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*Ética e Pipoca

nov 5th, 2009 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Colunistas, Euclides Mondardo

È muito fácil ser bonzinho, ser pessoa do bem sentada diante da televisão, comendo pipoca e com pé alisando o cachorro- é facílimo. Eu quero ver esse bonzinho ser ético honesto, bravo, heróico e retumbante tendo uma possibilidade de meter a  mão… De locupletar com o que não lhe é devido. Quero é dizer à “boa” possibilidade de prevaricar, quero ver é o cara provar ser o tal que diz se achando aberta  a porta do cofre alheio…

Não vamos longe . Antes de entrar no assunto, devo dizer que no comércio, nos negócios, o que mais falta é ética. É muito fácil colocar um anúncio bonitinho no jornal, mentir para enganar clientes desavisados e depois deixa-los na mão. Depois é claro, do bote.

Vamos ao assunto. Começo fazendo-lhe uma pergunta. E é claro que você leitora, você leitor, não vão se incomodar com pergunta porque tenho certeza que vocês vão dizer que não , não fariam isso.

Se, por acaso, o seu chefe lhe pedisse  para durante a noite, sem que ninguém visse, jogar uma pedra na vidraça da empresa concorrente , você faria? Ah e com isso ganharia uma promoção, você faria?

Sim, eu sei, claro acredito, você não faria isso. Pois o piloto aquele meninão, filho do outro que também não  de nada, fez isso na Fórmula 1 para garantir uma renovação de contrato: jogou o carro contra um muro no GP de Cingapura em 2008 a pretextar um acidente, e com esse falso acidente favorecer um “companheiro” de equipe.Você conhece a história, ela é um exemplo de falta de ética, chega a ser um tipo de  tendência suicida, mas fico coçando a cabeça.Quantos dos que se dizem “puros” quando  comem pipoca diante da televisão não fariam o mesmo?

É muito fácil dizer-se ético, honesto mas longe das tentações. Ser honesto sem  tentações não tem nenhum valor, ninguém é mais honesto do que um poste… mas de vida  e “inteligência” a um poste  para ver se ele ficaria totalmente parado o tempo todo….

O rapazinho da Fórmula 1 fez o que milhões fariam no lugar dele. Quantas meninas esquecem o pudor e despem-se “além da conta” para ter uma chance artística? E os pais “ éticos” fingem não ver. Hipócritas. Tudo jogo de interesses. Pudor, o que é isso?
Quantos senadores e senadoras eram ( eram?) honestos até chegar ao Senado e agora não vêem nada de errado em gastar o dinheiro do povo em sirigaiteios  e festejos pessoais sob honradas desculpas?

Abra o olho alguém perto de você, alisando a barriga e comendo pipocas roncar-se de honesto…

Li este artigo do inusitado escritor *Luiz Carlos Prates, em uma coluna do Diário Catarinense. Gostei tanto a ponto de passá-la para os leitores do Vanguarda.

Pessoalmente  acho que se eu  sou ou não fosse bonzinho, ético honesto, heróico ou retumbante, são os outros que tem que dizer e não eu.

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