Depois da morte, para onde vamos?
mar 26th, 2009 | por Jornal Vanguarda | Categoria: EspecialVanguarda mostra opinião de uma psicóloga, dos católicos, espíritas, Testemunhas de Jeová e evangélicos sobre este assunto que causa tantas dúvidas e curiosidades nas pessoas
A única certeza que temos na vida é de que um dia todos morrerão. E é por isso que a palavra morte assusta tanto. Para alguns, ela significa o fim, a inexistência. Para outros, é apenas uma passagem, um estado de transição este mundo e os demais, ou entre a Terra e o céu. As teorias encontradas a respeito deste assunto são as mais diversas possíveis, e é justamente por isso que o tema gera muitas dúvidas e curiosidades por parte das pessoas.
Segundo a psicóloga Sibeli De Bonna Barbosa, mesmo sem perceber o real significado da palavra as crianças já brincam com frases referentes à morte. “Antes dos três anos de idade elas não entendem o seu verdadeiro conceito. Podem matar uma formiga sem associar uma coisa à outra. Entre os cinco e os nove, elas já percebem que a morte é algo definitivo, mas pensam que o falecido pode ouvir, ver e sentir. Dos 9 aos 10 anos de idade, as crianças entendem que a morte acaba com todos os tipos de reação do corpo e, somente após os 10 anos o conceito de falecimento se torna mais realista. Apenas na adolescência a verdadeira noção de morte e de vida se torna clara”, diz Sibeli.
A psicologia afirma que a primeira reação da criança quando se depara com algum falecimento é de curiosidade, e não de medo. Onde esta pessoa está? Ela vai voltar? Por que foi embora? As respostas dadas pelos pais ou familiares é que vão formar o conceito de morte da pessoa, ainda na infância. “Quando esta criança se tornar adulta, ela poderá mostrar diferentes reações diante da morte. Dependendo do que lhe foi repassado quando ela ainda era pequena, poderá sofrer de forma sadia, com ansiedade e tristeza, ou então ter reações mais patológicas e se mostrar histérica, em pânico ou, até mesmo, entrar em uma depressão profunda”, lembra a psicóloga.
A morte é uma certeza que todos têm. Conforme a doutrina da Igreja Católica, ela deve ser encarada como um fato normal da vida, embora seja dolorosa e triste. “A nossa Igreja tem alguns modos de lidar com esta situação. Um deles é a Unção dos Enfermos. Este sacramento é um sinal da presença de Deus na vida daquela pessoa, e vai ajudá-la a enfrentar com serenidade esta difícil fase. Outra maneira de auxiliar é através da cerimônia do funeral, de orações e da missa de corpo presente. Estes atos consolam a família e dão uma carga de fé àqueles que estão sofrendo”, ressalta o pároco de Urussanga, padre Jiovani Manique Barreto.
O catolicismo tem como prioridade ajudar os familiares e amigos daquele que faleceu. A missa de sétimo dia e os terços diários são um exemplo disto. “Rezamos e pedimos para o descanso eterno da pessoa. Também visitamos as casas, oramos e aconselhamos quem necessita. Tentamos fazer o possível para que os mais próximos superem o processo de luto, que muitas vezes é demorado e sofrido”, lembra o pároco.
A Igreja Católica acredita que quando alguém falece, ela comparecerá diante de Deus para um julgamento final, onde toda a sua vida na Terra será julgada. “Aqueles que viveram de forma sadia seguindo os ensinamentos de Deus, ajudaram aos irmãos e tiveram boas atitudes passarão por um processo de purificação e irão para o céu. Mas aqueles que viveram longe do Pai, foram más, não tiveram vontade alguma de se converter ou rever a própria vida vão para um lugar longe de Deus, chamado de inferno”, explica o padre.
Diferente do catolicismo, os Testemunhas de Jeová afirmam que a morte é o oposto da vida, é o fim, a inexistência. Quando a pessoa falece, permanece num estado de inatividade e não tem a consciência de mais nada. “No início da criação, Deus fez o mundo e deu vida ao homem, com a condição de quando falecesse, voltasse ao seu estado inicial. As pessoas foram criadas do pó, e ao pó retornarão, isso é bíblico”, afirma o ancião da congregação de Urussanga, Romeu Rossi.
Os adeptos a esta religião não têm medo da morte, justamente por terem a certeza de que quando alguém falece, tudo acaba, não há nada depois. “Existem dois grandes amigos. Um deles morre, e o outro, que continua vivo, passa a ter medo do espírito daquele que faleceu. Tem receio, fica assustado porque acredita que a alma daquele que era seu amigo pode fazer-lhe algum mal. Este temor foi incutido na cabeça das pessoas, mas é algo infundado. A maior punição que uma pessoa pode ter é, justamente, não ter a vida. A Bíblia diz que haverá uma ressurreição corporal de todos os que já morreram, sejam eles justos ou injustos, para o julgamento final. Esta é a nossa esperança”, diz Rossi.
Os pensamentos e doutrinas variam de religião para religião. Outra forma de lidar com este tema bastante indagado é através do espiritismo. O credo vê a morte de maneira bem diferente dos católicos ou dos Testemunhas de Jeová. Para os espíritas, somente o corpo físico morre, mas o espírito continua vivo. “Quando uma pessoa desencarna, ela vai para determinado plano conforme sua evolução espiritual. Não acreditamos no céu ou no inferno. Deus é justo e Pai, não vai destinar um lugar melhor ou pior aos seus filhos. Ele não cobra nada de nós, quem cobra é a nossa própria consciência”, fala Rosimere Aparecida Mafra da Silva, espírita há 28 anos.
Segundo a religião, o espírito reencarna em outro corpo para pagar as dívidas das vidas passadas ou da atual. As pessoas têm o livre-arbítrio para escolher o que é melhor para si, e por isto mesmo são responsáveis pelas atitudes tomadas. Quanto mais errar, mais tem a pagar. “Não existe nenhum anjo neste mundo, quem está aqui é porque tem que saldar alguma dívida. Esta vida é uma passagem, temos muito que aprender. Devemos amar e perdoar, porque acima de tudo somos todos irmãos”, lembra Rosimere.
O lema do espiritismo é que fora da caridade não há salvação. A crença prega que não é a religião que leva uma pessoa a determinado lugar, e sim as boas ações que ela tem. Deve-se fazer caridade, fazer o bem e se doar sem nenhum tipo de interesse, pois sabe-se que todos prestarão contas de seus atos. “Não devemos ter medo da morte. Nada acontece por acaso”, afirma Rosimere.
Diferente deste pensamento, a Igreja do Evangelho Quadrangular não acredita na reencarnação. Para os religiosos, a morte não indica extinção, mas sim a separação do corpo e da alma. Morrer significa cessar a vida como ser humano e ser introduzido no chamado mundo invisível. “É importante as pessoas entenderem que todas as almas existirão eternamente, nenhuma findará”, alegra o pastor da igreja, João Carlos Portal.
Os adeptos acreditam que existem três tipos de mortes, e afirmam que todas elas estão nas Escrituras Sagradas. “A primeira é a física, que consiste na transição do mundo visível para o invisível. A segunda é a espiritual, quando um homem ainda está fisicamente vivo, mas espiritualmente morto. Nesta condição, o ser humano ainda pode se redimir dos seus pecados e rever suas atitudes erradas. A terceira é a morte eterna. É quando ocorrerá o juízo final, e diante do trono branco, Deus julgará os mortos, e os ruins de coração serão lançados no lago de fogo”, assegura Portal.
A Igreja Quadrangular diz que quando a vida de alguém está no fim, ela quer em torno de si aqueles que amam e fazem parte de seu ciclo de relacionamentos. “Para muitos, a morte é um mistério, pois não sabem quais as suas consequências. Alguns homens, por não ter o entendimento sobre este assunto, entram em desespero e não aceitam. É importante lembrar que após o falecimento a alma permanece em um estado intermediário, aguardando o julgamento que definirá se ela vai para o céu ou será condenada eternamente”, observa o pastor.
O fato é que dezenas de pontos de vista podem ser apresentados sobre este assunto. A morte gera polêmica, dúvidas e incertezas em grande parte das pessoas. Saber o que ocorre depois do falecimento é uma curiosidade geral. Céu e inferno, reencarnação, mundos invisíveis, ou simplesmente o fim; cada um crê no que acha mais certo, e naquilo que acredita ter mais fundamento. As opções são inúmeras, e estão aí para serem indagadas e acreditadas (ou não) pelos homens. Desta forma, sabe-se que temos apenas uma certeza na vida: que todos, um dia, mais cedo ou mais tarde morrerão.


Tenho levado uma vida de guerras porque casei catolicamente, enganado por uma mulher que agora se diz não ter religião, mas como sua mãe é Testemunha de Jeová, ludibriada por outras, pois é uma pessoa idosa e sem formação acadêmica, põe-se do seu lado.
Sou católico não praticante, respeito simplesmente e tenho a minha propria fé. Na minha religião não se anda pelas portas pregando seja o que for. Quem quer vai, quem não quer não vai, e ponto final.
Além disso, o que me admira é que segundo dizem os Testemunhas de Jeová são melhores que os outros, mas a má educação que conheço no dia-a-dia por parte da minha “ainda mulher” e sua mãe deixam muito a desejar. Sonham com o dinheiro, com a luxuria sem poder ter e arranjam problemas onde não existem. É só isto que pretendo publicar.
Obrigado, deixem-me em paz.
PARA MIM SÓ EXISTE UMA TEORIA SOBRE A MORTE: QUE SE ENTREGARMOS A NOSSA VIDA A DEUS, IREMOS MORAR NO PARAÍSO!
Creio em um Deus vivo. A Bíblia diz que quando uma pessoa morre ela vai dormir à espera do julgamento final.
Meus queridos, a morte é um fato. Para saber sobre ela é só estudar a BÍBLIA. Estude a Bíblia e você terá a resposta. Por favor, não vão pela cabeça dos outros… ESTUDEM A BÍBLIA E COM CERTEZA ENCONTRARÃO A RESPOSTA.
MUITO CUIDADO COM AS FALSAS DOUTRINAS SOBRE DEUS. O SANGUE DE JESUS TEM PODER E ELE VAI FAZER COM QUE VOCÊS ENTENDAM A VERDADE. Porque está escrito: E CONHECEREIS A VERDADE, E A VERDADE VOS LIBERTA-RÁ.
João: 8:32
Eis que estamos nos últimos momentos na Terra e o que estamos fazendo para tornar o Nome de Cristo + amado, respeitado e conhecido? Enfim não importa as doutrinas humanas, o homem peca e está separado do Senhor,por isso nós temos o dever moral de avançarmos nessa busca,e continuarmos acerditando que depois de termos vencido tudo estaremos juntos, eu, vcs e o Senhor Jesus, que assim como muitos: desejo encontrar um dia. Louvado e Engrandecido seja o seu Nome.Amém.
Acabei de perder meu pai, mas não possso acreditar que Deus Misericordioso seja capaz de lançar um filho seu no lago do fogo como menciona o pastor Portal. Deus na bíblia diz: “Atirai a 1ª pedra quem nunca teve um pecado”. Todos somos pecadores e quando morremos nos redimimos dos nossos pecados junto ao Pai Celestial.
Interpretações, crenças, teorias, ” certezas”, etc. é o que mais existe. Cada um tem a sua “certeza”, cada um tem a sua “verdade verdadeira” que não passa de sua verdade pessoal, talvez uma fração da verdade mais plena. Observo que quando existem vários pontos de vista sobre um determinado assunto é porque ninguém tem certeza de nada mesmo. Nós, mortais, estamos no mesmo brco. E nem as religiões que se outorgam o título de donos da verdade também não devem tê-la. Vamos mesmo é para a sepultura, isso aqui no Brasil, porque há lugares do mundo que nem se enterram os mortes…cremam, levam às aves, etc.
Cada um pensa o que quer e faz o que quer.
Se Deus existe, acho que não vai lançar ninguém em lago de fogo, inferno estas coisas que dizem que existe, mas afinal de contas ninguém até agora voltou para dizer como é depois da morte física.
Já li e rli a biblia, acho que tem muitas contradições, afinal de contas foi escrito pelo homem.
que todos sejam felizes no possível.
Todas religiões não apresentam nada de verdade sobre a transcendência no além. Elas estão fundamentaadas sobre MITOS e o ser humano acredita nessas quimeras desde o seu início.Somente podemos entender o que acontece pós morte apenas pela Lógica Transcendental, fato poucom estudado pelos filósofos.De forma semelhante, os cientístas também acreditam em mitos quando explicam as suas teorias sobre o orígem do universo e da vida. Na essência só escrevem absurdos e querem impor como verdades! Há muitos anos estou escrevendo estess livros: Da onde viemos? - Por que existimos? -e ” para onde vamos após a morte? Logo estarei me comunicando com o público consciente e de mentalidade aberta.
A certeza que temos é que não temos certeza, se tivéssemos uma unica verdade não teriamos tantas religiões o que faz gerar mais dúvidas na raça humana com cada uma se dizendo dono de uma verdade a bíblia é um livro baseado em simbologias e tudo que voce procura acaba sempre com uma interrogação na cabeça pois fica para a sua própria conclusão definir como se fosse uma charada e nada explica de concreto!!