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Salto alto

jun 26th, 2008 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Colunistas, Fernanda De Césaro

Os sapatos foram criados para proteger os pés, mas podem ajudar a contar a história da pessoa que  os usa. Sapatos, muitas vezes, evidenciam o status, estilo, valores econômicos, estéticos e sociais do proprietário. O uso de calçados começou na era paleolítica, pelo menos dez mil anos atrás. Pinturas rupestres registram homens com as peles em torno de seus pés. Sandálias eram os calçados mais comuns entre as antigas civilizações, entretanto alguns povos tiveram sapatos.

Na Mesopotâmia, China e Pérsia, eram usados sapatos macios similares à mocassins. Os gregos criaram modelos diferentes para os pés direito e esquerdo. Existem controvérsias quanto à origem do salto alto. Possivelmente, os primeiros surgiram na China e depois chegaram à Turquia e Europa. Eram sandálias com plataformas que chegavam a 40 centímetros. Mas apesar de todas essas controvérsias, a verdade é que ele (salto) foi inventado por um homem. Diz a história que Luís XV, rei da França no século XVII, tinha estatura baixa (apenas 1,60 metro) por isso colocou um pequeno calço de madeira na sola do sapato para aumentar sua altura. A partir disso, a corte francesa popularizou o salto na Europa, chegando até nossos dias. As mulheres o adotaram como forma de melhorar a postura e conseguir alguns centímetros a mais de altura, mas nem tudo é elegância porque o salto alto pode provocar danos à coluna, dores no joelho, joanetes, tendinite, unhas encravadas e calos.

O chamado salto alto agulha sempre foi o preferido das mulheres de estilo, mas o sapato que mais impressionou o mundo foi inventado em 1950, o famoso Stilleto, cujo salto tinha miolo de metal, o que permitiu a criação de saltos muito finos e altíssimos. Tudo muito bonito, mas nada confortável. A Unifesp realizou um estudo no qual concluiu que o salto mais recomndado para o uso diário é o de até quatro centímetros. E, pasmem, o sapato perfeito deve ser largo nos dedos, com bico e salto quadrado.

Exageros à parte, os ortopedistas recomendam que a altura do salto e os modelos de sapatos dever ser revezados para o pé não se acostumar somente com um tipo de calçado. O problema de uma mulher que só usa salto alto é que os músculos da parte de trás da coxa ficam mais curtos e os da frente, mais longos. Se o uso dos sapatos com salto alto e baixo for revezado, a musculatura não se acostuma, e as dores causadas quando o modelo do sapato é trocado diminuem. Mas, apesar do salto alto proporcionar alguns contratempos, ninguém tem dúvidas de que “os saltos expressam o sentido da força sexual que atua em cada indivíduo de modo particular. Excitam o desejo pela restrição e pela promessa de liberdade, são um símbolo de elegância, poder e amor”.

Agora, algumas dicas para escolher o sapato ideal:

* Não escolha o sapato pelo tamanho informado na sola.

* Priorize o conforto e o equilíbrio que o salto proporciona

* Faça a compra no fim da tarde e à noite, quando os pés estão mais largos

* Uma boa forma de avaliar sem um calçado vai ficar vai ficar confortável é, ao calçá-lo, verificar se sobram de 0,5 à 1,3 centímetros entre o dedo maior e o final do sapato.

* O calçado não deve ser de material duro

* Se o sapato não é confortável, não compre apenas levando em conta a beleza do modelo

* Nem largo, nem apertado, o sapato tem que estar confortável quando experimentado na loja.

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