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O Fovismo

jun 4th, 2009 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Colunistas, Eduardo Tasca

Em 1905 o Salão de Outono de Paris torna-se o palco para um grupo de jovens artistas que expõe seus trabalhos. Eles decretam o fim do Realismo e negam as cores suaves e luminosas do Impressionismo. Céus laranjas, árvores vermelhas, rostos azuis. Chocado com a mostra, um crítico chama-os de “Fauves”, feras em francês. O movimento Fovista teve curta duração (1905-1907). Três diferentes grupos dão impulso ao estilo: o do ateliê de Gustave Moreau, representado por Matisse, Marquet, Camoin e Manguin; o de Chatou: Derain e Vlaminck; e o de Havre: Dufy e Friesz. Cada vez mais a temática artística busca o desligamento da representação fiel do mundo visível e busca representar através do emprego de cores, linhas e outros elementos o mundo invisível.

O campo da criação artística é atingido fortemente pela Revolução Industrial. As mudanças são tão rápidas que seria impossível adotar os cânones artísticos anteriores. Neste meio não é mais permitido o estudo profundo, é preciso ingressar na corrida artística. As amarras criadas por normas sagradas buscam agora um novo propósito: pintar as sensações que despertam o estado de espírito no livre curso dos impulsos interiores. Muitas vezes o aprendizado é questionado. É a época da glorificação do instinto. O meio artístico gira em torno de um novo mundo. Está em ebulição. Multiplicam-se novos temas a respeito da arte, surgem novos comerciantes de quadros, críticos e exposições particulares. O artista possui, diante de si, cada vez mais informações em razão das mudanças e dos acontecimentos de sua época.

Os pintores fovistas receberam influências de Van Gogh, através de seu emocionalismo e ardor passional pelas cores exacerbadas, e de Gauguin, com seu primitivismo e visão elementar da natureza. A nova estética é obedecer aos impulsos instintivos ou as sensações vitais e primárias. Criar desobedecendo a uma ordem intelectual, onde as linhas e as cores devem jorrar no mesmo estado de pureza das crianças e selvagens, desobedecendo às regras tradicionais da pintura. Evitam a ilusão da tridimensionalidade. Agora a tela se apresenta plana, obtendo apenas comprimento e largura. Baseiam-se na força das cores puras. 

A realidade é deformada com a finalidade de produzir o estado de espírito do artista diante do espetáculo oferecido pela movimentação dos reflexos dos tons vivos sobre a água e os galhos retorcidos… A nova geração de artistas busca recomeçar sem se preocupar com a composição. Na ânsia de pintar o estado de graça, muitas vezes aplica-se a tinta diretamente na tela, onde os vermelhos, os amarelos, os verdes uivam e antecipam o gosto moderno pela cor pura. É o novo espírito de síntese, deixando de lado o desenho e a forma, tornando-se deformadores, criando contrastes ou harmonia de coloridos inexistentes na realidade do mundo visível. Não se deixam escravizar pelos aspectos visuais da realidade. A nova arte surge como verdadeira libertação do real e é construída pelas sensações visuais impulsivas do artista.

coluna-tascaHarmonia em vermelho, 1908, Henri Matisse, 1869/1954
Óleo sobre tela, 218×220 cm
Museu Hermitage
São Petersburgo, Rússia

9 comentários
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  1. EU GOSTO MUITO DE HISTORIA

  2. RONALDO BRILHA MUITO NO CORINTHIANS

  3. Eu queria muito saber e tentar entender melhor e com mais explicações o que seria o FOVISMO!
    Este negócio é estranho e minha professora fala grego quando ela tenta explica o que é isso!

    Obrigada pela atenção e boa tarde!

  4. RONALDO brilha muito no Corinthians!

  5. De olhos vermelhos, de pelo branquinho, cadê o chinelo? Ronaldo peitinho! :D

  6. Amo fovismo e gostei do texto, ele relata coisas interesantes sobre esse movimento.

  7. Texto cheio de boas ideas

  8. Ameeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei!

  9. Parabéns, pela sintése teórica desse movimento artístico revolucionário, esqucido, pela pouca valorização
    de nossos professores de Artes nas escola, fruto de um ensino pobre e sem contéudo da história da arte. Pesquisando sobre o assunto para ministrar uma aulo, me deparo com seu conteúdo que passo a ilustrar minhas aulas como ferramenta. Obrigado pela iniciativa de socializar o seu conhecimento. Um forte abraço, do Professor Gilson Nunes da Paraíba.

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