Na Câmara
mar 4th, 2010 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Página TrêsLotes da Rio Deserto
O chefe de patrimônio das Empresas Rio Deserto, Edivaldo Apolinário, e o responsável pelo departamento de Tributaçãos da Prefeitura Municipal, José Vitório Coan compareceram à última sessão, realizada na terça-feira, dia 2. O assunto em pauta foi a regularização de terrenos dos dois loteamentos populares que a empresa fez nas comunidades de Santana e Rio América, no final da década de 70, na época em que a mineração no município estava à todo vapor, ou melhor. Os lotes, segundo informou o Apolinário, eram destinados às famílias de trabalhadores da empresa, que na época se chamava Compania CCU.
Os lotes foram vendidos em parcelas para os funcionários da empresa. Até aí tudo cristalino como a água do Rio Urussanga em 1878. O problema foi que a mineração no município saiu de fininho, deixando apenas seu peculiar rastro. A maioria dos mineiros foram procurar outros trabalhos e muitos deixaram Santana e Rio América. Logo, venderam os terrenos para terceiros, os terceiros venderam para os quartos, gerando uma confusão dos quintos dos infernos. Nesse compra e vende, o único documento que valia entre as partes era um contrato e o velho e bom fio do bigode. Acontece que quem precisa da escritura para fazer um financiamento na Caixa para reforma ou qualquer outra coisa que exija a papelada correta, está dando com os burros n’água de carvão. Por enquanto, o cartório não está aceitando nem o contrato de compra e venda nem o fio do bigode para escriturar os terrenos.
Para liberar o lote, o proprietário tem que levar o documento original do contrato emitido pela CCU na época até a empresa Oriental Administração de Patrimônios que pertence à Rio Deserto. Se o atual proprietário comprou de algum ex-mineiro, é importante achar o contrato e o primeiro dono ou descendente deste para poder desencardir o negócio. “Não podemos sair liberando os lotes para qualquer um, pois corremos o risco de liberarmos para a pessoa errada”, avisou Apolinário.
O representante da Rio Deserto aproveitou o ensejo para dizer que aquele pessoal vivaldino que se aproveitou da bondade dos antigos donos da CCU vão ter muita coisa para explicar para conseguir qualquer liberação. “Quem está no lotezinho com sua casinha em cima, nós vamos lançar todas as facilidades para resolver a situação, mas aqueles que cercaram um hectare e quiserem permanecer no local, vão ter de pagar. Se alguém comprou de um terceiro, ele que busque o entendimento com quem lhe vendeu”, avisou. Em todo o caso, pelo menos no discurso, a Rio Deserto está de coração aberto para ajudar o pessoal.
Lixo nosso
Depois dos lotes, o lixo. O vereador Edson Manoel rezou um “Pai Nosso” de traz para frente (era o que diria o meu avô quando queria puxar a orelha de alguém). Bem, não foi bem o Pai Nosso, mas o “lixo nosso de cada dia”. O vereador pediu mais atenção aos que não separam o lixo direitinho e jogam tudo a torto e a direito dentro das sacolas, fato que pode provocar acidentes.
Desmentiu
O vereador Itamar Dezam desmentiu uma nota publicada num jornal da região. A nota dizia que o vereador, que é do PP, foi a uma reunião do PMDB, partido que já pertenceu, e que estaria acertando o seu retorno. A nota disse também que mesmo que ele não deixasse o PP no atual mandato, faria oposição à Administração. Dezam qualificou a nota como insidiosa, pois se tivesse que abandonar o barco azul, primeiro avisaria o comandante. Quanto ao reduto peemedebista, ele justificou que recebeu um convite com um dos diretores da empresa onde trabalha e aceitou. “Sempre tive um bom relacionamento com todos os partidos”, disse.
Indica, indica, indica
Ao que tudo indica, o pessoal do Paço Municipal não dá ouvidos para as indicações da oposição. Os vereadores João Batista Bom e o presidente da Casa Jucemar Sangaletti usaram a tribuna para reclamar. Bom levou um calhamaço de indicações que não foram atendidas pelo Executivo. Sangaletti não levou um calhamaço, mas ficou furioso com o não atendimento. “Estou cansado de fazer indicações e não ver nenhuma atendida. Não quero ser motivo de chacotas na rua”, fuzilou.
Só elogios
Nariz, co-autor do requerimento sobre a situação dos lotes da Rio Deserto pouco reclamou. Ele disse que estava satisfeito com a resposta do representante da Rio Deserto e elogiou a empresa Cruvier por permanecer em Santana, mesmo com as dificuldades de acesso. A vereadora Vani também elogiou o trabalho e a folha de serviços prestados à comunidade da ex- diretora de Cultura do município, Ana Maria Mariot Vieira.

