Anuncio

A industrialização da Mandioca Legalizada

jul 23rd, 2010 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Colunistas, Euclides Mondardo

A segunda parte do termo de ajustamento da conduta (TAC) para o licenciamento da industrialização da mandioca na região sul do estado deve ser assinada no próximo dia 29, em Sombrio. O documento terá validade até 2012, e os cerca de 30 produtores de polvilho azedo, a maioria do extremo sul catarinense, passarão a utilizar os efluentes do processo produtivo  como fertilizantes para o próprio cultivo da mandioca, reduzindo os gastos com adubação e acabando com o problema que dificultava a obtenção do licenciamento ambiental.

Recentemente, o texto da minuta do TAC da mandioca foi aprovado no ministério público de SC em reunião entre o coordenador-geral do centro de apoio operacional do meio ambiente do MPSC, Luiz Eduardo Couto de Oliveira Souto, o deputado estadual Dirceu Dresch, representantes da Epagri, Fatma e da Associação das Indústrias processadoras de Mandioca e Derivados de SC.

A primeira parte do TAC foi assinada em 2005, e a partir daí a Epagri iniciou um estudo para dar a correta destinação dos efluentes. O engenheiro agrônomo e pesquisador da estação experimental da Epagri de Urussanga, Enilto Neubert, explica que os resíduos provenientes da lavagem da mandioca no processo de beneficiamento da raiz, eram jogados nos cursos d’água, ocasionando mortandade de peixes, ou em grandes buracos, onde os efluentes ficavam parados e acabava poluindo o lençol freático.

O pesquisador afirma que o resíduo proveniente do beneficiamento da mandioca será conduzido para um local cujo solo esteja impermeabilizado e seja utilizado um sistema de distribuição até a lavoura e utilização como biofertilizante. “Em primeiro lugar, o TAC trouxe um ganho ambiental, pois será mudado o destino do efluente. A indústria passará a ser ambientalmente correta e vai estar dentro da legalidade, já que conseguirá licenciamento ambiental. Além do ganho econômico com a reutilização dos efluentes, é a transformação de um problema em solução”.

Hoje, o sul do estado é o maior produtor de polvilho azedo de SC. As mais de 13 mil toneladas por ano de polvilho azedo produzido na região correspondem a 98% do que é beneficiado em solo catarinense, e, aproximadamente, a 15% da produção nacional. E a região n]ao tem apenas quantidade. Segundo Neubert, o produto catarinense apresenta uma qualidade reconhecida inclusive no mercado gaúcho.

Deixe um comentário