Produção de Alimentos e a fome no mundo
nov 26th, 2009 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Colunistas, Euclides MondardoLevantamentos sociométricos da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) ratificam que a fome atinge 1,002 bilhão de seres humanos. Nem mesmo as nações desenvolvidas estão imunes ao flagelo. As pessoas submetidas à insegurança alimentar são 53 milhões na América Latina e Caribe; 42 milhões no Oriente Médio e norte da África ; 15 milhões em paises ricos; 642 milhões na Ásia e no Pacifico; e 265 milhões na África Subsaariana.
Os dados constam de estudo divulgado em Roma, na sede da FAO. Há um grande e pertinente esforço no sentido de que o evento sensibilize os lideres mundiais quanto a premência de soluções. É decisiva a atual curva decrescente da ajuda oficial ao desenvolvimento da agropecuária, que caiu 58% entre 1980 e 2005. Este dado sugere que o planeta esta carente de estadistas.
Para o atendimento à prioridade de combate à fome, considerando o atual contingente de pessoas submetidas a insegurança alimentar e a prevenção quanto ao futuro, a FAO indica ser necessário investimento anual de 83 bilhões de dólares no agronegócio, nos países em desenvolvimento, de hoje até 2050. Este é um alerta a ser considerado no caso do Brasil. Afinal, é a nação com maior área agricultável disponível, as melhores condições de clima e solo e uma agropecuária competente e organizada. No entanto, estamos perdendo tempo, pois se nota a carência, no âmbito do governo federal, de um olhar mais amplo quanto à conjuntura e as perspectivas que abrem.
Será que ninguém do governo deu-se conta de que o aumento da população é a constatada mudança de hábitos alimentares, principalmente chineses e indianos, exigirão um planejamento estratégico ao agronegócio? É como se não fosse um grande trunfo econômico e o principal responsável pelo superávit de nossa balança comercial; 17% dos empregos e mais 30% do PIB nacional. O mundo está em alerta quanto à fome. E o Brasil?
Os presos no Brasil
Dos 440 mil presos no Brasil, 75% não completaram a educação básica e 12% são analfabetos. Apenas 18% dos detentos tem acesso a alguma atividade educacional, incluindo cursos como de violão. Esses dados, colhidos entre setembro de 2008 e fevereiro de 2009, constam no relatório preliminar sobre a situação da educação nas prisões brasileiras, apresentado a pedido do deputado federal João Matos (SC) para debater o assunto.

