Casos de Aids aumentam na cidade
nov 27th, 2008 | por Jornal Vanguarda | Categoria: GeralCerca de 2% da população urussanguense é soro-positivo diagnosticado, a para cada um confirmado, podem exister mais dez supostos casos. É isso o que diz o enfermeiro e coordenador do DST e Aids de Urussanga, Luiz Tadeu Ouriques Branco. Às vésperas de primeiro de dezembro, Dia Mundial de Mobilização contra a Aids, o principal objetivo dos profissionais de saúde é fazer com que as pessoas esqueçam o preconceito e percam o medo de descobrir se são portadoras do vírus HIV.
Em Urussanga, as formas de contágio mais comuns continuam sendo através das drogas e das relações sexuais. A faixa etária média dos portadores é entre os 20 e 35 anos de idade e, atualmente,as mulheres estão sendo mais infectadas, embora a quantidade de homens com o HIV ainda seja maior.
O ambulatório do DST e Aids, que se localiza no Posto de Saúde do bairro Estação atende aos pacientes soros-positivos desde a descoberta até o tratamento. A testagem é feita todos os dias, em qualquer horário. De maneira sigilosa, o resultado é entregue somente ao paciente. Segundo Tadeu, a primeira reação das pessoas que descobrem ser portadoras do vírus é a de desespero. Muitas delas se negam a fazer o tratamento adequado no ambulatório.
Após a confirmação, a pessoa é encaminhada ao serviço de assistência médica e será tratada conforme suas necessidades. Psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e os remédios necessários são dispostos gratuitamente. O acompanhamento clínico será feito por um médico especializado e capacitado pelo estado para trabalhar com portadores do vírus e, se necessário, o paciente será encaminhado a um infectologista da cidade de Criciúma.
Os medicamentos de hoje proporcionam aos soros-positivos uma qualidade de vida muito melhor. Vale lembrar que muita gente confunde o vírus HIV com a Aids. Tadeu explica que uma pessoa pode ser portadora do vírus durante toda a vida e a doença não se manifestar. Um paciente com Aids é aquele que já está doente e sofrendo com a enfermidade, se isto não ocorrer, ele só é portador.
“Não entendo porque este preconceito, ele não tem motivo para existir. A hepatite merece mais cuidados do que o HIV, pode ser pega até pelo beijo, e as pessoas não discriminam tanto como os soros-positivos”, afirma Tadeu. Outro lembrete importante é que as mães portadoras não devem amamentar os bebês, já que através do leite o HIV é transmitido
No Dia Mundial de Mobilização contra a Aids haverá uma passeata de bicicletas na Praça Anita Garibaldi que sairá do Posto de Saúde da Estação em direção ao centro. O evento é aberto ao público e quem quiser participar é só se dirigir ao local de partida. Quando chegarem ao destino, haverá o sorteio de uma bicicleta, a participação da banda do exército, distribuição de lacinhos e preservativos.

