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Observador

fev 26th, 2009 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Colunistas, Jaci Soares

Respeito pela vida

Cada um de nós tem um conteúdo, uma história e uma opinião a respeito da vida. Devemos reconhecer as diferenças  entre as pessoas, independente de raça, religião ou condição social, e, saber valorizá-la, é sinal de grande sabedoria, além de revelar grandeza espiritual. A junção desses fatores, interagindo na convivência cotidiana, deve no meu entender que todos nós de uma maneira ou outra, devemos viver em harmonia para enfrentarmos a difícil tarefa de sobreviver com alegria e felicidade. Só que no meu tempo em que vivia em Urussanga a coisa era braba de se aturar, pois a discriminação que eu enfrentei, era um verdadeiro contraste da realidade. Eu enxergava as diferenças e, com isso buscava conhecimentos nas pessoas mais experientes, para que eu pudesse adquirir mais riqueza na minha formação intelectual e mais generosidade no coração. Por isso, sempre acreditei que quanto maior o contraste, mais interessante e potenciais serão as pessoas.

Cai na real

Eu sei que os meus leitores podem ficar imaginando o porque que faço esses breves comentários. Explico: aqui nesse espaço eu tenho a liberdade de extravasar o que foi a minha difícil convivência quando jovem. Imaginem, rapaz pobre, estudando em escola pública e, dependente desta mesma escola para ter material escolar e roupa para ficar mais ou menos parecido com os colegas. A roupa que a dita “ caixa escolar “ nos davam não servia nem para lavar assoalho de tão vagabunda que era o tecido. Na primeira lavada o tecido desbotava todo. Eu ficava envergonhado com tudo aquilo. Mas que diabos, o que eu poderia fazer para mudar aquela vergonhosa situação? Tinha que aceitar e ficar calado. Descalço, com um uniforme medíocre, eu e meus irmãos sempre fomos alvo de gozação. Ridículo, né? Hoje quando olho para os meus filhos, sinto um orgulho enorme, pois eles foram e são criados com muito amor e sem nenhuma discriminação. Todos eles com curso superior e respeitam a tudo e a todos.

A vida

Depois desse desabafo, cheguei a conclusão que a vida é um livro que deve ser lido página a página para ser compreendido. É preciso escolher o destino e percorrer o caminho da vida com a convicção de que, mais cedo ou mais tarde, enfim chegaremos ao destino desejado. Tem um pensamento que diz: “ A vida não faz promessas nem dá garantia. Concede-nos, apenas, o tempo para fazermos nossas escolhas. “Foi me apegando nesse pensamento que eu dirigi a minha vida, pois sou diferente daqueles  que vive se queixando do mundo pelos seus infortúnios. Para encerrar; primeiro agradeço a Deus por tudo que consegui nessa vida e, depois o amor de minha querida mãe, que apesar de ter sido analfabeta, me deu força e coragem para enfrentar os reveses que a vida me aprontou. Hoje sou feliz, pois VENCI.

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