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Envelhecimento e Masculinização do campo

jun 4th, 2010 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Colunistas, Euclides Mondardo

A sucessão hereditária, na agricultura familiar é um problema social e econômico em Santa Catarina. Quase um terço das propriedades não tem sucessores, informa o pesquisador do Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar (CETRAF) da Epagri de Chapecó, Milton Luiz Silvestro, autor de estudos que apontam par ao aumento da migração juvenil, mais acentuada entre o sexo feminino. Hoje, existem 17% mais homens do que mulheres na agricultura de SC.

O campo sofre um processo de envelhecimento, e masculinização, diz o pesquisador. Quanto mais jovens, menos o interesse pelas atividades rurais. Constatação preocupante, considerando que o casal que permanece na propriedade rural obviamente envelhece.

 Quase 95% das propriedades rurais em SC tem menos de 50 hectares. São pequenas áreas, que, subdivididas, não geram renda suficiente para tornar a permanência interessante às novas gerações.

O acesso à informação também faz com que o jovem rural queira mais bens de consumo e melhor qualidade de vida, condições que não são associadas à dura rotina do campo. Silvestro explica que a dificuldade de reproduzir a vida social urbana no meio rural é um círculo vicioso. Sem jovens, há menos atividades de lazer, menos festas e esportes. Quanto menos atrativos, mais o campo empurra as pessoas para os centros urbanos.

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