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Mãos de fada na cozinha…

jun 26th, 2008 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Cultura

angelinaCozinhar é uma arte, e para ser bem feita, deve ter como ingrediente principal a disposição, o gosto e a vontade. É por isso, por ser mantenedora destas virtudes e características, que a urussanguense Angelina Amboni fica horas do dia em frente ao fogão. A senhora, de 74 anos de idade, faz da culinária um passatempo, um hobby e, ao mesmo tempo, uma profissão.

Mãe de seis filhos, Salete (in memorian), Raul, Claudete, Jânio, Alcioni e Paulo, a mulher sempre teve de trabalhar fora para ajudar no sustento da casa. Morava em São Bento Alto quando, aos 32 anos de idade, decidiu vir para Urussanga. Foi professora do primário e costureira, profissões que não lhe encantavam nenhum pouco.

Quando todos os filhos completaram mais de 18 anos, Angelina resolveu fazer aquilo que ela mais gostava: cozinhar. Fez cursos de culinária e, junto da filha Salete, começou a produzir pães e sonhos. Estudando e praticando, os primeiros clientes surgiram, aumentando a demanda e as encomendas. Mãe e filha iniciaram a produção das mais diversas tortas e diferentes salgados e doces.

“Eu aprendi a fazer doces com minha prima quando tinha 15 anos. Fazia muitos bolos para as festas, mas quando meus filhos nasceram, esqueci a culinária para cuidar deles. Depois de crescidos tomei a iniciativa de me dedicar à profissão que eu gosto, contando com a ajuda de Salete”, afirma Angelina.

As encomendas aumentaram proporcionalmente e as duas, mãe e filha, não davam mais conta de entregar os pedidos. Era hora de aumentar a produção e montar um negócio próprio. Durante cinco anos, em média, funcionou no centro de Urussanga, a padaria e confeitaria tocada por Angelina, a Namãe. “Sem a Salete não era a mesma coisa. Fechei a padaria e voltei para minha casa”, salienta.

Hoje, com a ajuda de duas amigas, Solange e Sande, a senhora ainda fabrica algumas iguarias pedidas por encomenda. Faz doces, salgados, tortas e sonhos, dos mais diferentes tipos e sabores. “Muitas receitas foram criadas por mim. Não dá de fazer sempre as mesmas coisas, temos que inovar para ficar melhor. Eu aceito as críticas e os elogios, os dois são construtivos, se alguém critica alguma coisa que eu faço, eu posso mudar e fazer melhor”, ressalta.

Os fregueses que compram alguma coisa acabam voltando, maravilhados com as mãos de fada da confeiteira. “Eu adoro fazer isso. Mais que isso, eu amo, sou apaixonada por cozinhar. É a melhor profissão, faço o que faço com gosto”, afirma Angelina, a mulher que tem disposição de sobra para produzir, criar e ajudar no que pode.

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