Casa de Fioravante Mazzucco
mar 25th, 2010 | por Jornal Vanguarda | Categoria: EspecialDADOS TÉCNICOS
Casa da família Mazzucco
* Ano de construção: 1914
* Endereço: Praça Anita Garibaldi, 180
* 1° Proprietário: Fioravante Mazzucco
* Estilo: Arquitetura Ítalo Brasileira
* Características: Construída com importantes traços da arquitetura ítalo brasileira nos centros urbanos, esta edificação de dois pavimentos, alinhada ao passeio, possui fachada simétrica simples, com aberturas toscas. Possui telhado em duas águas com platibanda frontal destoando do resto da edificação por seu acabamento atípico, comparando-se ao estilo da casa.
* Sistema construtivo: paredes construídas de alvenaria autoportante com tijolos maciços de barro assentados sobre fundação de pedra.
* Uso inicial: Comercial e residencial
* Uso atual: Comercial
A casa construída em 1914 e localizada na Praça Anita Garibaldi é uma edificação típica da arquitetura ítalo-brasileira. De dois andares, o prédio é amplo e a parte de baixo sempre foi alugada para o comércio de Urussanga. A fachada simples faz com que, muitas vezes, a casa passe despercebida pelos pedestres e transeuntes. Mas ali está vivo um pedacinho da história da Benedetta e de seus filhos.
Edificada pelo próprio proprietário, Fioravante Mazzucco, o conhecido Dante, a residência foi devidamente arquitetada para abrigar, no piso inferior, o comércio da família. Por muitos anos ali funcionou a sapataria Mazzucco, onde Dante atendia a todos os clientes e amigos. Casado com Aurora Debiase, teve cinco filhos: Miquelina (Lina), Altair (que morreu ainda menina), Shirley, Altair (em homenagem à filha falecida) e Salete. Porém, Shirley foi a única que continuou em Urussanga e aqui constituiu família. Os outros se mudaram para outras cidades, casaram-se e não voltaram mais a morar na Benedetta.
Com o falecimento de Dante, a sapataria fechou e deu lugar a outras casas comerciais do município. Segundo o neto do construtor, Álvaro Escaravaco, por anos o prédio foi a sede da telefônica da cidade. “Durante muito tempo era ali que as pessoas iam fazer ligações. Para telefonar para Tubarão era uma ‘novela’. Dava um trabalhão. Quem ficava ali para atender aos clientes era a Carmelita, bem jovem na época”, lembra Escaravaco.
Depois disso, diversos setores comerciais alugaram o local. Enquanto a parte de baixo era locada, os Mazzucco continuavam residindo no piso superior. Isso aconteceu até meados dos anos 90, quando Shirley mudou-se para outra residência, falecendo poucos anos depois, em 2000.
O prédio foi construído à base de tijolos maciços e reboco de cal de barro. As vigas são de madeiras nobres, tão fortes que até hoje se mantém inteiras. “Uma destas vigas está meio deteriorada, vamos ter que trocá-la por uma de alvenaria, já que não encontramos mais daquele tipo feito de madeira”, fala Escaravaco. A base da edificação é de pedra bruta, como a maioria das construídas no mesmo período.
A casa dos Mazzucco encontra-se no centro e faz parte da história do município. Tombada, aguarda por uma restauração para que possa ser ocupada sem medo. “A parte de cima está um pouco comprometida. Já que foi tombada, não seria necessário que uma reforma fosse realizada? Pra que tombar se nada é feito pra preservar o prédio?”, indaga Escaravaco.

