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Observador

abr 30th, 2009 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Colunistas, Jaci Soares

Lucieti - mãos abençoadas I
 
No meu tempo de Urussanga  nos idos anos de 1960, nós tínhamos na localidade de Rio Carvão um bom velhinho que eu sempre conheci pelo nome de Lucieti. O homem era fera em matéria de colocar no lugar dedo destroncado, torção, nervo ciático , braço ou perna fraturada e por ao afora. Naquele tempo tinha os times de futebol do Urussanga Futebol Clube, Metropol, Comerciário, Ouro Preto e Próspera de Criciúma e o Lucieti era o “cara” para resolver os problemas dos atletas.  Lembro-me certa vez que jogando uma partida de futebol de salão no estádio municipal numa quadra de cimento e lisa, levei uma chega pra lá do falecido Tona e, cai de mal jeito. Moral da história: sofri uma seria fratura no pulso. Minha mão ficou pendurada. As pressas me levaram para o bom velhinho Lucieti. Com a ajuda de sua esposa o bom velhinho deu um jeitinho e colocou tudo no lugar e, depois fez uma tala com taquaras e me enfaixou. Não receitou nenhum medicamento ou precisou fazer um raio-x para saber a gravidade da fratura.
 
Lucieti – mãos abençoadas II
 
Passados alguns anos resolvi me consultar com um ortopedista para ele fazer uma avaliação do meu caso. Foi feito raio-x  o médico mostrou-me o exame e perguntou-me, quem foi o bom médico que te operou? Claro, contei-lhe o ocorrido e, ele custou a acreditar, pois a minha ossada estava tudo nos devidos lugares. Por isso que acredito que Deus colocou, em cada alma humana, uma força capaz de movê-la em direção aos seus sonhos, aos seus objetivos. Contudo, não basta desejar chegar se não acreditar plenamente nessa possibilidade. Digo isso porque sempre acreditei que o “bom velhinho” Lucieti tinha um dom divino de aliviar a dor das pessoas. Relembro esse fato, porque muitas pessoas de Urussanga foram atendidos pelo Lucieti , o homem das mãos abençoadas. Esse é mais um fato do meu tempo de URUSSANGA.
 
Vou a Urussanga

 
No mês de maio irei a Urussanga para participar pela primeira vez da festa “ Ritorno Alle Origini”. Sempre vou a festa do vinho e me divirto muito. Além de reencontrar meus amigos, me sinto em casa. Gosto muito da gastronomia italiana bem como dos shows artísticos que enaltecem a cultura de Urussanga. Aproveito a oportunidade e mando um abraço ao Presidente da Comissão Organizadora, Antonio Carlos Reis, desejando sucesso total. Me aguardem……

4 comentários
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  1. moro em paranavai a 37 anos,de ves iquanto lembro do adimiravel
    lusieti,o qual nunca oube seu nome sèrto,com 14 anos de idade ja
    dirigia crro,e levei muita gente para ser atendido por ele,sò nâo
    dava coragen ver os gritos dos pacirntes;porque fazia o trabalho
    sem anestezia ,mas todos melhoraran , inclusive meu irmâo altair
    que quebrou a clavicola,.
    NÂO ENTENDI COMO PODE UM HOMEN SEN ESTUDO ERA TÂO PERFEITO
    de (pico) walmi giodani…

  2. Caro Walmi Giordani-

    Eu também nunca soube o seu nome completo, mas ele ela conhecido na região por Lucieti. Na verdade eu também estive com vários amigos meus contudidos na casinha humilde do bom velhinho Lucieti. Como bem dizes, fazia tudo sem anestesia e , nem receitava qualquer tipo de remédio. A fratura que eu tive no me pulso, foi coisa sérissima, pois lembro-me bem que os nervos todos encolheram e ficaram numa bola no meio do meu braço. Foi assustador. Mas o bom velhinho, com seus dedos, foi tateando aqui e acolá, como se estivesse colocando os nervos no lugar e depois deu um safanão e tudo voltou ao lugar. Coisa do outro mundo. É um fato que nunca vou esquecer na minha vida.

  3. PASSEI UMA VEZ PELAS SANTAS MÃOS DO SR. LUCIETI.
    TINHA MAIS OU MENOS UNS 11 ANOS, QUANDO TORCÍ ALGUNS DEDOS POR TER BATIDO NUM CABEÇA DURA.
    O DOUTOR DOS POBRES E DESESPERADOS DEU UMAS BELAS E DOLORIDAS TORCIDAS E ENFAIXOU. SAÍ DELÁ CHORANDO MAIS CURADO.

  4. Fico feliz em saber que várias pessoas passaram pelas mãos do “bom velhinho” Lucieti. O que mais me impressionava era a tranquilidade dele ao atender as pessoas desesperadas. Sem estresse, calmo, sorridente pois ele sabia o que estava fazendo. Me lembro bem da sua esposa que o ajudava na hora de enfaixar o contundido. Na hora do acerto financeiro ele sempre dizia : “ah, deixa prá lá”. Mas as pessoas sempre o pagavam com muito gosto. Este era o ortopedista da minha época e, que atendia principalmente os mais pobres.

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