Indicador de Saúde
out 26th, 2007 | por Jornal Vanguarda | Categoria: ServiçosSalvo algumas exceções, a maioria das pessoas apresentam quatro dentes do siso: dois superiores, um direito e um esquerdo, e dois inferiores, também direito e esquerdo. Geralmente estes dentes, conhecidos pelos dentistas por terceiros molares, sofrem erupção, ou seja, “nascem”, por volta dos 17 aos 20 anos de idade. O dente do siso não está presente em todas as pessoas, algumas vezes porque a pessoa não tem o germe deste dente e outras vezes porque ele não erupcionou por falta de espaço na arcada dental ou por estar na posição “errada” dentro do osso. Se o terceiro molar permanecer dentro do osso, ele pode produzir reabsorções de dentes vizinhos, transtornos dolorosos ao paciente e possíveis lesões císticas.
Mas se o dente erupcionar parcialmente ele pode vir a gerar um quadro infeccioso inflamatório, que é conhecido por pericoronarite e tal quadro gera muita dor para o paciente, além de inchaço, mau odor e irritação local. Além de todos estes itens, estes dentes ainda podem ser responsáveis por fortes dores faciais e enxaquecas por comprimir os feixes nervosos, na dependência da sua posição dentro dos ossos maxilares. Por ser responsável por tantos inconvenientes, estes dentes são geralmente extraídos, mesmo sendo dentes íntegros, ou seja, inteiros e sadios. Os dentes do siso devem ser extraídos quando os mesmos estiverem causando dor ou inflamação, quando o espaço não for suficiente na arcada dentária para a correta erupção dos mesmos ou quando estiverem mal posicionados dentro do osso.
Há duas correntes: a primeira diz que, se houver espaço suficiente para a erupção do siso e o paciente não tiver tendência a apinhamento (mudança de posição dental), não haverá problemas; já a segunda diz que, se o espaço for insuficiente e o paciente, submetido à ortodontia e com tendência a apinhamentos, ou mesmo, só submetido à ortodontia, mas com a mesma tendência, poderá ter problemas futuros, como o apinhamento de dentes.
A sua extração está indicada na ausência de espaço para a erupção, no posicionamento horizontal do siso, nos quadros de dor e quando se inicia a erupção e esta não se completa. Quando se faz a extração de um siso, provavelmente terá que ser feita a extração do seu antagonista, isto é, do superior e do inferior.

