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Arroz é campeão na alta dos preços

jun 19th, 2008 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Economia

economia---arrozO mundo está passando por uma crise de alimentos. A produção, frente à demanda que cresce a cada dia, precisa ser reforçada. Nos supermercados, o mais comum é encontrar os consumidores refletindo muito antes de levar alguns produtos para casa. O arroz é o campeão na alta dos preços. Dependendo da marca, um saco de cinco quilos pode chegar perto dos R$ 11,00.

O fardo de 30 quilos de arroz subiu entre R$ 8,00 e R$ 10,00, totalizando um aumento de quase 25%, afirma o proprietário do Mercado Ceara, José de Araújo. Além do arroz, outros itens da cesta básica como o óleo e o trigo também sofreram reajuste. “O trigo e o açúcar, de cinco quilos, sempre custaram quase a mesma coisa e, agora, o trigo subiu 30%”, revela.

A urussanguense Terezinha Amboni vai ao supermercado toda semana e, desde o ano passado, sente no bolso os reflexos da alta dos alimentos. “Estou gastando o dobro do que gastava antes cada vez que venho ao mercado. Leite, arroz, trigo e pão: tudo aumentou muito”, afirma. Já para o aposentado Agenor Talamini, responsável pelas compras da casa, o que mais aumentou foi o azeite de milho, cujo preço dobrou de uns tempos para cá. “Para quem tem família grande, fica muito difícil manter as compras de supermercado”, analisa.

A carne também sofreu reajuste nos últimos meses. Conforme o proprietário do Açougue Bendo, Idelfonso Cargnin, o aumento já chegou a 20%, os clientes reclamam e as vendas caem. “O poder de compra está cada vez menor e o consumo vai diminuindo”, observa. Segundo ele, a explicação dos fornecedores de carne para justificar os reajustes é a alta da ração e dos medicamentos bovinos.

A recente alta dos alimentos se deve a uma série de fatores. O desenvolvimento econômico, que trouxe mais dinheiro para o bolso da população, que dobrou o consumo, inclusive de comida, é um deles. A expansão da população mundial que, conseqüentemente, aumenta o número de pessoas que precisa de alimento; as secas enfrentadas no mundo todo; e o aumento dos combustíveis, como o petróleo (fundamental desde a movimentação das máquinas no campo até o transporte do produto final), também são fatores que contribuíram para a crise.

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