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jan 28th, 2010 | por Jornal Vanguarda | Categoria: GeralEletro Móveis Urussanga
A loja mais velha da cidade. Assim pode ser definida a Eletro Móveis Urussanga, fundada em 1956 por Rômulo Mazzuco com o nome de Loja Mazzuco. Inicialmente o comércio localizava-se na Rua Presidente Vargas, depois foi para a Alfredo Gazzola e mais tarde para a Rua Barão do Rio Branco, onde permanece até hoje. No estabelecimento sempre foi comercializado material elétrico, móveis e eletrodomésticos. Por volta de 1963, através da indicação de um amigo,Vanderlei Luiz Zanelato, o popular Lelei, começou a trabalhar na loja como balconista. Como funcionário responsável e dedicado, ele foi conquistando a confiança do patrão, que quando mudou para Florianópolis deixou com ele o comando do negócio. “No início as visitas de seu Romeu eram periódicas, mas com o passar do tempo foram se tornando cada vez mais escassas até que os contatos passaram a ser realizados totalmente por telefone”, explica Zanelato.
Os anos foram passando e como forma de recompensar o trabalho do funcionário, em 1979 Romeu convida Lelei para ser sócio no comércio. O convite foi prontamente aceito e uma longa parceria foi traçada.Com a sociedade firmada em 25 de abril de 1979, a Loja Mazzuco passa a ser chamada Eletro Móveis Urussanga.
Conforme Zanelato, na época em que foi inaugurada existiam várias lojas conhecidas em Urussanga, como a Santo Antonio, a loja Chiquinha, a Casa do Rádio, entre outras. “Todas as lojas daquele tempo já fecharam suas portas. Restou apenas a nossa que continua no mercado”, conta ele.
A Eletro Móveis Urussanga está em atividade há 54 anos. A tradição de comprar na loja é transmitida de pai para filho. “Conheço e confio nos meus clientes. Eles são, acima de tudo, meus amigos. Quando eles chegam na loja tento atender da melhor maneira possível e deixá-los à vontade para que se sintam em casa. Gosto de lidar com o público, acho que a gente adquire grandes amizades”, afirma Lelei.
Atualmente a loja possui três funcionários e conta com ajuda de muitos amigos que auxiliam no trabalho. Apesar de acompanhar as mudanças no mercado e ser afiliado ao CDL, Vanderlei ainda preserva intactos os registros dos antigos clientes em seus livros de controle, chamados por ele de rascunhos, desde o ano de 1962. “Muitas vezes eu ainda faço vendas à “moda antiga”, confiando apenas na palavra das pessoas”, finaliza Vanderlei.

