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“A escrita e seus plurais”

jul 16th, 2010 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Artigos

Dados comprovam que a língua falada é diferente da língua escrita. Isso porque, na maioria das vezes, não nos preocupamos com a forma certa ou errada. Nosso idioma possui essa diferença na questão da formalidade, ou seja, quando falamos com amigos ou pessoas mais íntimas podemos usá-la informalmente, mas quando escrevemos precisamos nos policiar com relação a algumas regras. E nessa hora podemos nos deparar com algumas dúvidas quanto à questão de plural.

Vejamos alguns exemplos a seguir:

* “Aluga-se casas”: o verbo (alugar) deve sempre concordar com o sujeito (casas). Com isso a frase precisa ser: “Aluga-se casa” ou “alugam-se casas”;

* Quebrou “o” óculos: a palavra óculos é sempre escrita no plural. Por isso o artigo “o” utilizado na frente precisa ser “os” óculos, para concordar corretamente;

* Os palavras terminadas em “-r” e “-z” formam o plural com o acréscimo de     “-es”: mar/mares, açúcar/açúcares, hambúrguer/hambúrgueres, flor/flores; Essas formas de plurais existem hoje no português porque nossa língua teve origem do latim (língua falada no Lácio, região central da Península Itálica) e com isso nossas palavras são derivadas, ou seja, tem estrutura do latim com algumas adaptações conforme a necessidade.

Vejamos outro exemplo: a palavra “coração” que falamos hoje, no latim era escrita “coratione”. Esse “e” do final (chamada de vogal etmológica) fez com que o plural da palavra coração se tornasse “corações” e não “coraçãos”.
Essas variações de plurais e singulares existem hoje ou pelas vogais etmológicas, citadas anteriormente, ou pela necessidade que surgiu das pessoas falantes da Língua Portuguesa.

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