Estado tem vocação em tecnologia, mas faltam profissionais
out 9th, 2008 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Clarissa Miranda, ColunistasNa coluna desta semana, vai uma dica para quem está escolhendo uma profissão ou procurando uma nova atividade: falta mão de obra para o mercado de tecnologia da informação no Estado. A Capital, que junto com Blumenau e Joinville forma os três expoentes nesse ramo em Santa Catarina, tem uma carência anual de cerca de quatrocentas vagas.
Vejamos a situação de Florianópolis como exemplo desse cenário mais amplo. O crescimento acentuado do setor de tecnologia nos últimos cinco anos na cidade, seja pela ampliação das empresas já instaladas ou pela atração de novos empreendimentos ao Estado, tem apresentado como conseqüência a dificuldade de encontrar profissionais qualificados para as vagas em aberto. Já há casos de empresas que procuram profissionais há mais de seis meses.
Apesar de a Capital ser uma das regiões do Estado mais privilegiadas no quesito formação de mão-de-obra, tendo centros de ensino de ponta como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), além do CEFET-SC, SENAC TI e SENAI CTAI, o déficit de profissionais tem aumentado. Hoje estima-se que, anualmente, 400 vagas do setor, especialmente programadores nas mais diversas linguagens, não são preenchidas por falta de profissionais qualificados.
Uma das maiores empresas de software do município nos últimos dois anos aumentou em 150 o número de colaboradores, sendo que atualmente a empresa conta com 370 profissionais. Desde janeiro deste ano, foram cerca de nove novos colaboradores contratados mensalmente. A busca por novos membros para a equipe é constante. Atualmente há vagas abertas para programadores e implementadores Delphi e Java, além de analistas projetistas e de sistemas. Para gerente de qualidade, por exemplo, a vaga está há seis meses em aberto em busca de um profissional que atenda os pré-requisitos solicitados.
As entidades empresariais de tecnologia no Estado têm buscado alternativas para garantir a formação de mão-de-obra qualificada para as empresas catarinenses. A Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (ACATE), por exemplo, desenvolve um trabalho junto a jovens estudantes que aprendem desde cedo a lidar com a tecnologia, por meio de aulas de robótica. Cerca de cem alunos já passaram pelo centro de ensino que a entidade mantém em parceria com o SESI Santa Catarina, no programa SESI Talentos para a Indústria.
Outra iniciativa partiu há dois anos do Conselho de Entidades de Tecnologia da Informação e Comunicação de Santa Catarina (CETIC-SC), fórum que congrega as 12 entidades de tecnologia do Estado. O banco de currículos de profissionais de TI oferece às empresas a possibilidade de consultarem gratuitamente profissionais com as mais diversas formações e experiências, que podem lá cadastrar seus currículos. Agora em setembro de 2008 foi lançada uma nova funcionalidade no sistema, que permite que as empresas cadastrem as suas vagas em aberto, sendo o espaço uma forma de aproximar as empresas e os profissionais em busca de oportunidades. O endereço para acesso é o www.cetic-sc.org.br/banco_curriculo.

