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Na Câmara:

jun 25th, 2010 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Página Três

A vigésima sessão (pra lá de) ordinária da Câmara, realizada na última terça-feira, foi como uma partida de futebol disputada por jogadores fora de forma e pernas-de-pau.

Os únicos lances dignos de registro foram os pronunciamentos de Itamar Dezan e de Omero de Bona.

Dezan falou primeiro e questionou o uso do carro da Câmara e, por isso, avisou que irá entrar com um requerimento para a mesa diretora pedindo planilha de quilometragem, diárias pagas, custo com o motorista e mais uma goleada de dados que comprovem o bom uso do carro, que não é um gol, mas é show de bola.

Já Omero apelou para uma jogada de efeito, prestando uma justa homenagem ao ex-prefeito Rony Zaniboni, falecido na semana passada aos 76 anos.

Assim foi o pronunciamento de Omero: “Não poderia deixar de manifestar na reunião de hoje, o pesar pelo falecimento de Rony Zaniboni na última quarta-feira.

O legado deixado por Rony especialmente para nosso município é inestimável. Foi vereador, prefeito, candidato a  deputado estadual, comerciante superintendente da Federação Catarinense de Futebol ( quando o presidente era Osni Mello), presidente da Liga Atlética da Região Mineira (Larm), presidente do Minerasil, presidente do Lions, presidente da Associação Comercial e Industrial de Urssanga (Aciu), entre tantos outros cargos que não vamos aqui enumerar.

A política era sua maior paixão. Como prefeito, entre tantas outras atividades, fundou o Samae, o primeiro Posto de Saúde do município, fundou o Mauru, hoje Auras, o Ginásio Santanense em 22 de outubro, fundou o Instituto Municipal de Assistência ao Lavrador, fundou a Aciu, entidades que jamais serão esquecidas pelos urussanguenses. Como se vê, foi um homem participativo, empreendedor e nunca mediu esforços para ajudar no desenvolvimento da cidade. Foi, sem sombra de dúvidas, um dos melhores prefeitos de Urussanga.

Agradeço a Deus pelo privilégio da convivência que tivemos por mais de 50 anos.  Charles Chaplin disse: ‘A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, viva-a intensamente antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos’. Para Rony, a peça terminou, a cortina se fechou, mas com direito a milhares de aplausos pelo que ele fez.

Rony deixou a mulher Laura, os filhos Cleuso, Eliane, Heron e Glíssia e mais um punhado de netos. Que Deus na sua divina misericórdia lhe dê o descanso eterno”, disse o vereador.

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