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A “POP ART”

abr 30th, 2009 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Colunistas, Eduardo Tasca

A Pop Art possui ascendência no dadaísmo de Marcel Duchamp, tanto que foi chamada de “new dada”. Surge na Inglaterra nos anos 50 e amplia seus horizontes em Nova York nos anos 60, abrindo um novo cenário para o mundo artístico. É a abreviatura do inglês “popular art”, ou arte popular. O folclore urbano é sua temática. Opera com signos estéticos: a publicidade, o consumo de massa, as histórias em quadrinhos, os meios de comunicação e os ícones em evidência, como políticos, atrizes e cantores.
Tem como materiais a tinta acrílica, o poliéster, o látex, produtos com cores intensas e brilhantes, apropriando-se de objetos e transformando-os em grandes dimensões. O disparate e o inesperado tornam-se uma nova linguagem com elementos fotográficos, pictóricos, arquitetônicos e escultóricos, utilizando para sua confecção os novos objetos industrializados, não mais as tintas tradicionais.  

A “Pop Art” ironiza a sociedade de consumo, o “kitsh”. Festeja a realidade da cultura popular urbana. Os novos recursos expressivos estão inspirados no ritmo do ambiente da industrialização criada nas grandes cidades. Os sinais de trânsito, os eletrodomésticos, os enlatados, cartazes tornam-se sua fonte de produção.  A “Pop Art” imprime um novo ritmo, onde o apelo e a criação tornam a civilização industrial urbana ansiosa pelo consumo. A “Pop Art” estabelece um diálogo com a sociedade de consumo, forçando-a a ter um olhar mais atento às imagens que a rodeia de forma insistente e veloz na produção dos objetos.
As obras são tiradas de seu contexto e inseridas no espaço artístico para uma compreensão e análise do ambiente da cidade. Os valores plásticos na construção das imagens chamam a atenção, pois para a construção desses objetos existem várias pessoas por trás, trabalhando anonimamente. Para o artista pop a imagem narra mais do que a palavra escrita “a massa não quer mais ler, que ver história”. Roy Liechtenstein ironiza a cultura americana, utilizou-se de histórias em quadrinhos, do mundo dos gibis, buscando a inocência e ingenuidade da infância, o ato esperançoso onde o mundo é simplificado. Andy Warhol é considerado, na opinião dos críticos de arte, exímio trapaceador ou gênio. Fã ardoroso de celebridades conhecia a efemeridade do público diante dos símbolos culturais da época. Robert Rauschenberg utilizou a técnica de impressão em “silk-screen” e criou as pinturas combinadas com garrafas de coca-cola. Nesta linha muitos objetos ditos bregas viram moda.

coluna-tasca2WHAAM, 1963
Roy Lichtenstein
Magna s/tela, 172.7 x 421.6 cm
Tate Galery, Londres
 
coluna-tasca-12LIZ VERMELHA, 1962
Andy Warhol
Tinta acrílica e silk screen s/ tela, 101,6 x 101,6 cm
Museu de Arte Moderna, São Francisco

2 comentários
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  1. Eu precisaria de alguns nomes de cantores da Pop Art.

  2. Aeeeee!

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