Preço do feijão sobe e assusta consumidores
fev 28th, 2008 | por Jornal Vanguarda | Categoria: EconomiaO preço do feijão assusta e pesa no bolso dos consumidores.
Quem estava acostumado a ver o feijão como um alimento barato, das compras de cada mês, agora tem de aprender a lidar com um aumento de quase 100% em poucos meses.
O quilo do produto que podia ser encontrado a R$ 2,70 ou no máximo até R$ 3,00, hoje está custando de R$ 3,69 até R$ 6,50, dependendo da marca e cor.
A dona de casa que gastava em média cinco quilos de feijão no mês, com o preço de R$ 2,70 tinha um custo de R$ 13,50. Porém, agora se ela consumir a mesma quantidade do produto a R$ 3,69 conta subirá para R$ 18,45, despesa que pode fazer a diferença na hora de pagar a conta.
A dona de casa Maria das Dores Martins feijão em casa não pode faltar independente do preço. “A saída que estou encontrando é controlar, para não haver desperdício, preparo somente o necessário para cada refeição, somos em seis pessoas e consumimos cerca de três quilos de feijão por semana e dou prioridade para o feijão preto” afirma.
Já para o agricultor da localidade de Linha Rio Maior, Délcio Ferrarez, este ano o preço está um pouco melhor do que o ano passado. Porque um saco de 60 quilos de feijão vermelho há menos de um ano era vendido por R$ 34,00, o que levou muitos agricultores a migrarem para outros tipos de plantações.. “Para nós que plantamos, na hora de vender está sendo uma batalha para conseguir R$ 4,00 por quilo do feijão vermelho, mas mesmo assim continua a baixo das expectativas. Nos mercados depois de passar pelas empresas que fazem o empacotamento do feijão o consumidor está pagando até R$ 6,00 o mesmo que eu vendi por R$2,00 a menos. A cultura do feijão exigi muito de quem planta, pois é quase toda manual e isso leva tempo.” explica Ferrarez
O agricultor ainda ressalta que muitos conhecidos substituíram as plantações de feijão pela de milho e soja, culturas que podem ser plantadas e colhidas mecanicamente, o que rende o trabalho e diminui o gasto com mão-de-obra; uma pessoa pode colher uma grande quantidade de grãos por dia, o que se torna mais lucrativo.
Segundo o gerente de uma rede supermercadista da cidade, o aumento considerável no preço do feijão se deve principalmente a falta do produto. “Isso acabou elevando os preços, mas esta elevação não deve durar muito tempo, pois quando há uma maior oferta do produto no mercado o custo sempre tende a baixar” enfatiza o gerente.
O plantio do feijão começa agora no mês de fevereiro e a colheita e feita em geral nos meses de setembro e outubro.

