Pulga: a inimiga número um de cães e gatos
ago 27th, 2010 | por Jornal Vanguarda | Categoria: GeralUm dos parasitas mais comuns de serem encontrados, principalmente nos animais de estimação, é a pulga. Responsável por coceiras, irritações na pele e pequenos machucados, ela é considerada um parasita hospedeiro (já que para conseguir sobreviver, precisa de outro bicho). Por isso, a maior parte delas vive nos mamíferos, em especial nos cães e gatos, nutrindo-se do seu sangue. É ali que ela permanece por toda a vida, que dura aproximadamente 100 dias, a fim de se alimentar e se proteger.
Segundo o veterinário Ademir Maccari, o parasita consegue pular até 30 centímetros, facilitando a contaminação. “O cachorro e o gato podem adquiri-las passeando na rua, no quintal ou em qualquer outro lugar onde outros animais infestados tiveram acesso”, alerta. Para combatê-las, é necessário entender seu ciclo de vida. A fêmea da pulga deposita seus ovos no animal e, como eles não se fixam, caem no ambiente. Ali, dependem da temperatura e da umidade para se transformarem em larvas, num período de até 10 dias. Estas, aprofundam-se em tapetes, cobertores e frestas de pisos. De cinco a 11 dias formam um casulo, onde ocorre a forma de pupa. Se a umidade do ambiente estiver entre 27 e 80 graus, elas podem transformar-se em pulgas adultas em apenas cinco dias. Porém, isso só ocorre se houver a presença de animais ou pessoas no local, caso contrário o parasita permanece por até 140 dias no casulo.
A partir do quarto dia se alimentando do sangue do animal, cada fêmea passa a produzir, em média, 50 ovos diariamente. “É rápido acontecer uma infestação do parasita, já que a cada cinco pulgas no mamífero, existem outras 95 se desenvolvendo no ambiente. Portanto, para combater o mal, deve-se fazer o tratamento no animal e, juntamente, passar inseticida no local onde ele vive. É importante lembrar que esse processo deve ser feito várias vezes, sequencialmente, para quebrar o ciclo da pulga. Algumas receitas caseiras indicam a colocação de cal virgem no ambiente, sal com água para desidratar os ovos e lança-chamas, para queimar as adultas”, diz o veterinário.
Ele fala, ainda, que os animais que são amarrados na corrente por vezes sofrem muito mais que os que vivem soltos na rua. “Os cachorros e gatos sem donos são melhores tratados do que alguns que ficam presos. Isso acontece porque o ambiente em que vive o mamífero amarrado está altamente contaminado pelas pulgas. Não adianta em nada tratar o animal infestado, já que o lugar onde fica está completamente infestado pelas formas mais jovens do parasita. Nesse caso, deve-se trocar o animal de local, tratar dele e do ambiente também. Somente depois disso ele pode voltar para lá. Dessa forma, o animal está sendo protegido e sua saúde, preservada”, garante.

