Urussanguense é vítima de trote do sequestro por telefone
mai 8th, 2008 | por Jornal Vanguarda | Categoria: PolíciaO dia 30 de abril de 2008 nunca mais irá sair da memória da empregada doméstica S.R.R. Na quarta-feira ela recebeu uma ligação que dizia que sua filha, uma adolescente de 15 anos, estaria em poder de seqüestradores, sendo ameaçada de morte.
De acordo com S.R.R, durante a ligação, uma moça gritava e pedia socorro, “pelo amor de Deus, me livra das mãos dos seqüestradores”. Tudo coincidia, pois sua filha fica em casa, quando a empregada vai trabalhar todos os dias. “Na ligação, o telefone foi passado de uma pessoa para outra, num total de sete ou oito pessoas, todos homens, com exceção da moça que não parava de gritar e pedir por socorro. Fiquei desesperada, eles me passaram um número de uma conta bancária e exigiram que eu depositasse R$ 20 mil, caso contrário iriam matar minha filha. Também disseram que sabiam onde eu trabalhava, que estavam seguindo todos os meus passos e que minha filha não estava colaborando. Me deram um prazo de apenas meia hora para arrumar o dinheiro e fazer o depósito”, explica S.R.R, ainda muito nervosa.
Amedrontada, a mãe saiu de seu trabalho para ir supostamente arranjar o dinheiro. Antes, porém, ela procurou ajuda do patrão, que desde o início tentou acalmá-la , dizendo que tudo não passava de um trote. “Com muito medo, peguei uma carona com um conhecido e fui até minha casa, quando cheguei encontrei minha filha sã e salva”, afirma. Segundo a vítima, ainda hoje, uma semana depois do ocorrido, ela não consegue lembrar da situação sem ficar nervosa. Quando vai dormir tem pesadelos com a situação. Sua filha também ficou amedrontada e com receio de ficar em casa sem companhia.
S.R.R foi até a delegacia e ficou sabendo que outros casos da mesma natureza vêm acontecendo em Urussanga. O delegado da Polícia Civil, Alfeu Orben, ressalta que este tipo de trote vem ocorrendo não só no município, mas em todo o país. Geralmente estas ligações partem de presídios de outros estados. Por enquanto, ainda não existe uma maneira de contê-las. Ele recomenda que as pessoas, quando se depararem com esta circunstância, tentem se manter calmas. Não devem depositar nenhuma quantia e, principalmente, devem tentar localizar a pessoa que dizem estar seqüestrada. Outra medida é procurar a Polícia Civil e registrar uma ocorrência. No entanto, Orben alerta: “É primordial tentar manter a calma, mesmo no calor dos acontecimentos e quando há um seqüestro de verdade existe uma série de fatores que o diferenciam deste golpe”.

