Um pouco de história
ago 31st, 2007 | por Jornal Vanguarda | Categoria: EspecialNatural de Palhoça, Santa Catarina, aos 11 anos entrou para o seminário da cidade. “A
minha idéia de ser padre nasceu do Padre Bernardo, que era franciscano, e do vigário do Estreito, João Pessoa”, contou o Monsenhor, durante uma entrevista no ano de 2003 para o jornal Vanguarda. Ordenado no dia 29 de dezembro de 1940, aos 26 anos, Agenor Neves Marques, nos anos seguintes, percorreu algumas cidades da região, chegando a Urussanga em 1948. “Eu vim para Urussanga em 19 de março de 1948. Vim para cá para substituir o Cônego Luiz Gilli por uma escolha do Clero. O clero alemão, italiano e polonês, porque brasileiro não tinha nenhum, e por aqui precisavam de um padre que soubesse fazer um discurso bonito em português”, disse, na mesma entrevista.
Em Urussanga, criou a Rádio Marconi, a Escola Profissional São José, o Paraíso da Criança, o brasão, a bandeira e o hino do município e de algumas cidades da região e foi secretário da Educação. Quando desenvolveu o Paraíso da Criança, o Monsenhor necessitava de alguém para cuidar das crianças. Foi nessa época que fundou as Damas de Caridade. Elas são uma espécie de mães dos internos, pois têm a função de protegê-los. Atualmente, o grupo é formado por 80 mulheres ativas que fazem visitas às famílias para conseguirem mantimentos e doações ao orfanato.
Ele sempre se orgulhou do trabalho que fazia com as crianças. Perguntado sobre as suas ações que mais foram importantes, ele respondeu: “foi ter dedicado a melhor parte da minha vida, do meu sacerdócio e até da minha juventude às crianças”. Orgulhoso, igualmente, era das obras que publicou. Monsenhor ocupa a cadeira número 15 da Academia de Letras de Urussanga. “Meu maior orgulho é o Catequista Ideal, que está na biblioteca do Vaticano como um dos melhores livros de pesquisa sobre a catequese”, justificou em 2003. Porém, a sua última obra publicada foi “Clarice em Branco Lispector em Preto”, em julho de 2005. Na oportunidade, Monsenhor, já com a saúde debilitada, ainda demonstrava uma lucidez invejável e uma clarividência impressionante das coisas ao seu redor, revelando que ainda mantinha acesa a chama de uma das mentes mais brilhantes que já habitou Urussanga.


Os artigos sobre o nosso querido Pe. Agenor são sempre bem-vindos e bem lidos. É uma pessoa que marcou muitas vidas e que deve ser sempre lembrado, é um imortal para as conciências urussanguenses. Foi um verdadeiro Profeta, soube anunciar o Amor de Deus na vida e em palavras e denunciar as injustiças com coragem. É impossível falar de Urussanga sem citar o nome do Pe. Agenor.
Muitas bençãos a vocês do Vanguarda e a todos os Urussanguenses.
Pe. Peca - Mogi das Cruzes/SP