Orleans registra caso de tuberculose bovina
dez 17th, 2009 | por Jornal Vanguarda | Categoria: RuralFoi registrado no município vizinho de Orleans um caso de Tuberculose Bovina. Em Urussanga, a doença está controlada e somente há dois anos atrás foi registrada na localidade de Santana o problema em um animal vindo de fora da cidade, que logo foi abatido. Esta doença é altamente contagiosa e pode atingir não só bovinos, como também suínos, caprinos e até seres humanos. Os produtores devem ficar atentos na hora de comprar os animais para não introduzir a enfermidade no seu rebanho. Uma medida de segurança é saber a procedência. Se houver dúvida, a melhor precaução é a exigência do exame para comprovar ou não a existência da doença no animal.
A tuberculose bovina é considerada uma zoonose, causada pelo Microbacterium bovis e caracteriza-se por nódulos em geral nos órgãos dos animais. O diagnóstico da doença em bovinos é realizado através de exame, que consiste na aplicação sub-cutânea de uma substância chamada tuberculina. Depois disso, o animal será monitorado por 72 horas e se houver inchaço na região onde foi ministrada a substância o resultado será positivo. Neste caso, a orientação é o abate imediato, com acompanhamento de um veterinário da Cidasc em um abatedouro que tenha inscrição Estadual e Federal. Segundo o médico veterinário da Cidasc em Urussanga, Benício Augusto Damineli, o acompanhamento do profissional é importante para fazer o laudo com a causa da morte do animal. “Existe um recurso federal reservado para ressarcir pecuaristas que tiveram de abater criações em decorrência da tuberculose, mas esse processo só pode ser realizado se o abate tiver sido acompanhado pelo veterinário para elaboração do laudo”, explica Damineli.
Os animais acometidos com a tuberculose inicialmente não apresentam sintomas, apenas na fase terminal é que eles começam a perder excessivamente peso. Nas fêmeas pode haver diminuição na quantidade de leite, inflamação nas glândulas mamárias, abortos e infertilidade. O leite de um animal doente é contaminado com bacilos da doença, então o consumo dele na condição in natura não é recomendado. Em laticínios é comum a exigência de exames de rotina nos animais, o que, teoricamente, garante a pureza do produto. Os fornecedores devem manter os exames em dia, informando sempre o estado de saúde dos animais.
Damineli avisa que se em uma propriedade for diagnosticada a doença, deverá ser realizado teste em todo o rebanho. A propriedade ficará interditada por 60 dias, quando haverá novamente a repetição do procedimento comprovando que a doença foi totalmente extinta. “Pessoas que tiverem contato com animais infectados devem por precaução procurar o Posto de Saúde preventivamente, evitando assim transtornos futuros”, explica.
Os produtores que tiverem dúvidas sobre este assunto podem procurar o escritório da Cidasc de sua cidade. O exame para a identificação da enfermidade tem um custo, porém de acordo com a quantidade de animais, o valor será menor.

