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ALERTA: jovens fazem uso de medicamentos para disfunção erétil por simples vaidade

nov 27th, 2008 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Geral

viagra

 
Uma febre entre os jovens está preocupando especialistas. O uso freqüente de medicamentos para disfunção erétil se torna cada vez mais comum entre eles.  E ao contrário do que muita gente possa imaginar, o comprimido não é usado por necessidade, mas sim por pura vaidade e medo de, ao menos por uma noite, se tornar impotente. Ao fazer uso do medicamento, os jovens não sabem que estão sujeitos a alguns riscos, desde a dependência psicológica até o priapismo.Segundo o farmacêutico Glauco Damiani dos Santos o maior perigo causado pelo uso constante é a dependência. Não a química, ocasionado pelas drogas, mas a psicológica. “Grande maioria deles vem procurar não pela disfunção, e sim por insegurança. Após tomar o primeiro comprimido, eles vinculam em sua própria mente que só obtiveram determinado resultado devido à ingestão do medicamento. E aí continuam usando pelo medo de falhar. O pior é que para conseguir parar de consumir o estimulante eles precisam procurar um atendimento especializado, já que estão viciados, mesmo que só psicologicamente”, afirma o farmacêutico.

Segundo um jovem urussanguense que não quis se identificar, o Viagra é um dos menos consumidos. Os usuários não se importam com a marca, e sim com o grau de potência do medicamento. Resumidamente, os jovens que usam podem ser divididos em dois grupos: os que preferem o potencial e aqueles que analisam os valores, já que as pílulas podem variar entre 30 e 50 reais. Além da venda liberada nas farmácias, existe o mercado negro estabelecido em Urussanga.

Muitas pessoas que vão ao Paraguai comprar mercadorias aproveitam para trazer uma quantidade das pílulas que serão vendidas aos jovens. A organização neste mercado é alta, a grande maioria dos vendedores vai aos países vizinhos com encomendas feitas. Há certa comunicação entre a juventude, e é através dela que eles sabem onde devem procurar e com quem comprar. No mercado negro é onde grande parte dos consumidores adquire os comprimidos.

Conforme o médico Cirilo de Castro Faria a utilização do estimulante aumenta o fluxo de sangue no corpo, podendo ocasionar rubor no rosto e dor de cabeça pulsante. O excesso de consumo, em casos mais graves, pode causar o priapismo. Para quem não conhece, priapismo é a ereção persistente e freqüentemente dolorosa. É uma emergência urológica que pode levar ao quadro de impotência sexual definitiva, fazendo o usuário perder todos os estímulos sexuais.

Os jovens que utilizam o estimulante têm a partir de 20 anos de idade. O uso está se tornando cada vez mais freqüente, principalmente em festas. Eles são ingeridos, na maioria dos casos, sob o efeito exagerado do álcool, e em algumas vezes, consumido devido à utilização de drogas. “O remédio não é utilizado por necessidade, e sim como um adicional a mais, para impressionar a parceira no desenvolvimento sexual”, garante o jovem urussanguense.

O vício psicológico se manifesta facilmente. Muitos dos que consumem o medicamento uma única vez, ao primeiro sinal de impotência procuram ingeri-lo de novo. Nas vezes seguintes, por precaução, antes mesmo de a relação ocorrer, já tomam o estimulante para garantir o desempenho sexual. Vale lembrar ainda que nenhum medicamento deve ser usado sem orientação médica, e que aliar estes compostos químicos ao álcool e drogas pode ser um risco iminente à saúde dos usuários.

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