Sessão Saudade reúne admiradores do Monsenhor
set 10th, 2007 | por Jornal Vanguarda | Categoria: Central
A cadeira número 15 da Academia Urussanguense de Letras estava vazia. Nela só o traje do mais ilustre acadêmico da Benedetta. No público a sensação de que a qualquer momento o Monsenhor surgisse entre os presentes, tomasse o microfone e falasse no velho e bom estilo do orador que influenciou multidões.
Mas se tal fato ficou apenas na sensação de alguns, a palavra do Mosnenhor Agenor Neves Marques chegou aos ouvidos de muita gente na noite de Sexta-feira, dia 31 de agosto, aniversário da morte do padre.
Durante mais de duas horas, seu verso, sua prosa foi escutada por mais de 300 pessoas que compareceram ao salão da Sociedade Recretiva Urussanga. As presenças de autoridades, acadêmicos de outros municípios e entusiastas do Monsenhor, foi uma demonstração de que a obra do velho padre continua viva e atual para os urussanguenses.
Nas homenagens ao Monsenhor, a música não poderia ficar de fora. As apresentações do Coral Santa Cecília, do pianista mirim, André Luiz Bertoncine Feltrin, do grupo de flautistas Magnólia Branca e do lendário grupo musical Os Cardeais da Colina arrancaram aplausos do público.
Alunos da Colégio Barão do Rio Branco e a Escola Vereador Rosalino de Nez apresentaram números de dança. O Colégio Monsenhor Agenor Neves Marques homenageou o seu patrono com um jogral, recitando o poema Sino de Basano. Os acadêmicos urussanguenses também prestaram suas homenagens.
O evento contou com a presença do prefeito Municipal Luiz Carlos Zen, do Presidente da Câmara Luiz Henrique Martins, do Bispo Diocesano Dom Paulo de Conto, do presidente da Academia de Letras de São José, Atêmio Zanon, da pesidente da Academia de Letras de Orleans, Suely Mazzuco Mazzurana.
À noite ainda marcou o lançamento dos livros O Fuzilica de Deus e Aprendendo com O Monsehor, organizados pelo professor Valdemir Miotelo, Rosa Miotelo e Marina Miotelo.
O último ato da Sessão Saudade foi a declaração de vaga a cadeira de número 15, pela presidente da Academia de Letras de Urussanga, Ana Zim Pilotto.
Amor e Trabalho
Quando Deus criou as flores
Multicores,
Ensinou-as a florir.
E desde a primeira aurora
Até agora
Há mil cores a sorrir…
Foi quando uma bem triste
– Ela existe –
Começou a soluçar…
E foi da lágrima dela,
Que é tão bela,
Que o néctar veio a jorrar…
Visitando a flor vermelha
Uma abelha
Sentiu d’ amargura o fel
E então transformou seu choro
Num tesouro
Formando um favo de mel…
E assim a abelha operária,
Milionária,
O mel no mundo semeia
Num romance de perfume,
Que resume
O milagre da colméia…
A abelha inventou o namoro
– Sonho de ouro !…
E a flor ensinou a amar.
Foi do mel que nasceu a vela.
Como é bela
A prece acesa no altar!…
Monsenhor Agenor Neves Marques - Do livro Magos






