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Salvos pela natureza

jan 28th, 2010 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Bibiana Pignatel, Colunistas

O problema com o mosquito borrachudo na região do Rio Maior não teve fim, mas ao menos alguns moradores sentem que foi minimizado: tudo porque os sapos voltaram a coaxar. Há algum tempo os anfíbios estavam desaparecidos da região, possivelmente por causa de seus predadores, que são cobras e aves (a coruja é um exemplo). Mas ultimamente, no período da noite, os interioranos têm que tomar cuidado por onde andam para não pisarem nos pequenos gélidos saltitantes, graças ao número considerável que voltou a aparecer.

Sal nos olhos de quem não vê: salgar as costas do animal para que ele morra é crueldade e burrice. Diz o ditado que pode ter várias associações que “em terra de sapo, mosquito não dá rasante”. O sapo é um excelente controlador biológico tanto quanto ao ciclo de vida dos mosquitos quanto de outras espécies de insetos e não faz mal a ninguém, a menos que se encontre em situação de perigo, aí sim ativa suas glândulas venenosas.

Estamos salvos, em parte, pela volta dos sapos, enquanto o poder público não apóia projetos que possam beneficiar as comunidades.

Na semana que vem, confiram o assunto que fiquei devendo no ano passado: as indulgências. E também: como era a vida das gestantes num tempo em que as mulheres davam a luz em casa. Abraços e até lá!

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