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A nossa santinha não está bem de saúde

set 6th, 2010 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Colunistas, Euclides Mondardo

Por mais paradoxal que possa ser, Santa Catarina, a sétima economia do Brasil, está devendo muito quando o assunto é saneamento básico. Dos 293 municípios, apenas 16% tem tratamento adequado de esgoto.

No cenário nacional, o estado é o 11º pior do setor, segundo o próprio IBGE.Das sete maiores economias do Brasil, Santa Catarina só ficou à frente do Rio Grande do Sul numa avaliação que mostrou números preocupantes: 34,8 milhões de pessoas não contavam com serviço de rede coletora de esgoto em 2008, época da pesquisa.

Segundo o renomado professor Luiz Sérgio Thilitti, de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFSC, a falta de saneamento básico representa riscos em diversas áreas, principalmente na saúde e no meio ambiente. O turismo também é afetado.
O índice é muito baixo, principalmente se levarmos em consideração a economia de Santa Catarina. A gestão ficou concentrada na Casan e o problema não teve prioridade, avaliou o professor Luiz Sérgio.

Para Sebastião do Reis Salvador, presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental de Santa Catarina (ABES-SC), a solução vai passar pelos planos municipais de saneamento básico.

Até 2013, todas as cidades precisam ter um plano municipal. Quem não tiver, não conseguirá recursos. A sociedade precisa se envolver, cobrar e ajudar, diz Sebastião dos Reis.

O estudo revelou outros pontos de alerta. Quanto à drenagem de águas das chuvas, o Estado tem problemas em 173 cidades. Com relação ao lixo, todas as cidades tem coleta, mas apenas 55 separam o material.

No quesito abastecimento de água, o município de Paial é destaque negativo como uma das 33 cidades brasileiras sem rede formal instalada. Paial, a 30 km de Chapecó, tem 1823 habitantes e o sistema é precário. Apenas um poço artesiano, instalado por uma empresa privada, abastece toda a população.

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