Uma história que uniu Brasil e Itália
jun 25th, 2010 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Variedades
“Às vezes, ele me convidava para tomar sorvete e íamos a uma cidade que ficava há 50 quilômetros de onde estávamos. Na verdade, Francesco fazia isso para eu conhecer um pouquinho daquele país maravilhoso”, fala Neide Terezinha Felippe, natural de Azambuja, que há sete anos resolveu trabalhar em um hotel na cidade de Longarone, Itália. Ela havia enviuvado há três anos e estava sozinha na Europa. Foi aí que conheceu Francesco De Valério, engenheiro civil aposentado, que havia se hospedado no hotel em que ela trabalhava.
Como tinha poucos conhecidos na Europa, Neide passou a conversar com Francesco, e aos poucos se tornaram amigos. A relação foi se estreitando cada vez mais. Iam juntos conhecer diversas cidades do país, passavam o dia na companhia um do outro. “A partir daí não nos separamos mais. Ele me levava em diversos lugares, sempre foi muito querido comigo”, fala Neide. Juntos há seis anos, o casal se divide entre Brasil, Itália e França.
Francesco nasceu no município de Castelavazzo e aos 18 anos se mudou para a França. Tudo seguia tranquilamente até que em 9 de outubro de 1963 um desastre mudou completamente a vida do italiano. Durante a noite, uma falha geológica provocou o deslizamento de 260 milhões de metros cúbicos de rochas do Monte Toc, na região de Longarone, Itália. Isso fez transbordar o lago artificial que abastecia uma hidrelética, formando uma onda gigante com mais de 250 metros de altura e 50 milhões de metros cúbicos de água. O desastre ganhou o nome de Vajont.
1.909 pessoas faleceram durante a tragédia, entre elas, 17 familiares de Francesco. “Ele conta que a irmã, de 25 anos, foi encontrada morta abraçada com o marido e o filhinho de 9 meses. Pessoas foram arrastadas mais de 20 quilômetros. A força d’água destruiu a cidade, as casas, a igreja. O mais curioso é que mesmo com tamanha intensidade, uma imagem da santa protetora do município foi encontrada intacta, só tinha perdido as duas mãozinhas”, diz Neide.
Francesco fala que foi tudo muito triste. “Primeiro veio o vento, depois a água. Foi horrível”, lembra. Aos poucos, a vida do italiano e dos demais moradores de Longarone foram voltando a ser o que era antes. Francesco voltou para a França, lá constituiu família, teve dois filhos e também enviuvou. Conheceu Neide um ano após o falecimento da esposa, e hoje, juntos, vivem felizes entre Brasil, Itália e França. “Ele gosta muito do Brasil. Ficamos três meses aqui, depois partimos para a Itália, França, e assim vai. Ter casado com Francesco foi uma benção. Eu nunca vou me arrepender”, fala Neide.


Os familiares de minha esposa são de Castelavazzo. Até hoje passo dificuldades pra trazer a certidão de TADHEU SACHETTI E BENEVENUTE SACHETTI, ambos filhos de JACOMO SACHETTI E FIONLHA SACHETTI. Motivo este que todos os documentos que restaram se encontram no livro da PARÓQUIA, folha 294. Estou aproveitando este espaço se tiver algum tipo de ajuda, fico muito agradecido.
E dizer que são por estas pessoas, com perseverança, que este mundo ainda tem sentido de se viver, basta só ter saúde e fé em DEUS.
Acho que somos parentes