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1° de maio: um dia de descanso e reflexão

abr 30th, 2009 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Geral

Na próxima sexta-feira, 1º de Maio, é feriado Nacional, Dia do Trabalho. Ele é comemorado em vários outros países além do Brasil. Foi instituído em 1889 por um Congresso Socialista realizado em Paris em homenagem à memória dos mártires, que em 1º de Maio de 1886 em Chicago participaram de uma greve geral. Na época, Chicago era o principal centro industrial dos Estados Unidos. Nesta greve milhares de trabalhadores foram às ruas protestar contra condições de trabalho desumanas e reivindicar redução na jornada de 13 para 8 horas diárias. Houve repressão ao movimento e muitos operários foram presos, feridos e até mortos no confronto com a polícia. Este dia trágico foi um marco na busca dos trabalhadores por seus direitos. Por essa razão, o dia 1º de Maio foi escolhido como o Dia Mundial do Trabalhador. Os brasileiros comemoram a data desde 1895. Porém, ele só foi reconhecido como feriado nacional a partir de 1924, por meio de um decreto do presidente Artur Bernardes.

No Brasil alguns fatos importantes aconteceram no dia 1º de maio, e também contribuíram na conquista dos trabalhadores por seus direitos. Um destes episódios foi em 1940 quando o então Presidente Getúlio Vargas criou o salário mínimo. Valor este que deveria ser suficiente para suprir as necessidades básicas de uma família, como moradia, alimentação, saúde, vestuário, educação e lazer. Mas foi em 1941, em um 1º de maio, que foi instituída a Justiça do Trabalho, que veio assegurar o direito dos trabalhadores brasileiros.

Atualmente a data serve para reunir patrões e empregados que se confraternizam, buscando uma maior integração. Mas a luta por melhorias e novas conquistas são levadas em conta também. Apesar de significativos avanços na relação trabalho e trabalhadores, os sindicatos continuam lutando, tanto na manutenção dos direitos adquiridos, quanto na conquista de novos.
No Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Criciúma e Urussanga (Siserp), a constante procura por melhorias são prioridades.

Segundo a presidente da extensão de base do sindicato em Urussanga, Suzana Darela Souza, a instituição conseguiu através da lei 1763 a aprovação do plano de cargo, carreira e remuneração para o magistério público municipal de Urussanga. Este plano ao longo do tempo tem se adaptado às exigências do setor e sofrido alterações, como a que aconteceu em 2008 com a modificação de alguns artigos da lei. No ano passado foi iniciado o estudo para elaboração de um plano de cargo para os demais funcionários públicos, além do estudo para implantação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). “Neste momento estamos no processo de elaboração do edital para a eleição dos membros, mas a previsão é de que ainda este ano, em julho, tudo esteja resolvido”, explica Suzana.

Em 2009 foi dado início à negociação para o dissídio que irá acontecer em maio. A pauta de reivindicações foi definida em abril após uma assembleia com funcionários, onde uma das exigências é a reposição de 5% do ganho real, mais inflação.  O documento já foi entregue ao prefeito e está sendo aguardado o agendamento para a primeira reunião entre sindicato e o poder público municipal. “Trabalhadores devem procurar os seus direitos. Temos de desmistificar o conceito do que é um sindicato. Ele não é contra patrão, apenas buscamos os direitos e deveres dos trabalhadores. Para isso, o trabalhador tem que participar das assembleias e expor suas ideias, pois é através dos sindicatos que nos organizamos para ampliar estas conquistas, visando melhores condições de trabalho para todos. Parabenizamos a todos os trabalhadores e nos colocamos à disposição”, ressalta Suzana.

Outro sindicato que possui uma forte atuação dentro do município é o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, comandado por Dilma Possamai. Ela lembra que entre as conquistas da classe estão o salário maternidade para as agricultoras, o Pronaf e a garantia de que até 2011 os trabalhadores rurais continuarão se aposentando com idade de 60 anos para homens e 55 para mulheres. “O Sindicato está de portas abertas para receber, informar e valorizar o trabalhador. O dia primeiro de maio não deve ser lembrado apenas pelos assalariados, mas também pelo trabalhador rural que trabalha de escuro a escuro. Quero parabenizar a todos, mas em especial o agricultor”, fala Dilma.

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