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As benzeduras e histórias de Nona Maria

jan 21st, 2010 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Especial

fotos1-003Concentração total. Ela se benze e em pensamento clama pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo. A aliança é retirada da mão e o sinal da cruz feito repetidamente sobre o local a ser benzido. Uma oração silenciosa é feita pela mulher que é tão procurada por diversas pessoas. Elas são de diferentes idades, crenças e sexos, mas possuem algo em comum: todas acreditam no dom de cura de Maria Lunardi Marangoni, carinhosamente conhecida por “Nona”.

Às vésperas de completar 84 anos no dia 2 de fevereiro, Nona Maria lembra de muitas histórias sobre as benzeduras e orações de responso que já realizou. “Mesmo se anotasse eu não lembraria de todas. São muitas”, diz ela. Tudo começou há aproximadamente 20 anos. “Eu vivia doente, parava mais no hospital do que em casa. Não tinha jeito para melhorar e minha saúde estava muito debilitada. Naquela época, então, participei de um retiro na casa do padre Agenor que durou cinco dias. Lá estavam um médico, um padre, uma freira e um farmacêutico de outro país que me falaram sobre um dom que eu possuía e precisava ser desenvolvido. Enquanto isso não ocorresse, eu ficaria cada vez mais doente”, relata.

Na oportunidade, os profissionais entregaram à mulher uma folha de papel com algumas instruções de como proceder durante as benzeduras e orações de responso. A partir daí, cada vez mais pessoas a procuram para tais atividades. “Aprendi muita coisa sozinha, mas o principal estava naquela folha que me deram há tantos anos”, lembra. Hoje, Nona Maria benze cobreiro, cabeça, coluna, reumatismo, “zipra” e cravo. A maioria, no entanto, vem em busca da cura de cobreiros e dores na coluna.

Para colocar em prática o dom que recebeu, a mulher utiliza a aliança durante as benzeduras. “Somente quando procuram a melhora de um cravo é que utilizo a folha do pessegueiro”, explica. Segundo ela, não há um horário apropriado para benzer, em qualquer hora a oração pode ser feita. A reza também é realizada à distância, e nem assim perde a força que possui. A Noninha ressalta que ninguém pode agradecer quando é benzido. Se quiser, deve-se mostrar gratidão somente depois que o mal melhorar.
Na maioria das vezes o problema é bento três vezes, depois disso vem a cura. “Em alguns a melhora vem logo na primeira vez, em outras, mais raras, o problema pode levar até nove benzidas para sarar completamente”, ressalta.

Não foram poucas as vezes que a Nona foi chamada no hospital por algum parente a fim de rezar por aqueles que estão internados. Fora isso, várias pessoas vão até sua casa diariamente no intuito de serem benzidas pela senhora. “Por mais difícil de curar que seja o problema, eu nunca perco a esperança. Porém, é muito importante que todos tenham fé e acreditem que vão melhorar. Uma vez chegou aqui em casa um homem com um cobreiro que já havia tomado toda as costas e quase estava fechando na barriga. Quando vi, fiquei muito assustada, mas pensei que poderia ajudar. Depois de algumas orações, o cobreiro sarou todo”, relembra.

Além das benzeduras, Nona Maria é muito procurada para realizar o responso. As pessoas vão até ela a fim de achar algo que está perdido ou que foi roubado. A reza é feita com concentração, pedindo a Deus que o objeto seja encontrado. “Quando se perde alguma coisa é quase de certeza que vai aparecer após a oração. Mas se foi roubado, às vezes fica muito difícil. Se o objeto atravessar uma ponte ou qualquer rio, ele não volta mais ao dono”, salienta Noninha.

As preces são realizadas com fé e devoção pela mulher que descobriu este dom há pouco mais de 20 anos. As benzeduras e orações de responso são reconhecidas pelo poder de cura que possuem. “Vem gente de todo o canto aqui em casa. Alguns deles já me chamaram até de doutora Maria”, fala aos risos a mulher que com palavras doces e um jeito simples cativa a todos que convivem ao seu redor.

5 comentários
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  1. Olá boa noite, gostaria de saber o endereçoda noninha….desde de já agradeço pela atenção.

  2. Gostaria de saber como proceder para que a senhora pudesse rezar para um senhor que está com cobreiro.
    Agradeço antecipadamente sua resposta
    Sônia

  3. Gostaria de saber como poderia receber uma benzedura da Dona Nona.Se possível seu endereço,ou mesmo seu telefone para contato.Desde já agradeço a atenção na resposta.Sou de BH.

  4. Peço se possível me ajudar rezando no meu cobreiro,pois já tomei o remédio que o médico passou mas só aliviou,não sumiu.É do meu lado direito abaixo do peito e está bastante avançado.Que Deus lhe pague.

  5. 1;h 29min
    14/01/2012
    Nona. Gostei muito da tua história pois, minhas duas avós, minha mãe e minha sogra eram benzedeiras e ninguém da família continuou com a prática desse dom que Deus deu a elas. Eu, de uns anos para cá, estou pensando muito em começar a praticar.
    Gostaria que tu me deste alguma ajuda (dicas) para poder começar.
    Sou Gaúcha, tenho 64 anos, Professora e estou me aposentando,talvez no próximo ano.

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