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Coleção de raridades

out 23rd, 2008 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Cultura

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Com certeza a coleção de xícaras não é uma das maiores que se tem notícias na região mas, sem sombra de dúvidas, é uma das mais significativas. Essas raridades, em sua maioria de porcelana, pertencem ao urussanguense Dionísio Daminani. O acervo pessoal foi herança de sua mãe, Angélica  Furghesti Damiani, falecida em 1994.xicaras-(24)-capaDispostas em cristaleiras e móveis, os objetos dão um colorido especial aos cômodos do primeiro andar do sobrado da família, situado ao lado do Clube de Urussanga. O que torna essas xícaras especiais é a originalidade. Cada peça possui desenho único, ornamentos em relevo, contornos dourados e pinturas em diversos estilos.

A coleção foi iniciada logo depois de Angélica casar com Defendi Daminani. As primeiras peças surgiram com os presentes da irmã Virgínia Furghesti Milanês, que viajava muito para o exterior.  Porém, a maioria delas provinha de famílias da região, que ainda conservavam as sobras de conjuntos de louças trazidas da Itália pelos imigrantes.

Dionísio conta que a mãe percorria constantemente as comunidades do interior de Urussanga, que na época agregava os atuais municípios de Cocal do Sul, Morro da Fumaça e Siderópolis. Ela comprava produtos coloniais que usava como ingredientes para fazer salgados, bolos e outras iguarias para vender aos restaurantes e lanchonetes do centro da cidade. Era nessas idas e vindas que Dona Angélica encontrava os objetos de sua paixão, louças de porcelana, especialmente as xícaras.

“Cada uma possui uma história, um motivo para estar na coleção. Quando a mãe via uma xícara diferente, que chamava sua atenção, fazia questão de adquiri-la. Ela não descansava enquanto não conseguia comprá-la”, afirmou.

A coleção, que inclui peças oriundas da China, Japão e Europa do final do século XIX e início do Século XX, já foi maior, mas algumas peças foram doadas para filhos e netos que as admiravam. Além da porcelana, a família conserva um conjunto de taças, jarras, luminárias, copos e entre outros objetos feitos em um tipo especial de vidro de cor avermelhada. O conjunto, segundo Dionísio, tem mais de 100 anos.

Além de zelar pela coletânea deixada por sua mãe, Dionísio também gosta de colecionar. A paixão por automóveis o motivou a formar um pequeno acervo de modelos em miniatura. A coleção não ficou só nos pequenos exemplares, ele possui em sua garagem um Chevrolet Impala 1964, um Dodge Charger RT 1974, um Diplomata 1992 e um Wolksvagem Brasília 1978.

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