Defensivos orgânicos oferecem bons resultados
jan 21st, 2010 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Rural
A crescente procura por produtos orgânicos tem contribuído para que novos estudos e pesquisas voltadas a este segmento sejam desenvolvidas. Cada vez mais os consumidores estão dando preferência aos alimentos cultivados organicamente, o que tem estimulado agricultores a persistirem na nova forma de manejo das culturas.
Segundo o engenheiro agrônomo da Epagri, Luiz Augusto Martins Peruchi, a transição da cultura convencional que utiliza elementos químicos para o sistema orgânico acontece lentamente, e muitas vezes os agricultores acabam desistindo de trabalhar organicamente. “No primeiro momento pode haver um decréscimo de produção, mas com o passar do tempo volta a aumentar. Com as hortaliças este período de adaptação pode se estender por até um ano; entre outras culturas o tempo pode variar”, explica Peruchi.
Nos grandes centros a adesão por produtos orgânicos é significativa, enquanto que no interior existe uma certa dificuldade na comercialização, principalmente quanto ao preço do produto que tende ser mais elevado do que os alimentos cultivados convencionalmente.
O uso de defensivos orgânicos atualmente vem sendo usado com maior frequência em pequenas plantações e hortas. Muitas vezes os compostos podem ser preparados nas propriedades pelos agricultores.
As vantagens de se utilizar estes produtos são inúmeras. Entre elas estão o baixo custo de produção e o fim do grave problema de intoxicação que anualmente atinge milhares de agricultores em todo o mundo. O meio ambiente e o solo também são preservados, além de oferecer aos consumidores a garantia de estarem consumindo um alimento totalmente livre de resíduos.
Mas Peruchi ressalta que apesar de estar havendo um constante aumento de produção ainda existe um déficit de alimentos orgânicos apesar do crescimento do setor.
Em Urussanga, a Estação Experimental da Epagri realiza vários testes voltados ao controle de doenças nas produções orgânicas.
Há pelo menos cinco anos estudos têm acompanhado o cultivo de tomates utilizando apenas defensivos orgânicos. Foram testados extratos de plantas, pó de rocha e outras formulações. Porém, ao longo deste período foi observado que a tradicional calda bordalesa foi o que apresentou resultados mais eficazes no combate às doenças. Outros trabalhos visando combater males de forma orgânica estão em andamento. Atualmente, para o controle de pragas e doenças em produções orgânicas já existem no mercado produtos testados e aprovados cientificamente. “As pesquisas devem ainda avançar bastante para definir realmente onde cada composição experimental funciona, determinar o uso correto e qual o alvo certo para cada situação, com exceção daqueles que já estão disponíveis no mercado”, afirma Peruchi.
Entre os biofertilizantes o mais conhecido é o chamado supermagro e entre os fungicidsa está a calda bordalesa.
O supermagro é um adubo usado para pulverizar as folhas das plantas. Ele melhora a saúde das plantas, aumenta a brotação e a produção das lavouras, deixa os vegetais mais resistentes aos insetos e pode ser usado em qualquer tipo de cultura inclusive em plantas ornamentais. Em caso de dúvidas quanto ao uso de biofertilizantes e de fungicidas orgânicos, o produtor pode se dirigir ao escritório da Epagri.
Receita da calda bordalesa:
Ingredientes para encher um pulverizador de 20 litros:
Sulfato de cobre - 200g
Cal virgem - 100 a 200g
Água - 20 litros
Modo de preparo:
Dissolva 200g de sulfato de cobre em cinco litros de água morna ou na noite anterior ao preparo do fungicida. Depois separadamente dissolva a cal no fundo de um balde com pouca água até formar uma pasta rala. Então complete o volume de água até atingir cinco litros. O próximo passo é juntar as duas misturas, despejando o sulfato de cobre sobre a cal. Depois da junção das misturas o líquido deverá ter um aspecto denso. Antes de colocar no pulverizador o composto deverá ser coado e logo após adicionado o restante da água até atingir o volume de 20 litros. Antes de usar deve-se fazer o teste de acidez para não queimar as folhas das plantas. Na lâmina de uma faca ou canivete de ferro coloque uma gota do composto. Se após três minutos formar-se uma mancha avermelhada semelhante à ferrugem significa muita acidez, então deve-se adicionar mais leite de cal. A calda estará pronta quando for realizado novamente o teste e não mais aparecer a mancha sobre a lâmina.


Senhores, muito bom e esclarecedor o artigo. Aproveito para saber se podem me ajudar. Cultivo uva Niagara Rosada e na brotação dos galhos as vaquinhas (Diabrotica Speciosa e outras similares) atacam os brotos causando imenso prejuízo. Não gostaria de usar produtos químicos mas orgânicos. Vocês têm alguma informação para me ajudar? Agradeço muito.
Obrigado.
Antonio Carlos
(18) 8141-1954
afelcar@gmail.com