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Urussanga é destaque em amplitude térmica na região

jun 26th, 2008 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Geral

amplitudeO casal José Celso e Iraci de Bona Sartor, moradores da localidade de Santaninha, tem preferências distintas com relação ao tempo. Ele gosta mais do verão, principalmente, em função do trabalho no campo. “Quando está calor, é melhor para trabalhar”, avalia. Contudo, a esposa não pensa duas vezes antes de dizer que o inverno é bom. “No frio a gente levanta, trabalha e se esquenta. No verão, não há o que fazer para esfriar”, argumenta Iraci. Com o bom humor peculiar, José Celso ainda avalia: “na realidade, eu preferia que ficasse sempre médio, nem muito quente, nem muito frio”.

O sonho da temperatura perfeita ainda não pode ser realizado, mas se é isso que o agricultor deseja, infelizmente, não será em Urussanga que vai conseguir. Afinal, aqui é assim: no verão, a população sofre com o intenso calor, com temperaturas que chegam facilmente perto dos 40°C ou até mais; porém, no inverno, não há quem consiga sair de casa sem estar bem agasalhado, pois as temperaturas costumam ser muito baixas, inclusive, negativas. Isso ocorre em função da amplitude térmica: diferença entre as temperaturas mínimas e as máximas.

O fenômeno é comum na região Sul do país, que está mais distante da linha do Equador, e também nas cidades interioranas. No entanto, o município traz uma particularidade que acentua as diferenças térmicas em função da localização geográfica. “Estamos num vale, situados entre a serra e o litoral. No inverno, o vento quente passa por cima. Já no verão, não circula”, explica o climatologista e responsável pelo setor de meteorologia da Epagri, de Urussanga, Márcio Sonego.

Conforme os registros, Urussanga tem uma amplitude térmica de 46°C. Como máxima já foram registrados quase 42°C e a mínima já chegou à casa dos 4°C negativos. Situação parecida não ocorre nas regiões norte e nordeste do Brasil, próximas à linha do Equador. Em Manaus, por exemplo, a amplitude é de apenas 20°C. As máximas chegam a 38°C e as mínimas a 18°C. Sendo assim, pode-se dizer que lá a população vive sempre no verão.

Na região Sul do estado, apenas Orleans e Siderópolis costumam registrar amplitudes térmicas tão altas quanto Urussanga. Os demais municípios não sofrem tanto com a oscilação da temperatura. No litoral, o fenômeno não ocorre com tanta facilidade. As amplitudes térmicas de Florianópolis e Laguna, por exemplo, são de 36 e 37°C, respectivamente. Em Brasília, localizada no centro do país, a amplitude é de 32°C.

No inverno, a impressão de frio se acentua ainda mais dependendo do vento. O cálculo da sensação térmica é feito com base na temperatura e na velocidade dos ventos. Há pouco mais de quinze dias, na terça-feira, 10 de junho, os termômetros registraram 12°C, mas, como os ventos chegaram a 75 km/hora, a sensação térmica era de um grau negativo. “Quando há vento, congelamos porque ele rouba o calor do nosso corpo”, observa Sonego.
Previsões para o inverno 2008

De acordo com o climatologista, até o final do mês de junho não deve haver frio tão intenso quanto o da última semana. Para julho e agosto é esperada uma onda intensa de frio, pois o inverno deste ano estará regido pelo La Ninã. O fenômeno pressupõe dias mais secos e ensolarados, no entanto, mais frios e também chuvas com menor frequência.

Dica

Quer saber como está a temperatura em qualquer cidade do país? No site do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), você encontra informações sobre mínimas, máximas, Umidade Relativa do Ar, precipitação, pressão e vento. Acesse www.inmet.gov.br, vá até o link rede de estações, depois superfície automática e escolha a região a ser consultada clicando diretamente sobre o mapa do Brasil ou buscando a cidade no menu ao lado, que está em ordem alfabética.

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