço e um atendimento completo, para facilitar a vida dos clientes nas estradas e fortalecer a parceria que já existe entre fábrica e concessionárias.

Com uma linha de produtos reformulada, diversos lançamentos e inovações tecnológicas que oferecem maior rentabilidade à operação de transporte rodoviário de carga, a Librelato é uma das empresas que mais vem crescendo no mercado brasileiro nos últimos anos em seu segmento.

No ano em que completa 49 anos de atividades, a empresa apresentou resultados surpreendentes e crescimento sustentável. De janeiro a maio deste ano, a Librelato comercializou 2,7 mil unidades, registrando expansão de mais de 100% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram vendidos 1,3 mil implementos rodoviários da marca no país.

“Nosso resultado extraordinariamente positivo de vendas, mais do que dobrando o volume deste ano em relação ao montante comercializado no mesmo período do ano passado, é um indicativo inequívoco de que os transportadores estão buscando produtos que oferecem qualidade superior e, sobretudo, maior rentabilidade operacional”, comenta José Carlos Sprícigo, CEO da Librelato.

Dobrando o volume de vendas neste ano em relação ao ano passado, a Librelato foi a implementadora que obteve a maior expansão no mercado nacional, além de já ter comercializado cerca de 1.000 unidades para o mercado externo e da linha sobre chassi em 2018.

“Esse é o resultado de um longo processo de fortes inversões em inovação e desenvolvimento de produtos que basicamente são mais leves, mais robustos e mais sustentáveis” – Sprícigo.

Caminho de Santiago de Compostela: da reflexão ao alimento da fé

Um a um, sem pressa, os passos levam a lugares singulares com sensações únicas e guiam para o destino tão desejado por milhares de peregrinos todos os anos. O famoso Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, também atraiu José Baldessar e Luiz Marcos Bora, de Urussanga, no último mês. Eles iniciaram a saga na França, no dia 2 de maio e concluíram a caminhada de 799 quilômetros no dia 30 de maio.

Os 29 dias desta jornada foram carregados de reflexão, sentimentos e orações. José Baldessar, 66 anos, iniciou a preparação apenas um mês e meio antes deste desafio. Caminhando de 10 a 20 quilômetros por dia em Urussanga, ele também buscou habilitar a parte psicológica para enfrentar as adversidades. “É essencial esta preparação física e psicológica. Você enfrenta muitas dificuldades no percurso tanto climáticas, de relevo e de sentimentos. Perdi 5 quilos antes de ir e mais 6 quilos lá na caminhada”, conta.

Com um guia em mãos, passando por mais de 160 cidades, Baldessar, Bora e o amigo Zparetti, de Tubarão, escolhiam onde iriam pernoitar entre centenas de opções de albergues. A ideia inicial era percorrer em média 27 quilômetros por dia para concluir o percurso no período de 30 dias. Depois de a saída seguir este propósito, eles reduziram a rodagem diária para a média de 22 quilômetros. Na metade do trajeto em diante, eles voltaram ao foco, mantendo a média de mais de 30 quilômetros por dia e conseguindo finalizar a caminhada em 29 dias.

Esta foi a primeira experiência de Baldessar em Compostela. Ele recorda que em alguns momentos foi preciso pedir ajuda divina. “Nunca tinha feito nenhuma experiência parecida com isso. Foi fantástica. Saíamos cedo com a intenção de não parar muito. Na metade do caminho estipulado para aquele dia começava a dar uma tristeza. Aí você pensa: Meu Deus do céu, mais 15 quilômetros pela frente. Ajuda-me Senhor. Aí tem que pedir ajuda divina mesmo para enfrentar isso. E são dias seguidos assim. Na metade da tarde você chega ao albergue cansado, arrebentado. Fui acostumado na roça e no meu tempo ia para a escola a pé. Não tive um calo e nem senti os joelhos. O momento mais difícil era a saída. O segundo dia foi complicado. Estava acabado depois de fazer quase 30 quilômetros e subir uma montanha com mais altitude. Um caminho pedregoso que foi descido com cuidado e auxílio de equipamentos”, lembra.

Para Baldessar, o Caminho de Santiago de Compostela é uma viagem espiritual. “A gente sente uma coisa diferente nesta experiência . É a fé… Não é um passeio. É uma viagem espiritual que te dá sofrimento e traz momentos de reflexão. Você enfrenta muita dificuldade. Pedras, morros, chuva, frio, vento, neve. Ruas estreitas, tudo de pedra. Um estilo de vida diferente. Pequenas propriedades de cevada, trigo e até uvas. Encontra pessoas do mundo inteiro buscando o mesmo objetivo e com respeito dividindo os espaços em albergues. Longe de casa você sente falta de muitas coisas. Porém a fé te alimentava. Pedia a Deus todo dia que me ajudasse a fazer um caminho tranquilo, sem dores. Ao final do trajeto, você ganha a Compostela, que é o certificado que faz de você um peregrino. Mas o mais importante disso tudo é a mudança de percepção sobre a vida”, pontua.

SAIBA MAIS

Há 12 séculos, o Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, é percorrido motivado pela fé, promessas ou peregrinação. O trajeto é composto de diversos percursos que chegam até a cidade de Santiago de Compostela, na Galiza, onde ficam as relíquias do apóstolo São Tiago Maior.

No ano de 813 foi encontrada uma urna de mármore com os restos mortais de São Tiago Maior, um dos apóstolos de Jesus e irmão de São João Evangelista. O local ficou conhecido como Santiago de Compostelas e desde o século 10 tornou-se destino de peregrinação, sendo um cenário de grande riqueza histórica, arquitetônica e cultural.

Em 1992 a Unesco atribuiu ao Caminho o título de Patrimônio Histórico da Humanidade à cidade de Santiago de Compostela. O número de peregrinos aumenta a cada ano. Em 2016 passaram pelo Caminho 277.910 pessoas. Em 2010, o número foi próximo: 272.135 pessoas.

*Dados da Oficina de Acolhida de Peregrinos de Santiago de Compostela e da Associação Catarinense dos Amigos do Caminho de Santiago de Compostela.

DEPOIS DE DUAS EXPERIÊNCIAS, ELE QUER VOLTAR

A energia que envolve o Caminho de Santiago de Compostela parece ter encantado o engenheiro agrônomo aposentado, Luiz Marcos Bora, 61 anos. Ele percorreu o trajeto pela primeira vez sozinho em 2014, mais de 30 anos após ter projetado esta ideia. “Na década de 80, quando eu estudava na UFSC, um professor mostrou umas fotografias de lá e eu pensei em fazer isso um dia na minha vida. Quando me aposentei decidi concretizar isso. Era o momento. Após três meses de preparo e mais resistente, eu fui sozinho, pois a Espanha é um país muito seguro”, recorda.

Bora analisa a primeira experiência no Caminho de Santiago de Compostela como mais introspectiva. “Foi algo mais profundo. Afinal eu estava sozinho. Cansa o corpo, você fica extenuado, enquanto a alma voa e os outros sentidos são libertados. Chorava e ria sozinho. Lembrava de coisas que tinha feito e não deveria ou que deveria ter feito e não fiz. Na caminhada você revê a sua vida, de ponta a ponta. O Caminho é muito poderoso e possui muita energia. Quando você volta, muda a forma de se relacionar com as pessoas e a sua compreensão a respeito do ser humano. Aceitação, exigências, importância nas pequenas coisas como tomar banho sozinho, apreciar um café quentinho, escutar uma música na sala da sua casa. Só quem volta do Caminho modifica essa percepção”, explica.

A decisão de voltar e percorrer o trajeto pela segunda vez em 2018 trouxe situações surpreendentes. “Existe um local que tem uma cruz de ferro. Ela fica em cima de um monte formado por pedras, que são deixadas pelos peregrinos ali representando problemas ou a família com pedido e orações. Quando chegamos lá, algo inusitado ocorreu conosco. Eu fui mentalizando um pedido, rezando e pedi uma luz. E no momento em que chegamos ali começou a cair granizo somente em cima de nós, por um 30 segundos e parou. E como explicar isso? Isso mexe muito com a nossa parte espiritual. Aumenta muito a fé. A minha é inabalável”, ressalta.

Vento, frio entre 2 e 6ºC , neve, oscilação de temperatura até 20 graus, as indicações com setas amarelas no meio do caminho, cadeirantes percorrendo o trajeto foram elementos que fizeram parte desta recente experiência. Na chegada, muita emoção e uma missa especial dedicada aos peregrinos que conta até um imenso porta-incenso com 1,60 metro de altura e 80 quilos. “Desta vez foram nove padres rezando a celebração na Catedral de Santiago de Compostela e eles citam os países que estão ali representados. Em 2017, 500 mil pessoas fizeram o Caminho. O que move aquilo é a fé. Não tem explicação. Voltei mais tranquilo e mais focado”, conta.

Bora fez duas vezes o Caminho Francês, o mais famoso e considerado o real. Mas seu próximo objetivo é voltar daqui três anos para fazer o Caminho Português, com mais de 200 quilômetros. “No Caminho você pode ir dez vezes e todas serão diferentes. É trilhado desde o ano 830 e por isso carrega muita energia e muita fé”, finaliza.

Primeira refeição do dia dá mais disposição e melhora aprendizagem

As amigas Isis Dagostin Flor e Helena Torres da Silva, do 7º ano, gostam do café cedo. “Se não tomar café eu não acordo”, afirma Isis. “Nos dias que não tomo chego no intervalo morrendo de fome”, brinca Helena. Mas nem todos os colegas fazem como elas. Deixam de fazer a primeira refeição logo após acordar. O problema acendeu a luz de alerta na equipe de Saúde da Satc. “A primeira refeição serve como combustível para iniciarmos o nosso dia com disposição e energia”, pondera a nutricionista Laura Casteller Pescador.

Observando casos de crianças que sentem mal-estar, principalmente pela manhã, os profissionais da Saúde e Assistência Social da Satc começaram a detectar que o problema era provocado pela falta da refeição. “Essa ausência provoca hipoglicemia, que é uma queda da glicose no sangue. Precisamos de glicose para pensar, memorizar e também ter energia para realizar atividades físicas, em que o gasto energético é maior”, afirma Laura.

Pular refeições ou ficar tanto tempo sem se alimentar é muito ruim para crianças e adolescentes. “Começamos a receber muitos alunos com sintomas parecidos, enjoo, tontura, fraqueza. E a resposta era sempre a mesma, não tomou o café da manhã”, destaca a técnica em Enfermagem da Satc Morgana Goulart Teixeira.

Dormir uns minutinhos a mais conta na hora de tomar ou não o café da manhã. Sabrina Martinhago, 15 anos, pula essa refeição. “Não consigo comer após acordar, fico enjoada. Minha primeira refeição é no intervalo da manhã”, conta a aluna do 2º ano do ensino médio. Antes, Sabrina chegava a fazer a primeira refeição só ao meio-dia, mas sentia-se mal.

Segundo a nutricionista, o desequilíbrio na alimentação é observado entre os jovens. “Eles comem qualquer coisa e em grandes volumes. Muitas vezes ficam horas sem se alimentar e quando comem, o volume é muito além do que o estômago normal permite. São hábitos que induzem um aumento da ansiedade e consequentemente maior compulsão alimentar com o surgimento de sobrepeso e obesidade, que é o que me preocupa, com as observações que tenho feito”, reforça Laura.

OPÇÕES DE UM BOM CAFÉ DA MANHÃ:

– Café com leite + pão integral + ovo+ fruta.
– Vitamina (leite + fruta) + pão integral com geleia de frutas.
– Suco natural + sanduíche (queijo + frango desfiado + saladas + pão).
– Iogurte + granola + frutas.

Nesta Copa do Mundo, torça e comemore, mas cuidado com a audição

A Copa do Mundo já começou. Entramos no clima da festa e, como sempre, vai ter muito barulho. Imagine os gritos da torcida, música, batuques, caixa de som, TVs em volume alto, bombas, rojões, apitos e cornetas. Mas tome cuidado. O excesso de barulho pode trazer consequências irreversíveis para a audição.

Medições na intensidade sonora feitas pela PROTESTE (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) em apetrechos barulhentos durante a Copa 2014 e, em parceria com a Sociedade Brasileira de Otologia (SBO), mostraram um resultado alarmante. Das 31 cornetas, buzinas e apitos testados, somente nove registraram som abaixo de 120 decibéis, enquanto o limite de ruído seguro para a saúde auditiva é de 85 decibéis.

“E, se juntarmos o som desses instrumentos com os gritos dos torcedores e o alto volume da televisão durante as partidas de futebol, o resultado é muito perigoso para os ouvidos. O barulho em excesso pode causar zumbido, tontura e até perda auditiva, que, em alguns casos, pode até ser definitiva, dependendo da intensidade e tempo que a pessoa ficou exposta ao som, sendo ele apresentado de forma súbita ou constante”, explica a fonoaudióloga Isabela Papera, da Telex Soluções Auditivas.

A típica brincadeira de tocar corneta, apitos e buzinas próximo ao ouvido de outra pessoa pode ser fatal para a saúde auditiva. De acordo com o teste da PROTESTE, a Mega Buzina, produto muito utilizado durante jogos e comemorações, emite um som de 129 decibéis, intensidade sonora que se aproxima a de uma arma de fogo e superior até a de um show de rock.

“Aconselho a não usar esse tipo de instrumento, pois em um ambiente com muita gente, facilmente o som estridente vai estar próximo do ouvido de outras pessoas. Esse barulho súbito pode causar, de imediato, a sensação de ouvido tampado, tontura, zumbido e dificuldades para ouvir. Sons elevados podem causar danos irreversíveis à audição porque a medida em que as células auditivas morrem elas não são regeneradas e a dificuldade auditiva é cada vez maior”, adverte a fonoaudióloga da Telex.

A perda auditiva é cumulativa. Dependendo da frequência, do tempo de exposição ao barulho e da predisposição genética, o indivíduo pode sofrer danos auditivos cada vez mais severos, de forma contínua e que pode ser agravada, ao longo da vida.

Mas não dá para bancar o chato da torcida, não é mesmo? É possível utilizar alguns desses apetrechos sonoros, ir para bares e festas cheios de gente, reunir o pessoal na sala de casa e comemorar. Mas sempre com cautela e de maneira consciente. Se a opção for reunir os amigos em casa, controle o volume da televisão e, nos intervalos do jogo, deixe-a no mudo.

Se for preciso, por exemplo, gritar para conversar uns com os outros, é hora de abaixar a TV. Fica a dica. Já se a comemoração for em bares e festas, onde não se é possível controlar a intensidade do barulho, evite ficar próximo a caixas de som e de pessoas com instrumentos barulhentos.

Agora, se você também quiser animar a festa com apetrechos sonoros, lembre-se de que buzinas e cornetas devem ser apontadas para cima. Jamais toque esses instrumentos perto ou diretamente no ouvido de uma pessoa. E se você for soltar fogos ou rojões, que também seja longe de pessoas e em lugares abertos. Nunca em locais fechados. Além de perigoso, o forte ruído dos rojões pode causar perda auditiva irreversível em você e em seus amigos.

1ª Caminhada do Imigrante acontecerá nesse domingo

Com objetivo de unir esporte e cultura, a Rota Ecoturismo e Aventura realiza no próximo domingo (17) a 1ª Caminhada dos Imigrantes – Rota da Imigração. O percurso se estende por 14 km, de Urussanga até Azambuja.

O agrupamento acontecerá em frente ao Restaurante e Museu Baesso às 6:30 da manhã, saindo para caminhada as 7h. A caminha termina em frente à Igreja São Marcos, seguida de um almoço típico no Restaurante e Pousada da Imigração, em Pedras Grandes.

As vagas são limitadas e as inscrições se estendem até dia 15 de junho.

Para William Marques, um dos organizadores do evento, a expectativa é de preencher todas as inscrições, levando um grupo de 50 pessoas através das paisagens do interior de Urussanga e Pedras grandes. “O objetivo principal é fomentar o Ecoturismo na região, aproveitando o caminho histórico da Rota da Imigração, o caminho dos imigrantes vindos da Itália. O Evento busca unir o esporte e a cultura, relembrando os passos e os fatos da colonização dos municípios de Urussanga e Pedras Grandes, proporcionando uma experiência única e lançando as bases do Ecoturismo e Aventura na região, fortalecendo o turismo”, explica William.

O evento é organizado pela Rota Ecoturismo e Aventura, empresa de Urussanga que atua no nicho de Ecoturismo e Aventura, e busca desenvolver o segmento na região.

A empresa irá dispor de toda uma estrutura para o evento, seguindo o padrão da ABETA (Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura), contando com carro de apoio, socorrista credenciado, guia histórico, pontos de hidratação e frutas, batedores (rangers) e cobertura fotográfica. A caminhada termina com um almoço típico no Restaurante e Pousada da Imigração, em Pedras Grandes, seguido da entrega dos kits promocionais e o translado de Azambuja ate Urussanga, tudo incluso na inscrição.

Para inscrição e mais informações pelos telefones 99911-6804 / 99984-0244 ou pelo email rota.ecoturismo.aventura@gmail.com.

AUVO segue em disputas regionais

A equipe da Associação Urussanguense de Voleibol (AUVO) está disputando dois campeonatos regionais. No último final de semana, a competição ocorreu em Sombrio. Na Taça Sombrio de Voleibol, dividida em duas etapas, o time conseguiu classificação para a final após três partidas com duas vitórias e uma derrota. Agora, a equipe segue para as finais do campeonato neste sábado, dia 16.

Já em Orleans, no Campeonato Regional Entre Amigos, aberto para todas as idades, a segunda rodada aconteceu no último domingo. A AUVO saiu vitoriosa de uma disputa contra uma equipe de Tubarão. As rodadas desta competição seguem uma vez ao mês. O próximo jogo ocorrerá em julho.

Ambra e Minerasil garantem a vitória no Campeonato Municipal de Campo

Urussanga recebeu no último domingo, dia 11, a primeira rodada do Campeonato Municipal de Futebol de Campo – Taça Birra Del Nonno. Após seis anos sem ser realizada, a competição retomou com dois jogos sendo realizados na comunidade de Santana, para celebrar a festa do Sagrado Coração de Jesus e São Cristóvão e o 10º Encontro Amigos de Santana que ocorreu na localidade.

Nas primeiras partidas, a Ambra venceu o De Villa por 2 a 1 E o Minerasil também garantiu a vitória por 2 a 1 na partida contra o UFC Urussanga.

“Foi um dia com bons jogos, com a comunidade e as torcidas visitantes comparecendo na abertura do campeonato. Tivemos uma grande oportunidade para relembrarmos o passado, onde Urussanga realizava uns dos melhores campeonatos na região”, garante o diretor de esportes, Thiago Mutini.

O Campeonato Municipal de Futebol de Campo – Taça Birra Del Nonno é realizado pela Prefeitura Municipal de Urussanga por meio da Diretoria Municipal de Esportes e conta com o apoio da Liga Urussanguense de Desportos (LUD), Stone e Barbearia Belvedere.

Equipe de Karatê alcança primeiro lugar geral em etapa do estadual

No último sábado, dia 9, a equipe Alpha de Karatê de Urussanga participou da segunda etapa do campeonato estadual da modalidade organizado pela Federal Catarinense. Os jogos foram disputados na cidade de Braço do Norte.

O time de Urussanga conquistou o primeiro lugar na colocação geral da etapa, somando 465 pontos. Com este resultado, a equipe chega ao quarto título de campeão geral alcançado em competições estaduais.

“Este resultado veio firmar o favoritismo de nossa equipe. Mais uma vez nossos atletas fizeram bonito e representaram de forma impecável nossa cidade”, comenta o treinador Luiz Fernando Rodrigues.