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Com habilidade e destreza nas mãos, Amélio transforma taquaras e cipós em balaios

out 30th, 2008 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Rural

balaio

 
Os balaios sempre tiveram grande importância dentro das propriedades rurais. Eram utilizados nas mais variadas atividades, especial mente durante as colheitas onde até hoje continuam tendo seu papel garantido. E não é diferente com Amélio Daltoé, que há mais de cinco décadas produz balaios. Ele aprendeu o ofício sem ninguém ensiná-lo. Observava de longe o sogro transformar taquaras e cipós em balaios e um dia chegou à conclusão que iria tentar. A tentativa deu certo, nunca mais parou de produzir os utensílios e isso faz mais de cinqüenta anos.  Antigamente a atividade era reservada apenas para as horas vagas e para suprir a necessidade de sua propriedade. Porém, com passar do tempo, começou a atender pedidos de vizinhos e conhecidos. Atualmente comercializa toda sua produção. Aos 72 anos o aposentado, que sempre trabalhou na agricultura, cultiva destreza e habilidade nas mãos para trançar os balaios. Também não falta disposição para ir buscar a matéria-prima do seu trabalho em uma distância de cerca de dois quilômetros. A preparação dos materiais exige tempo do artesão.  Seu Amélio conta que se tiver as taquaras e os cipós em casa tem condições de confeccionar até quatro balaios por dia.  Na hora de escolher os cipós tem de haver atenção redobrada, pois nem todos são apropriados. “Cada dia que passa fica mais difícil de encontrar os cipós. Ele deve ser flexível e resistente para que quando esteja seco não quebre com facilidade. Estas qualidades irão permitir um melhor acabamento nas rodilhas (bordas dos balaios)”, explica o aposentado.

A companheira de quase 51 anos, dona Jovilha da Silveira Daltoé, afirma que os utensílios conseguem entreter o marido, além de contribuir com a renda familiar. “Ele faz balaios de todos os tamanhos, grandes pequenos e até cestas. No passado todos sabiam fazer balaios, mais hoje é difícil encontrar um que faça, por isso é fácil de vender” afirma a esposa. As cestas que seu Amélio confecciona recebem alças e até pintura, atendendo a preferência dos clientes.

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